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NEOPLASIA MÚLTIPLA EM CÃO GERIÁTRICO DA RAÇA LABRADOR: RELATO DE CASO: NEOPLASIA MÚLTIPLA EM CÃO GERIÁTRICO DA RAÇA LABRADOR: RELATO DE CASO
A oncologia é uma área de destaque na medicina veterinária, sendo que a prevalência de tumores varia conforme espécie, idade e predisposição genética. Este trabalho visa relatar um caso clínico de neoplasia em um cão da raça Labrador, macho, com peso aproximado de 36kg e idade de 15 anos e 9 meses. Ele foi submetido à necropsia no Laboratório de Anatomia veterinária do Centro Universitário Autônomo do Brasil. O animal apresentava histórico de seguimento clínico (ultrassonografia) para neoplasia na vesícula urinária com hematúria e uso de medicações para dor crônica. Durante a abertura da cavidade corporal, os órgãos foram analisados quanto à morfologia e integridade, e preparados para análise histopatológica. Entre os principais achados macroscópicos observou-se que o testículo esquerdo apresentava dimensões aproximadas de 3cm×4cm. Ao corte, cerca de 50% do parênquima estava substituído por tecido neoplásico. O direito media 3cm×3cm, encontrando-se praticamente 100% ocupado por neoplasia, com perda quase completa da arquitetura normal do tecido testicular. O rim esquerdo media aproximadamente 8cm×5cm, pequenas áreas de infarto vermelho em região externa. Ao corte, a distinção entre córtex e medula estava preservada. O direito, menor, com 4cm×5,5 cm, atrofia marcante, perda da diferenciação cortical e medular, nodulações e discretas lesões na região medular, sugerindo funcionalidade reduzida ou ausência de função. A próstata apresentava aproximadamente 5cm×6cm. Ao corte, o órgão encontrava-se praticamente 100% ocupado por neoplasia, substituindo quase completamente o tecido glandular normal, ou seja, apresentando hiperplasia difusa. A vesícula urinária media aproximadamente 6,5cm×5a6cm, com integridade estrutural preservada. Ao corte, apresentava uma massa neoplásica saliente, em formato de “couve-flor”, medindo cerca de 3cm×4cm, localizada na parede vesical. O fígado apresentava dimensões de aproximadamente 27a28cm×23cm. Diversos nódulos neoplásicos estavam presentes, totalizando pelo menos sete tumores de tamanhos variados. Um nódulo localizado próximo à vesícula biliar media cerca de 4cm, enquanto outros variavam de 2cm a 5cm. Ao corte, os tumores apresentavam substituição completa do parênquima hepático nas regiões afetadas, com células neoplásicas evidentes. O estômago media aproximadamente 20cm×17cm, em formato irregular de “L”. Ao exame, foi identificado um tricobezoar medindo cerca de 4cm×1,5cm. Os demais órgãos não demonstravam alterações macroscópicas significativas. Conclui-se que a necropsia de animais evidencia diversas lesões muitas vezes não observadas durante a anamnese e realização de exames complementares, destacando assim o seu papel para elucidar as causas de óbitos e servir como parâmetro prognóstico em neoplasias caninas.
 
OS EFEITOS E SINTOMAS NO TRATO GASTROINTESTINAL PROVOCADOS PELOS MEDICAMENTOS QUIMIOTERÁPICOS EM PACIENTES ONCOLÓGICOS E AS POSSÍVEIS CONDUTAS NUTRICIONAIS
Introdução: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer ocupa a segunda causa de morte no mundo, a maioria desses indivíduos realizam tratamento com medicamentos quimioterápicos e apresentam muitas queixas de alterações do TGI, impactando na sua qualidade de vida e tratamento das doenças. Por esse motivo, torna-se fundamental oferecer um acompanhamento nutricional aos pacientes que apresentam diversos sintomas adversos relacionados ao TGI, de modo a atenuar ou controlar os efeitos colaterais, favorecendo uma melhora na qualidade de vida e prognóstico. Objetivo: investigar os principais sinais e sintomas desencadeados no TGI durante o tratamento oncológico com os fármacos quimioterápicos utilizados no Brasil. Metodologia: foi realizada uma revisão de literatura embasada em documentos publicados pelo INCA, do Ministério da Saúde, SBNO, do Hospital Albert Einstein, além de artigos sobre o assunto, utilizando a base de dados: SCIELO e biblioteca da Unibrasil, como fonte de pesquisa de artigos no período dos últimos cinco anos. Resultados e Discussões: de acordo com o Guia de Protocolos e Medicamentos para Tratamento em Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, existem 14 possíveis efeitos colaterais aos medicamentos quimioterápicos, sendo os principais: náuseas e vômitos, diarréia, anorexia e perda de peso, neutropenia, constipação, anemia, mucosite (estomatite), odinofagia, ganho de peso, xerostomia, flatulência, esofagite, irritação na orofaringe e hipocalcemia. Dentre as principais condutas nutricionais encontradas para minimizar estes efeitos, são: para náuseas e vômitos: a náusea diminui o apetite e o vômito diminui a quantidade de alimento absorvidos e, com isso, alimentar-se a cada 2h, aumentar o consumo de água, água de coco, sucos naturais, consumir sorvetes e gengibre para reduzir os sintomas são algumas estratégias adotadas; anorexia e perda de peso: evitar forçar o consumo de alimentos e pular refeições, alimentar-se a cada de 3h, consumir farinhas, aveia, adicionar suplementos hipercalóricos ou hiperproteicos, se necessário e ter uma dieta variada, colorida e com consistência adequada; constipação: aumentar a ingesta hídrica, consumir alimentos integrais, oleaginosas, folhosos, farelos de aveia, ameixa preta, pois são alimentos que estimulam a motilidade intestinal; mucosite: realizar várias refeições ao dia, priorizar refeições líquidas ou semilíquidas geladas ou em temperatura ambiente, variando entre a consistência branda ou pastosa também; odinafagia: realizar mais refeições durante o dia em menor quantidade, optar por preparos frios ou em temperatura ambiente, priorizar consistência branda, pastosa, alimentos macios, picados ou desfiados para facilitar a ingestão; xerostomia: consumir alimentos ácidos e condimentados, água com limão, frutas cítricas, pastilhas e balas sem açúcar e pastilhas com pilocarpina para estimular a saliva; esofagite: evitar alimentos que irritem a mucosa inflamada, comer a cada 2h, mastigar várias vezes e alimentar-se no mínimo 2h antes de dormir para evitar o refluxo; diarréia: aqui a conduta nutricional é a reidratação que pode ser feita através do soro caseiro e ter uma dieta constipante para regular as funções intestinais; neutropenia: para evitar possíveis infecções causadas pelo alimentos, é importante a higiene e o armezanamento dos alimentos; anemia: consumir alimentos de origem animal, vegetais que contenham ferro e alimentos ricos em vitamina C que ajudam na absorção do ferro; ganho de peso: para diminuir o inchaço que alguns medicamentos promovem, deve-se reduzir a quantidade de sal, aumentar a ingesta hídrica, realizar refeições a cada 3h, consumir carboidratos complexos, consumir frutas, legumes e hortaliças; flatulência: o indicado é evitar alimentos gordurosos e condimentados, ricos em enxofre, tais como, feijão, lentilha, ervilha, ovos, alho e cebola, adoçante, carboidratos refinados, açúcar e doces, consumir gengibre em temperos ou chás ajudam a eliminar os gases; hipocalcemia: o consumo deste mineral é essencial para o equilíbrio do sistema imunológico, embora seja feito ajuste no plano alimentar, na maioria das vezes será necessário suplementar; Irritação na orofaringe: é indicado realizar várias refeições ao dia e, em menor quantidade; adicionar alimentos em temperatura ambiente; consumir alimentos em consistência pastosa e pastosa, carnes cozidas ou desfiadas para facilitar a ingestão, hipercalórico e hiperproteicos. Discussão: conforme os artigos analisados, a escolha do tratamento depende da localização do câncer, do estágio da doença e do estado funcional do paciente. Os protocolos de tratamento de combate ao câncer, podem ser administrados via oral, intravenosa, intramuscular, subcutânea, intratecal e tópica, podendo ser utilizado um único medicamento ou associações com diferentes agentes químicos. Contudo, independente do protocolo adotado, o intuito é interromper o crescimento das células cancerosas. Conclusão: o estudo ressalta a importância da conduta nutricional, uma avaliação precoce e acompanhamento de um profissional da Nutrição especializado em Nutrição Oncológica são determinantes para o bom prognóstico, a fim, de melhor o estado nutricional e seguimento com o tratamento.
Palavras-chave: Efeitos Colaterais; Trato Gastrointestinal; Câncer; Quimioterapia; Conduta Nutricional
EFEITOS DOS ALONGAMENTOS DINÂMICOS NA FUNCIONALIDADE DE IDOSAS
INTRODUÇÃO: A funcionalidade é definida como a capacidade do indivíduo de realizar atividades de forma independente, sendo sustentada por componentes físicos como força, flexibilidade dos membros superiores e inferiores, agilidade e equilíbrio. O alongamento dinâmico constitui uma estratégia eficaz para manter e aprimorar essas capacidades, uma vez que promove o aumento da mobilidade articular, melhora a coordenação motora e prepara o sistema neuromuscular para a execução de movimentos mais eficientes. Dessa forma, sua prática regular contribui significativamente para a otimização do desempenho funcional e a manutenção da autonomia nas atividades diárias. OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um protocolo de exercícios de alongamento dinâmico na funcionalidade de idosos. DESENVOLVIMENTO: Estudo experimental longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob o parecer nº 5.656.682, realizado com 24 idosas, com idade entre 65 e 85 anos, ativas e capazes de compreender comandos verbais simples. Foram excluídas as participantes que não compareceram a alguma das etapas da avaliação, que apresentaram três faltas consecutivas ou que não foram capazes de realizar os exercícios propostos. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, as participantes foram submetidas à avaliação da força de membros superiores e inferiores, equilíbrio e agilidade, por meio das baterias Senior Fitness Test e AAHPERD, aplicadas antes e após a intervenção. O programa de intervenção consistiu em exercícios de alongamentos dinâmicos realizados em piscina aquecida, duas vezes por semana, com duração de 45 minutos, ao longo de 12 semanas. A normalidade da amostra foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, e a comparação entre os momentos pré e pós-teste foi realizada por meio do teste t de student pareado. RESULTADOS: A média de idade da amostra foi de 73,2 ± 7,89 anos, altura média de 1,58 ± 0,07 m e peso médio de 68,25 ± 10,12 kg. Ao comparar os resultados pré e pós-intervenção, foi observada melhora significativa na força de membros inferiores (p = 0,008) e no equilíbrio (p = 0,012), correspondendo aumento de uma repetição e redução de 1,46 segundos, respectivamente. As demais habilidades não apresentaram diferença significativa (p > 0,05). CONCLUSÃO: Os achados deste estudo sugerem que os exercícios de alongamento dinâmico constituem uma estratégia eficaz para aprimorar a força de membros inferiores e o equilíbrio em idosas, contribuindo para a manutenção da funcionalidade, maior autonomia e qualidade de vida nessa população
A MÍDIA E O CAPITAL INTELECTUAL DAS ORGANIZAÇÕES
O capital intelectual tem ganhado destaque na Era da Informação, assumindo papel central entre os ativos intangíveis das organizações. Ele corresponde ao capital humano, formado por pessoas, talentos e competências, capaz de gerar novos ativos tangíveis ou intangíveis. Diferente dos bens materiais, não se deprecia com o uso, mas se valoriza quanto mais aplicado (Chiavenato et al., 2015). A contabilidade tradicional, voltada a objetos físicos, passou a enfrentar o desafio de mensurar fenômenos invisíveis, como conhecimento e reputação, que hoje impactam mais os negócios do que o próprio capital financeiro. O avanço tecnológico também permitiu que gestores avaliassem a produção individual e remunerassem de forma diferenciada, valorizando competências específicas. Nesse contexto, Longo (2019) descreve a transição da “Idade Média” para a “Idade Mídia”, em que as empresas buscam profissionais talentosos para compor seu capital intelectual. Hoss et al. (2010) lembram que ativos intangíveis já eram utilizados desde o século XVI, mas apenas recentemente a mensuração patrimonial passou a incluí-los de forma sistemática. Hoje, esses ativos são fonte contínua de vantagem competitiva. Bueno (2015) ressalta que a visibilidade e a avaliação do capital intelectual dependem da percepção do mercado, fortemente influenciada pela mídia. Em muitas empresas globais, o valor dos intangíveis supera o dos tangíveis, explicando a discrepância entre valor contábil e valor de mercado, especialmente em processos de fusão e aquisição. Assim, a mídia ocupa posição estratégica na construção e projeção do capital intelectual, sobretudo em setores em que imagem e reputação determinam o valor de mercado. Narrativas midiáticas transformam trajetórias em histórias envolventes, orientando a atenção pública e atribuindo valor simbólico e econômico a profissionais e organizações (Shiller, 2017)
TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PARA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM PESSOAS IDOSAS: REVISÃO INTEGRATIVA
Alterações fisiológicas, funcionais e patológicas relacionadas ao envelhecimento afetam o controle sensorial, postural e a mobilidade, ocasionando quedas. Devido à alta de incidência de quedas em pessoas idosas, estratégias educacionais são desenvolvidas para ajudar na prevenção. Desta forma, objetivou-se caracterizar as tecnologias educacionais utilizadas para prevenir acidentes por quedas em pessoas idosas. Trata-se de uma revisão integrativa, realizada em outubro de 2023, na LILACS, SciELO e EBSCO. Os critérios de inclusão foram: artigos originais, disponíveis na integra e online, em português, inglês ou espanhol, publicados entre 2018 e 2022. Foram incluídos quatro artigos originais. Destes, 50% foram disponibilizados pela LILACS; 75% publicados em português e inglês. As tecnologias educacionais desenvolvidas foram duas cartilhas, uma maquete tridimensional e uma maquete tridimensional virtual. O uso de tecnologias educacionais traz contribuições para a prática do enfermeiro, uma vez que pode facilitar a educação e promoção da saúde, assim como prevenir acidentes por quedas
DESAFIOS PARA A REGULAÇÃOI DO RACISMO RELIGIOSO NOS AMBIENTES VIRTUAIS
O presente artigo objetiva analisar e colocar em perspectiva como os espaços virtuais perpetuam a disseminação de conteúdos e condutas intolerantes e racistas direcionadas às religiões de matriz africana, e como a permanência de antigas estruturas simbólicas e institucionais que favorecem valores cristãos reverberam até a contemporaneidade nas dificuldades do Estado laico na regulação destas condutas intolerantes e a proteção completa do direito a liberdade religiosa e a maneira como a ausência de um marco legislativo específico perpetua ainda mais essa desigualdade histórica. Concluiu-se que a necessidade de formulação de um marco jurídico especializado e o fortalecimento das ações estatais, igualmente como o cooperativismo entre o estado e comunidades tradicionais de terreiros são necessidades urgentes para o combate e controle do racismo religioso on-line, garantindo melhor funcionamento da democracia e garantia dos direitos fundamentais
MÉTODOS COMPARATIVOS UTILIZADOS NA FISIOTERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO TEA: UMA REVISÃO DE LITERATURA.
Introdução: O autismo é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e as principais características observadas na criança são o atraso cognitivo e déficit motor, afetando a qualidade de vida. Justificativa: Existe a necessidade da compreensão do papel da fisioterapia no contexto do transtorno do espectro autista, promovendo a disseminação de informações relevantes, atualizadas e acessíveis, e incentivando a reflexão sobre as possibilidades e os limites das diferentes intervenções fisioterapêuticas nessa população. Objetivo: Mapear os principais métodos de reabilitação fisioterapêutica em pacientes com transtorno do espectro autista. Desenvolvimento: Foi realizada uma revisão de literatura narrativa, utilizando as seguintes bases de dados: Bireme, PEDro e Scielo. Para a busca, foram utilizados os seguintes descritores: Transtorno do Espectro Autista, fisioterapia, autismo Infantil, transtorno autístico e desenvolvimento motor. Os critérios de inclusão abrangeram artigos indexados nos últimos 12 anos, disponíveis na íntegra, que abordassem a atuação fisioterapêutica em crianças com transtorno de espectro autista. Foram excluídos trabalhos duplicados, resumos, estudos com crianças em ambiente hospitalar, que abordassem teleatendimentos, pesquisas na área de psicologia, fonoaudiologia, educação física, enfermagem, odontologia, psicanálise, outros transtornos ou patologias orientações ou experimentos em animais. A seleção ocorreu por meio de triagem de títulos, resumos e leitura integral dos artigos pré-selecionados. Resultados: Foram encontrados um total de 2.070 artigos nas bases de dados, desde selecionados 10 atenderam os critérios de inclusão. Os estudos demonstram que as principais intervenções são baseadas na cinesioterapia motora, com o objetivo de ganhar amplitude de movimento, promover o fortalecimento muscular e estimular a propriocepção, enquanto os métodos mais utilizados são o Bobath e a dançaterapia, associadas com atividades lúdicas, abordagem que obtiveram respectivamente ganhos em curto e médio prazo. Considerações finais: A fisioterapia com adequação de cada método e respeitando a particularidade dos pacientes, desempenha um papel crucial no desenvolvimento geral de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista, principalmente a médio prazo, na dançaterapia, contribuindo na melhora das habilidades motoras, socialização e diminuição da classificação do autismo indicada pela escala Childhood Autism Rating Scale. Sugerindo que as intervenções fisioterapêuticas contribuíram também para a qualidade de vida e interação social desses indivíduos.Palavras-chave: transtorno do espectro autista; fisioterapia; autismo infantil; transtorno autístico; desenvolvimento motor
Exodontia de terceiro molar com impactação horizontal : Relato de caso
1)A exodontia de terceiros molares inferiores com impactação horizontal apresenta elevada dificuldade em razão de sua posição anatômica, que pode gerar diferentes complicações tornando o procedimento mais desafiador. Apesar disso, sua remoção é indicada como medida preventiva e terapêutica; 2) Em razão dos seus riscos aumentados, o procedimento exige um planejamento criterioso, além da aplicação de técnicas cirúrgicas adequadas, que reduzam os traumas e previnam as complicações no pós-operatório; 3) Tem como objetivo descrever a técnica cirúrgica de extração de terceiros molares desde o correto diagnóstico por imagem e planejamento operatório até a execução e cuidados pós-operatórios; 4) Paciente do sexo feminino, 25 anos, apresentou terceiro molar inferior impactado horizontalmente classificado como Classe III, Posição B segundo Pell e Gregory. O procedimento foi corretamente planejado e conduzido sob anestesia local, com incisão divergente, descolamento do retalho, osteotomia e odontosecção, remoção sequencial, curetagem da cavidade, regularização óssea e sutura. O protocolo pós-operatório passado ao paciente incluiu orientações e cuidados necessários, além da prescrição de analgésico, antibiótico e anti-inflamatório; 5) O diagnóstico preciso e o adequado planejamento cirúrgico resultaram na ausência de complicações durante e após o procedimento, sendo que o paciente seguiu corretamente as oorientações e cuidados recomendados; 6) Conclui-se que a exodontia de terceiros molares inferiores impactados horizontalmente, quando devidamente indicada e executada de forma criteriosa, pode apresentar resultados positivos
MOTIVAÇÃO NA CORRIDA DE RUA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE OS FATORES QUE INFLUENCIAM A PERMANÊNCIA DOS ATLETAS NA MODALIDADE
A corrida de rua é um esporte que ganha cada vez mais espaço no cenário urbano, a modalidade é considerada uma das atividades físicas mais populares no Brasil. Inicialmente a corrida era associada a grandes eventos esportivos formais, como maratonas e competições de pista, com o tempo ela se transformou em uma prática acessível, presente no dia a dia de 13 milhões de brasileiros (OLYMPIKUS, 2024). O motivo desse crescimento é tanto pelos seus benefícios físicos, quanto pelos benefícios emocionais, de qualidade de vida e sociais. No Brasil, os parques, praças e até mesmo as ruas, são bons cenários para os praticantes de corrida de rua. Esses espaços oferecem aos praticantes um ambiente propício para o desenvolvimento de suas atividades físicas. Hoje, milhares de pessoas praticam, não só para treinar, mas também para socialização, competição e pela busca de melhora na sua qualidade de vida. A acessibilidade e a liberdade oferecidas pelos espaços urbanos do Brasil tornam a corrida de rua uma escolha natural para aqueles que buscam um estilo de vida ativo. Diante desse cenário de crescimento, surge a escolha de compreender quais são os fatores que motivam diferentes perfis de indivíduos a aderirem à prática da corrida de rua. Além disso, desejamos entender de que maneira essa prática impacta na saúde física e mental dos praticantes, quais são os riscos comportamentais associados e como as mudanças culturais têm influenciado a forma como a corrida é vivenciada atualmente. Este estudo justifica-se pela relevância da corrida de rua tanto como prática esportiva quanto como fenômeno social e cultural. Considerando a importância de entender quais são os principais fatores motivacionais que influenciam os corredores de rua a se manterem na modalidade ao longo do tempo, o objetivo é consolidar, através de uma revisão sistemática, o conhecimento existente sobre os aspectos que caracterizam os corredores de rua no Brasil, incluindo fatores como idade, escolaridade, profissão, renda e motivações. A revisão irá compilar dados de 8 estudos anteriores para oferecer uma visão clara do perfil dos praticantes, contribuindo para a compreensão dessa prática esportiva e suas implicações para a saúde e o bem-estar da população local. Esta pesquisa está em fase de desenvolvimento e ainda não apresenta resultados e discussões.
 
REVISÃO NARRATIVA SOBRE A REABILITAÇÃO PÓS-CIRURGICA DO LCA: : COMPARAÇÃO ENTRE ENXERTOS E PROTOCOLOS DE RECUPERAÇÃO
A rotura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma lesão frequente em modalidades esportivas cujo acervo motor engloba movimentos que envolvem lateralidade, mudanças de direção, aterrissagens e pivotamento, especialmente quando existe estresse muscular e motor associado a desequilíbrios de força dos músculos extensores e flexores do joelho. A reconstituição do LCA conta principalmente com duas técnicas, dentre elas o enxerto de tendão patelar (BPTB) e os isquiotibiais (HT), ambas influenciando diretamente nos protocolos de reabilitação e no retorno ao esporte. Este trabalho trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica, de caráter comparativo, qualitativo e exploratório, cujo objetivo é analisar a literatura disponível sobre os protocolos de reabilitação aplicados em atletas submetidos à reconstrução do LCA, considerando as particularidades de cada enxerto. A coleta de dados foi realizada em bases como (PubMed, SciELO), utilizando operadores booleanos e combinações de descritores em inglês e português. Foram incluídos somente ensaios clínicos controlados e randomizados (RCTs), publicados entre 2009 e 2024, envolvendo atletas profissionais ou recreativos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 60 anos, submetidos à reconstrução do LCA com BPTB ou HT. Os artigos foram selecionados a partir da triagem por título e resumo, seguidos de leitura integral, e tiveram suas informações organizadas em tabelas comparativas, considerando tipo de enxerto, protocolos de reabilitação, tempo estimado de retorno ao esporte, déficits musculares e resultados funcionais. A análise foi realizada de forma crítica e comparativa, buscando evidenciar vantagens, desvantagens e lacunas presentes nos estudos, destacando a relevância da atuação do profissional de Educação Física na condução do processo de reabilitação e no retorno seguro ao esporte. Com base na análise dos estudos selecionados, observam-se diferenças nos déficits musculares e na morbidade associadas aos tipos de enxerto utilizados. Enxertos com tendão patelar (TP/BPTB) tendem a causar maior déficit de extensão e dor anterior no joelho, sobretudo nos primeiros meses de recuperação. Já os enxertos com tendões isquiotibiais (semitendíneo e grácil – ST/G) estão associados a maior déficit de flexão, porém com menor dor local. Além disso, a idade mostrou-se um fator influente no retorno ao esporte, sendo mais favorável em pacientes com menos de 30 anos, enquanto variáveis como sexo e índice de massa corporal (IMC) apresentaram resultados inconsistentes entre os estudos, não configurando fatores determinantes no processo de reintegração esportiva