Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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Possibilidades das TIC na eletroquímica, exploração dos níveis representacionais do conhecimento químico
Apesar da utilização da tecnologia e dispositivos móveis na vida pessoal para operações básicas diversas, a incorporação desses dispositivos a prática profissional docente, para muitos, é uma opção menos frequente. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo oferecer reflexões sobre a utilização das tecnologias no ensino de química e verificar a viabilidade das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) aplicadas no processo de ensino e aprendizagem no conteúdo específico de eletroquímica numa escola pública de Curitiba/PR. A partir do Século XXI muita expectativa foi depositada sobre os avanços e benefícios que a tecnologia poderia trazer para educação de modo geral. No entanto, apesar dos esforços, a adoção efetiva das TIC nas práticas pedagógicas e na sala de aula não figuram como realidade predominante. Nesse viés, este trabalho buscou relacionar os níveis de aprendizagem do conhecimento químico proposto por Johnstone (1982) com uma abordagem integrada às TIC e avaliações multimodais. O desenvolvimento da pesquisa ocorreu durante oito aulas de 50 minutos, tendo uma natureza qualitativa do tipo grupo focal com dados sendo coletados a partir dos trabalhos dos alunos, diário de bordo do professor e um questionário final. Os resultados permitem pensar que é possível explorar ainda mais as potencialidades da tecnologia em sala, tanto no aperfeiçoamento de recursos on-line como offline
Entrevista ao coletivo Sycorax, um sabá de mulheres que traduzem
Esta é uma entrevista com três integrantes do Coletivo Sycorax feita por duas integrantes do Laboratório de Tradução da UNILA. Trata-se de uma conversa entre tradutoras sobre a tradução e os feminismos. Autodefinido como um “sabá de mulheres que traduzem”, o Coletivo Sycorax reúne diferentes trajetórias na tradução e no feminismo que têm em comum a concepção da tradução como uma prática política feminista. De acordo com a sua práxis horizontal, discutiram interna e coletivamente as perguntas que enviamos e, então, três integrantes se reuniram conosco para a conversa: Cecilia Farias, Leila Izidoro e Juliana Bittencourt. As entrevistadas compartilham de forma generosa importantes experiências e pontos de vista desta que é uma dasmais chamativas iniciativas de tradução feminista no Brasil dos últimos anos
Entrevistando Flavia Rios: um olhar sobre os feminismos negros a partir dos estudos de raça e gênero no brasil e na América Latina
A entrevista com a socióloga brasileira Flavia Rios teve como objetivo central ouvi-la acerca de suas contribuições para os estudos raciais e de gênero no Brasil, privilegiando seu trabalho sobre a intelectual e militante Lélia Gonzalez e os debates contemporâneos acerca de feminismos negros e interseccionalidade. A entrevista foi realizada por meio de uma troca de mensagens via correio eletrônico. As questões foram formuladas a partir de discussões entre as duas entrevistadoras, pesquisadoras de diferentes áreas do conhecimento (Antropologia e Linguística), porém com grande interesse no debate sobre feminismos negros. Foi proposta uma divisão em três grandes frentes: (i) trajetória acadêmica e pessoal de Flavia Rios, (ii) seus estudos sobre vida e obra de Lélia Gonzalez e (iii) questões sobre feminismo negro e interseccionalidade. Flavia faz uma breve apresentação pessoal para, em seguida, partir para os temas relativos a seu interesse no trabalho de Lélia Gonzalez e como isso se desdobrou em recentes publicações e aprofundamento na vasta produção da pensadora. Na parte final, destaca-se a discussão sobre interseccionalidade e como essa noção vem sendo concebida como ferramenta de intervenção política por todas e todos que se interessam pelos avanços do feminismo, em especial o feminismo negro e latino-americano
Epistemicídio e necropolíticas trans: considerações decoloniais sobre cenas cinematográficas latino-americanas
Este artigo é inspirado na análise de filmes do cinema LGBT que nos falam de vidas de pessoas marginalizadas por suas identidades dissidentes da cisgeneridade e heterossexualidade compulsórias. Destaca alguns temas trazidos pelas teorias decoloniais, como epistemicídio e necropolítica. Tais teorias, que se desenvolveram no estudo dos regimes que atribuem a determinados corpos a condição de inumanos, tornando-os vulneráveis ao apagamento e ao genocídio, denunciam a perpetuação da eliminação dos corpos que se constituem como descartáveis nas sociedades contemporâneas. Reconhecemos que as sociedades latino-americanas, nas quais focamos nossa discussão, são herdeiras das relações coloniais instituidoras da hierarquização de diferenças por motivos de raça, gênero, sexualidade. Estes regimes de diferenciação estabelecem quais corpos importam e quais corpos se tornam matáveis: tais como os das personagens trans Manuela e Bauer dos filmes desencadeadores desta análise
Investigando a Representação Social de Professores e Licenciandos em Ciências sobre a Mídia
O presente artigo discute a importância da investigação sobre o papel da mídia para um grupo de sujeitos ligados ao ensino de ciências (licenciandos e professores de ciências) de 15 universidades brasileiras de diferentes Estados. Como referencial teórico-metodológico adotou-se a teoria da representação social proposta por Sèrge Moscovici e a teoria do núcleo central proposta por Abric. Um questionário foi elaborado na plataforma Google Forms, modelado pela técnica de associação livre de palavras. A partir da análise das explicações desses indivíduos, que são professores e futuros professores de ciências, pôde ser observado que a mídia não possui relação com a educação pois, os aspectos relacionados ao processo de ensino e aprendizagem não apareceram em suas respostas
CAMINAR LATINOAMERICANO. APROXIMACIONES DESDE EL SER HUMANO QUE EMIGRA Y LA XENOFOBIA COMO EXPRESIÓN DE VOCES Y DISCURSOS
Este artículo busca reflexionar sobre las migraciones en América Latina desde una exploración conceptual del término emigrante, el que sale de su país de nacimiento a otro, considerando sus dimensiones humanas y sociales y la noción de espacio. Desde el punto de vista de la literatura, otros conceptos parecen estar interrelacionados - asilo, apátridas, migrantes, refugiados - en la perspectiva de que son situaciones que implican el traslado deun país a otro y, con ello, en la condición de emigrante. La metodología se basó en la revisión de la literatura sobre el tema que terminó ampliando el proceso de reflexión de los discursos y voces sobre la emigración y más específicamente, la xenofobia como producto de este discurso en torno de un proceso que tiene como hito los siglos XX y XXI, donde avanza un sistema global que altera la relación entre espacio y tiempo. Se crea un conjunto de nuevos flujos y nuevos paradigmas de transfronteirización que marca nuevos códigos para las personas en los territorios. La perspectiva de los derechos humanos debe orientar un sistema de protecciones y políticas públicas, lo cual no ocurre desde una perspectiva ciudadan
CIDADE MARAVILHOSA INVERTIDA: DIREITO À CIDADE E AS PRODUÇÕES DE ESPAÇOS PERIFÉRICOS
O artigo busca analisar os processos de redefinição dos espaços públicos tendo como referência a apropriação destes pelos trabalhadores de baixa renda do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. O problema que orienta a pesquisa pode ser sintetizado na seguinte pergunta: em que medida a ótica capitalista influencia a cidade e seus trabalhadores, seus modos de vida e suas localidades de moradia? Com base nos dados levantados a partir de um conjunto de pesquisas realizadas sobre o tema nas áreas do Direito, História e Geografia, refletidas a partir da bibliografia que dá sustentação ao presente estudo, torna-se possível afirmar que os trabalhadores presentes nas ruas e marquises do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro são resultados de uma agressiva política capitalista e não assistencialista que pauta a evolução histórica da cidade dita maravilhosa. O objetivo geral do texto consiste em avaliar como o capitalismo influencia na formação da cidade do Rio de Janeiro, promovendo uma profunda segregação entre seus residentes. Os objetivos específicos do texto, que se refletem na sua estrutura em três seções, são: a) avaliar, a partir de estudos já realizados no âmbito do Direito e da História os espíritos do capitalismo e sua influência na formação da cidade do Rio de Janeiro; b) investigar as maneiras que o capitalismo fomenta a desigualdade na cidade maravilhosa; c) Explicitar a ausência de cidadania e (in)visibilidade dos trabalhadores. O método de pesquisa empregado foi o hipotético-dedutivo, mediante o emprego de técnica de pesquisa bibliográfica e documental, bem como método empírico.
 
RESENHA DO LIVRO “DESENVOLVIMENTO COMO LIBERDADE” DO AUTOR AMARTYA SEN PARA REFLEXÕES EM PERSPECTIVAS ORGANIZACIONAIS AOS GESTORES
O livro desenvolvimento como liberdade foi escrito por Amartya Sem (2010) doutor em economia que já recebeu o prêmio Nobel de economia pela realização do trabalho do bem-estar social. Este livro é baseado nas pesquisas que ele realizou com um projeto conjunto com Angus Deaton e o financiamento da Jonh D. and Catherine T. MacArthur Foundation. Este livro é destinado a todo leitor que tem interesse em aprender mais sobre política e desenvolvimento econômico, pois é possível ter um entendimento do tema após ler o livro. É possível perceber que foi utilizada uma bibliografia coerente e coesa dentro do tema. Amartya Sen, que é economista profissional, no livro desenvolvimento como liberdade se apoia nas cinco conferências que o mesmo proferiu quando era membro da presidência do Banco Mundial, apesar de não ser a organização preferida dele. Ele deixa claro que esse livro é destinado de forma ampla com a finalidade de discussão pública, não se restringindo apenas as pessoas ligadas ao banco, pois é considerado um mecanismo de transformação social e avança econômico. O livro está organizado em doze capítulos, em que constam as seis conferências e experiências econômicas posteriores a essas conferências. O livro possui uma linguagem objetiva, clara, coesa e o autor demonstra bastante domínio em relação aos assuntos abordados. A análise feita a respeito do mundo atual é o que norteia Amartya Sen escrever o livro “desenvolvimento como liberdade”, ele faz uma análise sobre as situações ruins que influenciam o mundo em que vivemos como exemplo das diferenças sociais, exclusão dos menos favorecidos, a fome coletiva e crônica, a falta de direitos humanos, de liberdade de expressão, as inseguranças tanto no âmbito político, econômico e social. Todas essas privações estão tanto nos países subdesenvolvidos, em desenvolvimento quanto nos países desenvolvidos..