Revistas Eletrônicas do Cesuca
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    Identificação microbiológica de Escherichia Coli isolada da secreção vaginal de um ovino fêmea

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    Foi atendido no centro clínico veterinário do CESUCA, um ovino SRD, fêmea, cuja queixa principal era de diarreia e secreção vaginal. O tutor relatou também que o animal estava sem se alimentar e não estava deixando a cordeira mamar. O animal havia parido no dia 17/08/2024 (e já havia parido outras vezes). No dia 19/08/2024 o animal apresentou diarreia e no dia 20/08/2024 secreção vaginal com aspecto purulento. Ao exame clínico geral o animal apresentava bom escore de condição corporal 3,25 (escala de 1-5), FC de 156bpm, FR de mpm e sem alterações na ausculta cardiorrespiratória.  Foi realizado US constatando-se a presença de grande quantidade de secreção intrauterina. As suspeitas clínicas inicialmente eram retenção de placenta e metrite. Assim, para auxiliar no diagnóstico, o presente estudo teve por objetivo identificar possíveis patógenos presentes no swab de secreção vaginal coletada desta fêmea. Para tal, o swab foi semeado em Ágar Sangue de carneiro e Ágar MacConkey e cultivado em temperatura controlada (36 ºC) durante 24 horas. Após, as colônias foram identificadas macroscopicamente e microscopicamente. Após verificar que se tratava de uma bactéria gram negativa, realizaram-se diferentes testes bioquímicos para identificação de gênero e espécie (TSI, MIO, Citrato, Ureia, Fenilalanina, Lisina e Malonato). As colônias observadas no Ágar MacConkey apresentavam tamanho de pequenas a médias, eram cilíndricas, puntiformes, com diâmetro entre 1 e 2 mm, elevação crateriforme papilada, sem odor característico, consistência seca, densidade opaca e margem inteira. Ao realizar o teste de coloração de gram foram observados bacilos gram negativos, que posteriormente, através da análise dos testes bioquímicos, foram identificados como bactérias da espécie Escherichia coli. Assim, o teste de sensibilidade aos antimicrobianos também foi realizado, havendo resistência para os seguintes antibióticos (ampicilina e sulfazotrim) e sensibilidade para os seguintes fármacos (amoxicilina com ácido clavulânico, gentamicina, norfloxacina, ciprofloxacina, ceftriaxona). Enrofloxacina, e cefalotina apresentaram resultados intermediários para a presente amostra. O tratamento de infecções por Escherichia. coli deve ser baseado em testes de sensibilidade antimicrobiana, devido à sua capacidade de desenvolver resistência a múltiplos fármacos. Assim, é possível definir uma abordagem terapêutica mais direcionada, priorizando o uso de antimicrobianos eficazes, otimizando o manejo clínico e promovendo a recuperação do animal

    Lúpus Eritematoso Discóide em Cães: revisão acerca da patologia e relato de caso

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    O Lúpus Eritematoso Discóide (LED) é uma doença autoimune cutânea que afeta cães de ambos os sexos e principalmente a partir dos dois anos de idade . A patogênese é de origem multifatorial, visto que a luz ultravioleta (UV)  é um dos principais fatores agravantes, destacando uma predisposição em raças como Collie, Pastor Alemão, Husky Siberiano e Shetland Sheepdog. Esta patologia é caracterizada por lesões eritematosas, com morfologia que inclui áreas de despigmentação, úlceras, erosões e crostas.  A distribuição das lesões são localizadas, predominantemente encontradas em regiões desprotegidas e com a pele fina como na face, focinho, lábios, e orelhas, mas também podem ocorrer em membros e órgãos genitais, podendo progredir com o tempo se não tratadas adequadamente, sendo menos comum do que sua variante sistêmica. Além disso, ao induzir uma inflamação crônica na pele do paciente, predispõe o tecido cutâneo a danos contínuos, resultando em um risco maior de desenvolver o carcinoma espinocelular, uma neoplasia maligna. O diagnóstico do LED é feito com base em sinais clínicos e biópsias de pele e o tratamento envolve o uso de corticosteroides tópicos e imunossupressores, além da proteção solar. No entanto, há casos raros em que as lesões podem se manifestar em regiões que não estão expostas à luz ultravioleta, como na mucosa oral, dificultando o diagnóstico. Evidenciada a importância e relevância desta patologia na rotina clínica veterinária, esta revisão tem como objetivo abordar os principais aspectos e atualizações envolvidas no curso do Lúpus Eritematoso Discóide em cães, relatando um caso de um canino diagnosticado com LED

    Osteossarcoma Condroblástico em cão

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    O tumor ósseo maligno mais comum em cães é o osteossarcoma, e sua variante condroblástica possui uma menor incidência em relação às outras formas. A forma condroblástica se distingue pela presença de células tumorais que adquirem características de condrócitos, sendo capazes de produzir tanto tecido ósseo quanto cartilaginoso. Essa variante, assim como outras formas de tumores ósseos malignos, afeta predominantemente os ossos longos, especialmente os do sistema esquelético apendicular, como fêmur, rádio, tíbia e úmero. Embora possa surgir em qualquer osso do corpo, sua ocorrência é mais frequente nas regiões metafisárias dos ossos longos. Em cães de raças grandes e gigantes, o esqueleto apendicular é muito mais acometido do que o esqueleto axial. O osteossarcoma condroblástico, como todas as formas de osteossarcoma, é altamente agressivo e possui uma elevada taxa de metástase, sendo os pulmões o principal local para a disseminação das células tumorais. Essa alta propensão para metástase complica significativamente o tratamento e piora o prognóstico dos pacientes. A expectativa de vida dos cães afetados por essa condição depende da extensão do tumor no momento do diagnóstico e da eficácia do tratamento. O manejo geralmente inclui cirurgia, como a amputação do membro afetado, combinada com quimioterapia para aumentar as chances de controle da doença. No entanto, o diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem melhorar consideravelmente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes, aumentando a sobrevida. Este artigo tem como objetivo apresentar o relato de caso de um cão sem raça definida (SRD), pesando 9,2 kg, diagnosticado com osteossarcoma condroblástico apendicular no membro torácico direito. Serão elucidando os sinais clínicos da doença, bem como os principais métodos de diagnóstico e tratamento disponíveis destacando como ele pode influenciar positivamente o desfecho clínico.

    Correlação de achados macroscópicos e microscópicos post-morten da Parvovirose Canina: Revisão de literatura

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    A Parvovirose Canina é uma doença muito comum no Brasil e possui uma alta taxa de mortalidade entre os caninos. O objetivo deste resumo é fazer uma revisão de literatura a partir de artigos científicos publicados entre 2020 e 2022 sobre os achados macroscópicos e microscópicos de necropsia mais relevantes da Parvovirose Canina, a fim de avaliar tanto as lesões visíveis quanto as encontradas na histopatologia. Assim, pretende-se demonstrar a correlação existente entre os sinais clínicos observados na rotina clínica veterinária e o acometimento dos sistemas digestório e cardiovascular ocorrido pelos mecanismos de patogenicidade do vírus causador da Parvovirose Canina, identificados na avaliação post-mortem dos animais infectados pela doença. A Parvovirose Canina, ocasionada pelo Parvovírus Canino-2, é uma infecção viral aguda muito comum no Brasil e acomete a população canina, sobretudo os cães de rua e domésticos, sendo os filhotes os mais prejudicados pela doença, por serem mais imunoincompetentes e geralmente não vacinados. Os sinais clínicos mais comuns observados na rotina clínica veterinária incluem letargia, vômitos constantes, febre, diarreia sanguinolenta com odor característico (considerado o sinal clínico mais clássico da doença pelos clínicos veterinários) e desidratação. A Parvovirose Canina é, portanto, responsável por causar diversas lesões nos sistemas digestório (principalmente) e até mesmo cardiovascular (quando o Parvovírus Canino-2 acomete as células do miocárdio, apesar de não ser um mecanismo de patogenicidade comum da doença). Essas lesões são observáveis tanto na necropsia quanto na histopatologia. Os sinais macroscópicos encontrados durante a necropsia incluem baixo escore corporal, parede intestinal espessada e descolorida, desidratação severa, diarreia de aspecto sanguinolento (com odor característico), desgaste do revestimento intestinal, gastroenterite hemorrágica e, se acometidos os miócitos cardíacos, presença de estrias claras no miocárdio. Quanto às lesões microscópicas encontradas na histopatologia, tem-se: necrose multifocal do epitélio das criptas, perda da arquitetura das criptas e descamação das vilosidades, acometimento do tecido linfóide, hipoplasia da medula óssea e edema. Dessa forma, é compreensível que há, sim, uma correlação entre os sinais clínicos observados na rotina clínica veterinária e a avaliação post-mortem e histopatológica dos animais infectados. Além disso, entende-se o motivo pelo qual há uma alta taxa de mortalidade entre os caninos acometidos pela Parvovirose Canina, visto que é uma doença de desenvolvimento agudo e marcada por sinais clínicos altamente letais. Apesar da alta taxa de mortalidade, é fato que a doença pode ser facilmente prevenida se houver melhores campanhas de vacinação, que conscientizem a população sobre a importância e os benefícios da imunização preventiva contra o vírus Parvovírus Canino-2. Assim, compreende-se também a relevância de mais investimentos em estudos e pesquisas, bem como na formulação de vacinas cada vez mais eficientes no combate à Parvovirose Canina. Ademais, os estudos e as pesquisas científicas também contribuem para o mapeamento de novos desenvolvimentos e mutações virais do Parvovírus Canino-2, além de possíveis mudanças na patogenicidade viral e sistemática no animal infectado, sendo de suma importância, principalmente para os cães errantes e filhotes, que compõem a população mais acometida pela doença

    Ludoterapia e suas contribuições nos atendimentos de psicologia

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    RPA E CONTABILIDADE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOBRE VALOR DE NEGÓCIO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

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    O estudo visa analisar como a Automação de Processos Robóticos (RPA) agrega valor aos negócios contábeis, considerando sua influência na eficiência, precisão e competitividade das operações contábeis. Utilizando o modelo de valor de negócio de Tecnologia da Informação (TI) de Melville, Kraemer e Gurbaxani (2004), a pesquisa adota uma revisão sistemática de literatura qualitativa, descritiva e documental cuja amostra inclui 15 artigos científicos publicados entre 2018 e 2024. Os principais resultados indicam que a implementação da RPA nas empresas de contabilidade resulta em melhorias significativas na eficiência dos processos de negócio, redução de custos operacionais e aumento da precisão dos dados contábeis. Além disso, a RPA contribui para a competitividade das empresas ao liberar tempo para atividades estratégicas e melhorar a satisfação dos clientes. A pesquisa destaca a importância de práticas de trabalho inovadoras, uma estrutura organizacional flexível e uma cultura de inovação para maximizar os benefícios da RPA. O uso da RPA na contabilidade é uma tendência positiva, e a tecnologia no trabalho está cada vez mais presente em todos os setores A contribuição do estudo reside em explicar a influência crescente da tecnologia na contabilidade, evidenciando que a RPA não apenas otimiza os processos contábeis, mas também proporciona uma vantagem competitiva sustentável ao integrar recursos tecnológicos com práticas organizacionais inovadoras e adaptativas

    A Importância do Enfermeiro no rastreamento e identificação do Câncer de colo de útero

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    O câncer de colo do útero é uma das principais causas de morte entre mulheres em todo o mundo, especialmente em países em desenvolvimento, onde o acesso a serviços de saúde e à educação preventiva é limitado. O fator etiológico mais relevante é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), responsável por cerca de 99% dos casos de displasia cervical e lesões precursoras de câncer. No entanto, essa neoplasia é amplamente prevenível, com detecção precoce sendo fundamental para a redução de sua mortalidade. A atuação do enfermeiro é essencial tanto na prevenção quanto no rastreamento do câncer de colo do útero, desempenhando um papel fundamental na promoção da saúde. Eles orientam as pacientes sobre a importância de exames preventivos, como o Papanicolau, que permite a detecção precoce de lesões pré-cancerosas. Esse exame deve ser realizado periodicamente em mulheres entre 25 e 64 anos, sendo capaz de identificar alterações celulares que precedem o câncer cervical. A vacinação contra o HPV é outra importante medida preventiva, com foco em meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos, visando a redução de infecções que podem evoluir para o câncer. Além de atuar no rastreamento, os enfermeiros são o primeiro ponto de contato das mulheres com o sistema de saúde, sendo responsáveis por orientações sobre fatores de risco, como o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo, e uso prolongado de contraceptivos orais. Eles também oferecem suporte emocional, orientando sobre o uso correto de preservativos e incentivando a adesão aos exames de rotina. Este artigo busca destacar a relevância da atuação dos enfermeiros no rastreamento e identificação precoce do câncer de colo do útero, com ênfase na educação em saúde, acolhimento das pacientes e importância dos exames preventivos, que são a chave para a redução da incidência e mortalidade dessa doença na população feminina. Objetivo: O objetivo deste artigo é discutir a relevância do enfermeiro no rastreamento e identificação do câncer de colo do útero, enfatizando a importância da educação em saúde, do acolhimento das pacientes e da realização de exames preventivos. Método: Este relato descreve as vivências durante a monitoria acadêmica em saúde coletiva no segundo semestre de 2024, focando nas atividades realizadas para promover o rastreamento do câncer de colo do útero. As experiências incluem a participação em campanhas de conscientização, a organização de consultas e a realização de exames, sempre sob a orientação de profissionais da saúde. Resultados e Discussão: Os resultados obtidos reforçam a relevância da atuação do enfermeiro na educação das pacientes quanto à prevenção e rastreamento do câncer de colo do útero. Durante as atividades de monitoria, observou-se uma melhora significativa na adesão às consultas preventivas, resultado diretamente relacionado à abordagem educativa promovida pelos enfermeiros. A discussão clara sobre os fatores de risco, como a infecção pelo HPV, e a desmistificação do exame Papanicolau foram fatores fundamentais para aumentar a procura pelo rastreamento entre as mulheres. O acolhimento prestado pelos enfermeiros durante as consultas foi outro aspecto crucial. Criar um ambiente de confiança e segurança ajudou a diminuir o desconforto e o medo, comuns em relação ao exame ginecológico. Esse apoio emocional contribuiu para que as pacientes se sentissem mais à vontade para buscar os cuidados necessários e participar de forma ativa em sua própria saúde. As campanhas de conscientização, com forte participação dos enfermeiros, mostraram-se altamente eficazes na disseminação de informações sobre a importância dos exames regulares e da vacinação contra o HPV. O enfermeiro atuou como um facilitador nesse processo, desmistificando o exame de Papanicolau e promovendo um diálogo aberto com as pacientes, muitas vezes impactadas pelo medo e ansiedade relacionados ao procedimento. Considerações finais: A experiência adquirida durante a monitoria evidenciou o papel vital do enfermeiro no rastreamento e prevenção do câncer de colo do útero. A educação em saúde, o acolhimento e a promoção de exames preventivos, como o Papanicolau, são responsabilidades fundamentais desse profissional. O fortalecimento dessa atuação é essencial para reduzir a incidência e mortalidade por câncer cervical, destacando a importância de ações proativas na saúde feminina. Conclui-se que a presença ativa do enfermeiro em todas as etapas do cuidado é decisiva para promover a conscientização e melhorar os resultados em saúde na prevenção do câncer de colo do útero

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