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O DISCURSO DO OUTRO NA REPORTAGEM DE ELIANE BRUM
O objetivo deste artigo é discutir os recursos de linguagem ativados pela repórter Eliane Brum. Pelo seu estilo peculiar, na contramão do jornalismo informativo, explora, além de imagens e figuras de linguagem, o discurso citado por meio do discurso direto, indireto e suas variantes como o indireto livre. Para discutir essa questão, a teoria dialógica de Bakhtin e do Círculo sobre a voz de outrem como citação, incorporada ao discurso do narrador, serve de fundamentação para análise do estilo de Brum e dos efeitos de sentido que produzem para sensibilizar o leitor. Para demonstrar seu estilo, foi selecionada a reportagem “Os vampiros da realidade só matam pobres” que integra a coletânea organizada pela ONG Médicos sem fronteira, intitulada Dignidade! (2012). Os recursos sintáticos que se apresentam na incorporação das vozes reportadas possibilitam um novo enfoque na constituição de efeitos de sentido nas narrativas jornalísticas
PRODUÇÃO E AVALIAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO EM UM CURSO DE LETRAS INGLÊS A DISTÂNCIA: SOBRE A TOMADA DA PALAVRA EM LE E UM LUGAR DISCURSIVO CRÍTICO
Este artigo discute uma experiência de elaboração e de avaliação de material didático para ensino superior em Letras Inglês a distância, tendo como critério de análise a proposta de formação crítica para a docência. A investigação se inscreve no escopo teórico dos estudos em Linguística Aplicada, das teorias dos letramentos e dos estudos discursivos e tem como objetivos: i) delinear representações de língua inglesa e de seu ensino-aprendizagem construídas em materiais didáticos produzidos para o curso; e (ii) refletir sobre como esses materiais podem propor um lugar discursivo crítico para o professor em formação. As análises apontam que os materiais encorajam a interação, oportunizam a escuta de si e problematizam discursos cristalizados, acenando, pois, para a possibilidade de um lugar discursivo crítico para o licenciando. Todavia, nota-se a necessidade de se (re)configurar a entrada do professor em formação como sujeito crítico na e pela língua inglesa.Palavras-chave: Formação crítica. EaD. Material didático. Representações discursivas
SESSÕES FORMATIVAS: POSSIBILIDADES AGENTIVAS DE RESSIGNIFICAÇÃO DA AÇÃO DOCENTE
Este artigo tem como objetivo discutir a importância das sessões formativas como possibilidades agentivas de ressignificação da docência da língua inglesa, no que diz respeito às concepções de linguagem e de ensino-aprendizagem. Este estudo tem como base teórica as visões de ensino-aprendizagem pela perspectiva vigotskiniana (1989, 1994) e de linguagem, segundo os pressupostos de Bakhtin (1992, 1997, 2008). Ademais, o conceito de agência colaborativa (MIETTINEN, 2010, 2013), bem como os preceitos teóricos referentes à agência relacional (EDWARDS, 2007, 2011) e à transformadora (ENGESTRÖM, SANNINO, & VIRKKUNEN, 2014) também serão abordados, uma vez que as sessões formativas foram zonas agentivas de transformações. Este trabalho está estruturado pela Pesquisa Crítica de Colaboração (PcCol) (FIDALGO, MAGALHÃES, 2010; MAGAHÃES, OLIVEIRA, 2011) que entende por intervenção e colaboração a participação de todos os envolvidos na pesquisa como agentes ativos na discussão e na proposta de ação, tendo chances de refletir, transformar-se e propiciar espaços para a transformação. Os dados, coletados em áudio das aulas conduzidas pelos professores participantes antes e depois das sessões formativas, revelam que esses momentos foram espaços de desenvolvimento das agências relacional, colaborativa e transformativa, uma vez houve ressignificação das concepções de ensino-aprendizagem e de linguagem no que diz respeito ao ensino de língua inglesa
Ocorrência de protozoários intestinais em aves mantidas no Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA no município de Lorena, São Paulo
Objetivou-se verificar a ocorrência de protozoários intestinais em aves silvestres mantidas sob período de quarentena no CETAS do IBAMA - Lorena, São Paulo, por meio de diagnóstico coproparasitológico, realizar levantamento das espécies apreendidas e avaliar a condição corporal das aves. O estudo foi realizado de março à agosto de 2015. Para tal, foram obtidos dados relacionados à identificação das espécies e escore corporal, posteriormente foram coletadas amostras fecais de lotes e gaiolas individuais de aves. As amostras foram enviadas ao Laboratório de Parasitologia da UNITAU e processadas por meio das técnicas de Centrífugo-Sedimentação em Formalina Acetato de Etila (Ritchie modificado) e Centrífugo-Flutuação em Sacarose (Sheather). Do total de aves mantidas no estudo 74,1% pertenciam a Ordem Passeriformes, 18,9% Psittaciformes e 6,9% Piciformes. Quanto ao escore corporal, a maioria das aves foi classificada com índice 03, sugerindo que as mesmas apresentavam aparência e peso razoáveis. Com relação ao diagnóstico coproparasitológico, foram analisadas 43 amostras provenientes de 24 gaiolas individuais e 19 lotes. Do total, 17 (39,5%) estavam positivas para protozoários, sendo as espécies diagnosticadas Isospora sp. (94,1%) e Blastocystis sp. (5,8%). Pode-se concluir que há uma elevada ocorrência de patógenos nas aves apreendidas, particularmente de Isospora sp., podendo gerar problemas de sanidade para os animais e humanos, devido ao risco de transmissão zoonótica e, sendo assim, novos experimentos se fazem necessários para se ter uma visão melhor da condição de saúde desses animais garantindo assim seu bem-estar e bloqueando a propagação de doenças quando os mesmos são devolvidos à natureza.
Efeito da escarificação química sobre a germinação e desenvolvimento de plântulas de mucunã (Dioclea grandiflora Mart. exBenth.)
Dioclea grandiflora Mart. ex. Benth. (Leguminosae) é uma trepadeira que cresce nas regiões de Caatinga e Cerrado do Nordeste do Brasil. A espécie é utilizada em pesquisas devido as suas propriedades químicas e farmacológicas, contudo, suas sementes apresentam dormência tegumentar. Objetivou-se avaliar a escarificação química de sementes de D. grandiflora, com produtos de menor impacto ambiental, custo, facilidade de aquisição e manuseio. As sementes foram imersas em água quente (100 oC) por cinco minutos; água quente (100 oC) até esfriar a temperatura ambiente; hipoclorito de sódio a 5% e a 10% por 12 e 24 horas; soda cáustica a 30% por 30, 45, 60 e 90 minutos e como testemunha utilizou-se sementes íntegras. A semeadura foi realizada em copos plásticos descartáveis contendo areia autoclavada, adotando-se o delineamento inteiramente casualizado, com 11 tratamentos e quatro repetições de 15 sementes. Avaliou-se porcentagem de emergência, índice de velocidade e tempo médio de emergência, comprimento e massa da parte aérea e do sistema radicular. A soda cáustica a 30% por 60, 45 e 30 minutos proporcionou os melhores resultados com relação à porcentagem de emergência e ao índice de velocidade de emergência. Não houve diferença significativa entre os tratamentos para o tempo médio de emergência, comprimento da parte aérea e do sistema radicular. As plântulas com maior assimilação fotossintética foram as oriundas das sementes imersas em soda cáustica a 30% por 45 minutos. A soda cáustica contribuiu tanto na superação da dormência tegumentar das sementes como no desenvolvimento das plântulas de D. grandiflora
Diversidade Fitoplanctônica e Redução de Nutrientes (N e P) Durante Tratamento Biológico de Efluente Anaeróbio
Os efluentes de estações de tratamento de esgoto apresentam elevada concentração de nutrientes inorgânicos, como nitrogênio (N) e fósforo (P), que podem ser usados para o crescimento algal. Dada à essa possibilidade, o uso desse resíduo pode tornar-se uma estratégia para a redução dos custos de produção de microalgas e/ou abatimento de gastos em estações de tratamento de esgoto. Isso teria como consequência a redução dos nutrientes melhorando assim sua qualidade antes do descarte final. Esta pesquisa teve como objetivo principal monitorar a comunidade fitoplanctônica presente em efluente resultante de tratamento anaeróbio de esgoto municipal e a redução de nutrientes (N e P). Foram realizados 2 bioensaios, um aerado e outro não aerado em amostras de 5 L incubadas em casa de vegetação com ambiente semicontrolado. Os resultados mostraram que não houve variação significativa do pH para qualquer um dos bioensaios. O bioensaio aerado apresentou redução nas concentrações de nutrientes (N e P). A curva de crescimento da comunidade fitoplanctônica apresentou uma fase de adaptação inicial apenas no bioensaio aerado, enquanto que no não aerado, o crescimento foi exponencial desde o início da incubação. A espécie Chlorella vulgaris foi a microalga dominante na comunidade fitoplanctônica em qualquer um dos bioensaios (99% do total). No bioensaio aerado, 12 táxons distribuídos em 5 classes algais estiveram presentes (Chlorophyceae, Cyanophyceae, Chrysophyceae, Euglenophyceae e Bacillariophyceae), enquanto que no não aerado, apenas 3 classes foram identificadas (Chlorophyceae, Cyanophyceae e Euglenophyceae), com 6 táxons. Dos resultados obtidos, conclui-se que o efluente de esgoto anaeróbio suportou o crescimento algal, principalmente da Chlorophyceae C.vulgaris, que melhorou a qualidade do efluente, reduzindo seu potencial de eutrofização
DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO DE GASÔMETRO PARA QUANTIFICAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE BIOGÁS
A utilização de fontes de energias renováveis é uma medida de colaborar com a redução do aquecimentoglobal. O biogás gerado a partir de resíduos orgânicos é uma fonte de energia em franca expansão. De encontro comeste propósito, apresentamos uma solução para a utilização de um gasômetro automatizado de baixo custo paraarmazenamento e quantificação exata da produção de biogás em sistemas de baixa vazão. O gasômetro proposto parafins laboratoriais em escala reduzida, do tipo telescópico, foi confeccionado com garrafas PET e materiais de baixocusto e a automatização foi feita utilizando a plataforma Arduino. O sistema gasômetro é composto por um gasômetroprincipal, um gasômetro auxiliar, válvulas solenoides na entrada e na saída do gasômetro principal, um sensorultrassônico para indicar a distância de abertura e fechamento das válvulas, um display LCD para indicar aquantidade de biogás utilizado e um Arduino para controlar os componentes eletrônicos. Os testes foram realizadossimulando o biogás com o ar de um compressor de aquário. Inúmeros testes foram aplicados, inclusive um teste derobustez de 92 ciclos que apresentou um resultado bastante satisfatório para o sistema. O sistema ainda deve sertestado com biogás, porém pode-se concluir que serve para medição exata do biogás em gasômetros do tipotelescópico
SOFTWARE FEITO EM LINGUAGEM C QUE REALIZA CÁCULOS DE DETERMINANTES DE MATRIZES QUADRÁTICA DE ORDEM ATÉ 3X3
Atualmente os computadores tornou-se eficiente no cotidiano de alguns pesquisadores, com esse avanço da tecnologia e no desenvolvimento de novas linguagens de programação, notou-se a necessidade de aplicar esse conceito em determinadas pesquisas científicas, para diminuir as chances de erros em cálculos complexos e etc. A computação científica é utilizada abundantemente nas áreas de ciências exatas. Para solução de problemas numéricos, atualmente usa-se o Fortran e a Linguagem C pelo seu alto índice de aceitação entre o público científico por apresentarem boas performances. Este artigo visa promover a aplicação direta da linguagem de programação em um problema matemático na disciplina de álgebra linear, foi desenvolvido um software em linguagem C, que soluciona de maneira eficiente um determinante de matrizes de ordem até três por três utilizando a regra de Sarrus
A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO CONTEXTO ESCOLAR BRASILEIRO
Este artigo tem por objetivo discutir, com base nos pressupostos da Linguística Aplicada e da Sociolinguística, questões pertinentes à variação e ao ensino de Língua Portuguesa, promovendo uma reflexão acerca dos diferentes usos da linguagem. A variação faz parte da língua e precisa ser respeitada. Ainda que exista uma variante padrão que é ensinada nas escolas e que está bastante associada com a escrita, é necessário entender que os dialetos não estão relacionados com o erro e, menos ainda, com prejuízos que a língua possa vir a sofrer. Portanto, não há variante melhor ou pior do que outra, mas, sim, variantes diferentes, que variam de acordo com o contexto em que são usadas