Revistas da UCPEL (Universidade Católica de Pelotas)
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UN INQUIETANTE EPISTEMOLÓGICO: DIÁLOGO ENTRE DISCIPLINAS
El escenario epistemológico actual se presenta en un clima de desasosiego, bajo la presión de un cambio paradigmático emergente. Uno de los fenómenos observables en la crisis del paradigma de la modernidad es lo que se acordó llamar disciplinaridad, acompañada de variados prefijos, multi, inter, trans, los más frecuentes. La metáfora “disciplinaridad” designa a los diferentes diálogos que los sujetos adheridos a sus disciplinas intentan establecer. Este interés por los modelos de análisis de la realidad utilizados por sujetos de campos ajenos al nuestro, trae la esperanza de alcanzar nuevos, variados y más complejos sistemas de investigación. Si estamos frente a un paradigma emergente, como parece, tenemos también presente la precariedad de la epistemología que lo examina. Ubicándose en una propuesta transdisciplinaria, como siendo la que se encuentra entre, a través y más allá de las disciplinas convencionales, los autores formalizan un intento de diálogo teológico-dinámico, tomando como base empírica la vida de San Ignacio de Loyola, caracterizada por múltiples visiones y un fuerte misticismo. Partiendo de los tres puntos básicos de la transdisciplinaridad – realidad de variados niveles simultáneos, lógica del tercer término incluido y el concepto de complejidad – se formuló la hipótesis de que las metáforas oriundas de cada disciplina pueden configurarse como elementos estratégicos para el análisis del nivel de diálogo entre disciplinas. El estudio muestra que metáforas como “misticismo catafáctico”, “contemplación infusa”, “sentimiento oceánico”, entre muchas otras, pueden sufrir graves daños en su sentido original, al pasar del campo de una disciplina a otro. El riesgo del mal uso de los valores metafóricos específicos es permanente y puede poner a los dialogantes en el lugar de inocentes epistemológicos o de impostores intelectuales. Es un riesgo asociado al emergente paradigma post-moderno, que tiene como proyecto mayor no sólo el avance del conocimiento sino la expansión de la solidaridad y de la paz
Cotidiano e narrativa religiosa Considerações, perguntas e propostas a partir das teorias de Michel de Certeau em “A invenção do cotidiano” e da História Oral
O presente trabalho, em seus dois primeiros tópicos, visa analisar, numa síntese interpretativa, o livro “A invenção do cotidiano”, do historiador Michel de Certeau. O historiador propõe uma teoria que visa, para as ciências, o privilegiar os sujeitos históricos concretos, partindo do pressuposto que os mesmos redefinem, em suas práticas e usos daquilo que é oficialmente imposto na sociedade, uma nova ordem cultural, tantas vezes pessoal, que coexiste com a ordem oficial e sob o manto dela. Nos tópicos seguintes procura-se estabelecer uma relação entre as teorias de Certeau e o modelo e método da História Oral como sendo uma possibilidade de se captar a história cultural de uma sociedade a partir dos usos e fazeres dos seus sujeitos. Tal abordagem tem como preocupação revelar que a religião pode e deve (para seu melhor entendimento) ser compreendida e investigada a partir de outra ótica, isto é, não apenas pelo viés da investigação tradicional acadêmica, mas pela via da escuta daqueles que a vivenciam no cotidiano em seus usos e re-fazeres dos códigos religiosos oficiais
Encíclica Pacem In Terris: atualidade e vigência, sob a ótica dos direitos humanos
A Encíclica Pacem in Terris como o grande documento da Igreja sobre direitos humanos, dada sua interconexão com a proteção da dignidade da pessoa. Os direitos de natureza individual e sua necessária associação com os direitos sociais. As relações internacionais e sua fundamentação na lei moral. A Encíclica alinhada a outros documentos de proteção internacional de direitos humanos. Atualidade e vigência da Pacem in Terris no mundo contemporâneo
Os 50 Anos da Filosofia na UCPel: meio século de diálogo
O ano de 1953 é o ano da criação do curso de filosofia da Universidade Católica de Pelotas. Já se passaram mais de 50 anos e o Instituto Superior de Filosofia parece, hoje, alternar-se entre sua própria rendição incondicional e sua constante reanimação. Neste ano, uma das atividades realizadas ocorreu no último Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. A mesa de debate reuniu diversos pensadores. Como proposta, os participantes aprovaram um manifesto por outros mundos
Trans-misión de la Filosofía en Uruguay
O ensino da filosofia parece ser uma questão prioritária para muitas pessoas. No entanto, faz-se necessário definir qual filosofia, pois as exigências atuais salientam que é preciso discutir não apenas a função da filosofia, mas também seu papel em uma sociedade em constante transformação
A humanização cultural e sua ambivalência
O homo sapiens pertence a uma única espécie que, emergindo do phylum dos primatas, tem seu representante mais antigo no homem de Cro-Magnon. Dentro da espécie existe uma variabilidade biológica: as raças, cujo desenvolvimento foi originado por pulsões ambientais e relativas adaptações. Ohomem é criador e criatura da cultura, a qual lhe propicia a inserção como individuo e como espécie no ambiente físico e social. A cultura humaniza o homem, ao mesmo tempo, porém, cria desumanidade, levando-o a considerar o seu grupo superior e diferente dos outros. Trata-se de uma reação etnocêntrica, praticamente universal. Em oposição, temos o relativismo cultural que, afirmando a aceitação das culturas assim como são, independentemente de aberrações e desrespeito à dignidade humana, dá o aval a formas de comportamento que estão em evidente contraste com a própria dignidade. A construção da humanidade dentro do grupo comporta um componente desumano que torna difícil a convivência entre etnias diferentes
Discurso de posse do Pe. Ernani Miguel L. Wetternick SJ, como Capelão da UCPEL, proferido no final da missa presidida pelo Chanceler Dom Jayme Henrique Chemello 11/08/2006
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Utopia Tecnocêntrica e Utopia Ecológica: da Nova Atlântida à Política Socioambiental
O artigo propõe investigar a força da utopia tecnocêntrica n otexto de F. Bacon, New Atlantis, de 1627; até que ponto não está ali consubstanciado a motivação primeira do paradigma cartesiano, que culminará na idéia de progresso artificial ilimitado. Em seguida, à carta de Bacon, contrapor uma carta escrita no espírito do tempo ecológico, de molde bioético visando a sustentabilidade para além da utopia tecnocêntrica, em direção à utopia do possível, isto em vista da sobrevivência humana em tempos de crise socioambiental e de vazio ético – em especial na motivação política