Portal de Periódicos Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo)
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Comer e beber: metáforas apocalípticas de juízo e restauração
Este artigo analisa as metáforas “comer” e “beber” no contexto bíblico, com ênfase no Apocalipse. Considera que metáforas, mais que simples elementos de linguagem, funcionam como instrumentos estruturantes do pensamento, permitindo compreender as coisas abstratas por meio daquelas mais familiares. O estudo parte da premissa de que os ritos de comensalidade no mundo bíblico marcam importantes eventos de sociabilidade, pactuação e pertencimento. A atitude de comer alimentos sacrificados aos ídolos retrata rompimento das relações com Deus, ao mesmo tempo que o cear com Jesus aponta para a reconstrução das relações quebradas pelo pecado. A visão dos remidos com pleno acesso aos frutos da árvore da vida, por sua vez, retrata a completa restauração das relações entre Deus e sua criação
PERFIL DE RISCO CARDIOVASCULAR EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
O presente trabalho tem por objetivo avaliar o perfil de risco para doenças cardiovasculares em estudantes universitários do período noturno na zona Sul de São Paulo. Utilizou-se, para esta pesquisa, o método de estudo transversal, quantitativo, realizado com 116 universitários em São Paulo (SP). Os dados sociodemográficos e os hábitos de vida foram coletados mediante questionário autopreenchido. Nos resultados obtidos, prevaleceu uma população jovem, com média de idade de 26,7 anos (dp= 8,9) e sexo feminino (59,5%, n= 69). Ao comparar por sexo, o masculino apresentou fatores de risco para pré-hipertensão (46,7%) e hipertensão (19,1%), hiperglicemia (4,4%) e etilismo (13%). As mulheres apresentaram como fatores de risco, a colesterolemia (27,5%), o índice de massa corporal elevado (33,9%), o sedentarismo (72,5%) e o Self-Reporting Questionnaire (> 7) (37,7%). Concluiu-se que o risco cardiovascular para esses 116 estudantes foi menor quando comparado com outros na literatura, porém, necessitam de atenção quanto a algumas mudanças nos hábitos do estilo de vida para ambos os sexos
I Reis 15:5 – Pecado e Aliança
ResumoEm I Reis 15:5 lê-se: "porque Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor, e não se desviou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, a não ser no caso de Urias, o heteu." (ARA). Levando em consideração que outros “desvios” (entende-se “pecado”) de Davi são mencionados nas Escrituras, tal perícope levanta questionamentos na mente do leitor, quanto à intenção do autor frente a tal declaração, incorrendo em inevitáveis consequências na aliança davídica. O presente artigo objetiva uma reunião de elementos literários que possam colaborar para o esclarecimento de tais questionamentos, elaborando ao fim, nuances da concepção bíblica de pecado frente à quebra da aliança divino-humana.
Lifestyle letters: Estilo de vida: fundamento adventista de saúde
Segundo o relato bíblico após a criação do mundo (Gn 1:1-28), Deus prescreveu a dieta para os seres humanos (v. 29) e para os animais (v. 30): “Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão”. A ênfase do texto é: “isso vos será para mantimento”. Especula-se que Deus alterou a dieta original, autorizando o consumo de carnes (Gn 9:3): “Tudo o que vive e se move lhes servirá de alimento. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisas”. Para muitos, Levítico 11 e Deuteronômio 14 deixam clara a alteração na dieta. 1) Teria Deus mudado de ideia? As duas recomendações dietéticas merecem detalhada análise, pois podem indicar que o Estilo de Vida bíblico sofreu profundas alterações. Outras questões importantes incluem: 2) O plano original teria que ser mudado por conta do pecado? 3) Deus teria mesmo alterado Seu plano dietético aos seres humanos ou a alteração era apenas provisória (ainda, visto que o ser humano já desenvolvera o hábito de consumo de carnes, antes mesmo do dilúvio)? 4) Seriam as restrições de Deus orientações de saúde? Ou, mais que isso, 5) seriam restrições relacionadas à religiosidade e/ou espiritualidade, ou ambas
VALIDATION OF THE EIGHT NATURAL REMEDIES QUESTIONNAIRE – Q8RN – ADULT VERSION
The Eight Natural Remedies Questionnaire (Q8RN) comprises eight dimensions: nutrition, exercise, water, sunlight, temperance, pure air, rest, and trust in God. It is used to assess adherence to the healthy habits of the Adventist lifestyle. This article aims to analyze the attributes of validity and reliability of the Q8RN, adult version. Descriptive, methodological study, involving 504 participants of Health Fairs in Sao Paulo. Factorial Confirmatory Analysis (FCA) was performed in program R, with WLMSV estimation, polychoric type. There was evidence of validity of the Q8RN instrument, whose goodness of fit adjustments were: CFI = 0.965, Tucker-Lewis Index - TLI = 0.952 and Parsimony adjustment index RMSEA = 0.034. The eight dimensions were maintained, but the questions reduced from 25 to 22. Cronbach’s Alpha was 0.72, indicating internal reliability. The questionnaire reached adequate indexes, being considered a valid instrument to measure adherence to the eight natural remedies in adults
PRIVAÇÃO DO SONO E ALGUNS EFEITOS SOBRE A SAÚDE
A privação de sono resulta em drásticas alterações fisiológicas:Aumento da pressão do ventrículo esquerdo.Aumento da frequência cardíaca.Hipertrofia do átrio esquerdo.Redução do diâmetro do ventrículo esquerdo.Hipertrofia e fibrose do ventrículo esquerdo.Redução de 37% nos níveis de testosterona.Hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo.Redução de 49% nos níveis de IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina).Aumento de 700% nos níveis de corticosterona.Aumento de 39% nos níveis de angiotensina II.Redução de quase 10% no peso corporal nas primeiras 24h de privação do sono.Aumento do níveo de proteínas envolvidas na hipertrofia patológica do coração (NFATc3 e GATA-4)
PERFIL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA DE TABAGISTAS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM REABILITAÇÃO E ASSISTÊNCIA À SAÚDE.
O tabagismo tem sido redefinido como uma doença crônica co-ocorrente de importância para outras doenças crônicas não transmissíveis e agravos a saúde. Assim esta investigação objetiva traçar o perfil da composição corporal e óssea de pacientes tabagistas em um Centro de Referência em Reabilitação e Assistência à Saúde. Trata-se de investigação seccional, de métodos de procedimentos próprios da pesquisa epidemiológica descritiva e de abordagem quantitativa. A pesquisa realizou-se em um Centro de Referência em Reabilitação e Assistência à Saúde no município de São Paulo. Aplicou-se um questionário sociodemográfico e fatores relacionados, o instrumento Fagerström de avaliação da dependência nicotínica, e caracterização socioeconômica realizada por meio do Critério Brasil 2015. Realizou-se Absortometria Radiológica de Raio X de Dupla Energia – DEXA de corpo total, coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total. Avaliaram-se 24 tabagistas com idade entre 45 e 75 anos, de ambos os sexos, idade média de 58,6±5,9 anos, Índice de Massa Corporal médio de 26,7±3,4, maioria do sexo feminino 16 (66%). Grau de dependência nicotínica prevalente baixa 09 (37,5%), 16 (66%) declararam ser estressados, e 14 (58%) pertencem a classe sócio econômica C2, 10 (41%) tem o ensino fundamental incompleto. A saúde óssea nesta amostra entre mulheres apresentou proporções de osteopenia e osteoporose respectivamente: na coluna lombar 31,3% e 25%, na cabeça do fêmur 56,2% e 6,2%, fêmur total 31,3% e 12,5%, no corpo total 31,3% e 6,2%. Já os homens apresentaram osteopenia e osteoporose respectivamente nas seguintes proporções: coluna lombar 37,5% e 25,0%, cabeça do fêmur 62,5% e 12,5%, fêmur total direito e corpo total 37.5% e 12,5%. Houve baixo Índice Massa Magra para mulheres e homens respectivamente em 18,7% e 12,5%. Já em relação ao Índice de Gordura corporal para mulheres e homens respectivamente: sobrepeso 68,7% e 50,0%, obeso classe I 6,2% e 25%. Os indivíduos tabagistas avaliados apresentam maiores perdas percentuais de massa muscular e densidade mineral óssea em todos os segmentos investigados, do que as prevalências em não tabagistas no cenário nacional
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