Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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El Desarrollo a Escala Humana: un grito premonitorio y una salida contrahegemónica desde y para la América Latina
A questão ambiental e os alinhamentos epistemológico-políticos: uma reflexão a partir da disputa pela Baía de Guanabara
O presente trabalho discute sobre os diferentes alinhamentos epistemológico-políticos que giram em torno da questão ambiental. Evidencia-se que esses diferentes alinhamentos representam diferentes formas de dominação e/ou a (re)apropriação da natureza, representam, em si, diferentes projetos políticos para o território. A reflexão sobre o alinhamento epistemológico-político e as categorias nos discursos e nas práticas hegemônicos(as) da sociedade contemporânea, e o (re)pensar por outros alinhamentos e outras categorias de resistência e R- Existência que evidenciem outros saberes, fazeres, outras relações não dicotômicas sociedade-natureza, se dá a partir da análise da disputa pela Baía de Guanabara, evidenciada em 2012, entre os pescadores artesanais e os agentes do Comperj. Nesta reflexão, verifica-se que os agentes do empreendimento, alinhados aos pressupostos do discurso epistemológico hegemônico da ciência e da filosofia modernas, pautada no lócus de enunciação universal, a partir do uso da categoria de desenvolvimento sustentável, constroem um discurso uno, global e consensual. Tecnificam a “questão ambiental” e apagam as diferenças constitutivas do território, a partir da dominação sobre outros povos e sobre a natureza. De outro lado, os pescadores artesanais se aproximam das lutas travadas por outros sujeitos que resistem e R-Existem na América Latina (indígenas e quilombolas) e constroem um discurso ambiental politizado, pautado na diferença, a partir de três categorias-chave: território, identidade e memória. Trazem, assim, uma ressignificação e (re)apropriação social da questão ambiental.
PALAVRAS-CHAVE: 1. questão ambiental. 2.discurso ambiental. 3. alinhamento epistemológico-político. 4. disputa territorial. 5. Baía de Guanabara
Entrevista com Elisa Pankararu: Movimento de Mulheres Indígenas e Feminismo Indígena
O presente texto é a transcrição da entrevista realizada pela antropóloga Jade Alcântara Lôbo com Elisa Urbano Ramos Pankararu. , ativista indígena da etnia Pankararu e antropóloga que possui mais de uma década de participação de movimentos do campesinato, indígena e das mulheres. Neste diálogo entre duas mulheres engajadas na luta dos povos e contra a desigualdade de gênero abordamos sobre a trajetória de Elisa Pankararu e sua defesa da existência de um feminismo indígena. Esta entrevista foi realizada de forma virtual no segundo semestre de 2021, respeitando os protocolos necessários mediante a pandemia Covid-19
Ampliando los espacios de los feminismos descoloniales desde los territorios y territorialidades antirracistas
Este artículo conecta la geografía feminista descolonial con los feminismos descoloniales latinoamericanos. Me interesa profundizar sobre la relación entre el racismo, la colonialidad y las espacialidades uniendo estos dos marcos teóricos. La geografía feminista descolonial analiza las articulaciones entre la colonialidad del género y el racismo con la construcción social del espacio. Mientras que el feminismo descolonial latinoamericano promueve una perspectiva antirracista, antiimperialista, anticolonial e interseccional de los feminismos desde el Abya Yala y el Sur. Este artículo responde a las siguientes preguntas: ¿Cuáles son los espacios de los feminismos descoloniales latinoamericanos? ¿Cómo está presente la espacialidad en los trabajos conceptualesde las feministas descoloniales? Y finalmente, con base en la respuesta a las anteriores preguntas, cuáles son los espacios que quedan por fuera de este análisis. Concluyo que los espacios que quedan por fuera son las territorialidades relacionales antirracistas y, sostengo que, desde estos procesos de lucha por el territorio en contra del racismo, podemos profundizar la relación entre las geografías feministas y el feminismo descolonial latinoamericano
O processo de avaliação em mostras de Ciências: um exercício de revisão sistemática de literatura
Este artigo busca construir resposta para a pergunta “O que se mostra em artigos nacionais publicados entre 2015 e 2020 sobre como os trabalhos dos estudantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental são avaliados nas Feiras de Ciências?”. A pesquisa se deu por meio de uma revisão sistemática de literatura a partir de artigos científicos identificados no repositório Google Acadêmico no mês de maio de 2021. As informações obtidas nos artigos que compuseram o corpus de pesquisa foram tratadas por Análise Textual Discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2016) e apontaram como categorias emergentes “A avaliação como parte da provisória construção humana dos envolvidos” e “A avaliação padronizada para seleção e classificação dos trabalhos dos estudantes”. Como resultados da pesquisa percebeu-se que a preparação dos avaliadores das Mostras de Ciências não atende a um perfil de formação docente e que, portanto, é uma dimensão ainda a ser desenvolvida nestes eventos
A aprendizagem tecnológica ativa em publicações no ensino das Ciências e Matemática:: uma visão geral da incorporação das metodologias ativas às tecnologias digitais
As tecnologias digitais e as metodologias ativas no Ensino das Ciências e Matemática (ECM) estão cada vez mais presentes nas práticas pedagógicas. No contexto da sociedade da informação, pensar o uso conjugado e simultâneo dessas estratégias se mostra pertinente e atual. As metodologias ativas são estratégias que colocam os estudantes como principais agentes de seu aprendizado, já as tecnologias digitais são recursos que auxiliam nos processos de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, esta pesquisa, por meio do corpus latente de conteúdo, teve como objetivo identificar quais artigos científicos foram elaborados sobre as metodologias ativas e tecnologias digitais no campo do ECM de maneira conjunta. Além disso, esta pesquisa realizou também uma análise dos artigos mais citados no Google Acadêmico, destacando os objetivos, quais teorias fundamentavam os trabalhos e suas contribuições em cada uma das áreas (Química, Física, Biologia e Matemática). Ademais, buscou-se relacionar estes artigos mais citados com o modelo da Aprendizagem Tecnológica Ativa (ATA). Os resultados mostram que do total de 85 artigos encontrados e analisados, a área do ensino de Química apresentava maior número de publicações (31,7%), seguido do ensino de Matemática (25,8%), de Física (24,7%) e de Biologia (17,6%). Em relação às metodologias ativas, observou-se, de maneira geral, que artigos envolvendo a gamificação e a sala de aula invertida predominavam na maioria das áreas e que o ano de 2020 apresentou maior número de publicações. Por fim, identificou-se a presença dos pilares da ATA nos artigos mais citados, suscitando a contribuição deste modelo para o ECM
Base Conceitual do Conhecimento Tecnológico Pedagógico do Conteúdo de Professores de Ciências Exatas
Considerando o cenário atual em que a educação se encontra, e que muitas escolas ainda possuem um ensino totalmente analógico, é importante estudar o perfil teórico docente em relação à intersecção dos Conhecimentos Tecnológicos, Pedagógicos e de Conteúdo. Logo, esse texto objetiva apresentar a base conceitual que Professores em Formação Inicial (PFI) possuem em relação ao Conhecimento Tecnológico Pedagógico do Conteúdo. Esta pesquisa, desenvolvida com a participação de 58 PFI, é do tipo Survey, de natureza básica e de abordagem quantitativa. A construção dos dados ocorreu por meio de um questionário adaptado para o formato online via Google Forms, o qual foi enviado aos PFI por meio de Link no WhatsApp, ficando disponível por 7 dias. A análise quantitativa dos dados, constituídos a partir de assertivas na escala Likert, foi realizada por intermédio do software Statistical Package for the Social Sciences à luz do teste não paramétrico Kruskal-Wallis, tendo como significativo um p < 0,05. Ao término, percebeu-se que os PFI apresentam uma predominância de concordância entre as assertivas vinculadas as diferentes bases do conhecimento tecnológico, possibilitando inferir que os sujeitos possuem conhecimentos sobre o uso pedagógico das TDIC para desenvolver o conteúdo científico
Análise de aplicativos móveis de realidades digitais para o ensino de química a partir de um modelo heurístico
Tecnologias Digitais, como a Aprendizagem Móvel e as Realidades Digitais (RD), estão cada vez mais sendo utilizadas para o Ensino de Química, seja durante as aulas curriculares ou em atividades práticas. Porém, parece faltar meios de analisar sistematicamente essas tecnologias e o quão podem ser úteis no processo de ensino. Este artigo teve como objetivo investigar como se dá a proposta de construção do conhecimento químico a partir de aplicativos móveis que utilizam as RD, sendo um estudo qualitativo que utilizou um modelo autoral para analisar os aplicativos móveis, do sistema Android, que utilizam RD no Ensino de Química. Esse modelo foi proposto a partir das teorias dos Níveis de Compreensão do Conhecimento Químico e das Heurísticas de Usabilidade. Encontrou-se, de maneira geral, que a proposta de construção do conhecimento químico a partir dos aplicativos móveis de RD se dá de maneira ‘ferramental’, isto é, os aplicativos são desenvolvidos e propostos para serem meramente uma ferramenta complementar ao trabalho do professor. Sugere-se que pesquisas envolvendo os níveis de compreensão do conhecimento químico sejam realizadas a fim de diminuir esse caráter meramente instrumental
Animal-Driven Nutrient Supply Declines Relative to Ecosystem Nutrient Demand Along a Pond Hydroperiod Gradient
In many lentic ecosystems, hydroperiod, or the duration of inundation, controls animal community composition and biomass. Although hydroperiod-imposed differences in wetland animal communities could cause differences in animal-driven nutrient supply, hydroperiod has not been considered as a template for investigating patterns of animal-driven nutrient cycling. Here, we use nutrient excretion rates (NH4-N and SRP) and biomasses of pelagic and benthic invertebrates and salamanders and nutrient uptake rates in a simulation model to estimate animal-driven nutrient supply and pond-level demand along a hydroperiod gradient of 12 subalpine ponds in the U.S. Rocky Mountains that are vulnerable to climate change. We found that animal biomass increased with hydroperiod duration and biomass predicted animal-driven supply contributions among hydroperiod classifications (temporary-permanent). Consequently, community-wide supply was greatest in permanent ponds. Animal-driven N supply exceeded demand in permanent and semi-permanent ponds, whereas P supply equaled demand in both. Conversely, temporary ponds had large deficits in N and P supply due to lower community biomass and hydroperiod-induced constraints on dominant suppliers (oligochaetes and chironomids). The distribution of taxon-specific supply also differed among hydroperiods, with supply dominated by a few taxa in permanent ponds and supply more evenly distributed among temporary pond taxa. The absence or lower biomass of dominant suppliers in temporary ponds creates nutrient deficits and possible limitation of productivity. Thus, as climate warming causes hydroperiods to become increasingly temporary and indirectly prompts biomass declines and compositional shifts, animal-driven nutrient supply will decrease and strong nutrient limitation may arise due to loss of animal-driven supply.Published articl