Revistas da UCPEL (Universidade Católica de Pelotas)
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    The genesis of religious thought in childhood – III. An Attachment-theory perspective

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    A Teoria do Apego, descrita por John Bowlby, é uma teoria de base bio-etológica com as seguintes características principais: (a) o bebê tem, primariamente, um sistema biossocial de conduta, (b) esse sistema se desenvolve para manter a proximidade do bebê com seu principal cuidador, (c) o apego ao cuidador protege o bebê de efeitos predadores e outros perigos. Ainda que Bowlby tivesse uma formação psicanalítica formal, ele era basicamente diferente da psicanálise oficial por insistir na importância da validação da teoria por meios empíricos e extra-clínicos. Serem humanos, em qualquer idade, enfrentando situações alarmentes – guerra, terror, doença, divórcio – geralmente mostram a necessidade de encontrar figuras de apego, sejam humanas, sejam divinas. Apegos seguros são enormemente importantes para o desenvolvimento psicológico. Bowlby, basicamente, estudou a apego entre a criança e seu cuidador, definido a figura de apego como “a mais forte e mais sábia”, configurando a relação assimétrica antes citada. O relacionamento com Deus, contudo, é um apego criança/adulto com duas características especiais: (a) ele é permanentemente assimétrico (para os padrões normais), sendo Deus a “quintessência do poder e da sabedoria do outro”; (b) a inexistência das relações sexuais. A Teoria do Apego aparece como um modelo promissor para entender a gênese do pensamento religioso na criança

    A Ética na Educação

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    O objetivo desta exposição é apontar a crise ética atual e lançar desafios para uma educação ética emancipadora. A sociedade brasileira é marcada pela desigualdade que é geradora de um dualismo ético. A educação exigida é a recuperação do sujeito histórico capaz de identidade cultural. A solidariedade como interdependência social e a solidariedade como atitude ética são uma necessidade para a vida na sociedade. Os desafios para uma educação ética emancipadora determinam-se, portanto, segundo a ética da identidade e a ética da solidariedade para a emancipação e a inclusão de todos no desenvolvimento social e econômico regional

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    A TEORIA HEGELIANA DA OPINIÃO PÚBLICA

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    A teoria hegeliana da opinião pública é exposta na Filosofia do Direito do parágrafo 315 ao parágrafo 320, mas os de 316 a 318 são aqueles que tratam da mesma diretamente. O problema ou a questão central apresenta-se assim: O fenômeno da opinião é uma contradição indiferente, isto é, tanto quanto ela permanece na sua consciência imediata exterior. Ora, as mediações lógico-políticas permitem suprassumir a contradição da opinião pública, desenvolvendo toda sua força transformadora sócio-histórica? Dito de outro modo, como realizar a mediação entre a imediatidade impaciente da dialética da opinião com a paciência especulativa do conceito, para chegar a um resultado positivo, isto é, a verdade da opinião pública?  Nós respondemos a esta interrogação central, começando por estudar o fenômeno da opinião que manifesta a experiência da consciência em sua contradição, na instituição da esfera pública burguesa do século XVIII, enquanto experiência fundadora do princípio da “publicidade” da sociedade moderna. O fenômeno da consciência de opinar é a experiência da consciência que, através do espírito subjetivo, vive a oposição entre o público e o privado, enquanto desenvolvimento lógico contraditório; depois, a consciência percorre o desenvolvimento em termos de figuras do espírito objetivo sóciohistórico da opinião, e, enfim, o espírito acede ao saber dialético da mesma. A partir deste saber da opinião, o movimento lógico da opinião pública reúne a contradição, sendo autodeterminação do conteúdo da opinião pública, pela idéia de comunicação dialética. Enfim, a idéia dialética libera a opinião, a fim de desenvolver as mediações políticas, para que a opinião pública alcance a sua verdade como unidade contraditória, isto é, a unidade mediatizada e assim se torne uma força de mudança histórica

    Apresentação

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    OS CURSOS DE FILOSOFIA NO RS: MEMÓRIA E APRENDIZAGEM

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    Os 16 Cursos de Filosofia no Rio Grande do Sul surgiram, de um modo geral, na segunda metade do século XX. Trata-se, de destacar as principais características dos mesmos e mostrar algumas tendências da Filosofia em nosso Estado. A criação dos Cursos está ligada geralmente a alguma Instituição Religiosa, ao Poder público, a Universidade e/ou aos professores interessados na Filosofia. Percebe-se que existem diversas correntes filosóficas que influenciaram a linha de pensamento dos Cursos de Filosofia. A inserção do pensamento filosófico no contexto sócio-político do país é uma característica dos Cursos. O ensino da Filosofia dá-se em geral nas modalidade da graduação e pós-graduação. Um dos principais objetivos do ensino da Filosofia é criar a experiência de aprender o método filosófico. Os Cursos de Filosofia no Rio Grande do Sul têm uma forte inserção no espaço público quer seja na comunidade universitária ou na sociedade civil. A organização curricular tem como pressuposto uma estratégia pedagógica que pode ser caracterizada como sendo de aprender permanentemente

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    A alegria na obra de Anselmo de Aosta

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    Anselmo conclui, em sua obra, uma reflexão na qual busca, através do encadeamento lógico da razão, fazendo uso da mais rigorosa discussão dialética, dar razões daquilo que ama e em que acredita. Não raras vezes, oferece ao leitor pequenas “pausas argumentativas”, nas quais não omite que os frutos do seu esforço causam genuína alegria. No Monologion VI, 19, 15 – 20, por exemplo, ao verificar a conformidade do objeto da fé com o rigor dialético, Anselmo expressa seu júbilo pelos resultados obtidos e a alegria se torna incentivo para prosseguir no esforço “sola ratione”. No Proêmium do Proslogion (93, 30 – 994,2), o autor declara ter decidido colocar, por escrito, os mesmos resultados, a fim de proporcionar alegria aos eventuais leitores. Não se deve esquecer de que o Proslogion – especialmente seu “argumento único” – lhe proporcionou um sentimento de grande satisfação, como ele mesmo revela (cf. Proemium, 93, 16 –19). Tal sentimento é atestado por Eadmero, seu biógrafo, ao fazer referência às grandes dificuldades enfrentadas pelo autor à procura do “argumento único” e, por fim, a grande alegria proporcionada pelo encontro (cf. Vita Sancti Anselmi I,19). Nosso estudo pretende, pois, divisar melhor esta relação entre rigor argumentativo e alegria, presentes no pensamento anselmiano

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    Modernidade, catolicismo e pertença religiosa

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    Neste artigo, realizamos uma abordagem sobre o catolicismo, procurando situar o tema no quadro de transformações ocorridas na modernidade, em sua etapa mais recente, e apresentamos parte de uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Superior de Cultura Religiosa da UCPel, na cidade de Pelotas, tendo como base um estudo publicado pelo CERIS (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais), em 2002, sobre o catolicismo nas grandes regiões metropolitanas brasileiras. Com as informações obtidas, dispomos de algumas comparações e dados quantitativos, que tenderam a confirmar os estudos sobre a nossa realidade sócio-religiosa, cuja complexidade necessita de um referencial teológico que proporcione iniciativas pastorais capazes de responder aos desafios do meio urbano

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