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    ENDOCARDITE INFECCIOSA DE ORIGEM ODONTOGÊNICA E SUAS IMPLICAÇÕES CLÍNICAS: REVISÃO DE LITERATURA

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    A endocardite infecciosa (EI) é uma condição inflamatória grave, caracterizada pela colonização do endocárdio ou das válvulas cardíacas por microrganismos, frequentemente decorrente de bacteremia transitória. A cavidade bucal, pela sua elevada carga microbiana, é um importante reservatório de patógenos, como os Streptococcus do grupo viridans (S. sanguinis, S. mitis, S. oralis), gram-positivos facultativos capazes de aderir a superfícies endocárdicas previamente lesionadas. Essa revisão integrativa tem como objetivo analisar a fisiopatologia, fatores de risco e medidas preventivas relacionadas à EI de origem odontogênica. A busca foi realizada nas bases PubMed, MEDLINE e SciELO, usando descritores do DeCS como “endocardite infecciosa”, “bacteremia”, “odontologia”, “profilaxia”, “antimicrobiana” e “saúde bucal”. Foram incluídos artigos completos, em português e inglês, disponíveis gratuitamente, publicados entre 2007 e 2024. Após aplicação dos critérios, 23 artigos foram analisados. A fisiopatogenia envolve microtraumas na mucosa oral, causados por procedimentos odontológicos invasivos, periodontite ativa ou até escovação vigorosa, que podem permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea. Em pacientes com válvulas protéticas, cardiopatias congênitas ou lesões valvares, o fluxo sanguíneo turbulento gera microlesões endoteliais, expondo colágeno subendotelial e resultando na deposição de plaquetas e fibrina, formando vegetações estéreis. Bactérias aderem a estas vegetações, iniciando infecção que pode evoluir para insuficiência cardíaca, embolização séptica e sepse. Diretrizes internacionais, incluindo as da American Heart Association (AHA), recomendam profilaxia antibiótica somente para grupos de alto risco, como pacientes com próteses valvulares, histórico prévio de EI, cardiopatias congênitas cianóticas não corrigidas ou corrigidas parcialmente, e receptores de transplante cardíaco com valvulopatia. A profilaxia é indicada antes de procedimentos que manipulem tecido gengival, região periapical ou perfurem a mucosa oral. A recomendação usual é a administração de 2 g de amoxicilina oral, 30 a 60 minutos antes do procedimento, com alternativas como clindamicina 600 mg para alergia a β-lactâmicos, ou azitromicina/claritromicina 500 mg. A prática visa balancear a prevenção de infecções graves e minimizar o risco de resistência bacteriana. A prevenção em odontologia exige anamnese detalhada, estratificação do risco individual e aplicação criteriosa da profilaxia antimicrobiana. A atuação do cirurgião-dentista é essencial para reduzir morbimortalidade associada à EI, através do manejo adequado de pacientes de risco, manutenção da saúde bucal e integração multiprofissional. A conscientização do impacto das infecções orais em complicações sistêmicas graves deve ser fortalecida na formação e prática odontológica. &nbsp

    Funcionários como colaboradores na qualidade de ensino

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    FISIOTERAPIA PARA ALTERAÇÕES DE PISADA E MARCHA EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

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    Introdução: A paralisia cerebral constitui a principal causa de incapacidade motora na infância e decorre de lesões no sistema nervoso central em fase de desenvolvimento, afetando entre 2 e 3 crianças a cada 1.000 nascidos vivos no Brasil. Entre as manifestações clínicas, destacam-se as alterações de pisada e marcha, presentes em até 80% dos casos, que repercutem diretamente na mobilidade, na independência funcional e na qualidade de vida. Justificativa: Aprofundar o conhecimento baseado nas abordagens fisioterapêuticas em pacientes com distúrbios da marcha e da pisada, especialmente diante da realidade brasileira, em que cerca de 70% das crianças com PC dependem do Sistema Único de Saúde e enfrentam longos períodos de espera para iniciar programas de reabilitação. Objetivo: Analisar as evidências científicas mais recentes sobre intervenções fisioterapêuticas destinadas a crianças com paralisia cerebral que apresentam distúrbios de marcha e alterações de pisada. Desenvolvimento: Revisão de literatura narrativa, com base de dados PubMed, SciELO e PEDro e publicadas entre 2011 e 2022. Os descritores utilizados foram criança, marcha, paralisia cerebral e fisioterapia. Os critérios de inclusão foram crianças na faixa etária entre 0 e 12 anos, com diagnóstico clínico de paralisia cerebral, com foco em intervenções fisioterapêuticas voltadas para alterações de marcha e padrão de pisada, priorizando ensaios clínicos randomizados. Foram excluídos trabalhos duplicados, resumos, estudos com crianças em ambiente hospitalar, que abordassem teleatendimentos, tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos, intervenções realizadas apenas em ambiente virtual, além de relatos de caso e pesquisas observacionais. Resultados: Foram inicialmente identificados 240 artigos, dos quais apenas oito atenderam aos critérios de inclusão. Destacando que o Pilates modificado, promoveu melhora significativa do equilíbrio e do controle postural, alcançando ganhos de até 25% em comparação à terapia convencional, enquanto a realidade virtual não imersiva contribuiu para aumento de 18% na mobilidade funcional e maior engajamento das crianças nos exercícios. Além disso, o treinamento de marcha supervisionado destacou-se como a intervenção com maior tamanho de efeito, impactando positivamente a velocidade e a qualidade do padrão locomotor. Considerações finais: As intervenções multimodais, que integram recursos tecnológicos, treinamento funcional e estratégias de controle postural, apresentam superioridade em relação às terapias isoladas, sendo promissoras na reabilitação pediátrica de crianças com paralisia cerebral. A incorporação de tais estratégias na prática clínica, quando adaptadas às necessidades individuais e aos recursos disponíveis, pode contribuir de forma significativa para a melhoria da funcionalidade, da autonomia e da qualidade de vida dessas crianças e de suas famílias

    ETIOLOGIA DAS LESÕES LOMBARES EM BAILARINOS: UMA REVISÃO NARRATIVA

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    A dor lombar é um distúrbio musculoesquelético com alta prevalência entre bailarinos(as) profissionais e pré-profissionais, sendo frequentemente associada às exigências técnicas do ballet clássico. Essa modalidade artística exige grande controle postural, força, flexibilidade e alinhamento corporal, o que impõe uma sobrecarga constante à coluna lombar, especialmente durante movimentos como o arabesque, o en dehors, os saltos e o uso da sapatilha de pontas. Considerando que o ballet é amplamente praticado desde a infância e adolescência, e que a dor lombar pode impactar o desempenho, causar afastamentos e até abandono da carreira, o presente estudo propõe-se a investigar essa problemática de forma aprofundada. O objetivo geral desta pesquisa foi compreender as implicações biomecânicas e cinesiológicas dos movimentos do ballet clássico nas lesões lombares em bailarinos(as). Como objetivos específicos, buscou-se: identificar os principais movimentos e exigências técnicas do ballet clássico que geram sobrecarga na região lombar; investigar os fatores de risco associados à dor lombar em bailarinos(as) pré-profissionais e profissionais, considerando os impactos físicos e funcionais; e apontar possíveis estratégias de prevenção com base nas implicações observadas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo revisão narrativa da literatura. A escolha por esse tipo de revisão justifica-se pela possibilidade de integrar diferentes abordagens teóricas e práticas sobre o tema, considerando a heterogeneidade dos estudos sobre cinesiologia, biomecânica e lesões em bailarinos(as). A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, BVS e ScienceDirect, com recorte temporal de 2010 a 2025. Foram utilizados descritores em português e inglês, combinados por operadores booleanos. Os critérios de inclusão exigiram que os estudos abordassem bailarinos(as) e tratassem da relação entre ballet clássico e dor lombar. Artigos opinativos, duplicados ou com foco genérico foram excluídos. Após triagem por título, resumo e texto completo, 10 artigos compuseram o corpo da análise. Os resultados parciais apresentam semelhanças ao apontar possíveis causas da lombalgia, como a repetida hiperextensão lombar, compensações posturais e o excesso de treinamento. Destaca-se que a pesquisa se encontra em desenvolvimento, e novas análises estão em andamento para aprofundar as discussões

    RISCO DE DOENÇAS CARDÍACAS EM UM GRUPO DE IDOSAS, PRATICANTES DE FISIOTERAPIA AQUÁTICA

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    INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbimortalidade em âmbito mundial. Estudos têm demonstrado que, além do excesso de peso global, a adiposidade abdominal é considerada um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de cardiopatias, como a hipertensão. Essa situação é mais comum em mulheres pós-menopausa, fase em que há maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal, predispondo-as a um risco elevado de doenças cardíacas. Nesse contexto, a relação cintura-quadril (RCQ) destaca-se como um indicador antropométrico relevante para avaliar a distribuição da gordura corporal e estimar o risco de desenvolvimento de doenças, contribuindo para a prevenção e promoção da saúde. Além disso, trata-se de uma ferramenta de grande importância devido à sua praticidade, baixo custo e boa confiabilidade. OBJETIVO: Avaliar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em um grupo de idosas hipertensas, praticantes de Fisioterapia Aquática. DESENVOLVIMENTO: Estudo transversal, aprovado pelo CEP sob parecer nº 5.656.682, realizado com 15 idosas hipertensas, selecionadas na comunidade, com idades entre 63 e 90 anos. Foram avaliadas a altura e o peso para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizando-se uma balança antropométrica digital, e a razão cintura-quadril (RCQ), mensurada com fita métrica. Consideraram-se valores de RCQ iguais ou superiores a 0,85 e IMC acima de 25 kg/m² como indicativos de alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, conforme preconizado na literatura.RESULTADOS: As idosas apresentaram peso de 74,19 kg ± 11,27, estatura de 1,60 metros ± 0,08, IMC de 28,86 Kg/m² ± 3,9 e RCQ de 0,92 ± 0,03. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que o grupo avaliado encontra-se em condição de elevado risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, ressaltando a necessidade de estratégias de intervenção preventiva

    DA ORGANIZAÇÃO AO CUIDADO: O PAPEL DA ENFERMEIRA NA CULTURA ORGANIZACIONAL

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    1) Introdução: A cultura organizacional é a base que orienta os comportamentos e ações das pessoas dentro de uma organização. Ela representa a identidade da empresa, consistindo em um conjunto de valores e crenças que moldam o comportamento de seus membros. Essa cultura pode influenciar na prestação de assistência e administração dentro dos serviços, pois envolve normas padronizadas, que nem sempre são aceitas por todos os colaboradores. Ela reflete a forma como os indivíduos vivenciam a realidade cotidiana e atua como um regulador de ações, criando comportamentos esperados e construindo uma identidade cultural e organizacional. 2) Justificativa: É de suma importância abordar o contexto da cultura organizacional na atuação da Enfermagem, pois ela exerce um papel fundamental, que influencia diretamente as ações profissionais e reflete na qualidade do cuidado prestados. 3) Objetivo: Descrever como a cultura organizacional pode influenciar o trabalho de Enfermagem nos serviços de saúde 4) Método: A investigação ocorreu por meio de pesquisas em fontes bibliográficas, publicadas em Português, no período de 2015 a 2025. 5) Resultados: A cultura organizacional hospitalar, assim como em qualquer instituição, funciona como um guia de conduta para os colaboradores, influenciando diretamente a qualidade do cuidado, o ambiente de trabalho e a satisfação dos profissionais. Sua presença fortalece a educação contínua e o desenvolvimento profissional, contribuindo para melhores resultados. A prática demonstra que, para alcançar o sucesso, uma instituição deve investir em seu público interno, pois são esses colaboradores os principais responsáveis ​​pelos resultados e pelo crescimento do negócio. Uma cultura organizacional positiva facilita a comunicação, o cumprimento das normas e o desenvolvimento dos profissionais. Por outro lado, a ausência de apoio e a imposição de regras podem comprometer a qualidade do atendimento. Uma liderança eficaz e o trabalho em equipe são essenciais para fortalecer a cultura organizacional e promover um ambiente de trabalho saudável para todos. 6) Considerações finais: Organizações que promovem uma cultura de comunicação aberta e apoiam os profissionais continuadamente, deixam um ambiente de trabalho mais eficiente. Por outro lado, culturas baseadas em modelos hierárquicos rígidos podem impactar os níveis de motivação da equipe. Neste contexto, a enfermeira é a agente responsável por disseminar a cultura organizacional entre a equipe, garantindo que os objetivos e valores institucionais sejam compartilhados da forma mais clara possível. Palavras-chave: Enfermagem; Administração; Gerenciamento; Cultura Organizacional. &nbsp

    A TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA NA ENFERMAGEM: CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

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    Introdução: A Administração Científica, formulada por Frederick W. Taylor, é reconhecida como o marco inicial da administração moderna, centrando-se na racionalização do trabalho por meio da organização, planejamento, direção e controle. 2) Justificativa: O estudo dessa abordagem é fundamental para futuros enfermeiros, pois subsidia o entendimento organizacional das instituições de saúde, a padronização de processos e o gerenciamento eficiente das equipes. 3) Objetivo: Descrever a relevância da Administração Científica na atuação do enfermeiro. 4) Método: a investigação foi realizada em fontes bibliográficas publicadas em português, inicialmente com recorte temporal de 10 anos nas bases BVS, LILACS, SciELO e CAPES, sem resultados pertinentes. Diante da escassez de estudos, o lapso temporal foi ampliado para 20 anos, resultando na identificação de 1 artigo na BVS, e posteriormente complementado por três artigos oriundos da literatura cinzenta e de acesso aberto via Google Acadêmico. 4) Resultados: Houve a predominância de aspectos do modelo taylorista na  atuação da Enfermagem, evidenciado pelo uso de protocolos, manuais, procedimentos operacionais padrão (POPs) e fragmentação das tarefas. Destaca-se a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como expressão prática da divisão intelectual e manual do trabalho, conforme defendido por Taylor. Contudo, observa-se o desafio de equilibrar eficiência com humanização, apontando a necessidade de maior flexibilização gerencial alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde. 5) Considerações finais: Aspectos da Teoria da Administração Científica permanecem atuais e presents na estruturação das práticas de gestão, mas percebeu-se a carência de estudos que investiguem sua influência e adaptação às demandas atuais da Enfermagem, especialmente na promoção de autonomia, criatividade e integralidade do cuidado

    INCIDÊNCIA DE PARASITOS EM LAGOAS DE PARQUES DE CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA

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    As águas de recreação são um ambiente propício para infecções por parasitos de veiculação hídrica. A prática de atividades como banho, pesca e esportes aquáticos, expõe a população a patógenos potenciais cuja incidência no local, na maioria das vezes é desconhecida. Embora no município de Curitiba seja proibida a prática de nado e pesca nas lagoas de parques públicos, a fiscalização e monitoramento da qualidade da água são praticamente inexistentes. Tendo em vista a poluição e a falta de levantamentos parasitológicos nesses locais, nosso objetivo foi avaliar a presença de protozoários e helmintos de veiculação hídrica em 7 parques de Curitiba e região metropolitana. Os locais de coleta foram: Parque Municipal do Passaúna, Parque Náutico, Parque Barigui, Parque Tingui e Parque Tanguá, no município de Curitiba, Parque das Águas no município de Pinhais, e Parque São José no município de São José dos Pinhais. Foram coletadas 5 amostras de 100 ml de água em cada parque, preservando com 3 ml de formalina a 10%. Foi utilizado os métodos de sedimentação descrito por Hoffman, Pons e Janer (HPJ) (1934) e o de centrífugo-flutuação proposto por Faust (1938), para analisar as amostras. Através do método HPJ as amostras do Parque Passaúna deram positivo para cistos de Acanthamoeba sp. e Balamuthia mandrillaris. Estes protozoários são classificados como amebas de vida livre (AVL) e são considerados anfizóicos, pois podem sobreviver como parasitas ou no ambiente. Os dois gêneros de AVLs são conhecidos por serem os agentes etiológicos da encefalite amebiana granulomatosa (EAG), infecção no cérebro com alta taxa de letalidade. Além disso, podem causar infecções na pele, pulmões e também nos olhos, provocando a ceratite que pode levar à cegueira. Este estudo apresentou a necessidade do Estado priorizar as demandas de saneamento básico, aumentar a fiscalização e realizar análises microbiológicas na água dos parques, tratar a poluição desses locais e informar a comunidade sobre os riscos de praticar qualquer atividade aquática nesses ambientes. Ademais, trouxemos uma contribuição nova para a comunidade científica, evidenciando a necessidade de mais estudos sobre os parasitos de veiculação hídrica, avaliação de impacto e estratégias de controle

    A CAIXA DE PANDORA ALGORÍTMICA: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, MERCADO FINANCEIRO E ILÍCITOS PENAIS ECONÔMICOS

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    Na mitologia grega, a Caixa de Pandora, ao ser aberta, liberou todos os males para o mundo, deixando apenas a esperança em seu interior. No mercado financeiro contemporâneo, a Inteligência Artificial (IA) tem um papel análogo, permitindo a análise de vastos dados e a execução de operações em tempo real, mas também sendo suscetível a ilícitos penais econômicos, como manipulação de algoritmos, uso indevido de informação privilegiada (insider trading) e lavagem de dinheiro digital. O desafio é regulamentar e responsabilizar condutas ilícitas mediadas por IA, um debate que exige o enfrentamento dos conceitos tradicionais de autoria e dolo. Este artigo, por meio de revisão bibliográfica e pesquisa documental, analisa os riscos e os desafios do Direito Penal Econômico frente a essas novas tecnologias. Conclui-se que a adaptação das normas é essencial para garantir a proteção da ordem econômica, agindo como a "esperança" que contém os "males" liberados pela IA, exigindo a responsabilização de pessoas físicas e jurídicas, notadamente aquelas que desenvolvem ou utilizam a tecnologia

    DIABETES TIPO 1 POR CAUSAS NÃO GENÉTICAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

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    O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é tradicionalmente caracterizado como uma doença autoimune associada a predisposição genética, resultando na destruição das células beta pancreáticas e na deficiência absoluta de insulina. Contudo, relatos recentes têm descrito formas adquiridas de DM1 em indivíduos sem histórico familiar, desencadeadas por fatores como traumas pancreáticos, infecções virais e uso de medicamentos. Esses casos desafiam a classificação tradicional da doença e reforçam a necessidade de ampliar a compreensão sobre sua fisiopatologia. Esta revisão teve como objetivo analisar relatos de caso disponíveis na literatura científica que descrevem o desenvolvimento de DM1 em adultos sem predisposição genética relevante, com enfoque em causas adquiridas. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, estruturada em etapas que incluíram definição da pergunta de pesquisa, seleção de descritores no PubMed e aplicação de critérios de inclusão e exclusão. Foram selecionados 16 relatos de caso publicados em inglês, abrangendo pacientes de diferentes idades e sexos. Os fatores desencadeantes identificados foram majoritariamente infecções virais, incluindo Coxsackievirus, Influenza B, Enterovírus 9, Parainfluenza-3 e SARS-CoV-2, seguidas por causas medicamentosas, como hipersensibilidade induzida por carbamazepina, quimioterapia com doxorrubicina e ciclofosfamida, além do uso de imunoterapias com inibidores de checkpoint imunológico. Traumas graves também foram associados ao início da doença em alguns casos. A apresentação clínica foi marcada por início abrupto, hiperglicemia acentuada (muitas vezes superior a 400 mg/dL), baixos níveis de peptídeo C, presença frequente de cetoacidose diabética e necessidade imediata de insulinoterapia. Em diversos relatos, a forma fulminante do DM1 foi a mais prevalente. Conclui-se que os casos de DM1 adquiridos, embora raros, revelam a diversidade etiológica da doença e ressaltam a importância de considerar fatores não genéticos no diagnóstico diferencial. A investigação criteriosa desses pacientes pode contribuir para diagnósticos mais precisos, manejo clínico adequado e melhor compreensão da fisiopatologia do diabetes tipo 1

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