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A PROPAGANDA DO JOGO: COMO AS CASAS DE APOSTA MOLDAM SUAS COMUNICAÇÕES PARA NORMALIZAR E VENDER APOSTAS ESPORTIVAS NO BRASIL
O crescimento das plataformas digitais e os avanços tecnológicos ampliaram a presença das apostas esportivas no dia a dia dos brasileiros, fazendo com que a propaganda se tornasse um componente fundamental para a normalização dessa atividade. Assim, este estudo visa examinar como a comunicação da empresa ajuda a estabelecer as apostas como uma atividade cotidiana. Para isso, foi conduzido um estudo qualitativo de natureza descritiva, fundamentado na análise de conteúdo das postagens da empresa Betano, no instagram, entre 23 e 30 de agosto de 2025. Os resultados indicam que as publicações vinculam as apostas à emoções, diversão e identificação com o futebol, o que contribui para sua aceitação na sociedade. Pode-se concluir, portanto, que a propaganda não só promove um produto, mas ajuda a normalizar seu consumo
INFLUÊNCIA DA FARMACOGENÉTICA NA DETERMINAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DA DEPENDÊNCIA DE ANFETAMINAS
As anfetaminas são uma classe de drogas estimulantes do sistema nervoso central, que possuem alto potencial de dependência, as quais promovem meio dos efeitos, aparentemente benéficos, o aumento da concentração, diminuição do cansaço e inibição do apetite. Entretanto, variáveis farmacogenéticas entre os indivíduos, influenciam o padrão de desenvolvimento da dependência. Por essa razão, este estudo visa identificar padrões de influência farmacogenéticas que predispõem o desenvolvimento da dependência por anfetaminas. Para isso, foi realizada buscas de artigos nas seguintes bases de dados: PubMed, ScienceDirect e EBSCO, entre 2015 e 2025. A busca foi realizada utilizando os seguintes descritores: “amphetamine and pharmacogenetics”, “methylphenidate and pharmacogenetics” e “methamphetamine and pharmacogenetics”. Utilizando critérios de inclusão e exclusão, foram encontrados 2846 estudos, que após a triagem inicial, utilizando a plataforma Rayyan QCRI, foram selecionados 12 artigos para compor essa revisão sistemática. Em seguida por meio da leitura dos resumos e posteriormente a seleção e leitura dos estudos completos, foram selecionados 5 artigos. Alguns dos resultados encontrados apontam para a diminuição da expressão de proteínas que afetam o neurotransmissor GABA e podem estar associadas à maior vulnerabilidade à dependência de metanfetamina. Esta diminuição pode ser causada por fatores como a hipermetilação do DNA do promotor PVALB, gene da parvalbumina, afetando a expressão dessa proteína. Outro tópico importante é a influência dos polimorfismos do gene GABRA1 e da subunidade γ2 do receptor GABA-A (GABRG2) no transtorno por uso de metanfetamina. Dessa forma, estes são alguns dos achados que influenciam na predisposição para dependência de anfetaminas em indivíduos. O presente estudo ainda em andamento, pretende aprofundar e descrever detalhadamente as evidências dos padrões farmacogenômicos encontrados na literatura, relacionados a dependência nesta droga
A INFLUÊNCIA DA TEORIA DA BUROCRACIA NA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM
Introdução: A teoria da Burocracia, proposta por Max Weber no início do século XX, apresenta-se como um modelo de organização baseado na racionalidade, formalização de regras, impessoalidade e hierarquização. No contexto da atuação da Enfermagem, sua aplicação influencia diretamente a gestão do cuidado e a organização dos serviços. 2) Justificativa: Estudar essa teoria é essencial para a formação dos futuros enfermeiros, pois possibilita compreender como as estrutura organizacional impacta a realização do trabalho e qualidade da assistência. O domínio desses conceitos auxilia na atuação como gestores do cuidado. 3) Objetivo: Evidenciar a relevância da Teoria da Burocracia para a atuação do enfermeiro. 4) Método: a investigação ocorreu por meio de pesquisas em fontes bibliográficas, publicadas em português, no período de 2013 a 2025. 5) Resultados: Os estudos mostram que a Burocracia ajuda a definir funções, garantir previsibilidade e promover a profissionalização em saúde, baseando-se em regras, ética, rotinas e procedimentos. Na Enfermagem, essa organização rígida cria um ambiente técnico, com normas e divisão clara do trabalho, mas pode prejudicar a humanização do cuidado. Quando usada de forma inadequada, a Burocracia torna as atividades lentas, dificultando respostas rápidas às necessidades dos pacientes. Por isso, ela deve ser aplicada com flexibilidade, considerando a complexidade social, cultural e estrutural dos serviços. Excessiva rigidez leva à despersonalização, dificultando a assistência humanizada, que é essencial para a qualidade do cuidado de Enfermagem.6) Considerações Finais: Embora seja um modelo que promova ordem e eficiência, sua aplicação rígida pode limitar a criatividade, gerar formalismo excessivo, aumentar a resistência a mudanças, reduzir a autonomia e enfraquecer a dimensão humana das relações de trabalho. O presente trabalho evidencia que esses aspectos precisam ser constantemente repensados na formação e na prática dos enfermeiros, para que a Burocracia não se torne uma barreira ao cuidado integral, mas sim um instrumento de organização aliado à humanização e à qualidade da assistência
COMUNICAÇÃO IMERSIVA: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DA REALIDADE VIRTUAL, MISTA E AUMENTADA NO FUTURO DA COMUNICAÇÃO
O presente estudo investiga o impacto das tecnologias imersivas — realidade virtual, aumentada e mista — nas relações sociais contemporâneas, a partir da perspectiva da comunicação como meio estruturante da experiência humana. Fundamentado na metodologia da meta-síntese, o trabalho analisou sete estudos de casos individualmente e de forma transversal para, assim propor um refinamento de concepções já existentes. Os resultados evidenciam que o Metaverso se consolida como novo locus de interação social, mediado por avatares e experiências sensoriais, e não apenas como uma interface tecnológica. As tecnologias não apenas estendem as capacidades humanas, mas instauram novas formas de associação, engajamento e acesso à informação
ASSOCIAÇÃO DE ENXERTO ÓSSEO E PRF COMO TÉCNICA DE REGENERAÇÃO EM CIRURGIAS DE LEVANTAMENTO DE SEIO MAXILAR: UMA REVISÃO DE LITERATURA
A perda óssea na cavidade oral é um desafio clínico recorrente, influenciado por fatores como doenças periodontais, extrações dentárias sem reabilitação adequada, traumas, uso prolongado de próteses mal adaptadas e doenças sistêmicas como a osteoporose, comprometendo a estrutura óssea alveolar, especialmente na região posterior da maxila, onde a pneumatização do seio maxilar reduz a disponibilidade óssea para instalação de implantes. Nesse contexto, o levantamento de seio maxilar surge como técnica cirúrgica previsível e amplamente utilizada para restabelecer o volume ósseo, sendo potencializado pelo uso de enxertos e biomateriais regenerativos. Entre as alternativas disponíveis, destaca-se a Fibrina Rica em Plaquetas (PRF), um concentrado plaquetário autógeno obtido por centrifugação do sangue, que forma uma matriz tridimensional rica em plaquetas, leucócitos e fatores de crescimento. Seu uso promove aceleração da cicatrização, estímulo à angiogênese e regeneração tecidual, tornando-se um recurso biológico promissor e de baixo custo para diversas áreas da odontologia, incluindo cirurgias de levantamento de seio maxilar. Estudos como os de Dohan et al. (2006) introduziram a PRF como uma evolução do PRP, com vantagens como liberação sustentada de fatores de crescimento e ausência de aditivos químicos. Pesquisas posteriores, como as de Pires (2012), Ferraz (2013) e Kapustecki et al. (2016), demonstraram que a associação da PRF com diferentes tipos de enxertos — autógenos, xenógenos ou aloplásticos — potencializa a neoformação óssea, melhora a integração dos enxertos e acelera o reparo dos tecidos. O uso combinado com enxertos de origem bovina mostrou resultados clínicos e histológicos favoráveis, devido à combinação entre a estabilidade estrutural do biomaterial e o estímulo biológico proporcionado pela PRF. Assim, a literatura evidencia que a associação entre enxerto ósseo e PRF representa uma abordagem regenerativa eficiente e biologicamente segura, capaz de otimizar a cicatrização e a regeneração óssea em cirurgias de levantamento de seio maxilar, consolidando-se como uma alternativa previsível, conservadora e custo-efetiva dentro da implantodontia contemporânea
PACIENTE QUEIMADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: COBERTURAS E CURATIVOS
O tratamento de queimaduras envolve o uso de curativos e coberturas que auxiliam na cicatrização, mantendo a umidade adequada, protegendo contra agentes externos e promovendo a regeneração tecidual. A escolha do curativo deve considerar fatores como extensão, profundidade, localização da lesão, dor, presença de exsudato e conforto do paciente, pois não existe material que se adapte a todas as situações. Desta forma, objetivou-se identificar os curativos e coberturas utilizadas no tratamento de queimaduras em pacientes de unidade de terapia intensiva. Trata-se de revisão de literatura, realizada com materiais publicados na MedLine, BDENF, IBECS e EBSCO, entre janeiro de 2020 a dezembro de 2024. Entre os principais microrganismos presentes em queimaduras infectadas estão Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Enterococcus resistentes, o que torna indispensável o uso criterioso de antissépticos leves e de baixa toxicidade, como polihexametileno biguanida (PHMB), clorexidina a 0,05% e ácido hipocloroso, que reduzem a carga bacteriana, favorecem a epitelização e apresentam boa tolerância tecidual. As coberturas utilizadas podem ser classificadas em passivas, interativas e bioativas. As passivas, como gaze não aderente e filmes poliméricos, funcionam como barreira física, permitindo trocas gasosas e evitando o trauma durante a troca do curativo. As coberturas interativas mantêm o ambiente úmido e exercem efeito antimicrobiano, destacando-se a sulfadiazina de prata a 1%, amplamente utilizada em queimaduras de segundo e terceiro grau por seu amplo espectro de ação, baixo custo e boa tolerância. Outras opções incluem gel de silicone, hidrofibras e espumas de poliuretano, que reduzem dor, tempo de cicatrização e frequência de trocas, além de melhorar a estética das cicatrizes. As coberturas bioativas, como hidrogéis, mel (convém ressaltar que o mel usado em feridas deve ser esterilizado por radiação gama e produzido com rigorosos padrões de higiene, livre de contaminantes e pesticidas), alginato, quitosana, colágeno e ácido hialurônico, destacam-se por suas propriedades regenerativas e alta biocompatibilidade. Os hidrogéis mantêm a umidade da ferida, promovem o desbridamento autolítico, reduzem a dor e estimulam a formação de fibroblastos e queratinócitos, enquanto o ácido hialurônico e a quitosana aceleram a cicatrização e reduzem a formação de cicatrizes hipertróficas. Neste contexto, a atuação do enfermeiro é essencial na avaliação, seleção e aplicação das coberturas, sendo imprescindível a atualização constante quanto às novas tecnologias disponíveis, contribuindo para recuperação mais rápida, com menor risco de complicações e melhor qualidade de vida aos pacientes queimados
O CARÁTER VINCULANTE DA TESE DEFINIDA ATRAVÉS DO JULGAMENTO DE UM INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS
O presente estudo examina o caráter vinculante da tese jurídica firmada em sede do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) no contexto do sistema processual brasileiro, situando-se no campo do direito processual civil com enfoque nos direitos fundamentais, na segurança jurídica, na igualdade e na uniformização da jurisprudência. O problema central parte da constatação de que a crescente litigiosidade e a multiplicidade de decisões conflitantes comprometem a previsibilidade e a confiança no sistema judicial, tornando necessária a consolidação de instrumentos capazes de garantir tratamento isonômico entre os jurisdicionados. O estudo justifica-se pela relevância prática e teórica do IRDR como mecanismo de racionalização da litigiosidade e de fortalecimento da democracia, ao estabelecer precedentes obrigatórios que asseguram estabilidade e coerência interpretativa no âmbito dos tribunais. O objetivo é analisar a eficácia normativa e os limites do IRDR enquanto precedente vinculante, à luz dos artigos 926, 927 e 985 do Código de Processo Civil, destacando seus impactos na uniformização das decisões e na concretização dos princípios constitucionais da igualdade e da segurança jurídica. O método utilizado é dedutivo e bibliográfico, com base na interpretação normativa e na revisão doutrinária e jurisprudencial de diversos autores. Os resultados demonstram que o IRDR constitui importante avanço para a formação de precedentes obrigatórios e para a construção de um sistema mais previsível e coerente, ao permitir que uma tese jurídica, firmada em um caso representativo, vincule juízes e órgãos fracionários do mesmo tribunal. Todavia, sua aplicação prática enfrenta desafios, como a resistência cultural à vinculação dos precedentes, a utilização do incidente apenas como instrumento de gestão processual e a morosidade no julgamento. Conclui-se que, embora o IRDR represente relevante inovação processual voltada à efetivação da igualdade e da segurança jurídica, sua efetividade depende da adesão dos magistrados e da consolidação de uma cultura de precedentes, pautada pela coerência, integridade e estabilidade das decisões judiciais, a fim de garantir um direito mais previsível e democrático
INFLUÊNCIA DO USO MATERNO DOS SMARTPHONES DURANTE A AMAMENTAÇÃO
O aleitamento materno favorece o vínculo afetivo, a proteção e garante nutrição adequada à criança, sendo uma das medidas mais eficazes para reduzir a morbimortalidade infantil. Porém, o crescente uso de smartphones no cotidiano materno suscita preocupações quanto aos efeitos sobre a qualidade das interações entre mães e filhos. Assim buscou-se realizar uma revisão bibliográfica para responder a seguinte pergunta “O uso de smartphones durante a amamentação pode trazer prejuízos? Para tanto realizou-se a busca de artigos nas bases Scielo e Google acadêmico, por meio dos descritores “amamentação”, “smartphones” e “vínculo” de forma isolada e combinada. Após a busca foram selecionados 4 artigos que atendiam ao escopo da pesquisa. Foi possível observar que evidências recentes apontam que o uso do celular por mães, especialmente em contextos de interação direta com o bebê, pode comprometer significativamente a responsividade e indicam que seu uso durante a amamentação diminui o tempo de contato visual com o bebê, além de provocar alterações fisiológicas maternas, como aumento da atividade eletrodérmica e modificação da frequência cardíaca, que sugerem um estado de excitação autonômica potencialmente competitivo com a atenção dedicada ao filho. Essa interferência parece ser mais marcante quando a mãe se encontra em estados de maior carga emocional ou mental. Embora o uso do celular não altere todos os aspectos da interação, ele prejudica de modo significativo a responsividade visual, elemento fundamental na construção do apego entre mãe e bebê. Seu uso elevado, com níveis reduzidos de responsividade, levam a maior incidência de sofrimento psíquico e desenvolvimento socioemocional infantil comprometido. Tais achados reforçam a ideia de que o impacto do uso de celulares se manifesta de maneira mais intensa em contextos marcados por vulnerabilidades emocionais ou sociais. Outro apontamento revela que o uso do celular pode funcionar como um mecanismo de escape para mães que enfrentam sobrecarga emocional, impactando no vínculo mãe-bebê. Embora algumas pesquisas sugiram que os efeitos do uso do dispositivo sejam temporários e reversíveis após sua interrupção, o uso recorrente durante momentos de interação sensível, como a amamentação ou as brincadeiras, pode gerar um acúmulo de prejuízos interacionais ao longo do tempo. Conclui-se que o uso de smartphones durante a amamentação pode trazer prejuízos emocionais e fisiológicos. Diante disso, é fundamental que profissionais da saúde, sobretudo os que atuam na atenção primária e saúde materno-infantil, reconheçam o uso excessivo do celular como um fator de risco para o desenvolvimento infantil e orientem mães sobre a importância da presença plena durante as interações com seus filhos, respeitando, contudo, os contextos subjetivos e as condições socioeconômicas que moldam tais comportamentos
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE QUEIMADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
O cuidado ao paciente com queimaduras representa um dos maiores desafios na prática da enfermagem, por envolver alta complexidade clínica, sofrimento físico e emocional, além da necessidade de um atendimento contínuo e especializado. Frente a essa realidade, pesquisas recentes vêm destacando a importância de compreender, mensurar e aprimorar as ações de enfermagem aos pacientes queimados nas unidades de terapia intensiva. Sendo assim, objetivou-se identificar os cuidados de enfermagem prestados ao paciente queimado em unidade de terapia intensiva. Trata-se de revisão integrativa, organizada em seis etapas, que incluiu materiais originais, publicados na MedLine, BDENF, IBECS e EBSCO, entre janeiro de 2020 a dezembro 2024. A análise de estudos nacionais e internacionais, revela um avanço expressivo nas abordagens assistenciais, educativas e terapêuticas voltadas a esse público. O estudo de Amadeu et al. (2020), conduzido no Brasil, identificou que pacientes queimados demandam elevada carga de trabalho de enfermagem, associada à gravidade clínica, extensão das lesões e tempo de internação, evidenciando a necessidade de readequação do dimensionamento de pessoal. Daltveit et al. (2024) destacaram o uso de fotografias em diários clínicos como instrumento de apoio emocional e reconstituição da memória dos pacientes, fortalecendo o vínculo entre enfermeiro e paciente durante o processo de recuperação. Harms et al. (2024) e Knight et al. (2023) demonstraram o impacto positivo de intervenções educativas e da aplicação da Escala Abreviada de Dor e Ansiedade Específica para Queimaduras, que aprimoram a comunicação e a percepção da dor e ansiedade. Zakeri et al. (2021) comprovaram que a visualização prévia da imagem do paciente favorece atitudes mais empáticas e melhora a qualidade do cuidado. Em complemento, Lagziel et al. (2021) observaram que a redução da frequência de curativos com sulfadiazina de prata para uma vez ao dia diminui dor e tempo de internação, sem prejudicar a cicatrização. Kadhim e Hamza (2020) ressaltaram a eficácia de programas de capacitação para elevar o conhecimento técnico dos enfermeiros, enquanto Carvalho et al. (2023) delinearam o perfil epidemiológico dos pacientes queimados no Brasil, apontando maior mortalidade nos casos mais graves. Ao passo que, Keshavarzi et al. (2022) evidenciaram os benefícios do uso da Plantago major L. como alternativa natural com propriedades analgésicas e cicatrizantes. De modo geral, os estudos convergem ao demonstrar que a assistência ao paciente queimado requer equipes capacitadas, empatia, manejo adequado da dor e estratégias inovadoras que integrem ciência, tecnologia e humanização, garantindo uma recuperação mais segura e eficaz, reduzindo as taxas de complicação. 
A HIPOTERAPIA NO TRATAMENTO DE INDIVIDUOS COM PARALISIA CEREBRAL: REVISÃO DE LITERATURA
Introdução: A paralisia cerebral (PC) é uma condição neurológica não progressiva que afeta o cérebro imaturo, resultando em alterações permanentes do movimento, da postura e da função motora, comprometendo a capacidade funcional e limitando significativamente a independência dos indivíduos acometidos. Justificativa: Entre os tratamentos disponíveis encontramos a hipoterapia que utiliza o movimento tridimensional do cavalo, como recurso terapêutico para estimular respostas e ajustes corporais e posturais semelhante a marcha humana. Considerando as limitações na capacidade funcional e na independência dos indivíduos com PC é importante conhecer os efeitos das estratégias terapêuticas disponíveis para a melhora do desempenho motor e consequentemente melhora da qualidade de vida. Objetivo: Conhecer os efeitos do método hipoterapia no tratamento de indivíduos com paralisia cerebral. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura no banco de dados BVS. Para a busca dos artigos foi utilizada a combinação dos descritores: Criança, Equoterapia Assistida, Hipoterapia e Paralisia Cerebral, nos idiomas português e inglês. A seleção dos estudos foi realizada em duas etapas, inicialmente foi realizada a leitura exploratória do título e do resumo de todos os estudos encontrados e selecionados os que se encaixavam nos critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos 10 anos, disponíveis na íntegra, que abordaram os efeitos da hipoterapia em crianças com paralisia cerebral, ambos os gêneros e sendo excluídos livros, capítulos de livros, artigos de opinião, editorial, revisões de literatura, dissertações, teses e artigos pagos. Na segunda etapa foi realizada a leitura completa de todos os artigos na integra, sendo excluídos os que não se enquadravam nos critérios de inclusão. Resultados: Foram encontrados 16 artigos, dos quais 13 foram excluídos. Seis foram descartados por se tratar de revisões de literatura, três não estavam disponíveis na íntegra e quatro não atendiam aos critérios de seleção, sendo selecionados para esta revisão três artigos. Em relação aos efeitos da hipoterapia nos artigos selecionados três artigos mostram melhora da habilidade motora, sendo: três artigos tiveram melhora do equilíbrio dinâmico; um artigo melhora do equilíbrio estático na postura sentada; dois artigos tiveram melhora da estabilidade postural e um artigo teve melhora no desempenho das atividades funcionais diárias ocasionado maior independência, e também houve melhora no desenvolvimento das habilidades comportamental e cognitiva em um artigo e benefícios psicológicos e sociais em um artigo. Conclusão: A Hipoterapia promove efeitos positivos nas habilidades motoras, cognitivas e comportamentais a partir de estímulos proprioceptivos, vestibulares e visuais, sendo um tratamento complementar benéficos para crianças com Paralisia Cerebral