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AUTISMO NA VIDA ADULTA: DESAFIOS DA ALIMENTAÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que impacta a comunicação, a interação social e o comportamento, variando em intensidade e necessidade de suporte. Apesar dos avanços diagnósticos, muitos indivíduos chegam à vida adulta sem diagnóstico formal, o que pode gerar quadros de sofrimento psíquico, ansiedade e isolamento social. Entre os desafios mais recorrentes está a seletividade alimentar, caracterizada por hipersensibilidade a texturas, sabores e cheiros que pode comprometer tanto a saúde física quanto a socialização. Este trabalho tem como objetivo identificar as principais dificuldades alimentares em adultos com TEA e seus impactos na interação social e na saúde física, considerando riscos de deficiências nutricionais e obesidade. Para tanto foi realizada uma revisão bibliográfica para responder a seguinte pergunta de pesquisa: “Quais as principais deficiências de micronutrientes podem estar relacionadas a seletividade alimentar?" Foi realizada busca nas seguintes bases de dados Scielo e Google Acadêmico, por meio dos seguintes descritores “Transtorno do Espectro Autista”, “seletividade alimentar”, “nutrição” e “micronutrientes” sendo considerados para a revisão 8 artigos. Como resultados, foi possível observar que as principais deficiências nutricionais relatadas envolvem as vitaminas D e do complexo B, com destaque para a vitamina B1 (tiamina), frequentemente associadas à limitação do consumo de cereais integrais, carnes e vegetais verdes. Também se observam carências de vitaminas A, C e E, decorrentes da baixa ingestão de frutas, legumes e verduras variadas, comprometendo funções metabólicas e imunológicas.
Quanto aos minerais, o ferro destaca-se como o nutriente mais frequentemente deficiente, levando à anemia ferropriva, seguida pela redução dos níveis de zinco, cálcio e magnésio, que interferem na imunidade, na saúde óssea e na função neuromuscular. Essas deficiências refletem o padrão alimentar restritivo característico de pessoas com TEA, marcado pela preferência por determinados tipos, cores e texturas de alimentos, reduzindo a variedade nutricional e favorecendo desequilíbrios fisiológicos.
Essas deficiências podem estar associadas à seletividade alimentar, uma vez que, no autismo, a preferência por determinadas cores e tipos de alimentos se mostra frequente e pode variar de forma sazonal, limitando, assim, o consumo de micronutrientes essenciais para a regulação do organismo.
Conclui-se que, mesmo na fase adulta, a seletividade no autismo, continua presente e pode acarretar danos à saúde. Cabe ao nutricionista buscar ferramentas que ofereçam suporte individualizado, com estratégias para reduzir os impactos da seletividade alimentar e prevenir deficiências nutricionais, contribuindo para a saúde e a qualidade de vida do adulto com TEA
O invisível visível: uma análise do discurso governamental sustentável a partir do filme O Dia Depois de Amanhã
A preocupação ambiental não é de agora, passando por muitos debates entre as principais figuras mundiais, no entanto, o alcance de tais discussões na população muitas vezes não se dá de maneira clara e de fácil entendimento, dificultando a proliferação da temática entre a população. Para tanto, a utilização de recursos cinematográficos pode apresentar uma alternativa viável. Tendo isso em mente, o presente paper analisou o filme O Dia Depois de Amanhã a luz da teoria da Sociedade de Risco e segundo as abordagens do desenvolvimento sustentável de Hopwood et al. (2005). A análise foi conduzida através de uma pesquisa descritiva e do método análise de conteúdo. Concluiu-se que o filme apresenta condições de auxiliar no processo de dar visibilidade para possíveis consequências do desenvolvimento econômico, mas não faz uma crítica direta ao sistema econômico como um todo, não alcançando uma abordagem transformador
AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA DOS ACOMPANHANTES DE PACIENTES DIALÍTICOS
Resumo
Introdução: O familiar no contexto do enfrentamento da insuficiência renal crônica vive dificuldades junto ao paciente que é submetido ao processo de hemodiálise, esses indivíduos necessitam de acompanhamento integral que vão além dos períodos de hospitalização. O familiar acompanhante por vezes é sobrecarregado, convive diariamente com sentimentos de medo e ansiedade com o adoecimento de um familiar em falência renal. Justificativa: As repercussões trazidas pelo adoecimento de um familiar, impactam também os cuidadores que ficam emocionalmente vulneráveis, abrindo margem para outras complicações. A função pulmonar pode ser comprometida e prejudicar a qualidade de vida destes cuidadores. Objetivo: Investigar e função pulmonar dos acompanhantes de pacientes submetidos ao tratamento de hemodiálise. Método: Estudo experimental do tipo ensaios de campo, desenvolvido com os acompanhantes de pacientes que realizavam hemodiálise em um Hospital na região metropolitana de Curitiba. Foram incluídos indivíduos de ambos os gêneros, com faixa etária entre 18 e 80 anos, familiares ou amigos de pacientes dialíticos, lúcidos e com capacidade cognitiva mínima para realizar o teste de espirometria. Os critérios de exclusão foram pacientes que realizassem hemodiálise, indivíduos com comprometimento neurológico. Resultados: Foram avaliados 23 acompanhantes, quanto aos resultados da espirometria foi constatado que a relação do volume expiratório forçado com a capacidade vital forçada teve melhor desempenho que os valores de referência (86,1%). Contudo, um familiar apresentou padrão obstrutivo e dois acompanhantes apresentaram padrão restritivo, enquanto 87% dos participantes apresentaram função pulmonar normal. Conclusão: Grande parte dos avaliados apresentaram função pulmonar conservada, com pequenas variações individuais, relacionadas ao sexo, faixa etária e hábitos de vida.
Palavras-chave: Fisioterapia; Dialise renal; Avaliação respiratória, Qualidade de vida; Acompanhantes.
 
TERAPIA FOTODINÂMICA ANTIMICROBIANA NA ODONTOLOGIA: PRINCÍPIOS, ÁREAS DE ATUAÇÃO E IMPACTO CLÍNICO
A terapia fotodinâmica (aPDT) tem se consolidado como uma alternativa promissora e minimamente invasiva no manejo de infecções orais e na promoção da saúde bucal, especialmente diante do crescimento da resistência bacteriana aos antimicrobianos convencionais. Tal abordagem utiliza a combinação de um fotossensibilizador e uma fonte de luz em comprimento de onda adequado, que, na presença de oxigênio, gera espécies reativas capazes de destruir microrganismos patogênicos. Esse mecanismo oferece vantagens importantes em relação aos antimicrobianos convencionais, incluindo a ação contra cepas resistentes, a redução de efeitos adversos sistêmicos, a melhoria dos resultados clínicos e a ampliação das possibilidades terapêuticas de forma segura e eficaz. O presente estudo teve como objetivo revisar os fundamentos da terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT), identificar suas principais aplicações na odontologia e analisar seus impactos clínicos. Realizou-se uma revisão de literatura nas bases PubMed e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2019 e 2025, em português e inglês. Foram considerados relatos de caso, estudos in vitro, in vivo e revisões sistemáticas. Excluíram-se artigos duplicados, revisões não publicadas em periódicos e trabalhos fora do escopo da pesquisa. Na prática clínica odontológica, a aPDT vem sendo aplicada em diversas especialidades, como periodontia, endodontia, implantodontia e estomatologia, com resultados positivos no controle microbiológico, na redução da inflamação e no favorecimento da reparação tecidual. Além disso, a técnica mostrou aplicabilidade como terapia adjuvante em lesões infecciosas e em condições relacionadas à mucosa oral. Entretanto, apesar dos avanços alcançados, ainda persiste a necessidade de padronização de protocolos clínicos específicos para diferentes condições, a fim de consolidar sua aplicabilidade e eficácia de forma uniforme. Assim, a aPDT demonstra-se como uma ferramenta versátil e de relevância crescente na prática odontológica, com potencial de ampliar o arsenal terapêutico e contribuir significativamente para a segurança do paciente. Conclui-se que sua utilização, aliada a protocolos clínicos bem estabelecidos, reforça a importância da inovação tecnológica e científica no enfrentamento dos desafios da odontologia contemporânea
EFEITOS DO EXERCÍCIO AQUÁTICO NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS
O envelhecimento populacional traz diversas alterações fisiológicas, dentre elas ocorre a sarcopenia, que está ligada diretamente à funcionalidade do indivíduo, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida. Embora a prática regular de exercícios físicos seja eficaz na prevenção dessas perdas,muitos idosos enfrentam limitações articulares e medo de quedas que dificultam a adesão às atividades em solo. Dessa forma, uma alternativa é o exercício aquático, por reduzir o impacto nas articulações e favorecer ganhos de mobilidade, equilíbrio e resistência. A população idosa tem crescido muito e segue para uma inversão da pirâmide etária nos próximos anos e sabemos que a capacidade funcional dos idosos é frequentemente comprometida,impactando significativamente sua independência e qualidade de vida, alguns tendo que ser institucionalizados para terem melhores cuidados em idade avançada. Decorrente dessas informações, justifica-se a realização do presente estudo por se tratar de um tema que será recorrente em todos os âmbitos da sociedade. O objetivo principal é analisar os efeitos do exercício aquático na capacidade funcional de idosos, e entender o quão importante pode ser essa atividade física para o público idoso, por se tratar de uma atividade de baixo impacto e que causam alterações fisiológicas no corpo decorrente da pressão hidrostática da água. Este trabalho é uma revisão sistemática da literatura que investiga os efeitos do exercício físico aquático na capacidade funcional de idosos, seguindo as diretrizes PRISMA 2020. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores controlados (DeCS e MeSH) combinados com operadores booleanos, tanto em português quanto em inglês. Os estudos foram selecionados entre 2014 e 2025, em texto completo e nos idiomas português,inglês ou espanhol. Os critérios de inclusão abrangeram idosos (idade ≥ 60anos), intervenções de exercício físico aquático com duração mínima de quatro semanas, avaliação da capacidade funcional como desfecho, estudos originais experimentais ou quase-experimentais, e disponibilidade gratuita do texto completo. Foram excluídos estudos com, intervenções sem relação com atividade física, artigos que não abordassem a capacidade funcional, revisões,relatos de caso, editoriais, cartas ao editor, protocolos, estudos com dados incompletos ou metodologia inconsistente. Durante nossa triagem começamos com 164 artigos onde 40 foram excluídos imediatamente por se tratarem de artigos duplicados, após a leitura dos títulos ficamos com 32 artigos para leitura do resumo onde excluímos mais 22 totalizando 10 para leitura completa. Sendo assim, ainda não temos conclusão, pois o trabalho ainda está em fase de desenvolvimento
FUTEBOL:: REVISÃO DE LITERATURA NARRATIVA SOBRE LESÕES NO FUTEBOL EM CAMPO SINTÉTICO E GRAMA NATURAL
O futebol é o esporte mais popular e praticado mundialmente, e consequentemente passou por evoluções até o presente momento, sendo elas, técnicas, táticas, físicas e mudanças no piso, com o crescimento do uso do gramado sintético. O piso artificial, foi projetado para imitar a aparência e o desempenho esportivo em relação à grama natural e pode ser composta por polietileno, nylon, mistura de polietileno e nylon, borracha, mistura de borracha e areia e revestimento de carpete, possuindo também uma drenagem melhor em dias de chuva. Atualmente, no Brasil, vem crescendo o número de estádios que utilizam o piso artificial, dessa maneira, aumentaram as críticas dos atletas que praticam o esporte nesse piso, havendo muitas reclamações sofridas com o risco de lesões que este gramado pode gerar. Considerando os aspectos abordados, o presente estudo tem por objetivo, analisar se há um risco maior de lesões no gramado sintético em relação ao gramado natural, se houver maior índice de lesão, estudar o motivo, além de observar quais lesões mais frequentes em comparação aos dois tipos de piso. Foram realizadas pesquisa nas bases de dados Publed/Medline, Scielo, Revista BMC Series e buscas manuais em referências bibliográficas de outros artigos, no idioma inglês, datadas entre 2010 e 2025, incluindo atletas de futebol jovens e adultos profissionais, tanto do sexo masculino, como do sexo feminino. Foram encontrados 61 artigos nas bases de dados, excluindo-se 47 por não adequação do título ao tema deste trabalho. Após a leitura de título e resumo, restaram 10 artigos, sendo destes 2 excluídos por serem estudos realizados com jogadores universitários e 2 por serem realizados em cima da percepção dos atletas. Do total de artigos, foram selecionados, portanto, 6 para leitura na íntegra para esta revisão. Os resultados atuais não são concordantes, nos aspectos se um tipo de gramado há um risco maior de lesões. O trabalho está em fase de produção, não havendo nenhuma conclusão até o momento
Consequências do uso de anabolizantes à saúde
Vem sendo muito normalizado o uso de substâncias androgênicas no contexto da musculação, e por via se popularizando cada vez mais entre jovens e adultos nas faixas etárias entre 17 à 45 anos, ou seja, nos últimos tempos o uso de esteroides anabolizantes acabou se tornando uma preocupação para a área da saúde e do esporte. Tendo como premissa fins terapêuticos, os esteroides anabolizantes passaram a ser utilizados então, com o objetivo de maior ganho de massa muscular ou melhor performance esportiva. Contudo, de 100 pessoas frequentadoras de academias ao redor do mundo, apenas 3 admitem o uso destas substâncias. Este estudo procura analisar e catalogar dados sobre usuários de EAA, e quais consequências obtiveram com o seu uso a curto e longo prazo. Este trabalho tem como justificativa a tentativa de expor o que está ocorrendo no meio “fitness” e mostrar as consequências causadas à saúde. A metodologia usada está sendo uma revisão de escopo para obter a coleta de dados em artigos originais, os critérios e exclusão foram estudos realizados em animais, estudos fora do recorte temporal, estudos que falam sobre as propriedades terapêuticas dos anabolizantes. Para critérios de inclusão foram estudos que falam sobre as consequências na saúde causadas por esteroides anabolizantes, estudos em jovens de 17 à adultos de 45 anos de idade (tanto homens quanto mulheres).
Foram encontrados cerca de 72 artigos, e eliminados 68 através dos títulos e 2 através da leitura completa, sobrando assim 2 artigos para serem usados na execução deste trabalho. Os resultados apontam que 84% dos usuários apresentam algum tipo de disfunção sexual, 18% infertilidade, 90% possuíam a produção natural de testosterona abaixo da média. Podendo também afetar a coagulação sanguínea e a metabolização de lipídeos, aumento da pressão arterial, aumento da massa do ventrículo esquerdo (podendo dificultar a passagem de sangue), o uso de esteroides anabolizantes também pode afetar o colesterol LDL-C, aumentando as chances do usuários de desenvolver aterosclerose e arteriosclerose, trazendo uma maior possibilidade infarto do miocárdio, e há efeitos trombogênicos também, os quais contribuem com a chance de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC). Esta pesquisa ainda não apresenta resultados pois ainda está sob desenvolvimento. 
FATORES QUE LEVAM À OBESIDADE INFANTIL NO BRASIL: ANÁLISE DOS DADOS DO PENSE E DO SISVAN
A obesidade infantil representa um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, apresentando uma prevalência crescente e impactando significativamente a qualidade de vida de crianças e adolescentes. Trata-se de um problema multifatorial, envolvendo aspectos sociais, culturais, psicológicos e ambientais que influenciam os hábitos alimentares e os níveis de atividade física desde a infância. Este estudo investigou os fatores relacionados à obesidade infantil com base em dados secundários da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE, 2019) e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN, 2024). Realizou-se um estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa, fundamentado em relatórios oficiais de acesso público. Os resultados indicaram elevado consumo de alimentos ultraprocessados e comportamento sedentário entre estudantes, além de índices preocupantes de sobrepeso e obesidade em crianças de 7 a 10 anos. Conclui-se que há necessidade de políticas públicas intersetoriais e ações educativas para promoção de hábitos saudáveis e atividade física.
Palavras-chave: obesidade infantil; fatores de risco; alimentação; atividade física; vigilância nutricional
EDUCAÇÃO E TRÂNSITO: A ATUAÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PRÁTICA EDUCATIVA DE TRÂNSITO DE CURITIBA- DER/PR
O presente estudo aborda a relevância e atuação dos pedagogos na Escola Prática Educativa de Trânsito de Curitiba DER/PR (EPET), destacando sua atuação na promoção da conscientização e segurança viária (segurança nas vias, ruas). Parte-se da compreensão de que o trânsito envolve todos os cidadãos e exige responsabilidade individual e coletiva, de modo que a educação se apresenta como caminho para a construção de uma cultura de paz e respeito às normas e leis acerca do trânsito. Autores como Santos (2006), Pavarino (2004), Schneider (2022) contribuem para fundamentar a discussão, reforçando a importância de práticas educativas voltadas à cidadania no espaço urbano. A escolha pela análise desse contexto se deve ao impacto social dos altos índices de acidentes de trânsito, apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023) em nível mundial, como uma das principais causas de morte entre jovens de 5 a 29 anos. Nesse cenário, a atuação pedagógica na Escola Prática Educativa de Trânsito de Curitiba representa não apenas uma ampliação do campo profissional da pedagogia, mas também uma estratégia efetiva para a transformação social e para a formação de condutas responsáveis no trânsito. O estudo tem como finalidade conhecer e explorar as práticas pedagógicas neste âmbito, para que se alcance a promoção da conscientização coletiva acerca do trânsito seguro. Para tanto, a pesquisa será desenvolvida de forma aplicada, por meio de uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, a partir de observações diretas em campo, análise das práticas realizadas na instituição e aplicação de questionário com os profissionais que atuam neste âmbito, a fim de detalhar as práticas pedagógicas voltadas à temática. Busca-se compreender de que maneira os pedagogos contribuem para a construção de valores de respeito, cidadania e segurança viária desde a infância, fortalecendo a educação para o trânsito como instrumento de formação integral dos indivíduos. Importa destacar, entretanto, que o estudo se encontra em fase de desenvolvimento, motivo pelo qual ainda não apresenta resultados consolidados nem considerações finais
A TESSITURA DA ÉTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Desde os primórdios da humanidade, os registros e pesquisas históricas revelam que a vida em grupo sempre esteve acompanhada por algum tipo de organização e presença de regras. Mesmo que nos períodos mais remotos essas normas fossem aplicadas de forma instintiva, já se manifestavam nas ações cotidianas e nas relações hierárquicas. A ética nas relações já era discutida no período de Aristóteles (1992), no século IV a.C. ao destacar virtudes como justiça, prudência, generosidade e amizade, consideradas fundamentos básicos para a vida social e deveres do cidadão inserido em uma comunidade. Nesse sentido, compreende-se que a ética constitui um dos pilares fundamentais da vida em sociedade, orientando a conduta humana na convivência coletiva. O ser humano se forma a partir das relações sociais em que está inserido, sendo a família a principal referência no aprendizado da criança. Como afirma Lins (2013, p. 95), “ninguém nasce ético ou se torna ético por acaso. Cada ser humano aprende a ser ético, inicialmente na família e em seguida na escola”. escola É nesse ambiente escolar que os sujeitos -se moldam de maneira singular, em contato com a diversidade de características de cada pessoa. Dessa forma, ressalta-se a importância de estimular, desde a infância, ações que promovam empatia, reconhecimento aos sentimentos do outro, bem como atitudes de independência, participação, cooperação, comunicação e respeito mútuo. A escola, portanto, não transmite apenas conteúdos pedagógicos, mas também valores – de forma inevitável. Por isso, tal transmissão precisa ser consciente e planejada. A pesquisa configura-se como um estudo bibliográfico, cujo objetivo é compreender e analisar a importância da ética no desenvolvimento humano desde a Educação Infantil. Ainda em andamento, o estudo evidencia que a ética na educação não se restringe ao ensino de regras de convivência, mas se constitui como processo reflexivo e prático, voltado à formação de cidadãos conscientes, responsáveis e participativos. Ao promover espaços democráticos, de diálogo e de respeito mútuo, a escola torna-se agente de transformação social, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, plural e solidária (Santos, 2001). Dessa forma, observa-se a necessidade de maior aprofundamento sobre a temática, a fim de alcançar resultados mais claros e consistentes. A maneira como regras e limites são transmitidos no núcleo familiar e no ambiente escolar reflete diretamente no desenvolvimento de atitudes, habilidades e comportamentos favoráveis à vida coletiva. As observações e práticas docentes no espaço escolar evidenciam, assim, a urgência de um trabalho intencional voltado à construção de valores éticos desde a infância, uma vez que, em muitos casos, tais princípios não têm sido cultivados como deveriam, resultando em uma formação cidadã fragilizada