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    ESTUDO SOBRE A PREVALÊNCIA DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES

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    Os transtornos alimentares (TAs) são condições psiquiátricas caracterizadas por padrões alimentares disfuncionais, preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal, além de graves repercussões físicas, psicológicas e sociais. Entre os quadros mais prevalentes destacam-se a anorexia nervosa (AN), a bulimia nervosa (BN) e o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP), frequentemente associados a elevada morbidade, risco de mortalidade e comorbidades psiquiátricas. As causas são multifatoriais, envolvendo predisposições biológicas, fatores psicológicos e determinantes socioculturais, como a valorização da magreza e a pressão estética. Este estudo consiste em uma revisão narrativa de literatura, realizada em bases de dados como PubMed e SciELO, utilizando como critérios de inclusão artigos publicados entre 2000 e 2024, em português e inglês, envolvendo adolescentes e jovens adultos. A pesquisa buscou responder à seguinte questão: “Qual a prevalência dos transtornos alimentares no mundo?”. Ao todo, foram identificados 120 artigos, dos quais 10 atenderam aos critérios estabelecidos para inclusão, compondo a análise comparativa. Os resultados evidenciam variações epidemiológicas entre diferentes regiões do mundo. A prevalência média de TAs foi de 4,6% nas Américas, 3,9% no Brasil, 3,5% na Ásia e no Pacífico, 2,2% na Europa e 2,4% na África, sendo estes os continentes com menores índices. Observa-se que os transtornos são mais prevalentes em mulheres do que em homens. No Brasil, os dados apontam prevalência próxima à média de países asiáticos e superior à europeia. Quanto aos tipos de transtornos, destaca-se que a incidência de AN se mantém relativamente estável, enquanto a BN apresenta tendência de queda e o TCAP tem aumentado, especialmente pela sua associação com a obesidade. Fatores socioeconômicos, estrutura familiar, políticas públicas de saúde e influência midiática exercem papel determinante na manifestação dos TAs. Em países desenvolvidos, a prevalência é impactada pelo maior acesso ao diagnóstico e tratamento, enquanto em países de baixa e média renda a escassez de estudos limita a compreensão epidemiológica. Considera-se ainda que aspectos culturais, como a disseminação de ideais estéticos ocidentais, reforçam a insatisfação corporal e o risco de comportamentos alimentares patológicos. Conclui-se que os transtornos alimentares apresentam alta prevalência e complexidade, exigindo diagnóstico e tratamento multiprofissional. Ressalta-se a importância da nutrição como eixo fundamental na prevenção, no cuidado clínico e na promoção de hábitos saudáveis. É urgente ampliar pesquisas em países de baixa e média renda e implementar políticas públicas eficazes, baseadas em estratégias integradas entre ciência, saúde pública e educação, para um enfrentamento ético, eficaz e humanizado desses transtorno

    O IMPACTO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇAS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

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    O desenvolvimento motor caracteriza-se pela mudança contínua no comportamento motor ao longo da vida, influenciado por suas experiências motoras, características individuais e pelo ambiente. Observa-se uma diferença significativa nas fases do comportamento motor entre crianças típicas e atípicas. Ainda que o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), não inclua déficits motores, estudos já afirmam que 80% dos casos demonstram comprometimento na marcha, coordenação motora e também controle postural. Esses aspectos somados às barreiras sociais, podem justificar a carência da inclusão dessas crianças em ambientes esportivos e recreativos. Em contrapartida, a Ginástica Artística (GA), apresenta diversos estímulos capazes de aprimorar as capacidades físicas como força, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade, velocidade, agilidade e resistência. Além destes aspectos, a GA também desenvolve uma melhor noção de espaço, tempo, ritmo, concentração, socialização, autoconfiança e disciplina. Diante disso, torna-se essencial buscar práticas que favoreçam a inclusão, autonomia funcional e qualidade de vida. A GA surge, então, como alternativa promissora, embora ainda pouco explorada nesse contexto, especialmente com crianças com TEA. O presente estudo tem como objetivo identificar como a prática da GA pode contribuir para o desenvolvimento motor e psicossocial de crianças com TEA, favorecendo as habilidades e interações sociais. Trata-se de uma revisão crítica de literatura, a qual se caracteriza por ir além da descrição dos estudos identificados, buscando avaliar, interpretar e sintetizar criticamente os resultados relevantes buscando apresentar novas perspectivas teóricas ou práticas sobre o tema investigado. Utilizamos as bases de dados PubMed, SciELO, ScienceDirect e Lilacs, com recorte temporal de 10 anos, artigos publicados em português e inglês, com delineamentos qualitativos, quantitativos ou mistos que abordassem especificamente o papel da GA no desenvolvimento motor de crianças com TEA. Foram excluídas revisões de literatura, editoriais, resumos de congresso, teses, dissertações e textos sem acesso completo. Para a coleta inicial, os estudos foram divididos em três grandes temas, sendo o TEA e desenvolvimento motor; TEA e prática esportiva; e GA e desenvolvimento motor. Os resultados parciais indicam que a GA apresenta grande potencial para desenvolvimento de habilidades motoras, além de favorecer aspectos sociais significativos para crianças com TEA. Destaca-se que a pesquisa se encontra em desenvolvimento, e novas análises estão em andamento para aprofundar as discussões

    TREINAMENTO RESISTIDO NO TRATAMENTO DA OBESIDADE

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    A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal ocasionando diversas adversidades para o corpo humano. Essa condição está afetando uma porcentagem alta da população mundial, gerando um risco à saúde pública com doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia. O índice de pessoas com obesidade e sobrepeso deve aumentar devido ao aumento significativo da industrialização, normalizando o consumo de fast foods e comidas industrializadas. O treinamento resistido emerge como uma intervenção eficaz na gestão da obesidade, promovendo alterações positivas na composição corporal e na redução de riscos cardiometabólicos além de ajudar no aumento da taxa metabólica mantendo o gasto energético alto, promovendo a manutenção da força, mobilidade e densidade óssea, prevenindo efeitos adversos associados à perda de peso. O presente estudo tem como objetivo analisar e conceituar os impactos do treinamento resistido no tratamento da obesidade buscando encontrar padrões e recomendações práticas durante todo o tratamento. O trabalho trata-se de uma revisão narrativa da literatura, que se baseia na coleta de estudos relevantes sobre o tema, adotando uma abordagem quantitativa experimental que envolve pré e pós testes. As investigações foram realizadas em bases de dados acadêmicas, como PubMed e SciELO, utilizando palavras-chave como “treinamento resistido”, “obesidade”,”gordura corporal”, de forma isolada ou combinada considerando um recorte temporal de publicações dos últimos dez anos (2015-2025). No total foram incluídos 22 artigos no estudo, mas apenas 11 foram utilizados na avaliação final, os demais não atenderam aos critérios de inclusão. Estudos contendo a obesidade e o treinamento resistido como principal meio de tratamento foram incluídos, além de métodos combinados, treinamento aeróbico + resistido, por exemplo. Com base nos resultados apresentados nos artigos lidos, o treinamento resistido gera uma perda da massa gorda e preserva a massa magra em comparação a outros grupos de estudos. Além do mais, métodos combinados com restrição calórica demonstraram maiores benefícios na redução da gordura corporal em comparação com os demais grupos. Todas as intervenções com exercícios físicos são benéficas para a saúde, segundo os artigos selecionados. A conclusão do trabalho ainda está em fase de desenvolvimento, portanto não podemos dar uma resposta conclusiva do melhor método para o tratamento da obesidade

    ESPIRITUALIDADE NA FASE FINAL DE VIDA: REFLEXÕES JUNGUIANAS EM CUIDADOS PALIATIVOS

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    A espiritualidade, entendida como dimensão humana voltada à busca de sentido e propósito, revela-se essencial em pacientes em fase final de vida, pois contribui para preservar dignidade, identidade e qualidade de vida, mesmo diante da proximidade da morte. Nos cuidados paliativos, reconhece-se que o sofrimento vai além da dimensão física, abrangendo aspectos emocionais, sociais e espirituais, o que Cicely Saunders conceituou como dor total. Nesse contexto, a espiritualidade oferece recursos de enfrentamento, promovendo serenidade, esperança e ressignificação da experiência de finitude. Na perspectiva da psicologia analítica de Jung, a espiritualidade pode ser compreendida como uma necessidade arquetípica da psique: ela se manifesta em experiências do numinoso, vivências de contato com o transcendente que provocam impacto profundo e transformador na consciência. Sob a ótima dessa teoria, tais experiências estão ligadas ao processo de individuação, entendido como caminho de integração da personalidade rumo ao si-mesmo, eixo central que organiza e dá unidade à vida psíquica. Assim, na fase final de vida, a espiritualidade pode favorecer a aproximação do paciente com sua totalidade interior, auxiliando na elaboração de sentidos e no enfrentamento do sofrimento. Este estudo, de caráter bibliográfico, teve como objetivo refletir sobre o papel da espiritualidade na fase final de vida, articulando referenciais da saúde, dos cuidados paliativos, da psicologia hospitalar e da psicologia analítica. Os resultados apontam que a vivência espiritual, além de reduzir o sofrimento e fortalecer vínculos com família e equipe de saúde, pode atuar como catalisadora do processo de individuação, tornando a experiência da finitude um momento de integração e transcendência. Conclui-se que o trabalho com a espiritualidade nos cuidados paliativos, a partir da perspectiva junguiana, apresenta-se como uma possibilidade para ampliar a compreensão do ser humano em sua totalidade, permitindo que o cuidado seja vivido de forma mais humana e significativa. Recomenda-se, portanto, o aprofundamento contínuo das pesquisas sobre espiritualidade no campo da saúde, bem como novos estudos que investiguem a prática da psicologia hospitalar sob a perspectiva da psicologia analítica, ampliando o campo de atuação do psicólogo diante dos desafios do cuidado em saúde

    O INCOMPREENDIDO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE

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    O artigo parte da compreensão do conceito de princípio, diferenciando-o de regra. Essa diferença é analisada a partir dos critérios desenvolvidos por Robert Alexy, com base na estrutura e na forma de aplicação. O princípio, portanto, é estruturado como comando prima facie, e a sua aplicação ocorre por meio do princípio da proporcionalidade. A proporcionalidade divide-se em adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito, esta última também denominada sopesamento, balanceamento ou ponderação. Destaca-se, ainda, que a ponderação é o meio de aplicar princípios às relações privadas. Rebatem-se, no mesmo passo, as críticas de que o método seria subjetivo e carente de racionalidade, configurando apenas um meio de justificar decisão previamente escolhida. Enfatiza-se que o equívoco está, na realidade, na aplicação incorreta ou, muitas vezes, na não aplicação do procedimento estruturado da proporcionalidade

    ANÁLISE COMPARATIVA DO ALGORITMO HEAPSORT AOS MÉTODOS TRADICIONAIS DE ORDENAÇÃO

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    Em meio à constante evolução tecnológica, é notável a criação de diversos algoritmos capazes de ordenar e processar dados, amplamente desenvolvidos por profissionais e cientistas da computação a fim de atender a diferentes contextos situacionais e processuais. Com base nesse fato, este artigo tem como objetivo comparar e analisar os aspectos do algoritmo Heapsort em relação aos algoritmos Quicksort, Selectionsort e Insertionsort, visando evidenciar que cada algoritmo é útil para atender a diferentes propósitos e contextos de processamento. Para isso, foi desenvolvida uma aplicação em linguagem C, que submete vetores de diferentes tamanhos aos algoritmos declarados, considerando os casos de entrada: ordenada, inversamente ordenada e uniforme, com cronometragem do tempo de execução de cada vetor processado. Os resultados constataram a superioridade do Quicksort em tempo de execução comparado ao Heapsort e aos demais algoritmos avaliados, além de revelarem que o Selectionsort e Insertionsort são lentos e apenas úteis para vetores de até mil elementos ou fins didáticos. Assim, comprova-se que o Quicksort é mais eficiente em termos de velocidade, enquanto o Heapsort é preferível quando a previsibilidade do tempo de execução é mais importante que a sua velocidade média

    A SÍNDROME DE BURNOUT NO TRABALHO: UMA ANÁLISE DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA/PR

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    O artigo a ser apresentado, aborda a Síndrome de Burnout nas organizações, mostrando as suas principais causas, consequências e estratégias de prevenção. O objetivo é compreender como e quais são os motivos que afetam o bem-estar e o desempenho dos colaboradores. O estudo utilizou uma metodologia mista, com uma aplicação de questionário on-line onde foi obtido 50 respostas, de pessoas com perfis diferentes. Os resultados indicaram que o excesso de trabalho, a pressão constante e o excesso de responsabilidades são os principais fatores associados ao Burnout. Além disso, observou-se que a maioria dos participantes apresentou sinais da síndrome, mas poucos buscaram ajuda profissional. Conclui-se que o Burnout representa um problema estrutural nas organizações, exigindo políticas de valorização, equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e promoção da saúde mental para garantir produtividade e qualidade de vida no trabalho

    O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PUBLICIDADE DE PRODUTOS PELA PLATAFORMA IFOOD EM ANÁLISE COMPARADA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR COM A LEGISLAÇÃO JAPONESA

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    A pesquisa pretende analisar o uso da inteligência artificial pelas empresas fornecedoras da plataforma IFood da perspectiva da legislação comparada brasileira, com o Código de Defesa do Consumidor e a lei japonesa com o objetivo de analisar a proteção do consumidor.&nbsp

    EDUCAÇÃO DO ENFERMEIRO NOS PRIMEIROS 1000 DIAS: BASE PARA VIDAS SAUDÁVEIS E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

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    Os primeiros 1000 dias de vida, do período da concepção até os dois anos de idade (270 dias de gestação + 730 dias pós-nascimento), representam uma “janela de ouro” para a modulação da saúde ao longo da vida. Experiências nutricionais e ambientais nesse período influenciam o desenvolvimento físico, cognitivo e metabólico, por meio da programação metabólica e do imprinting epigenético que é processo no qual estímulos ou insultos nutricionais em períodos críticos geram efeitos prolongados e persistentes sobre a expressão gênica. A nutrição inadequada, por carência ou excesso, aumenta a predisposição a doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão na vida adulta. O principal problema é a falta de orientação qualificada às famílias para otimizar saúde e nutrição nessa fase, exigindo foco na prevenção primária. Nesse contexto, o profissional de enfermagem ocupa posição importante. Com contato desde o pré-natal até a puericultura, o enfermeiro estabelece vínculo de confiança, tornando-se agente fundamental na educação em saúde. Este trabalho teve como objetivo realizar levantamento bibliográfico para responder à pergunta “Como a educação em saúde do enfermeiro influência nos primeiros 1000 dias”. Para isso, foi feita busca nas bases Google Scholar e SciELO, com os descritores “Primeiros mil dias”, “Saúde materno-infantil”, “Aleitamento materno” e “Nutrição infantil”, isolados e combinados. Após busca foram utilizados 7 artigos para a análise. A nutrição materna é o ponto de partida. A desnutrição pode levar a bebês de baixo peso com maior risco futuro de obesidade, segundo a Teoria do Fenótipo Poupador. Já a sobrenutrição e obesidade materna aumentam a chance de distúrbios metabólicos na criança. Deficiências de micronutrientes, como cálcio e vitamina D na gestação, comprometem a mineralização dentária, elevando o risco de cáries. Após o nascimento, o aleitamento materno exclusivo até seis meses e continuado até dois anos é pilar protetor fundamental, pois assegura nutrição completa, protege contra infecções e doenças crônicas, além de trazer benefícios para a mãe, como prevenção do câncer de mama. O leite materno também atua no estímulo ao desenvolvimento neurológico e craniofacial. A introdução alimentar, a partir dos seis meses, deve priorizar alimentos naturais, evitando ultraprocessados ricos em açúcar e sódio. Conclui-se que a nutrição adequada nos 1000 dias protege contra a obesidade, enquanto a insegurança alimentar e a desinformação prejudicam o desenvolvimento infantil e que a educação em saúde pelo enfermeiro reduz esses riscos por meio da orientação sobre cuidados com a alimentação materna, aleitamento e introdução alimentar, capacitando a família e promovendo trajetórias de saúde saudáveis. Investir na formação do enfermeiro como educador é essencial para garantir o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças

    QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS: CONTRIBUIÇÕES DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA

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    O presente estudo se trata de uma pesquisa de Iniciação Científica com pacientes oncológicos em cuidados paliativos, que está em desenvolvimento. O câncer é uma doença crônica não transmissível, definida como o conjunto de mais de 100 doenças com aspectos em comum, que tem o crescimento das células desordenadas, e seu diagnóstico e tratamento podem causar impactos emocionais e psicológicos nos pacientes, familiares e cuidadores, fazendo-se necessário o trabalho do psicólogo nos hospitais. Nesse contexto, diversos pacientes oncológicos são direcionados ao tratamento em cuidados paliativos, que consistem em formas de cuidados multidisciplinares, que integram as necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais, voltadas a diminuição de sintomas, aumento da capacidade funcional e melhora emocional e espiritual, a fim de proporcionar conforto aos pacientes. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e, em 2022, o Instituto Nacional de Câncer estimou 704 mil casos novos de câncer no Brasil, para cada ano de 2023 a 2025, necessitando da atuação de profissionais da saúde na prevenção e cuidados com pacientes oncológicos. Portanto, a proposta de pesquisa justifica-se pela incidência do câncer, somada a importância do trabalho do Psicólogo nos cuidados paliativos. Ademais, não há dados suficientes na literatura a respeito da percepção desses pacientes, a partir da intervenção psicológica, de modo que os dados obtidos ampliarão o acesso a essas informações. Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo compreender como pacientes em cuidados paliativos oncológicos percebem os efeitos da intervenção psicológica na qualidade de vida, através da aplicação de um formulário que contém o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, seguido do Questionário “Qualidade de Vida de Pacientes Oncológicos: Percepção da Intervenção Psicológica nos Cuidados Paliativos”, do Critério de Classificação Econômica do Brasil e do EORTC QLQ-C30 (European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire-Core 30). A pesquisa será realizada presencialmente, em um Hospital da Região Metropolitana de Curitiba, com a participação de 169 pacientes voluntários, entre 18 e 59 anos, alfabetizados, diagnosticados com algum tipo de câncer, que estejam em cuidados paliativos e recebendo intervenções psicológicas e que apresentem capacidade cognitiva e emocional para responder ao questionário. Tendo em vista que a pesquisa se encontra em andamento, a hipótese levantada é de que há diferença percebida na qualidade de vida relatada por pacientes com câncer em cuidados paliativos, que participam de atendimentos psicológicos contínuos durante o tratamento no hospital

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