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OS PROFESSORES E AS TECNOLOGIAS DIGITAIS EM TEMPOS PANDÊMICOS.
Neste artigo refletimos sobre as práticas docentes no contexto da pandemia de Covid-19, em especial na utilização das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) nas aulas remotas e no retorno ao ensino presencial. O trabalho teve como metodologia a pesquisa qualitativa de desenvolvimento teórico, utilizando autores como Arruda e Hessel (2021), Cipriani, Moreira e Carius (2021), Nóvoa e Alvim (2021), Pereira e Barros (2020). As reflexões propostas foram entrelaçadas com conceitos de Bauman (2004, 2001, 1998) e Castells (2003). Os resultados apontam complexidades e desafios acerca da utilização das TDIC nas práticas docentes, que entendemos ser um processo de construção de conhecimentos específicos para otimizar o fazer docente. Concluímos serem necessárias políticas públicas de formação docente que suscitam a utilização das TDIC, de maneira que a reflexão entre pares, leve à realização de práticas inovadoras para um ensino de qualidade e sucesso dos estudantes. Palavras-chave: pandemia de Covid-19; TDIC; práticas inovadoras
Ensinar e aprender: instigações remotas
Os desafios de ensinar e aprender de forma remota durante a pandemia do Covid 19 trouxeram muitas inquietações levando pouco em consideração as questões de acesso à tecnologia e o baixo letramento digital do professor e do aprendiz. Neste estudo, apresentamos a experiência de três professoras de duas universidades do Estado do Rio de Janeiro que buscaram, por meio do trabalho pelo desenvolvimento mútuo sob a luz dos princípios da Prática Exploratória (ALLWRIGHT, 1991; 2003; 2005; ALWRIGHT; HANKS, 2009; MILLER, 2001; 2007; 2010; COLOMBO GOMES; MILLER, no prelo) fomentar a resiliência em sua práxis no Ensino Remoto Emergencial (ERE) no ensino de línguas. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa e cunho etnográfico (SEVERINO, 2015; DENZIN; LINCOLN, 2006), cujo aporte teórico concentra-se nos estudos do propiciamentos (GIBSON, 1986; PAIVA, 2010) e emoções (MATURANA, 1998; ARAGÃO, 2007; SO, 2005). Participaram desta investigação três professoras formadoras, dois professores egressos da Faculdade de Formação de Professores da UERJ e dois licenciandos do curso de Letras da PUC-Rio. Os resultados revelam que o ambiente de aprendizado é envolvido por construções afetivas e não por construções de alvenarias, além de evidenciar trocas e desenvolvimentos afetivos no ambiente exclusivamente on line
PASSEIO AMBIENTAL: INSTRUMENTO DE RECONHECIMENTO DO TERRITÓRIO
A visita ambiental, metodologia de ensino e inserção de estudantes em comunidades carentes, permite, através de uma caminhada, compreender os fatores determinantes e condicionantes do processo saúde –doença que existem no ambiente. Deste modo, o estudante se torna capaz de coletar informações sobre a comunidade, bem como constatar os fatores econômicos, educacionais, culturais, habitacionais e equipamentos sociais que estão a todo o momento interagindo com a comunidade visitada, assim, fornecendo ferramentas para pensar saúde a partir de seu conceito ampliado, e não como ausência de doença. Esse estudo teve por objetivo relatar as experiências vividas por acadêmicos de odontologia durante o passeio ambiental realizado como parte da capacitação na disciplina de estágio supervisionado I: Promoção de saúde bucal. Observou-se que os estudantes que participaram do passeio ambiental foram capazes de pontuar e discutir aspectos relacionados aos determinantes sociais da saúde presentes nas duas comunidades visitadas
A PRÁTICA DO STEALTHING SOB A PERSPECTIVA DO CONCEITO DE VIOLÊNCIA SIMBÓLICA DE PIERRE BOURDIEU
O stealthing, que consiste no ato de retirar o preservativo durante a relação sexual sem o consentimento da parceira, tem sido objeto de estudos em todo o mundo. Isso porque tal prática expõe as suas vítimas a riscos sexuais, além dos danos psicológicos, riscos de gravidez indesejada e desrespeito à autonomia dos corpos femininos. Dessa maneira, a pesquisa busca identificar dentro da legislação brasileira se tal conduta pode ser enquadrada no crime de estupro. Para isso, foi necessário avaliar o tipo penal e suas interpretações doutrinárias. O problema da pesquisa discorre acerca da violência elementar do tipo penal no crime do estupro, uma vez que a lei se refere à violência enquanto a doutrina exige que essa violência seja física e irresistível. A hipótese inicialmente levantada é a de que a prática do stealthing configura o crime de estupro, pois, diferentemente dos entendimentos doutrinários firmados, acredita-se que a violência do tipo penal não se limita à violência física e irresistível. Para isso, foram analisados os conceitos de violência que as legislações brasileiras já reconhecem, sobretudo o que essas leis entendem como violência sexual. Com o objetivo de demonstrar como as leis e as interpretações obedecem o princípio da estruturação masculina da sociedade, é que se trouxe a teoria de violência simbólica de Pierre Bourdieu na obra A Dominação Masculina (1998). Na teoria, o sociólogo analisa como a sociedade e as instituições toleram e legitimam comportamentos masculinos, naturalizando determinadas violências contra o gênero oposto. Conclui-se, portanto, que a violência presente na prática do stealthing não é considerada em razão da sua sutileza simbólica, fato que persiste em conservar a legislação que protege a liberdade sexual defasada e obsoleta
TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES: PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE NOS LIMITES DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO, ECONOMIA POLÍTICA E DIREITO CRIMINAL
A presente pesquisa tem por objeto o crime de tráfico internacional de animais silvestres, que influencia a economia tanto dos países de onde saem os espécimes quanto dos países para onde são traficados. Além deste recorte lógico, o recorte geográfico da pesquisa que ensejou a elaboração deste artigo científico tem por foco o tráfico de animais realizado a países árabes, cuja finalidade envolve a ostentação de signos de poder característicos do turismo de luxo que se desenvolve como atividade econômica no Oriente Médio desde o início do século XXI. Enfim, o recorte temporal da pesquisa envolve o período pós-moderno (ou de modernidade tardia), cuja compreensão no âmbito das Ciências Humanas perpassa por uma óptica cada vez mais egoística do ser humano, o que explica os motivos subjacentes ao tráfico internacional de animais silvestres. Logo, tem-se por objetivo comprovar que tal prática viola, a uma só vez, o Direito Internacional Ambiental e o Direito Criminal, em regime de diálogo entre tais disciplinas, além de se constituir em delito econômico lato sensu diante da influência que exerce na economia dos países envolvidos, o que enseja maior desforço dos Estados na maior rigidez da regulação internacional de mercados como meio de trazer maior efetividade aos direitos humanos, que envolvem o meio ambiente ecologicamente equilibrado
Marginalidades e lirismo: Caminhos poéticos de Moduan Matus
O artigo que aqui se apresenta visa à reflexão sobre aspectos da obra do poeta iguaçuano Edgard Vieira Matos (Moduan Matus), que partem de questões identitárias importantes da Baixada Fluminense e chegam a um maior aprofundamento da relação do poeta com o seu lugar. Entende-se, aqui, como lugar, seguindo os estudos do geógrafo humanista Yi-fu Tuan, um espaço que se tornou mais íntimo, em termos psicológicos. O artigo discorre sobre a problemática da poesia marginal, de 1970, passando por uma rápida menção à relação da “geração mimeógrafo” com o momento político em que vivia (A Ditadura Civil-militar), chegando à análise de textos cujos versos apontam para uma visão mais lírica da existência e do amor, propriamente dito
APRENDIZAGEM POR INVESTIGAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS - PRODUZINDO CONHECIMENTO COM REUTILIZAÇÃO DE MATERIAIS
Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um projeto que procurou promover o letramento digital e a educação ambiental. Utilizando o conceito de cultura maker, A ideia era usar a tecnologia como mediadora na produção de conhecimento em sala de aula, dando liberdade para a escolha de objetos de estudo, permitindo o uso autônomo e criativo de ideias e recursos e, principalmente, motivando a aprendizagem através da investigação e da gestão de projetos. Os alunos reutilizaram materiais presentes em seu dia-a-dia para construir seus projetos, provocando o debate sobre conscientização ambiental, especialmente pelo cuidado com os 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar). O trabalho foi realizado em uma escola municipal de São Paulo com alunos de 5º ano e produziu resultados positivos na aprendizagem e na motivação dos estudantes.Palavras-chave: Letramento Digital. Protagonismo. Cultura Maker
QUE DIZEM OS PROFESSORES E ALUNOS DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE AS HORTAS ESCOLARES: subsídios para o ensino de Ciências
O objetivo desse artigo é apresentar alguns dos resultados de uma pesquisa que teve como foco verificar como os espaços destinados a horta escolar tem sido utilizado nas escolas da rede municipal de Educação da cidade de Cascavel/Pr. O olhar se voltou para fala dos professores e alunos dos anos iniciais do ensino Fundamental como estes veem este espaço. Foram participantes da pesquisa 5 escolas, as quais trabalham com a horta com intuito pedagógico. Considerou-se que essa modalidade de horta permite que o plano pedagogico de sala de aula tenha como complemento o uso de atividades práticas que possibilitem a discussão de diferentes conteúdos. A pesquisa é de cunho bibliográfico ao considerar a produção sobre a temática investigada, e de campo, ao realizar o mapeamento e ao verificar a finalidade dos espaços destinados às hortas nas escolas municipais urbanas Os resultados evidenciam que as hortas escolares são uma importante ferramenta quando usadas com intuito pedagógico no ensino de Ciências, contudo, na cidade de Cascavel, ainda é pouco encontrado espaços destinados a essa modalidade de atividade e, tampouco, estes são utilizados como ferramenta pedagógica
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE CIÊNCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL
O objetivo deste artigo é refletir sobre alguns aspectos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionados ao ensino de Ciências da Natureza, que podem comprometer o trabalho desenvolvido nesta área do conhecimento no ensino fundamental. O texto apresenta uma análise das discussões desde a elaboração do documento apontando a necessidade de um maior aprofundamento das propostas elencadas na BNCC para a área por parte dos professores e demonstrando a necessidade de uma efetiva democratização das políticas públicas educacionais. A revisão de literatura foi a metodologia utilizada na construção deste artigo, que se baseou nas fontes bibliográficas citadas no corpo do texto, analisando especialmente artigos e periódicos produzidos ao longo da elaboração da BNCC e após a sua homologação. Destaca alguns argumentos favoráveis e críticas elencadas por diversos autores que vêm se ocupando de analisar a BNCC, a fim de desenvolver um posicionamento crítico do leitor a respeito do documento
EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA: UMA INSERÇÃO NA VIDA COTIDIANA
O artigo apresenta discussões a partir de um projeto de Educação Financeira, desenvolvido com estudantes de Ensino Fundamental, em uma escola pública de uma cidade do Rio Grande do Sul. A partir da metodologia de pesquisa-ação (Gil, 2010; Thiollent, 1986), foram desenvolvidas, junto a estudantes de 8º ano, ações relacionadas à Educação Financeira e ao cotidiano familiar, com o intuito de desenvolver uma cultura de planejamento, de investimento e de consumo consciente. Os dados da pesquisa foram produzidos por meio de questionários respondidos por estudantes e seus respectivos responsáveis e, posteriormente, descritos e analisados. A analítica empreendida, fundamentada na Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2019) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997a) e (BRASIL, 1997b), bem como nos estudos de Scolari e Grando (2016), Libâneo, Oliveira e Toschi (2012), Macedo (2012) e Lima e Sá (2010), mostra a importância de se trabalhar a temática da Educação Financeira na escola, uma vez que ela possibilita construir conhecimentos que podem ser aplicados na vida cotidiana, individual ou familiar, de modo a auxiliar na construção de hábitos financeiros saudáveis que preparem os cidadãos para os desafios do presente e do futuro