UNIFRAN - Publicações Acadêmicas (Univ. de Franca)
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HEMOGREGARINA EM JIBÓIA (BOA CONSTRICTOR).
Eritrócito parasitado com hemogregarina (seta) em serpente (Boa constrictor), sem histórico, resgatada pelo centro de triagem. Hemogregarina é um termo utilizado para descrever coletivamente parasitos sanguíneos pertencentes às subordens Adeleiina e Eimeriina do Filo Apicomplexa (Levine et al. 1980). Para determinar o gênero, depende da natureza do desenvolvimento esporogônico no vetor, deste modo chamou-se de hemogregarina os parasitas observados no esfregaço sanguíneo, visto que, não foi observado o ciclo biológico do mesmo
Ruptura do Ligamento Cruzado Caudal em Felino - Relato de Caso
Os ligamentos cruzados são responsáveis pela estabilidade da articulação fêmur-tibial e a sua ruptura está relacionada ao estresse excessivo. Em pequenos animais, a ruptura do ligamento cruzado caudal (RLCCa) raramente ocorre devido à sua posição anatômica já que as cargas são direcionadas para o ligamento cranial, além de o caudal ser mais resistente (1,2,3). Uma gata, sem raça definida, de 2 anos de idade, foi atendida no Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” FMVA, UNESP, em Araçatuba/SP com histórico de atropelamento há uma semana, apresentando claudicação do membro pélvico esquerdo (MPE). Não foram observadas alterações ao exame físico geral, já no exame específico, constatou-se claudicação do MPE, crepitação da articulação e deslocamento caudal da tíbia em relação ao fêmur esquerdo no teste de “gaveta”, além de sensibilidade dolorosa aumentada. Ao exame radiográfico, foi observado evidente deslocamento caudal da tíbia, confirmando, portanto, a suspeita de RLCCa. O tratamento cirúrgico de escolha foi a técnica de sutura extracapsular, baseada na confecção de um orifício caudomedial na epífise tibial e fibular, seguida da sutura estabilizante, inserida no tendão patelar proximal e no orifício anteriormente, empregando-se o fio de Nylon 0-0(3). Posteriormente, aplicou-se a bandagem de Robert Jones para garantir estabilidade e evitar o edema. No pós-operatório prescreveu-se terapia antimicrobiana, anti-inflamatória e analgesia, além de repouso. Observou-se que após 20 dias, o animal iniciou apoio parcial do MPE e após 60 dias, já apresentava deambulação normal. Constatou-se que a técnica cirúrgica empregada é de fácil exequibilidade e indicada para o tratamento da RLCCa
USO DA QUIMIOTERAPIA METRONÔMICA EM CÃES E GATOS: REVISÃO DE LITERATURA
Nas últimas décadas houve uma evolução significativa no tratamento de neoplasias em cães e gatos, devido à utilização de diferentes fármacos antineoplásicos. Diversas modalidades terapêuticas quimioterápicas são utilizadas, dentre elas, a quimioterapia metronômica vêm ganhando grande espaço na Oncologia Veterinária. O seu uso proporciona baixos e contínuos níveis de fármacos antineoplásicos circulantes no organismo, atuando de diversas formas como: citotóxicos, antiangiogênicos e imunomoduladores. Diminuindo os índices de efeitos colaterais e de resistência aos quimioterápicos. Os fármacos antineoplásicos mais utilizados na quimioterapia metronômica são: ciclofosfamida, clorambucila, lomustina, e pode-se associar a esta modalidade quimioterápica os anti-inflamatórios não esteroidais com o intuito de aumentar a sua eficácia. É indicado em tratamentos de neoplasias recidivantes, metastáticas, irressecáveis, em pacientes com morbidades concomitantes e até mesmo em casos em que os proprietários recusam a quimioterapia convencional, devido ao aumento dos riscos de efeitos colaterais e reações adversas. Essa modalidade ainda está sendo muito pesquisada, necessita de mais estudos na área, para avaliar quais fármacos e em quais dosagens podem ser utilizados o antineoplásico com maior eficácia em diversas neoplasias. A fácil administração, baixo custo e menores efeitos colaterais tornam essa modalidade cada vez mais promissora na Medicina Veterinária
TRATAMENTO DE MÁ UNIÃO DE TÍBIA EM TAMANDUÁ-BANDEIRA (Myrmecophaga tridactyla)
A destruição do habitat natural vem forçando a ocupação de ambientes periurbanos/urbanos, o que juntamente com a grande extensão de rodovias que cruzam nossos biomas, levam ao aumento progressivo de traumas automobilísticos potencialmente nocivos. Este relato tem como objetivo descrever o tratamento de má união da tíbia em um filhote de Tamanduá-Bandeira. O animal foi resgatado em uma propriedade rural no estado de Mato Grosso, município de Cáceres, Brasil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Natural Renovável (IBAMA) e atendido pelo Serviço de Cirurgia Veterinária da Universidade de Cuiabá (UNIC). Na admissão foi verificado claudicação e desvio angular do membro pélvico esquerdo. No exame ortopédico constatou-se desvio do eixo ósseo diafisário da tíbia/fíbula no seu terço médio com aumento de volume de consistência dura. Ao exame radiográfico, foi constatada evidências de fratura antiga com calo ósseo exuberante e má união da tíbia/fíbula. O foco da fratura apresentava desvio caudolateral (60 graus de desvio caudal e 25 graus de desvio lateral). Determinou-se o centro de rotação da angulação do desvio (CORA) para planejamento da osteotomia de correção, que foi fixada com auxílio de pino intramedular e placa óssea bloqueada. O animal apresentou boa recuperação funcional e, aos 50 dias, pode-se observar união clínica da fratura. O tratamento sugerido proporcionou ótimo retorno da função do membro e da locomoção, com importância impar considerando ser um animal selvagem que necessita ser reabilitado e solto na natureza
OSTEOSSÍNTESE MINIMAMENTE INVASIVA COM PLACA ASSOCIADA À TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS NO TRATAMENTO DE FRATURA DE TÍBIA EM UM CÃO: RELATO DE CASO
A osteossíntese minimamente invasiva com placa e a terapia celular com células-tronco são ferramentas modernas e extremamente úteis na cicatrização de fraturas. O objetivo do presente relato é descrever o tratamento de um cão, macho, da raça Pinscher de 14 anos de idade com fratura da tíbia. O paciente apresentava claudicação do membro pélvico esquerdo e histórico de queda. O exame radiográfico revelou fratura simples, completa, oblíqua curta do terço proximal de tíbia e fíbula esquerdos. Por seu um paciente idoso e, a despeito de apresentar uma fratura de alto strain, optou-se pela MIPO associada à aplicação percutânea de células tronco, no intuito de preservar e potencializar a capacidade de consolidação pela via biológica. As células-tronco mesenquimais (CTM) foram adquiridas a partir de tecido adiposo da cauda de cão doador, hígido, anestesiado previamente para procedimento de castração. O processamento e fornecimento das CTM foram feitos pelo laboratório BIO CELLa. Dentro do centro cirúrgico, o procedimento envolveu descongelamento de 3 palhetas, contendo 1 milhão de CTM cada, cerca de 25 minutos antes do término da MIPO. Após preparação, a solução contendo 3 milhões de CTM foi aplicada percutaneamente no foco da fratura, imediatamente após a MIPO. Com duas semanas de pós-operatório, o paciente já apresentava apoio do membro. Após 30 dias, havia boa formação de calo ósseo e, após 4 meses da cirurgia, confirmou-se a consolidação óssea. Diante das adversidades do caso, a associação da MIPO com o uso de células-tronco demonstrou-se eficiente
TENOTOMIA PERCUTÂNEA GUIADA POR ULTRASSOM DO BÍCEPS BRAQUIAL EM CÃES
A tenotomia bicipital é indicada em casos de tenossinovite bicipital crônica e/ou irresponsiva à terapia clínica em cães, sendo usualmente realizada por acesso aberto ou artroscopia. Em humanos, existem relatos do uso de tenotomia percutânea guiada por ultrassonografia, porém em cães estudos similares são escassos. Assim, com intuito de padronizar a técnica de tenotomia percutânea guiada por ultrassom do bíceps braquial em cães, avaliar sua eficácia e segurança, foi realizado estudo ex vivo em nove articulações. Os modelos foram posicionados em decúbito lateral, submetidos à ultrassonografia do ombro com transdutor linear de 12 MHz posicionado transversal ao tendão e tenotomia guiada. Após o procedimento, 8/9 dos modelos apresentaram ruptura total do tendão e 1/9 apresentou parcial. As lesões em estruturas adjcentes foram avaliadas por dissecação anatômica da região do acesso percutâneo. Foram observadas lacerações nos músculos peitoral superficial e cleidobraquial, além de transecção do tendão bicipital. No músculo cleidobraquial, todos modelos apresentaram lesões, sendo 6/9 destas consideradas menores (< 1 centímetro) e 3/9 maiores (>1cm). Em 7/9 dos modelos houve lesão menor no músculo peitoral superficial, um modelo (1/9) apresentou lesão maior e um modelo (1/9) não apresentou lesão. Fisiologicamente, estes músculos atuam sinergicamente com outros músculos na movimentação cranial e adução do membro, e não estão em contato direto com a cápsula articular. Assim sendo, com os resultados apresentados, e considerando as dimensões das lesões musculares, a tenotomia percutânea guiada por ultrassom do tendão do bíceps braquial indica ser um método promissor e seguro para promover a liberação tendínea
USO DO FIO DE POLIDIOXANONA NA BANDA DE TENSÃO NO TRATAMENTO DE FRATURAS POR AVULSÃO NA TUBEROSIDADE DA TÍBIA EM FILHOTES DE CÃES.
As fraturas por avulsão são afecções comuns em filhotes, principalmente na região metafisária crânio-proximal da tíbia. O tratamento de eleição é a redução óssea e fixação com pino Kirschner (pino-K), banda de tensão (BT) e fio de cerclagem. Preconiza-se que os implantes da BT devem ser removidos após 5 semanas caso o paciente tenha idade inferior a 10 meses.Cinco cães com menos de 8 meses de idade realizaram osteossíntese para fratura por avulsão em tuberosidade tibial, utilizando pino-K fino e banda de tensão associado com fio de polidioxanona (PDX) 0 ou 1, seguindo os princípios da técnica original de BT. Todos os cães apresentaram excelente apoio do membro com média de 10 dias, boa evolução cicatricial óssea e sem necessidade da remoção dos implantes. Somente um dos pacientes apresentou migração do pino-K após 5 semanas de pós-operatório, sendo o mesmo removido, sem a necessidade de tirar o fio de PDX, e não apresentou alteração radiográfica ou alteração clínica após o procedimento.O fio de PDX é absorvível por hidrólise em 180 dias, porém tem perda de 50% de sua resistência mecânica em até 6 semanas. O fio de PDX foi indicado como material adequado para realização de hemicerclagem para os casos de fratura da tuberosidade da tíbia na técnica de TTA-2. Com base nas propriedades mecânicas do fio de PDX, consideramos uma alternativa usar BT com fio de PDX ao invés do fio de cerclagem, para tratar fraturas com avulsão em pacientes com menos de 10 meses de idade
New developments in the local analysis of non-covalent interactions
Atoms in Molecules (AIM) theory [1] is routinely used to assess hydrogen bond formation, however its stringent criteria controversially exclude some systems that otherwise appear to exhibit weak hydrogen bonds.NCI [2,3] is a new tool based on the density and its derivatives that provides a rapid and rich representation of van der Waals interactions (green), hydrogen bonds (blue), and steric clashes (red) as low-gradient-low-density isosurfaces. More generally, a view of non-bonded interactions emerges as continuous surfaces rather than close contacts between atom pairs, providing insight into the multiple small contribution to macromolecular interaction.This regional approach to interactions overcomes the known caveats of analyzing electron density critical points in AIM, which are too restrictive because of their locality. Firstly, we show that NCI is able to provide a chemically intuitive description of hydrogen bonding for a series of 1,n-alkanediols that experimentally demonstrate hydrogen bonds of varying strength, where AIM fails. [4]Since understanding non-covalent interactions requires an inherent quantification for their comparison, we have introduced the definition of NCI volumes The connexion between integrals and energetics is reviewed for benchmark systems, showing that this simple approach can lead to GGA-quality energies while scaling with the number of atoms involved in the interaction (not the total number of atoms). Given the inherent interest of these local approaches to big systems, we have also incorporated an adaptive grid which allows the quantification of NCI properties in big systems where wavefunctions are not available in a fast, parallelizable and efficient manner. This type of implementation can for example be used to analyse the evolution of classical MD trajectories. We show that the approach is able to reveal non-equilibrated runs and highlight the main interactions in equilibrated ones.In order to render it more accessible, this latest version of the code (released on 19th of june 2019! [5]) has been implemented in the free web server NCIweb [6], which allows the fully automatized analysis of non-covalent interactions of large PDB files in a matter of minutes, providing a powerful resource to the biochemistry community. 1. Bader RFW. 1990. Atoms in Molecules - A Quantum Theory. Oxford University Press, London.2. Johnson ER, Keinan S, Mori-Sanchez P. et al. 2010. Revealing Noncovalent Interactions. J. Am. Chem. Soc. 132(18): 6498-65063. Contreras-García J, Johnson ER, Keinan S. et al. 2011. NCIPLOT: A Program for Plotting Noncovalent Interaction Regions. J. Chem. Theory. Comput. 7(3): 625-632.4. Lane JR, Contreras-García J, Miller BJ. et al. 2013. Are Bond Critical Points Really Critical for Hydrogen Bonding? J. Chem. Theory Comp. 9(8): 3263-3266.5. Boto RA, Quan C, Laplaza R. et al. (NCIPLOT 4 – to be submitted).6. Peccati F, Laplaza R, Contreras-García J. (NCIWeb - to be submitted)
Investigative In-Silico Design of Cylindrophanes - A Computational Insight
The role of functional groups in supramolecular systems determines its ability to recognize other molecules, as well as to rearrange its conformation into a specific shape [1]. Cyclophanes are strained molecular cages that possess unusual chemical behavior, arising from its congested framework. Not only such constrained molecular frameworks are a noteworthy synthetic challenge target, but they are also known for being part of the “Hall of Fame" of molecules with ultra-short non-bonded contacts, and to be selective to determined guests.Cylindrophanes are fluoride selective hosts, which coordinate the anion through anion-p, H-bond, and ion-pair interactions. Both together are great examples that show how crucial such cyclophanes molecular framework is to be chemically investigated. The cyclindrophane unveiled the role of functional groups in the fluoride coordination. Structural modifications proposed to the functional groups in the cylindrophanes were mainly done to determine the importance of the anion-p interactions arising from the p-systems, and the strong short-range H-bond interactions from the bridges binding groups, to the guest stability. The results provided here make use of an avant-garde theoretical approach that elucidated unique structural and energetic aspects of the cage-type of cyclophanes, evaluating, in the light of Kohn-Sham Density Functional Theory (DFT), with dispersion corrections (BJ-D3), both, the influence of the p-systems, and the nature of the heteroatoms located at the bridges.Rationalization of the physical nature of the non-covalent interactions was possible through the use of wave function, and electron density analysis such as Energy Decomposition Analysis (EDA), Natural Bond Orbitals (NBO), Quantum Theory of Atoms in Molecules (QTAIM). The role of cylindrophanes functional groups that coordinate the fluoride reveals that the guest stabilisation is mainly dependent on the non-covalent interactions with the bridge binding group. The ability of the ligands to better interact with the anion inside the cavity was found to be modulated by the cyclophane p-systems, in that the short-range effects of the binding groups are found to be the strongest in the cylindrophane containing benzene, not the p-acidic arenic systems. This was confirmed with EDA fragmentation scheme, NCIx analysis, and red-shifted N-H stretches.1. Østrøm I, Ortolan AO, Schneider FSS. et al. 2018. Quest for Insight into Ultrashort C–H···π Proximities in Molecular “Iron Maidens” J. Org. Chem. 83(9): 5114-5122
Estudo teórico da interação entre H2 e diferentes IRMOFs, visando o armazenamento gás.
A busca por fontes de energia menos poluentes, é um tema bastante discutido atualmente. E neste contexto, a utilização de gás hidrogênio, como por exemplo, em veículos automotores, tem o potencial de reduzir impactos ambientais. O armazenamento de gás hidrogênio feito em cilindros (na forma não liquefeita), traz consigo, um alto risco de explosão e custo operacional. Ao incluir material poroso em cilindros, foi visto que é possível armazenar maiores quantidade de gás utilizando menores pressõe, reduzindo assim eventuais riscos de explosão. Entre a gama de materiais porosos disponíveis, as MOFs ( do Inglês Metal Organic Framework) vem ganhando destaque devido a sua alta porosidade regular, estabilidade química e térmica.Neste sentido, esse trabalho visa realizar, por meio de simulação computacional, uma avaliação referente à interação de moléculas de H2 com IRMOFs que possuam diferentes tamanhos de poros, a fim de verificar a influencia do tamanho de poro na quantidade de moléculas adsorvidas