Portal de Periódicos da Universidade do Estado do Amazonas
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    A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA HUMANITÁRIA E A NECESSIDADE DE CAPACITAÇÃO DOS CIDADÃOS AMAZONENSES EM DECORRÊNCIA DA VAZANTE

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    Resumo – Este artigo analisa a importância da logística humanitária no enfrentamento dos impactos da crise climática no Amazonas, com ênfase nas comunidades interioranas que dependem dos rios como principal meio de transporte e sustento econômico. A pesquisa qualitativa foi fundamentada em revisão bibliográfica e documental. Os resultados demonstram a relevância da capacitação comunitária, do fortalecimento de redes de cooperação e do uso de tecnologias inovadoras como estratégias para mitigar os efeitos das secas extremas e cheias históricas, garantindo acesso a bens e serviços essenciais. Palavras-chave: Logística Humanitária; Amazônia; Vazante; Capacitação Comunitária; Gestão de Crises. &nbsp

    DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS ESTUDANTES QUE NECESSITAM DO TRANSPORTE ESCOLAR

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    O deslocamento de estudantes da zona rural até as escolas é um desafio que compromete o acesso à educação. Em uma cidade do Piemonte Norte do Itapicuru, na Bahia, muitos alunos dependem exclusivamente do Transporte Escolar Rural, mas enfrentam atrasos e dificuldades para frequentar as aulas. Durante um estágio, foi constatado que, apesar da oferta do transporte, problemas como superlotação e cansaço físico e psicológico impactam negativamente os discentes. Para investigar essas dificuldades, foi aplicado um questionário no Google Forms direcionado a alunos do ensino médio. Os resultados destacaram problemas no trajeto entre a residência, o ponto de embarque e a escola. Conclui-se que políticas de transporte escolar em áreas rurais exigem maiores investimentos e fiscalização. Além disso, é necessário um planejamento eficaz para garantir que os recursos sejam distribuídos adequadamente, proporcionando conforto e segurança no deslocamento diário dos estudantes

    O GARANTISMO CONSTITUCIONAL NA LUTA HISTÓRICA PELA MITIGAÇÃO DAS DESIGUALDADES REFLETIDAS NO DIREITO A COTAS ESTUDANTIS NO ESTADO DO AMAZONAS.

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    O escopo do presente trabalho é a análise do contexto histórico de luta pelo direito líquido e certo ao estudo conquistado pelo alunos aprovados no sistema de vestibular da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a ser analisado pela confluência dos fatores: garantismo constitucional, direito ao estudo e cotas universitárias no Amazonas, vital relembrar a lesão à garantia constitucional do Ensino Superior que foi sofrida por estes alunos, em que pese a decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 614873, responsável pela checagem da constitucionalidade da reserva de 80% das vagas da UEA aos alunos formados no Amazonas

    A CONSTITUCIONALIDADE DO SISTEMA DE COTAS DA UEA COM VISTA AO DIREITO À IGUALDADE DO POVO AMAZONENSE

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    O sistema de cotas visa corrigir desigualdades socioeconômicas e étnico-raciais, promovendo uma inclusão mais ampla no ensino superior. Em muitos países, as cotas são usadas para garantir que estudantes de grupos minoritários ou menos favorecidos tenham acesso a instituições educacionais de prestígio (Bezerra, 2012, p. 111). No Brasil, por exemplo, há cotas para alunos de escolas públicas, negros, indígenas e pessoas com deficiência em universidades e institutos federais. O objetivo é compensar desigualdades históricas e aumentar a diversidade acadêmica. No contexto do Amazonas, o sistema de cotas assume uma dimensão especial devido às características únicas e aos desafios da região. O Amazonas é marcado por uma vasta diversidade cultural, étnica e socioeconômica, incluindo diversas comunidades indígenas, ribeirinhos e quilombolas. As cotas são uma ferramenta importante para garantir a inclusão dessas comunidades em diferentes esferas, como educação e emprego

    A ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE COTAS NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS À LUZ DA PERSPECTIVA CONSTITUCIONAL

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    A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) oferece mais de 30 cursos e é reconhecida por sua eminência, tornando-se uma faculdade de destaque na região norte do país. O presente resumo busca destrinchar a política de cotas da universidade em face dos preceitos do direito constitucional brasileiro. A análise é realizada à luz da legística, em consonância com o impacto das cotas no acesso de estudantes à educação superior no estado do Amazonas. O resumo também examina o impacto da política de cotas na integração de estudantes amazonenses no ensino superior, levando em consideração o fator econômico e educacional desigual do Amazonas em relação ao restante do país

    Um olhar ancestral: análise da obra haicaísta Fios do tempo (quase haikais), de Graça Graúna

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    A investigação propõe uma análise crítica da obra Fios do tempo (quase haikais), de Graça Graúna, com o objetivo de evidenciar como a poeta reelabora a forma tradicional do haicai japonês para evidenciar a cosmovisão indígena ancorada na espiritualidade, na ancestralidade e nos saberes nativos. Embora mantenha a estrutura tripartida característica do haicai, a autora não segue a rigidez métrica clássica e insere elementos simbólicos da natureza, do cotidiano e das práticas culturais dos povo originários e da memória, produzindo uma poética que dialoga com a oralidade, os ciclos da vida e o vínculo com a terra. A ancestralidade constitui o eixo central da obra, funcionando como fonte de sabedoria, resistência e pertencimento. Publicada pelas Edições Baleia Cartonera, a obra adere a uma proposta estética e política alternativa, que desafia o mercado editorial hegemónico e reafirma práticas de produção cultural autônomas e comunitárias. Além disso, Graúna ressignifica a poesia brasileira, destacando o haicai como ferramenta de afirmação identitária, promovendo uma escrita decolonial que rompe com as narrativas dominantes e valoriza os saberes originários. A obra insere-se, assim, no campo ancestraletra, conceito que pode definir a escrita como forma de existência, resistência e denúncia, especialmente quando protagonizada por mulheres indígenas. Dessa maneira, a poesia de Graúna se configura como instrumento de luta política, preservação da memória coletiva e reafirmação de uma identidade indígena viva, contemporânea e coletiva, em um universo da poesia tradicional japonesa

    MULHERES QUILOMBOLAS, TRABALHO E DORORIDADE NA PAMPA BRASILEIRA

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    Nesse artigo buscamos entender de que forma as opressões de gênero, raça e classe social se manifestam no trabalho das mulheres quilombolas da Pampa realizado fora de suas propriedades, bem como compreender as estratégias de resistência. Optamos pelo método do Estudo de Caso, realizando entrevistas com oito mulheres da Comunidade Quilombola Ibicuí da Armada, localizada no município de Santana do Livramento/RS. Os relatos demonstram que as mulheres quilombolas costumam trabalhar muito, desde criança. Devido à falta de terra para viver do trabalho em suas propriedades, minifúndios, elas precisam trabalhar fora, geralmente em atividades domésticas em fazendas da região. Muitas vezes, esse trabalho não é valorizado e os relatos denunciam recorrentes condições degradantes e análogas à escravidão. O termo dororidade resume bem a dor compartilhada que essas mulheres suportaram e ainda suportam, mas também mostra a potência de transformação que elas carregam. Existe um grande potencial na mobilização coletiva das mulheres quilombolas para transformar a realidade, como mostram experiências de apoio entre mulheres para o cuidado de crianças e a constituição da agroindústria coletiva de panificados.&nbsp

    CIRANDAS AMAZÔNICAS A RESISTÊNCIA DOS POVOS AMAZÔNIDAS ATRAVÉS DOS ESPETÁCULOS DE CIRANDA

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    Este artigo é resultado de uma pesquisa de dissertação de mestrado que debate a constituição das identidades dos povos amazônicos na perspectiva dos Estudos Culturais, que vai da colonização europeia a partir do século XV até a migração nordestina nos meados do século XX. Trata-se de uma pesquisa baseada na história dos povos amazônidas, suas identidades culturais e o processo de hibridização cultural por meio das cirandas do Amazonas. Dialogamos com os autores Raymond Williams, Stuart Hall e Nestor Garcia Canclini para entendermos os conceitos de cultura, de identidades culturais e o processo de hibridização cultural. Iremos destacar os principais marcos históricos de conflitos e o posicionamento dos povos habitantes da região quanto a afirmação de suas identidades diante dos europeus, assim como as principais transformações vividas pelas cirandas ao longo do tempo e o ponto de tensão entre suas narrativas. Tais fatos descrevem a postura do homem amazônida frente a uma sociedade globalizada, padronizada e em processo de homogeneização cultural e que, mesmo com a romantização de sua imagem por parte do poder público, vive ainda uma ruptura social capaz de colocá-los em condições de descaso e de subalternização. Os povos amazônidas, assim como adeptos ao processo de globalização, viram no interstício a oportunidade de negociação e de relação de poder frente as transformações exigidas pela modernidade e à manutenção de tradições culturais nas suas cirandas

    Senhor fugitivo e a criança estranha: contos sobre o afeto e as fugas possíveis

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    Este texto é uma travessia afetiva e política que busca compreender, por meio de subcontos e reflexões teóricas, como as relações entre a criança estranha e o Senhor Fugitivo, seu avô, abrem deslocamentos queer no campo do afeto, da resistência e da criação de si. A problemática que me move é compreender o que pode um afeto quando irrompe no avesso das normatividades familiares, forjando resistências e reinvenções de si nos gestos silenciosos, nas fugas e nas memórias. A metodologia é a escrita-performativa e autoficcional, onde o conto não é apenas estética, mas travessia metodológica e política, permitindo criar espaçostempos insurgentes que tensionam as fronteiras entre ciência, arte, corpo e memória. O referencial teórico se enraíza no pensamento queer por meio das palavras-corpo de Gloria Anzaldúa (2021), Judith Butler (2003), Paul B. Preciado (2017) e José Esteban Muñoz (2009), cujas reflexões sobre fronteiras, performatividade, resistência e utopia queer alimentam esta escrita. Como resultado, mostra os deslocamentos do pensamento queer para o desejo de criar uma epistemologia poéticaerótica sapatão feminista que emerge da errância, da dor e do desejo, inventando uma prática de escrita e de pesquisa que se faz resistência, travessia e convite a outros modos de existir. É preciso reconhecer que a teoria queer, com toda sua potência disruptiva, ainda tropeça quando tenta alcançar as especificidades de certos corpos que, ao longo da vida, foram nomeados como estranhos. A criança estranha não era apenas uma infância fora da norma: era uma criança sapatão

    AVALIAÇÃO LEGÍSTICA DO SISTEMA DE COTAS FACE AO RACISMO MATERIALIZADO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA AMAZONENSE

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    O racismo é construído a partir do imaginário social de inferioridade, seja intelectual ou moral, de uma raça em face de outra raça, portanto, é um processo social de assujeitamento, em que as práticas, o discurso e a consciência dos racistas e das vítimas do racismo são produzidos e reproduzidos socialmente. Sob tal ponto de vista, o racismo não é definido unicamente pelos atos de preconceito, mas também pela indiferença, que acaba por normalizar a desigualdade racial. No bojo da Constituição Federal (BRASIL, 1988) é encontrada a igualdade intrínseca em todo o corpo textual, seja como objetivo no artigo 3°, seja como princípio fundamental no artigo 5°, seja como menção no primórdio do texto, no seu preâmbulo, demonstrando a intenção fulcral do legislador constituinte originário em tornar palpável tal esperança

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