Revistas Eletrônicas do Cesuca
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Relato de vivências e práticas no atendimento a pacientes de traumato-ortopedia na Clínica-Escola de Fisioterapia
A Extensão Universitária é uma das funções sociais das Instituições de Ensino Superior – IES. O Cesuca no ano de 2023 lançou o Projeto Reabilitação Ambulatorial Traumato-Ortopédica, que visa atender o efetivo da BM e os funcionários da própria instituição na Clínica de Fisioterapia no centro universitário. O presente estudo tem como objetivo relatar a vivência e a prática nos atendimentos dos pacientes no projeto, qualificando-os, elencando as patologias que mais ocorrem e discorrendo sobre as condutas mais utilizadas. Para participar do projeto o paciente deve ser Policial Militar de Cachoeirinha ou ser funcionário do Cesuca. O paciente assina termo de consentimento do uso de imagem e termo de concordância com as regras do projeto quanto a faltas e atrasos, sendo informado que será atendido por alunos de fisioterapia. O atendimento ocorre as terças e sextas-feiras das 15h30 às 17h30, numa sessão de quarenta minutos. O projeto iniciou em maio de 2023 e está em andamento, tendo a data de corte o dia 20 de setembro. Vinte pacientes foram atendidos no período, sendo onze mulheres e nove homens. Nestes 5 meses ocorreram 38 dias de atendimentos e foram realizadas 200 sessões fisioterapêuticas em vinte pacientes que apresentaram distúrbios osteomusculares variáveis desde quadros álgicos até estiramentos e fraturas. Quanto às regiões, a cervical/tronco (35%) e a de MMII (35%) foram as mais acometidas. A cinesioterapia e a terapia manual foram as terapêuticas mais utilizadas. Na eletroterapia a terapia combinada e o ultrassom terapêutico tiveram uma boa recorrência. Análise das fichas de evolução constatou que 60% dos pacientes relataram ter uma diminuição da dor inicial até a terceira sessão de fisioterapia.
 
O avanço do tratamento fisioterapêutico e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Trabalho respiratório (TR) refere-se à energia solicitada pelos músculos respiratórios (MRs), determinado pelo balanço entre a demanda para respirar e a capacidade dos MRs. Dispneia pode ser normal – aumento de demanda durante um exercício; ou disfuncional – associada a insuficiência respiratória (IR) que pode ocorrer por obstrução das vias aéreas (VA), lesão no tecido pulmonar ou enfraquecimento/fadiga dos MRs. A fisioterapia respiratória (FR) tem se mostrado satisfatória para estabilizar, melhorar e prevenir complicações respiratórias. O objetivo é abordar a fisioterapia respiratória na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) sintetizando artigos sobre a patologia e resultados encontrados no uso de técnicas fisioterápicas. DPOC se refere a um conjunto de doenças que causam bloqueio do fluxo de ar, sendo a bronquite crônica e o enfisema os principais precursores da doença, embora asma brônquica também seja comum. Esta doença faz com que o ar fique preso nos pulmões após uma expiração completa, aumentando o esforço e diminuindo a troca gasosa, aumentando os níveis de dióxido de carbono e diminuindo os níveis de oxigênio sanguíneo. Conforme a OMS, as doenças respiratórias foram a segunda principal causa de morte mundial em 2019, com a DPOC classificada como a terceira entre elas. No Brasil, dados do MS indicam uma queda da DPOC do 3º para o 5º lugar nas principais causas de morte entre 2000 e 2016. No entanto, quando observados regionalmente, no RS a DPOC permanece inalterada em 3º lugar no mesmo período, afetando principalmente os homens. A principal causa é a exposição a vapores, gases e partículas tóxicas, destacando-se o tabagismo, havendo também uma tendência à hereditariedade, ainda não completamente documentada. A DPOC está frequentemente associada a dispneia, produção de muco e tosse. O sistema respiratório possui defesas mecânicas, como transporte mucociliar e filtração aerodinâmica, que podem ser severamente comprometidos na DPOC. A FR auxilia na recuperação funcional pulmonar e no alívio dos sintomas melhorando a qualidade de vida dos portadores de DPOC. A FR utiliza-se de técnicas de fortalecimento da MRs, melhorando a ventilação pulmonar e facilitando a eliminação de secreções dos pulmões. A DPOC está ligada a resultados sistêmicos como infecção sistêmica e perda de musculatura esquelética que mudam a capacidade física, causando diminuição da força no MMII e evidente redução de força geral, inclusive de músculos respiratórios. Estudos apontam que a atividade física é a conduta mais eficaz para reabilitação pulmonar. Exercícios ativos resistidos para fortalecer e alongar os músculos do abdome e ganhar força muscular geral favorecem o condicionamento físico e cardiorrespiratório, além do realinhamento corporal. Já os exercícios respiratórios e higiene brônquica, também indicados e utilizados para pacientes acamados e com restrição de mobilidade, melhoram a capacidade respiratória e a mecânica pulmonar. A combinação potencializa o resultado
Recursos fisioterapêuticos para pacientes com mielomeningocele: uma revisão de literatura
A mielomeningocele é conceituada como espinha bífida aberta, considerada como a forma mais grave de manifestação da doença, sua causa exata ainda é desconhecida, no entanto, apontam que um fator que potencializa o risco é a deficiência de ácido fólico durante o período de formação do feto na gestação.O sistema nervoso central (SNC) é uma estrutura tubular que primeiro se desenvolve como um espessamento do ectoderma e por volta da terceira e quarta semana de gestação é formado o tubo neural. Essa estrutura dará origem ao cérebro e medula espinhal. Erros nesse processo podem levar a anomalias congênitas, como defeitos do tubo neural, caracterizando uma protrusão da medula espinhal e meninges na falha óssea (espinha bífida). A protrusão contém no interior de sua bolsa, meninges, medula espinhal e raízes nervosas que são envolvidas pelo líquor. Esta pesquisa tem como objetivo descrever os sintomas e recursos fisioterapêuticos para pacientes com mielomeningocele. Metodologicamente trata-se de uma revisão da literatura com cuja as buscas estão sendo realizadas através da base de dados eletrônica Google Scholar, PUBMED, LILACS e LIBRARY, com a inclusão de apenas estudos da língua portuguesa e inglesa nos últimos 8 anos e com os descritores utilizados para a pesquisa sendo, fisioterapia, mielomeningocele, espinha bífida aberta, no entanto foram excluídos os artigos que não estivessem relacionados com os objetivos. Na primeira busca dos artigos, foram encontrados, momentaneamente 612 artigos e após a leitura dos títulos, foram excluídos os artigos que não contemplassem as palavras chaves, e restaram para leitura do resumo 30 artigos. Por fim, foram selecionados 20 trabalhos para a leitura completa, e ao final, restaram 12 estudos que foram incluídos na tabela, levando-se em consideração os critérios de elegibilidade como fisioterapia mielomeningocele e tratamento. A criança com MMC pode apresentar incapacidades significativas como: hidrocefalia, paralisia dos membros inferiores, disfunção intestinal, vesical e sexual, deformidades dos membros inferiores e coluna vertebral, além de dificuldades de aprendizagem e risco de distúrbio psicossocial, fraqueza muscular, dificuldade ou incapacidade para deambular, espasticidade, pé torto congênito, aparecimento ou aumento da escoliose e luxação de quadril. Salienta-se que é importante determinar a intensidade do exercício e realizá-los de forma individualizada como: cinesioterapia, fisioterapia aquática, pilates, bobath, uso de órteses nos modelos KAFO, HKAFO e AFO e dispositivos auxiliares. Dentro destes pressupostos, o fisioterapeuta a partir do diagnóstico cinesiológico funcional e raciocínio clínico possa identificar as disfunções relacionadas ao movimento proporcionando um melhor quadro funcional e a qualidade de vida para pacientes com mielomeningocele
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a expressão da proporcionalidade imposta na análise das sanções administrativas aplicáveis consoante os dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) - N° 13.709/2018
De modo a observar a expressão do princípio constitucional da proporcionalidade na aplicação das sanções administrativas previstas na Lei Geral de Proteção de Dados, originou-se o seguinte problema de pesquisa: Qual a expressão da proporcionalidade dentro da semântica das sanções administrativas previstas na LGPD? Destarte, através do método de pesquisa lógico-dedutivo, desenvolveu-se a presente pesquisa direcionada para a análise acerca da relação do princípio fundamental e sua inserção na aplicação das sanções administrativas aplicáveis pela lei de tratamento de dados pessoais. Para tanto, utilizou-se como metodologia a revisão bibliográfica, com base nos estudos já existentes, conjuntamente da análise interpretativa das sanções administrativas da LGPD.
Palavras-chave: Dados; Privacidade; Proporcionalidade; Proteção; Sanções
Caracterização das órteses prescritas para pacientes com mielomeningocele
A mielomeningocele ou espinha bífida é a malformação congênita tratável mais complexa do sistema nervoso central, quando ocorre uma falha na fusão dos elementos posteriores da coluna vertebral e, conseqüentemente, falha do fechamento do canal vertebral, relacionado à displasia da medula espinhal. Encontram-se constantemente também anormalidades do sistema nervoso central associadas, como por exemplo, a hidrocefalia e a deformidade de Arnold-Chiari. Indivíduos com mielomeningocele apresentam limitações funcionais como: paralisia dos membros inferiores, diminuição da força muscular, atrofia muscular, perda de sensibilidade, tudo isso torna a criança parcial ou totalmente dependente de cuidados. O prognóstico depende do nível medular atingido. Esta pesquisa tem como objetivo geral descrever sobre as manifestações da mielomeningocele de forma abrangente, tendo como objetivo específico evidenciar os tipos de órteses mais utilizadas por pacientes com mielomeningocele. Para tanto, metodologicamente trata-se de uma revisão da literatura com base de dados eletrônicos como :Google Scholar e SciELO, sendo incluídos apenas estudos da língua portuguesa nos últimos 10 anos e com os descritores utilizados para a pesquisa sendo Órteses, fisioterapia, Mielomeningocele e Tipos mais usados. Conclui-se com a revisão, as órteses mais utilizadas KAFO, AFO, Órtese Isocêntrica de Marcha Recíproca (IRGO) também conhecida como modelo KAFO, e a órtese longa que também pode ser conhecida como o modelo KAFO e HKAFO. Ambas foram citadas ao menos em dois estudos, e relataram uma melhora significativa em pacientes que utilizavam. Logo entendemos a importância do fisioterapeuta e de uma equipe multidisciplinar para o disgnóstico cinesiofuncional e a prescrição adequada individualizando cada paciente
Adaptações fisiológicas em resposta ao exercício: as adaptações musculares ao exercício físico
Provocados pelo professor da disciplina, os acadêmicos realizaram uma pesquisa sobre as possíveis adaptações fisiológicas causadas pela prática do exercício físico nos sistemas nervoso, muscular e cardiorrespiratório a partir da coleta de alguns dados durante uma das aulas que foi eminentemente prática. Foram escolhidas duas voluntárias, as acadêmicas “G” e “F”, que realizaram as atividades práticas no campus do CESUCA em 12/09/2023. Nosso objetivo geral foi confrontar o conhecimento teórico sobre os diferentes tipos de exercícios junto da execução prática destes, e aprender sobre as alterações de algumas medidas fisiológicas em exercícios voltados para a população universitária. Este estudo adotou uma abordagem exploratória, envolvendo a coleta de dados como parte das aulas da disciplina de Fisiologia do Exercício do Centro Universitário CESUCA. A coleta de dados foi realizada de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo professor e incluiu a mensuração da frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial sistólica e diastólica em exercícios dinâmicos e isométricos, de membros superiores e inferiores. Os resultados obtidos indicam que a frequência cardíaca se torna maior e há um aumento bastante significativo da pressão arterial sistólica por conta da contração muscular mantida nos exercícios isométricos. Já em exercícios dinâmicos, observou-se um aumento da frequência cardíaca e um aumento menos significativo da pressão arterial sistólica, pois as contrações musculares dinâmicas empurram o sangue de volta ao coração como uma verdadeira “bomba hidráulica”. Já a pressão diastólica manteve-se estável no exercício dinâmico, com uma pequena queda no exercício isométrico, e quanto a frequência respiratória, houve um acréscimo em ambos os exercícios, sem diferença significativa
O que causa COVID-19?
A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global a epidemia começou na China em dezembro de 2019 e rapidamente se espalhou pelo mundo inteiro devido à alta taxa de contaminação de acordo com as evidências mais atuais, o SARS-CoV-2, da mesma forma que outros vírus respiratórios, é transmitido principalmente por três modos contato, gotículas ou por aerossol o período de incubação é estimado entre 1 a 14 dias, com mediana de 5 a 6 dias, caracterizado como caso leve a partir da presença de sintomas não específicos, como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido de diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, fadiga e cefaleia já o caso moderado os sintomas mais frequentes podem incluir desde sinais leves da doença, como tosse persistente e febre persistente diária, até sinais de piora progressiva de outro sintoma relacionado à covid-19 prostração, hiporexia, diarreia, além da presença de pneumonia sem sinais ou sintomas de gravidade já os casos graves considera-se a síndrome respiratória aguda grave para crianças, os principais sintomas incluem taquipneia (maior ou igual a 70 rpm para menores de 1 ano e maior ou igual a 50 rpm para crianças maiores que 1 ano), hipoxemia, desconforto respiratório, alteração da consciência, desidratação, dificuldade para se alimentar já os casos críticos os principais sintomas são sepse, síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória grave, disfunção de múltiplos órgãos, pneumonia grave, necessidade de suporte respiratório e internações em unidades de terapia intensiva o diagnóstico da COVID19 pode ser feito por investigação clínico-epidemiológica, anamnese e exame físico adequado do paciente, caso este apresente sinais e sintomas característicos da covid-19 deve-se considerar o histórico de contato próximo ou domiciliar nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais e sintomas com pessoas já confirmadas para covid-19 é necessário a recomendação de medidas coletivas, tais como distanciamento físico e uso de máscaras, que devem ser alinhadas com as autoridades locais, a depender do perfil epidemiológico de cada Unidade Federada ou município aliada à estratégia de vacinação, as medidas não farmacológicas constituem outras formas de prevenção e controle da covid-19, como distanciamento físico, higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes, isolamento de casos suspeitos e confirmados o fisioterapeuta pode ter que realizar inúmeros procedimentos na UTI ou Emergência COVID, tais como auxílio a intubações, várias pronações e retornos à posição supina, muitas monitorizações, titulações de PEEP, ajustes da ventilação mecânica, recrutamentos alveolares, desmames, extubações, atuação em ressuscitações cardiopulmonares, dentre outros por outro lado, essa pandemia evidenciou a importância do fisioterapeuta na terapia intensiva, promovendo o reconhecimento da sociedade em geral e dos gestores em saúd
Ruptura do reto femoral: protocolo de reabilitação para um paciente assistido pelo projeto de traumato-ortopedia da Brigada Militar do curso de fisioterapia do centro universitário Cesuca
As lesões musculares tornam-se frequentes devidos à traumas, principalmente no esporte, os músculos mais frequentemente envolvidos são os biarticulares ou aqueles com maior complexidade estrutural, o músculo reto femoral se une com músculos do grupo do vasto (medial, lateral e intermédio), formando o músculo quadríceps. Do complexo quadríceps, o reto femoral é o que mais sofre lesões devido às suas características anatômicas únicas, que permitem essa suscetibilidade, ele possui alta proporção de fibras musculares tipo II, que são responsáveis pelos movimentos explosivos e rápidos, uma das doenças mais comum ruptura ou estiramento muscular, esta lesão ocorre quando um músculo é submetido a um esforço tão grande que as fibras e vasos musculares se rompem. O objetivo deste estudo foi mostrar o protocolo de reabilitação estabelecido para um paciente atendido pelo projeto de traumato-ortopedia do Centro Universitário Cesuca. As condutas realizadas inicialmente para as sessões foram: eletroterapia para diminuição do edema localizado com aplicação do ultrassom pulsado, além de drenagem linfática manual e bandagens funcionais ou Kinesio Taning no membro inferior lesionado, para a estabilidade da perna fortaleceu-se os músculos do quadríceps utilizando um protocolo de exercícios: treino de marcha, subida e descida de escada e rampa; bicicleta ergonômica; exercícios proprioceptivos com a meia bola Bosu e prancha de equilíbrio; agachamentos na cama elástica, juntamente com deslocamentos latero- laterais em adução e abdução de quadril utilizando a faixa elástica ou mini band, também foram feitos exercícios de flexão de joelhos com auxílio de uma bola pesando 3Kg; para movimentos multiarticulares usamos exercícios tipo afundo com o membro lesionado, alongamentos ativos de membros inferiores, superiores e coluna, também fizemos alongamento do tipo FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva) de membros inferiores, caminhadas e corridas leve na esteira elétrica. Finalizamos com mobilização miofascial instrumental no músculo tensor da fáscia lata por decorrência da sobrecarga gerada durante os exercícios. Até o presente momento através de reavaliação fisioterapêutica, obtivemos bons resultados na diminuição da dor, na recuperação do músculo reto femoral lesionado e ganho de estabilidade nos joelhos, prevenindo assim futuros lesões, finalizando com liberação miofascial instrumental no músculo tensor da fáscia lata por decorrência da sobrecarga, com tudo obtivemos bons resultados na recuperação do reto femoral e um ganho de estabilidade no joelho prevenindo novas lesões
Gene Merle (Pmel) em cães: uma revisão da literatura
O padrão tipo mármore da pelagem conhecido como Merle é causada por uma mutação no gene Pmel que está relacionado à inserção de um SINE (Short Interspersed Nuclear Element) sendo caracterizado por manchas de pigmentação em fundo diluído. Embora fenotipicamente possua características desejáveis pela população, existem riscos quanto a sua reprodução. Assim, o presente resumo teve como objetivo revisar a literatura acerca da reprodução, destacando os cuidados necessários. Como método de pesquisa foram realizadas buscas nas plataformas Google Acadêmico e Scielo Brasil, filtrando artigos em português a partir do ano de 2019. O gene Merle é uma característica autossômica dominante, resultando no padrão de pelagem já descrita em cães heterozigotos e algumas patologias em cães homozigotos. Dentre os distúrbios observados em homozigotos destacam-se defeitos auditivos, oculares e infertilidade, muitas vezes alterações que impossibilitam o desenvolvimento e a vida desses animais, afetando também o seu bem-estar. Dado as devidas características, não é recomendado o cruzamento entre dois cães Merle homozigotos. Além dos problemas auditivos também existe a má formação dos olhos, denominada de disgenesia ocular, podendo apresentar-se como, microftalmia, microcórnea, anormalidades de íris, pupila assimétrica, membranas pupilares persistentes, anomalias da lente, defeitos de esclera e de retina. O que causa esses problemas no Merle e a intensidade deles é a quantidade de pigmento nos tecidos, quanto menor a pigmentação, maiores as chances de problemas oculares e auditivos. Tendo em vista os defeitos que o cruzamento dessa prole pode causar, viu-se a necessidade de implementar testes genéticos para que assim os criadores pudessem selecionar os animais mais adequados para uma reprodução não prejudicial. Exames de DNA são recomendados para mapear a genética dos animais selecionados para o cruzamento. Sendo aconselhado que se realize o cruzamento dos cães Merle heterozigoto com cães saudáveis não-Merle, originando assim uma prole de 50% com pelagem Merle e saudáveis e 50% cães com pelagem sólida, isso é, pelagem lisa. Portanto, é de extrema importância e responsabilidade do veterinário orientar os tutores e criadores quanto aos riscos do cruzamento na reprodução, tendo em vista a manutenção do bem-estar dos cães envolvidos
Suplementação de ômega-3 na gestação e seus efeitos no desenvolvimento infantil pós-natal: uma revisão integrativa
Os ácidos graxos ômega-3, especialmente o ácido docosahexaenóico (DHA), são encontrados em diferentes membranas celulares, grande parte concentrado no cérebro, desempenhando um papel importante no comportamento e desenvolvimento da criança, além de papel importante na saúde materna. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da suplementação pré-natal de ômega-3 e seus resultados no crescimento/desenvolvimento e comportamento infantil. Realizou-se uma busca por artigos originais em bases de dados como Medline/Pubmed e Lilacs, utilizando os termos indexados das bases sobre “Gestação” e “Ácidos Graxos Ômega-3”. Após a triagem de 23 artigos, foram selecionados para leitura na íntegra 5 artigos que avaliaram a criança após suplementação de DHA na gestação. Como resultado, se observa que no primeiro estudo é sugerido uma dose de 650 mg de DHA/dia durante a gestação, para aumentar o equilíbrio (EQ) entre mãe e bebê, garantindo que haja benefícios durante a infância, contudo não há referência de dose na gestação. Outros estudos mostraram forte associação de DHA na interação de doenças e tratamentos na infância. Por tanto, a suplementação com ômega-3 na gestação pode prevenir a pré-eclâmpsia, trazer benefícios associados ao comportamento neurológico da mãe, aumentar o peso ao nascer, evitar parto prematuro e aumentar a duração da gestação. Entre os benefícios da suplementação pré-natal no desenvolvimento infantil, observou-se a prevenção de dermatite atópica e gastroenterite na primeira infância