Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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Por que descolonizar o Islã?
Os aportes epistemológicos oferecidos por uma comunidade de pensamento denominada de Estudos sobre a Colonialidade (EC) realizam-se sob a tentativa de dar a ver as consequências econômicas, sociais, políticas e éticas legadas pelos colonialismos dos séculos XV (primeira modernidade) e XVIII e XIX (segunda modernidade). Esses tiveram também impactos na história da civilização islâmica, ao conformar uma colonialidade do poder e do saber que nada mais são do que as várias facetas de um projeto civilizatório único para toda a humanidade. Isto posto, faz-se necessário compreender o fenômeno do Islã desde aquele marco histórico, mas também desde o pensamento crítico a ele, ou seja, desde o pensamento decolonial. Esse paradigma de pensamento oferece-nos a possibilidade de questionarmos alguns dos pressupostos e normas ditos islâmicos por meio de uma crítica à própria modernidade, ou do que chamamos aqui de islã moderno; ou seja: de um islã que foi conformado também devido às consequências dos colonialismos e colonialidades a eles subjacente
Dialética Negativa e o Pensamento Decolonial
A presente investigação pretende estabelecer uma propedêutica relação entre a obra Dialética Negativa e a virada epistemológica do Pensamento Decolonial no âmbito de uma negação determinada da dominação do humano e de sua incessante luta contra a natureza, perspectivas para a escolha de formas de vida mais simples, porém mais qualitativa em termos humanos.
Ensinar e aprender sobre a história indígena
A partir de dados colhidos junto a nossa experiência de formação sobre histórias e culturas indígenas em conformidade com a Lei no 11645/2008, analisamos as questões relacionadas ao preconceito sobre os povos indígenas e as formas de superação.Constatamos que nem toda discriminação, racismo e preconceito é resultado de desconhecimento, portanto, a aplicação da referida Lei é importante, mas deve ser vista como um paliativo e não como elemento central no respeito a diversidade. Há outroselementos centrais, resultado do processo colonial, que implicam numa ação direta de disputas territoriais e por recursos naturais. Inferiorizar o outro é uma forma de justificara exploração da mão de obra e o esbulho de suas terras, desde o período colonial até o tempo presente
O estudo das lutas, resistências e desafios enfrentados pelos povos indígenas na atualidade: aplicando a Lei n° 11.645/08 na Geografia no Ensino Médio
O presente artigo discute uma proposta de abordagem da questão indígena no ensino de Geografia do Ensino Médio, dando cumprimento à Lei n° 11.645/08, que institui a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” no currículo oficial escolar. A abordagem proposta tem como eixo norteador o pensamento e a pedagogia decolonial, além do bem viver e da desobediência epistêmica como formas de resistência indígena e apresenta as atuais lutas, resistências e desafios enfrentados pelos povos indígenas perante conflitos agrários e impactos socioambientais resultantes de empreendimentos hidrelétricos, agroindustriais e minerários. Pretende-se, assim, conscientizar e mobilizar os estudantes quanto à questão indígena, possibilitando a transformação social e a construção de um futuro no qual as ações e decisões políticas e econômicas não violem os direitos desses povos
ANÁLISE DO EMPREGO FORMAL NO SETOR INDUSTRIAL DO PARANÁ, 2001 e 2011
O presente trabalho investiga a distribuição do emprego formal no setor da indústria de transformação no estado do Paraná, entre os períodos de 2001 e 2011. Destacam-se as mudanças ocorridas na sociedade brasileira nas últimas décadas, tais como a abertura comercial e a reestruturação produtiva industrial. Nota-se que tais mudanças da política econômica tiveram impacto no mercado de trabalho. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar o setor industrial do Paraná, no que concerne a dinâmica dos empregos nos anos 2001 e 2011. Em termos metodológicos, foi realizado uma revisão da literatura, bem como a utilização de dados secundários extraídos da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Os resultados mostram a alta concentração de emprego formal na mesorregião Metropolitana de Curitiba, o que garante a centralidade dessa mesorregião no tocante a distribuição de emprego formal no setor da indústria
Objetos de Aprendizagem como recursos didáticos para o ensino e aprendizagem de acidez-basicidade
Este trabalho é parte integrante de um projeto mais amplo, desenvolvido no âmbito do PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná) e nossa proposta didática envolveu a participação de 17 alunos do coletivo do CEEBJA de Maringá (PR), com discussões e reflexões sobre os significados de alguns conceitos químicos, tais como pH, acidez e basicidade. No decorrer do trabalho utilizamos vários recursos didáticos, como a problematização em classe, leituras e discussão de textos, trabalhos em grupo, etc., mas o foco principal da pesquisa foi descrever a utilização e a avaliação de dois “Objetos de Aprendizagem” como ferramentas didáticas para facilitar o ensino e a aprendizagem dos conteúdos citados. Os resultados preliminares apontam para uma melhora significativa na apropriação do conhecimento científico e na elaboração de significados pelos estudantes
As relações sociais que regulam a prática docente no ensino de Ligações Químicas
A vivência em um curso de formação de professores nos levou a investigar o que professores em formação consideram e com quem interagem, ao desenvolverem suas aulas. Para isso, nos apropriamos do “dispositivo pedagógico”, apontado por Basil Bernstein, para analisar as relações que permeiam a prática docente. A ação de professores em formação no desenvolvimento de aulas sobre Ligações Químicas foi o foco central deste trabalho. As aulas foram planejadas com base em tendências contemporâneas de ensino, com algumas orientações específicas, ressaltadas durante o planejamento. Percebemos que, apesar do planejamento conjunto, o desenvolvimento das aulas foi diferenciado para todos os envolvidos. Enquanto metade deles seguiu o planejado, com pequenas mudanças, a outra metade optou por seguir outro modelo de aula de acordo com o que aprendeu durante sua formação ou com a prática construída em sua experiência docente. Os estudantes investigados legitimaram algumas práticas, que precisam ser percebidas e problematizadas pelos formadores