UNIFRAN - Publicações Acadêmicas (Univ. de Franca)
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CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ATRESIA ANAL ASSOCIADO À FÍSTULA RETOVAGINAL EM CÃO: RELATO DE CASO
Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia, um canino fêmea, sem raça definida, 45 dias de idade, com quadro de tenesmo e fezes liquidas eliminadas pela vagina. Na avaliação física foi verificado que o animal apresentava como alteração, mucosas hipocoradas, turgor cutâneo de 8%, leve distensão abdominal, eritema perivulvar e ausência de abertura anal. Para avaliar o seu estado geral, foi solicitado hemograma, sendo constatado uma anemia normocítica normocrômica e leucocitose com desvio a direita. Radiografia da região pélvica foi realizada visando identificar a porção terminal do reto. O animal foi diagnostico com atresia anal do tipo IV, onde o reto termina como bolsa cega no interior do canal pélvico, e comunicação entre o reto e a vagina, formando a fistula retovaginal. O animal foi encaminhado para correção cirúrgica. Após 15 dias foi reavaliado, onde verificou que o mesmo ainda defecava pela região vaginal, sendo submetido a outro procedimento cirúrgico. Após 10 dias verificou ausência de edema perivulvar, e fezes sendo eliminadas normalmente pela região anal. Apesar de sua ocorrência, a atresia anal é considerada uma anomalia congênita de rara incidência em cães e gatos. Pode ser classificada em quatro tipos, de acordo com a localização da deformidade da abertura anal e reto terminal. O diagnóstico torna-se clínico pela visualização da afecção, e com a imagem radiográfica abdominal é possível diagnosticar o tipo de atresia. O tratamento é a intervenção cirúrgica. Apesar da alta incidência de óbito durante o procedimento cirúrgico/anestésico, o presente relato obteve sucesso.Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia, um canino fêmea, sem raça definida, 45 dias de idade, com quadro de tenesmo e fezes liquidas eliminadas pela vagina. Na avaliação física foi verificado que o animal apresentava como alteração, mucosas hipocoradas, turgor cutâneo de 8%, leve distensão abdominal, eritema perivulvar e ausência de abertura anal. Para avaliar o seu estado geral, foi solicitado hemograma, sendo constatado uma anemia normocítica normocrômica e leucocitose com desvio a direita. Radiografia da região pélvica foi realizada visando identificar a porção terminal do reto. O animal foi diagnostico com atresia anal do tipo IV, onde o reto termina como bolsa cega no interior do canal pélvico, e comunicação entre o reto e a vagina, formando a fistula retovaginal. O animal foi encaminhado para correção cirúrgica. Após 15 dias foi reavaliado, onde verificou que o mesmo ainda defecava pela região vaginal, sendo submetido a outro procedimento cirúrgico. Após 10 dias verificou ausência de edema perivulvar, e fezes sendo eliminadas normalmente pela região anal. Apesar de sua ocorrência, a atresia anal é considerada uma anomalia congênita de rara incidência em cães e gatos. Pode ser classificada em quatro tipos, de acordo com a localização da deformidade da abertura anal e reto terminal. O diagnóstico torna-se clínico pela visualização da afecção, e com a imagem radiográfica abdominal é possível diagnosticar o tipo de atresia. O tratamento é a intervenção cirúrgica. Apesar da alta incidência de óbito durante o procedimento cirúrgico/anestésico, o presente relato obteve sucesso
ESTUDO DA PRÉ-OSTEOARTRITE E ADAPTAÇÃO AO EXERCÍCIO NAS ARTICULAÇÕES METACARPOFALANGEANAS EM CAVALOS DE SALTO: RESULTADOS PRELIMINARES
A pré-osteoartrite é marcada pelo início do processo inflamatório e degradação condral, não havendo ainda claudicação e observação de alterações estruturais significativas. Em animais atletas, é importante identificar as mudanças adaptativas ao exercício, sabendo diferenciá-las das manifestações da pré-osteoartrite. Objetivou-se um estudo de coorte comparativo da ocorrência da pré-osteoartrite e sua progressão em cavalos de salto, distinguindo-a dos processos adaptativos. Foram avaliadas as articulações metacarpofalangeanas de 37 equinos desde um momento zero (M0) e a cada três meses, totalizando nove meses (M3). Foram realizados, em cada momento, exames físicos, radiográficos e ultrassonográficos. Os equinos foram divididos em dois grupos: GD - animais em doma, sem enfermidade prévia nas articulações. GT - animais em treinamento para provas de salto com histórico de lesões osteocondrais, claudicação ou artroscopia prévia. O M0 foi marcado pelo início das atividades esportivas em GD ou queixa de claudicação/artroscopia em GT. No GD, foram observadas diferenças significativas entres os momentos, principalmente para ângulo de flexão articular e pontuação do exame ultrassonográfico. Nas imagens ultrassonográficas foram observadas discretas irregularidades em superfície articular, heterogeneidade de cápsula, espessamento e vascularização sinovial. O GB demonstrou alterações ultrassonográficas e claudicação mais evidente que GA, como por exemplo, severas erosões condrais, irregularidade subcondral e acentuada sinovite. O acompanhamento de animais jovens atletas ou com fatores predisponentes (claudicação/artroscopia) pelo exame físico e ultrassonográfico demonstrou ser indispensável, evidenciando que algumas articulações passam por um período de pré-osteoartrite resultante da adaptação à sobrecarga, porém outras tendem a progredir para a enfermidade manifesta
ANÁLISE IN VITRO DA FIBRINA POBRE EM PLAQUETAS (FPP) ASSOCIADA A FIBROBLASTOS
Este trabalho descreve a análise in vitro da FPP e o comportamento das células nesta matriz, objetivando sua utilização futura na reparação de feridas de pele. Foram coletados 10 ml de sangue em tubos contendo citrato de sódio e preparado de acordo com Hatakeyama et al (2014). O FPP foi colocado em placas de 6 poços associado ou não a fibroblastos (8x104 em 0,3 ml de meio de cultivo) e divididos em quatro grupos: G1 (FPP e fibroblastos concomitantemente); G2 (fibroblastos, posteriormente FPP); G3 (FPP, posteriormente fibroblastos); e G4 (FPP). Depois de formado o gel, foi adicionado 0,3 ml de meio nos grupos com células e cultivado por 48h. Na análise histológica observou-se maior quantidade de células em G3 na superfície e migração para o interior do gel. Em G1 e G2 uma menor quantidade de células permaneceu no fundo e no o interior do gel. Em G4 notou-se uma maior densidade do gel, provavelmente devido a ausência de meio de cultivo. A análise da topografia de superfície por microscopia eletrônica de varredura demonstrou uma rede de fibrina vasta e organizada, com células em sua superfície aderidas à essa matriz em G3. Com este estudo conclui-se que as células interagiram com a matriz da FPP, e que a localização das células na matriz é dependente da sequência de aplicação com a FPP. Assim, a rede de fibrina tem potencial de servir como matriz provisória e suporte celular para aplicação in vivo na reparação de feridas de pele. Agradecimentos: CAPES, FAPEMIG
UTEROPEXIA POR VIDEOCIRURGIA COM APLICAÇÃO DE “TOGGLE” EM MINI HORSE COM ENDOMETRITE PERSISTENTE: RELATO DE CASO
A uteropexia pode ser realizada por laparoscopia com os animais em estação e visa reposicionar o útero pendular para horizontal, facilitando limpeza uterina e prevenindo endometrite persistente. O objetivo desse trabalho é relatar caso de uma égua com útero pendular e endometrite, submetida à uteropexia. Foi atendida uma égua Mini Horse, 14 anos, 117kg, com histórico de distocia e retenção de placenta, apresentando endometrite purulenta secundária. O tratamento foi realizado com prostaglandina, ocitocina, antibioticoterapia sistêmica e lavagens uterinas. Na histeroscopia observou-se acúmulo de pus nos cornos, que se movimentava conforme respiração do animal, decorrente do útero pendular. Após 21 dias de tratamento não houve melhora clínica, optando-se pela uteropexia por laparoscopia. Sob anestesia geral, foi posicionada em decúbito ventral devido à baixa estatura. Foram colocados três portais para realizar bloqueio anestésico do ligamento largo do útero e introduzir o aplicador de “toggle”, fabricado para essa cirurgia. Um fio de poliamida de 0,6mm de diâmetro foi passado pelo interior do “toggle” para realização da plicatura entre a parte superior e inferior do ligamento. Utilizou-se fórceps babcock para erguer o útero ventralmente, auxiliando tração do fio. Ao final da plicatura, um último “toggle” foi aplicado e fixado com clip de titânio. As complicações pós-operatórias foram hemorragia e enfisema subcutâneo. Após 30 dias repetiu-se laparoscopia, observando-se cicatrização e posicionamento horizontal do útero, e histeroscopia, revelando útero limpo. Animal recebeu alta dez dias após a segunda laparoscopia. Conclui-se que uteropexia por videocirurgia com “toggle” promove elevação uterina, facilitando limpeza em casos de endometrite persistente
USO DE SISTEMA HAND-ASSISTED NA ADESIÓLISE DE EQUINO: RELATO DE CASO
Procedimentos laparoscópicos manualmente assistidos hand-assisted tem aumentado na rotina clinico-cirúrgica de equinos. A incidência de aderências pós-laparotomia é alta e está entre as principais indicações de relaparotomia. Foi admitido um equino macho, SRD, 9 anos, com histórico de funiculite, disúria e hematúria após exercício. No exame clínico foi diagnosticado urolitíase vesical. A remoção do cálculo ocorreu por laparotomia pelo acesso pré-púbico. Após quatro dias o animal apresentou desconforto abdominal, sendo submetido a laparotomia exploratória onde foi observado aderência de dois segmentos de jejuno à celiorrafia. Após a adesiólise, no segmento inestinal aderido foi suturada membrana de pericárdio homólogo conservada em glicerina a 98%. Após sete dias, o animal demonstrou outro episódio de desconforto abdominal, sendo submetido à laparoscopia em posição quadrupedal criando o acesso pelo flanco direito. Observou-se discreta inflamação peritoneal, além de aderência entre jejuno e a região da celiorrafia. Com o auxílio de pinça laparoscópica não foi possível desfazer completamente as aderências, dessa forma, ampliou-se o portal do instrumental e posicionou-se dispositivo hand-assisted, permitindo manipulação e a visualização através da ótica laparoscópica. Através dessa técnica foi possível exteriorizar a porção intestinal acometida para avaliação visual, remoção de fibrina e debris. Conclui-se que a cirurgia laparoscópica com o uso do hand-assited permite bom acesso e manipulação da região pélvica, permitindo segurança na manobra de adesiólise devido ao apoio visual proporcionado pela ótica laparoscópica e pela manutenção do pneumoperitônio
ABORDAGEM CIRÚRGICA PARA CORREÇÃO DE URETER ECTÓPICO EXTRAMURAL EM CADELA - RELATO DE CASO
O ureter ectópico extramural é uma anormalidade congênita com predisposição sexual por fêmeas, caracterizado por ser um distúrbio na inserção do ureter na vesícula urinária, sendo que anatomicamente é classificada como intramural ou extramural. No intramural o ureter se insere na bexiga, porém o óstio ureteral se abre em região ectópica e no extramural ocorre um desvio por completo da bexiga. O principal sinal clínico observado é a incontinência urinária em cães jovens, podendo encontrar também a dermatite por contato na região da vulvar e perivulvar, hematúria, piúria e cistites recorrentes. Foi atendido no Hospital Veterinário Dr. Antônio Clemenceau, cão, fêmea, 1 ano de idade, não castrada, raça Poodle Toy, com a queixa de incontinência urinária. Animal já havia sido diagnosticado, há 6 meses, com ureter ectópico extramural através dos exames de ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada. Devido ao lapso de tempo na realização desses exames, optou-se por repetir a ultrassonografia abdominal. Para correção dessa alteração congênita foi realizado ureteroneocistostomia com auxílio de microscópio cirúrgico. Foi utilizado técnica com tunelização do ureter esquerdo no trígono vesical com sutura do ureter com poligleicaprone 5-0. A paciente apresentou boa evolução pós operatória e após 10 dias sessou a incontinência urinária. Através da ultrassonografia abdominal foi possível observar que a bexiga está conseguindo se manter repleta e não apresenta dilatação ureteral e da pelve renal esquerda. Concluímos que a técnica de ureteroneocistostomia com auxilio do microscópio cirúrgico apresenta segurança ao cirurgião e bom resultado pós-operatório.Palavras chaves: ureter ectópico, ureteroneocistostomia, microscópio cirúrgicoKeywords: ectopic ureter, ureteroneocystostomy, surgical microscop
LEIOMIOSSARCOMA GÁSTRICO EM CÃO - RELATO DE CASO
O leiomiossarcoma é um neoplasma mesenquimal maligno raro no sistema digestório, a sua incidência corresponde cerca de 1% das afecções. Seu potencial metastático estará associado ao sítio primário envolvido. Há maior predisposição em cães machos de grande porte e com faixa etária a partir de 8 anos. Pode acometer qualquer região do trato gastrointestinal, porém há estudos que referem o antro pilórico como o local principal de desenvolvimento do neoplasma. Relata-se um caso de leiomiossarcoma gástrico em cão de raça de pequeno porte, por ser uma afecção rara e em localização diferente da descrita na literatura como a mais frequente. Foi atendido no Hospital Veterinário Dr. Antônio Clemenceau, um cão macho, com 12 anos de idade. Paciente passou pelo estadiamento através dos exames de imagem; radiografia torácica, ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada que não evidenciaram macrometástases e mostraram a neoformação próximo ao cárdia. Foi realizada endoscopia para biópsia incisional, que foi inconclusiva. Optou-se pela abordagem cirúrgica utilizando a técnica de gastrectomia parcial. Paciente se manteve em jejum hídrico e alimentar por 24 horas e com o suporte medicamentoso necessário, após 24 horas foi oferecido água. Como o paciente não apresentou vômito foi instituída alimentação líquida, posteriormente pastosa até restabelecimento da dieta seca. Após retirada dos pontos e resultado histopatológico de leiomoissarcoma, optou-se pela instituição de protocolo quimioterápico adjuvante. Animal encontra-se em seguimento oncológico, e até dado momento, com oito meses de sobrevida livre da doença (SLD).Palavras-chave: leimiossarcoma gástrico, gastrectomia parcial, quimioterapiaKeyworks: leiomyosarcoma, partial gastrectomy, chemotherap
SCREENING OF ANALGESIC ACTIVITY OF BLOOD ORANGE (Citrus sinensis l) USIND THE ACETIC ACID-INDUCED ABDOMINAL WRITHING TEST
Introduction and objective: The blood orange is a standardized dried extract obtained from the Moreno Vermelha (Citrus sinensis l) of Italian origin specifically from the province of Sicily. Objective - To analyze the anti-inflammatory power of the Moorish orange. Material and methods: Swiss albino mice, aqueous orange extract, ethyl acetate fraction, hexane fraction and as negative control, 0.5% Tween 80 and as positive control Indomethacin were used. The mice were separated into 4 groups with n = 6 each, which received orally EAB, FrAcET, FrHex, 0.5% Tween 80 and Indomethacin 30 following the intraperitoneal administration of acetic acid solution 0, 6% for the observation of abdominal contortions. Protocol Number: 005/09-AMB. Results and conclusion: As a result, both EAB (5.3 writhing) and FrAcet (3 writhing) and FrHex (1.2 writhing) were effective in reducing the number of writhes compared to the negative control that was of 10.5 contortions, suggesting that the orange may be able to cause analgesia
OSTEOMIELITE DO OSSO PENIANO EM CÃO: PRIMEIRO RELATO DE CASO
OSTEOMIELITE DO OSSO PENIANO EM CÃO: PRIMEIRO RELATO DE CASOChronic osteomyelitis of the penile bone in a dog: first case reportBruna. C. Silveira*; Letícia D. Lourenço, Fernanda S. Pereira; Helena M. P. Castro, Vitor H. T. C. Padilha; Pedro B. Néspoli, Alexandre P. Ribeiro* Programa de Residência Uniprofissisonal em Medicina Veterinária, Hospital Veterinário, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Mato Grosso *Av. Fernando Correia da Costa, nº 2367, 78060-900, Bairro Boa Esperança, Cuiabá, MT. E-mail: [email protected] Um cão inteiro, sem raça definida, com 10 anos, pesando 19,7 Kg apresentava polaciúria há 1 semana, além de anorexia e letargia. O histórico do paciente revelou episódios crônicos de cistite e três cistotomias prévias para remoção de cálculos. Ao exame, apresentou mucosas normocoradas, escore corporal 2 (numa escala de 5), frequência cardíaca de 128 batimentos por minuto, pulso forte, frequência respiratória de 60 movimentos por minuto e temperatura 38,7°C. Exames laboratoriais revelaram leucocitose com desvio a esquerda, anemia normocítica e normocrômica, elevação da alanina aminotransferase e valores normais de uréia e creatinina. A ultrassonografia evidenciou estrutura hiperecóica dorsal na altura do terço médio do osso peniano (0,34cm), bexiga com paredes finas e regulares e partículas suspensas e hiperecóicas em seu lume. Na radiografia, apenas reação óssea em terço médio caudal do osso peniano. Tomografia computadorizada contrastada demonstrou proliferação óssea invadindo o lume uretral em duas localidades. Diante a suspeita de neoplasia optou-se pela penectomia total associada à orquiectomia e uretrostomia escrotal. Urocultura revelou Enterobacter spp. sensível para amicacina, imipenem e meropenem. A histopatologia do pênis revelou estenose de uretra por acentuada uretrite supurativa, com atividade de reabsorção óssea e hiperostose sugestiva de osteomielite. O paciente recuperou-se após a cirurgia e o tratamento. Conclui-se que o quadro de osteomielite crônica deva ser instituído no diagnóstico diferencial de obstrução uretral originada por alterações no osso peniano de cães. Palavras-chave: cistite, obstrução uretral, Enterobacter spp., cãoKeyword: cystitis, urethral obstruction, Enterobacter spp., dog
TRATAMENTO CIRÚRGICO DE LUXAÇÃO DE COTOVELO EM UM CÃO
Objetivou-se relatar um caso de luxação traumática de cotovelo reduzida cirurgicamente. Foi Atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Tocantins, um cão, da raça labrador, 3 anos, 28kg, com histórico de atropelamento haviam 5 dias. Ao exame físico verificou-se impotência funcional do membro, volume aumentado na região do cotovelo, desvio de eixo, encurtamento e dor a manipulação. Exame radiográfico constatou luxação lateral do cotovelo. Optou-se pela redução fechada, sob anestesia geral, entretanto com o insucesso das manobras, foi encaminhado para intervenção cirúrgica. Após preparação anestésica, tricotomia e antissepsia rotineiras, a articulação úmero-rádio-ulnar foi acessada lateralmente e a redução foi alcançada com auxílio de um afastador de Hohmann sobre a cabeça do rádio. Verificou-se ruptura do ligamento colateral e procedeu-se sutura primária em padrão de Bunnell com fio de poliamida para aumentar estabilidade. A síntese dos planos musculares, subcutâneo e pele foram realizadas de maneira tradicional. Ao término, foi aplicada imobilização de Robert Jones modificada. Radiografia no Pós-operatório imediato demonstrou completa redução da articulação. Troca da imobilização com 7 dias demostrou boa cicatrização, diminuição do inchaço e da amplitude de movimento do cotovelo. Após 2 meses, paciente apresentava bom apoio e radiografia demonstrou manutenção da redução e sinais leves de reação periosteal. Paciente não retornou para avaliações, em contato telefônico após 1 ano, foi informado boas condições de apoio do membro. A redução aberta associada a sutura primaria do ligamento colateral foi efetiva no tratamento de luxação de cotovelo, fazendo-se necessária avaliação a longo prazo