Revistas Eletrônicas do Cesuca
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    Saúde bucal e a importância da higienização na fase pré-escolar: um relato

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    A saúde bucal escolar teve seu início no final dos anos 80 no Brasil e o programa educacional foi decretado em 5 de dezembro de 2007 (decreto n° 6.268). Neste mesmo ano foi lançado o Dia Mundial da Saúde Bucal, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a melhorar na higiene oral. A cárie dentária é a doença bucal que mais prevalece nas crianças na fase pré-escolar e quando não tratada pode levar a perda dentária precoce por esse motivo a ação foi inserida nas escolas com o auxílio dos professores. Objetivo: relatar a experiência acadêmica na produção de um material educativo e lúdico sobre a importância da higienização bucal. Conhecer os hábitos da higiene bucal das crianças e identificar até onde elas sabem sobre o autocuidado bucal e o impacto da desigualdade social. Metodologia:  trata-se de um relato sobre a experiência de acadêmicas de enfermagem em estágio de prática de saúde coletiva (saúde bucal) localizado em uma escola pública do município de Cachoeirinha/ RS. Resultado: alcançar o maior número de crianças, ensinando-as sobre uma boa escovação e a utilização do fio dental, proporcionando mais ações voltadas a educação bucal infantil. Foi construído material lúdico (boca, escova de dente, creme dental e fio dental) e didático (atividades impressas) onde as crianças tiveram participação ativa em como utilizá-los no projeto realizado. Considerações finais: o projeto de ação na escola investiu para acrescentar no nosso conhecimento em saúde bucal e como desenvolver está ação no meio infantil, a forma de abordar as crianças utilizando de aspecto lúdico e compreensível para elas. Além da compreensão obtidas por nós, acadêmicas de enfermagem, foi de grande valia para estes estudantes o conhecimento que podemos orientar e informar.   Palavras chaves: Saúde Bucal; Escolas; Promoção de Saúde. &nbsp

    A indústria 4.0 no contexto dos estudantes de engenharia de produção: uma análise da produção acadêmica em eventos científicos

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    A chamada indústria 4.0 teve sua origem formal em 2011 e ao longo do tempo vem transformando o contexto da indústria no mundo todo. No Brasil, é reconhecido um certo atraso no desenvolvimento de tais tecnologias e na formação de profissionais capacitados para atuar neste mercado. Este estudo busca identificar por meio da quantidade de publicações sobre o tema em eventos científicos de grande participação de alunos de graduação a exposição que estes futuros engenheiros de produção estão tendo aos temas relacionados à indústria 4.0. Uma análise comparativa entre as quantidades encontradas neste estudo e as quantidades encontradas por Oliveira e Simões (2017) que realizaram estudo semelhante em 2017. O estudo revela que houve um sensível aumento das publicações nestes eventos sobre temas da indústria 4.0, o que indica que os graduandos de engenharia de produção estão tendo maior contato com os temas relativos à indústria 4.0, o que pode ser um bom sinal para a formação de futuros engenheiros para atuação no mercado. Palavras-chave: indústria 4.0, manufatura avançada, indústria do futuro, automação inteligente

    A Rabdomiólise relacionada à fisioterapia cardiopneumofuncional

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    A Rabdomiólise é definida como uma lesão do músculo esquelético com a liberação dos constituintes celulares para o plasma, diretamente na circulação sanguínea. É uma síndrome caracterizada pela necrose muscular. A primeira descrição moderna da rabdomiólise é atribuída a Bywaters e Bell4, que em 1941 descreveram quatro casos de síndrome de esmagamento durante o bombardeamento de Londres. Todos eles desenvolveram insuficiência renal aguda (IRA), tendo falecido durante a primeira semana. O exame revelou cilindros fragmentados a nível tubular renal, no entanto a relação entre a lesão muscular e a insuficiência renal não ficou esclarecida. As causas da rabdomiólise podem estar relacionada a diversos fatores nos dias de hoje, como traumas, acidentes por esmagamento, queimaduras, excesso de exercício físico e causas talvez desconhecidas. No entanto, o exercício físico poderá acarretar conseqüências nocivas, cujo espectro é muito vasto, podendo ir desde simples fascíte plantar até casos graves de colite isquêmica ou mesmo morte súbita. Quando muito intenso ou desenvolvido em condições adversas como calor ou umidade, exercício violento de tipo excêntrico, poderá originar lesão muscular, provocando rabdomiólise. Sabemos que nem todo o exercício físico desencadeia lesão muscular. Segundo a revisão de Moura et. AL. Uma das principais conseqüências causadas pela insuficiência renal crônica é a atrofia muscular. Por isso foi associado o exercício físico a pacientes que realizam sessão de hemodiálise visto que esses indivíduos tendem ao sedentarismo e a limitação funcional. Foi relatado efeitos benéficos na capacidade aeróbica e também o aumento da força muscular, reduzindo a atrofia instalada. A fisioterapia está associada, desde a respiratória  á cinesioterapia no período hospitalar, para a melhora de condicionamento físico, pensando que nunca se deve realizar a fisioterapia na fase aguda da patologia, respeitando os limites do paciente e os protocolos de segurança. Técnicas respiratórias, mobilização precoce e a fisioterapia podem estar associadas durante a hemodiálise. A fisioterapia respiratória atua na aplicação de inúmeras técnicas que previnem complicações pulmonares como: retenção de líquidos e secreções, atelectasias e pneumonia. Uma das técnicas, é a reexpansão pulmonar que pode ser associada ao tratamento da rabdomiólise, que estimula o paciente a efetuar inspirações mais profundas. Para a execução das técnicas de reexpansão pulmonar, deve ser levado em consideração a semiologia do tórax, ausculta pulmonar, radiografia de tórax, gasometria arterial e eletrocardiograma, e também, deve ser definido o posicionamento apropriado para o paciente. Durante a reexpansão pulmonar ocorrem mudanças nos volumes pulmonares consequentemente causados por mudanças nas pressões do sistema respiratório, particularmente nas pressões pleural e alveolar, sendo assim, os métodos de reexpansão pulmonar são mais indicadas quando ocorre redução dos volumes pulmonares e/ou quando há risco de colapso alveolar. Palavras-chave: Rabdomiólise; Fisioterapia; Reexpansão pulmonar

    Relato de experiências na sala de interpretação de imagens radiológicas no CESUCA

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    O conhecimento dos principais achados radiológicos complementares para compreensão da avaliação, prognóstico e tomadas de decisões, principalmente na UTI para fisioterapeutas. A interpretação radiológica requer uma sistemática de observação da anatomia, traços, fissuras, soluções de descontinuidades e simetrias anatômicas. O relato da experiência tem paradigma descritivo e tem o objetivo de descrever a ferramenta de aprendizagem realizada durante o semestre sob o olhar discente da aula vivenciada na sala de interpretação de imagens pertencente ao CESUCA. A sala é chamada de sala de interpretação radiológica, localizada no 3 andar do bloco 2 com capacidade para 40 alunos, possui bancadas de forma que cada acadêmico utilize um negatoscópio A4 com nível de iluminação, imãs para radiografias e visualizador de raio-x chapa slim portátil para observar os exames de imagens. A aula assistida foi ministrada pelo professor através de imagens em um projetor multimídia com tela de projeção retrátil, sendo estudados exames de imagens de anatomia radiológica e analisados Rx de tórax pediátrico, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas em ponderações T1/T2, relatando estudos de casos de crianças com doenças respiratórias, neurológicas, ortopédicas e oncológicas, assuntos desenvolvidos durante o semestre do ano de 2022. Em seguida cada acadêmico teve acesso a um bloco de exames para observar os achados. Como rotina acadêmica e profissional a compreensão e efetividade das tomadas de decisões das intervenções fisioterapêuticas abrangentes, principalmente em pacientes de UTI ocorre através da leitura do prontuário evolutivo, exame funcional do paciente, observação dos exames laboratoriais e das imagens radiológica para a objetivação dos recursos fisioterapêuticos a serem aplicados. Como atender um paciente com saturação instável, hipersecretivo, ausculta pulmonar com roncos difusos, ou sibilos expiratórios, ou murmúrio vesicular abolido ou um paciente com atelectasia, pós cirurgia de uma fratura com colocação de uma prótese total ou um paciente pós acidente cerebral hemorrágico sem ter a real dimensão da extensão do sangramento ou lesão isquêmica. Considera-se também que a rotina e o conhecimento básico dos achados imaginológicos potencializa as ações fisioterapêuticas e aproxima a excelência no prognóstico, diferenciando o profissional que se apropria e exercita esse conhecimento. Palavras-chave: Imaginologia; Fisioterapia; Neurologia

    Revisão sobre técnicas de fisioterapia aquática

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    As técnicas de fisioterapia aquática são realizadas em meio líquido, cada técnica realiza um padrão de movimentos. O método de anéis de Bad Ragaz, que é construído por movimentos com padrões em planos anatômicos e diagonais, baseados na técnica de facilitação neuromuscular proprioceptiva, com resistência e estabilização fornecidos pelo terapeuta. A técnica pode ser utilizada passivamente ou ativamente e tem o objetivo de promover maior estabilização do tronco, que é necessária para melhora postural e do equilíbrio, além de incluir redução de tônus muscular, pré-treinamento de marcha, fortalecimento muscular e melhora da amplitude articular. O método Halliwick é baseado nos princípios da hidrodinâmica e no desenvolvimento humano. Neste método são utilizadas atividades para facilitar padrões de movimento com variação no nível de dificuldade. As atividades são em grupo, de grande interação social. Por meios de jogos apropriados à idade e habilidade, os grupos são conscientizados das propriedades, do comportamento da água e de como controlar seus problemas de desequilíbrio. É feito através de atividades que são divertidas e ensinam. Um tópico central no programa é a realização do controle das rotações em torno dos vários eixos do corpo. Essas rotações ocorrem devido a relação entre as forças gravitacionais e o empuxo. Essa relação é alterada por mudanças no formato e densidade que ocorre em um corpo com alterações O Watsu é um método de relaxamento na água realizado individualmente em uma piscina aquecida, com música e ambiente tranquilo. A técnica associa movimentos rotacionais harmoniosos, alongamentos, trações nas articulações e pressões em pontos de tensão muscular. Questões psicológicas como ansiedade e estresse apresentam grandes resultados com o Watsu aliado a psicologia. E também é claro muito benéfico a outras patologias como, lombalgia, fadiga muscular, osteoartrite, entre outras diversas patologias.   Palavras-chave: Bad Ragaz; Halliwick; Watsu

    Estresse e alterações fisiometabólicas

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    Atualmente fatores como o estilo de vida, excesso de demandas, facilidade e frequência ao acesso à informação e conteúdo de baixa qualidade, falta de boas relações interpessoais, reduzidos períodos de lazer, entre outros fatores tem levado as pessoas a sofrerem quadros repetidos de estresse agudo, estresse crônico, ansiedade e depressão, em seus mais variados níveis. A realidade da vida dessas pessoas as faz procurar meios de reduzirem quaisquer pontos que possam dispersá-las ou desviá-las do foco principal que é produzir mais, bater metas, atingir objetivos, alcançar determinados resultados e, por vezes, estes pontos que são postos como obstáculos são os que deveriam ser vistos como importantes, e são eles: saúde, qualidade de vida, autovalorização, relações sociais e todos os fatores envolvidos e resultantes destes. O objetivo desta análise é apresentar agentes que levam a quadros de estresse agudo, crônico e outros prejuízos à saúde ligados a estes, assim como apresentar possíveis soluções para resolução desta problemática. O estudo foi feito a partir da leitura e análise de artigos científicos dispostos na base de dados do Google Acadêmico sobre a relação entre os níveis e a incidência de quadros de estresse e alterações fisiometabólicas geradas por ele. Diversos estudos apresentam o quão nocivo é para o organismo sofrer repetidos quadros de estresse agudo, ou manter-se em estado de estresse crônico, pois este retorno do organismo a agentes estressores gera uma série de respostas fisiológicas que, se mantidas por longos períodos ou em fase constante, podem gerar redução da reposta imune, desequilíbrio metabólico e riscos cardiovasculares, estes que levam e maiores chances de quadros de infecções, aumento do Índice de Massa Corporal (IMC), resistência insulínica, dislipidemia, aumento da pressão arterial e outros agravos relacionados a estas complicações. Apesar de ser um problema generalizado e boa parte da população mundial estar exposta a agentes estressores, sejam eles físicos ou mentais, é uma parcela reduzida que busca suporte e/ou consegue modificar os hábitos, o meio ou o comportamento que está levando ao quadro de estresse e todos os danos que ele acarreta. A vida moderna está atrelada a super produção, busca por novas tecnologias em diversas áreas, ferramentas que sejam capazes de tornas a vida mais prática, cascatas de dados e informações que bombardeiam por todos os lados, consumo de alimentos industrializados, com alto valor calórico e baixo valor nutricional, falta de tempo para praticar exercícios físicos, para estar com a família e amigos, crise financeira, política, na saúde, ambiental e no mundo. Faz-se necessário a projeção de novas políticas, intervenções e mobilização de ações que sejam capazes de amparar e levar ao conhecimento das pessoas a importância de receberem suporte multiprofissional e mudarem seus hábitos a fim de reduzir os níveis de estresse, a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, os danos psicológicos e todos os problemas fisiometabólicos ligados a ele, desta forma serão reduzidos os números destes agravos em saúde através de medidas preventivas e isto promoverá benefícios progressivos e sobre os planos social, econômico e ambiental. Palavras-chave: Estresse crônico; Metabolismo; Síndrome metabólic

    Educação continuada para profissionais da odontologia do Sistema Único de Saúde na área de Disfunção Temporomandibular

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    Um dos pilares do Sistema Único de Saúde é o aperfeiçoamento e constante qualificação dos profissionais que nele atuam, uma das formas mais eficazes e utilizadas são os programas de educação continuada ou permanente. As disfunções temporomandibulares (DTM) são condições extremamente prevalentes na população e conhecidas por seu difícil diagnóstico e manejo. Podemos caracterizá-las como um conjunto de condições relacionadas à dor, que envolve a articulação temporomandibular, os músculos mastigatórios e as estruturas associadas. Como outras condições de dor, a DTM pode interferir com a capacidade laboral e de concentração, tendo efeito sobre a vida diária das pessoas. Muitos pacientes que possuem estas condições, acabam sem seu diagnóstico e, portanto, tratamento adequado, algumas vezes pela falta de conhecimento específico dos profissionais nesta área, outras vezes por falta de recursos/meios de tratar estes pacientes na atenção básica.  Em reunião com o coordenador de saúde bucal do município de Cachoeirinha, ele nos explanou a dificuldade de capacitação dos profissionais atuantes nesta área específica, e que seria muito útil para os serviços se houvesse alguma atividade nesse intuito. Pensando nisso, criamos esse projeto, com capacitações para estes profissionais que desempenharem atendimentos clínicos nesta área, contando ainda com material teórico didático sobre anatomia e fisiologia da ATM, classificação das disfunções temporomandibulares, diagnóstico e plano de tratamento, DTM em pacientes pediátricos, bruxismo, Placas Oclusais e Laserterapia; e ainda encontros presenciais em grupo para discussão de casos, explanação teórica e orientação sobre o que é possível realizar dentro de seu ambiente de trabalho, e ainda diagnosticar quando estes pacientes devem ser encaminhados para outros locais a fim de tratamento mais específico. Palavras-chave: Sistema Único de Saúde (SUS); Transtornos da Articulação Temporomandibular; Educação Profissional em Saúde Pública

    Aplicação do genograma para conhecimento da transgeracionalidade: um relato de experiência

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    O genograma é uma ferramenta amplamente utilizada na Terapia Familiar Sistêmica por possibilitar uma representação gráfica da família. Sendo assim, este artigo traz um relato de experiência de uma estagiária de Psicologia sobre a aplicação do genograma como instrumento de identificação de elementos relevantes para o processo psicoterapêutico. O objetivo deste trabalho é demonstrar a prática da ferramenta, através de atendimentos de indivíduos em acompanhamento psicológico, para uma compreensão do seu histórico familiar. O genograma possibilita a identificação de padrões relacionais que são transmitidos de uma geração para a outra, repetindo-se na história familiar. Este processo é chamado de transgeracionalidade. Os atendimentos em questão, foram realizados em estágio profissional do curso de Psicologia, vinculado a um Serviço-Escola de Psicologia de uma instituição de Ensino Superior da região metropolitana de Porto Alegre, durante o primeiro semestre de 2022. Na demanda atendida, foram identificados aspectos de repetições de comportamentos entre as gerações familiares. O estudo demonstra que o papel do terapeuta é apoiar o paciente nesse reconhecimento transgeracional e proporcionar reflexões sobre as modificações dos padrões estabelecidos no círculo familiar.   Palavras-chave: Genograma; Terapia Familiar Sistêmica; Estágio

    o acolhimento dos estágios do luto na psicoterapia

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    A morte, ainda pouco debatida em sociedade, porém temida em demasia, traz consequências para aqueles que estão vivenciando o luto pela perda de alguém querido ou conhecido. O falecimento é uma parte do ciclo vital onde nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Em determinadas situações, a morte poderá chegar mais cedo para alguns indivíduos, mas sempre envoltos de patologias, acidentes, consequências de algumas ações ou até mesmo atrocidades. Porém, é importante fazer com que as pessoas compreendam que quando ocorre a morte do corpo físico, apesar de ficar a sensação da instabilidade de perda do controle, as experiências e as vivências adquiridas ao longo do tempo de vida permanecem. A ausência de conversas que permeiam essa temática torna o processo de enlutamento solitário, visto que o sofrimento, através de um conceito popular, deve ser um evento particular e não explícito. Contudo, recentemente, foi observado a importância e a capacidade que acolhimentos terapêuticos em grupo, que abordam essa situação tem de auxiliar no processo da dor. Reconhecer as etapas do luto, compartilhar frustrações, raiva, insegurança e, por vezes, o sentimento de culpa com outras pessoas faz com que ocorra uma projeção em um ambiente seguro, reconhecendo que é um evento universal e, por isso, não precisa ser vivido de forma isolada. Portanto, este estudo teórico-prático possui como finalidade, através de uma pesquisa sistemática bibliográfica conciliada com a prática da observação de grupos em psicologia, conhecer a vivência do luto de participantes de um grupo terapêutico, e a contribuição do grupo para a superação do luto. Foram realizadas duas observações do grupo de enfrentamento ao luto. As vivências relatadas foram anotadas e analisadas à luz da literatura. Pode-se observar ao final, a importância da terapia em grupo para pessoas enlutadas, visando a capacidade de enfrentamento dos cinco estágios do luto. Palavras-Chave: Morte; Luto; Terapia; Grupos; Acolhimento

    Auto-regulação da aprendizagem: fatores de interação na sala de aula e utilização de estratégias de aprendizagem

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    Os processos de autorregulação da aprendizagem (ARA) envolve capacidades comportamentais, cognitivas e motivacionais. O desenvolvimento de uma maior autorregulação acadêmica é assocido a um melhor desempenho acadêmico. Os alunos “auto-regulados” são aqueles que se esforçam para regular, gerenciar e controlar sua própria cognição, comportamento e motivação sob a influência de fatores contextuais. No entanto, pesquisas que abordam os efeitos do contexto de aprendizagem nas habilidades pessoais para ARA e no uso de estratégias de aprendizagem, são escassos. Nesse sentido, o presente trabalho representa um avanço de uma investigação em andamento. Seu objetivo é investigar os padrões de relação existentes entre alguns fatores de interação na sala de aula e o uso de estratégias de aprendizagem pelos estudantes universitários da cidade do Paraná, Argentina. esta pesquisa é quantitativa, descritivo-correlacional e transversal. Para avaliar a interação na sala de aula (indicadores de interação professor-aluno e interação aluno-pares, foi utilizada a Escala de Atribución de Motivación de Logro Modificada (EAML-M) (Morales-Bueno e Gómez-Nocetti, 2009). As estratégias de aprendizagem representam o principal componente cognitivo da ARA. Sua avaliação foi realizada com o Motivated Strategies Learning Questionnaire (MSLQ-e) em sua versão adaptado para o espanhol e escalado na população argentina (Donolo e Rinaudo, 2008). Foi elaborado um teste piloto com uma amostra não probabilística do tipo intencional, composta por 48 estudantes universitários de psicologia, sendo 85% (N=41) dos participantes do sexo feminino e 15% do sexo masculino (N= 7). A faixa etária dos alunos variou entre 8 e 31 anos (SD=2.250), seno a média de 19. Em relação ao procedimento de análise dos dados, foram realizadas estatísticas descritivas que lançaram maiores médias de interação professor-aluno (M=20,79, DP=3,741) seguida pelo interação colaborativa com pares (M= 17,38 DP=3,480) e interação para melhorar a habilidades de aprendizagem (M=10,81, DP=3,711). Em relação às estratégias de aprendizagem relacionadas aos fatores de contexto, a maior média foi observada para gestão do tempo e do ambiente (M=37,43; DP=3,341), seguida por busca de ajuda (M=19,37; DP=3,466) e aprendizagem entre pares (M=12,10; DP =4,059). Os dois últimos envolvem aspectos interacionais aluno-professor e aluno-pares. Cada uma das variáveis mencionadas obteve escores de distribuição normal e homogeneidade de variâncias. Por outro lado, alguns dos indicadores de interação na sala de aula correlacionaram-se significativamente com algumas das estratégias de aprendizagem de autorregulação. Refira-se que: a) Os alunos com maiores taxas de procura de ajuda e aprendizagem com os pares desenvolvem maior capacidade de autorregulação académica. b) Os processos de feedback e diálogo entre professores-alunos têm grande valor pedagógico e são considerados comportamentos estratégicos para a aprendizagem. c) É possível aumentar a capacidade reguladora dos alunos em algumas das suas dimensões promovendo-as no contexto na sala de aula. Com base nas evidências e antecedentes apresentados, expõe-se o desafio que a educação enfrenta para promover contextos ou ambientes ideais para a aprendizagem. Palavras-chave: Autorregulação da Aprendizagem; Interação em sala na aula; Estratégias de aprendizagem; Estudantes universitários

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