Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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ENTREVISTA A FLÁVIA VIEIRA DE RESENDE, MEDIADORA DE CONFLITOS
Entrevista realizada pela Revista Sure
PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES COOPERATIVISTAS DO PARANÁ EM MOVIMENTOS SOCIAIS, POLÍTICO E ECONÔMICOS
Ao longo da história a mulher viveu, e em alguns casos ainda vive a mercê da sociedade, submissa ao patriarcado e exclusa das tomadas de decisões. No ocidente essa situação começou a mudar, quando no final do século XIX algumas mulheres de classe média, se organizaram e passaram a reivindicar por direitos políticos e sociais. Essa organização passou a ser conhecida como movimento feminista. Desde o surgimento o movimento feminista vem se configurando de acordo com o grupo social ao qual é aderido. Em seu inicio, o movimento feminista era representado por mulheres brancas e de classe média que possuíam conhecimento acadêmico e que viviam na zona urbana, atualmente percebemos que o movimento feminista está se pluralizando, estando presente em todas as classes sociais bem como no meio urbano e no meio rural. A mulher enquanto ator social vem desempenhando importante papel na luta pela garantia de direitos e pela igualdade social. Buscando compreender essa ligação da mulher com os movimentos sociais, o presente artigo busca traçar o perfil dos movimentos aos quais as mulheres do cooperativismo solidário estão inseridas. A partir desse perfil, procuramos compreender melhor sua participação nas arenas públicas e políticas pela luta para a melhoria social
EDUCAÇÃO INTERCULTURAL E COOPERATIVISMO: UM ELO IMPORTANTÍSSIMO PARA AS MIGRAÇÕES
O presente artigo busca através de leituras e análises, abordar sobre a educação intercultural em contexto territorial de fronteira. A ideia desta análise surgiu com o interesse de pesquisa para o desenvolvimento de dissertação de mestrado em Políticas Públicas e Desenvolvimento, ofertado pela Unila em Foz do Iguaçu no Paraná, e foi reforçada pela disciplina de Cooperativismo, onde percebeu-se a importância de se pensar sobre a questão cooperativista aliada a educação em territórios de fronteira. A intenção principal é de apresentar a relevância dos estudos relacionados à educação, cultura e ao território de fronteira aliados ao cooperativismo, a fim de relacionar as dificuldades existentes no espaço fronteiriço em relação a população oriunda do Paraguai e da Argentina, a falta de assistência do Estado e o quanto as ideias cooperativistas poderiam minimizar alguns problemas sociais, como por exemplo, o desemprego e a fome
O COOPERATIVISMO E AS REDES SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL: O CASO DA COOPAZÇU NA COMUNIDADE DE NAZARÉ – AMAZONAS
Este trabalho buscar fazer uma análise do cooperativismo e sua conexão com as redes sociais como fator de desenvolvimento em comunidades rurais na Amazônia, tomando como caso a cooperativa Coopazçu, localizada na área rural do município de Parintins, Amazonas. O objetivo do trabalho se baseia na análise de como se dar as dinâmicas de interações sociais existentes na comunidade na formação de uma estrutura de governança articulada pelos próprios atores sociais e como a cooperativa local ao desenvolver suas atividades econômicas, sociais e ambientais contribui na busca de um desenvolvimento rural a partir das redes sociais. Para isso será utilizada como metodologia a revisão bibliográfica, abordando as teorias e a conceituação que se relacionam com o objeto de estudo, como o desenvolvimento a partir do Ator e interações com as redes sociais, o capital social presente nas organizações, o movimento cooperativismo e os valores de reciprocidade, confiança e cooperação, entre outros referentes a temática. Também será utilizado dados referente a uma pesquisa de campo realizado na comunidade onde estar localizado a cooperativa. Os dados serviram pra demonstrar como a cooperativa estabelece suas relações sociais para o desenvolvimento da região onde se localiza e como os atores locais utilizam as redes sociais para impulsionar seu desenvolvimento
Interdisciplinaridade: contribuições para se pensar a Amazônia.
Dada a “falência” das abordagens disciplinares na compreensão dos fenômenos de natureza complexa, o presente artigo busca debater a importância da interdisciplinaridade na abordagem dos fenômenos que tenham como lócus de acontecimentos a Amazônia. A interdisciplinaridade oferece uma nova postura diante do conhecimento, uma mudança de atitude na busca pela compreensão dos fenômenos complexos. Assim, é fundamental um instrumental interdisciplinar na abordagem acerca da Amazônia, servindo como subsídios para os policy makers na construção e implementação de políticas públicas para o desenvolvimento (sustentável) da região
O imaginário de professores de física sobre o uso de jogos no ensino da física de partículas elementares
Apresentamos os resultados de um estudo que investigou o imaginário de um grupo de professores que ensinam física acerca do uso de jogos destinados ao ensino da Física de Partículas Elementares. Os dados foram coletados em um curso de formação continuada oferecido para professores em docência escolar da rede pública do estado de São Paulo. Após uma exposição acerca das Partículas Elementares e dos Aceleradores, apresentamos aos professores um conjunto de jogos que abordam assuntos pertencentes a esse tópico, para que jogassem e analisassem as potencialidades e delimitações dos mesmos. Ao final, solicitamos aos professores que respondessem um questionário. As respostas foram analisadas à luz da Análise do Discurso de Michel Pêcheux, especificamente no que diz respeito ao imaginário. Os resultados indicam que o uso de jogos permeia o imaginário dos professores. Para um grupo, eles são recursos lúdicos que ajudam os alunos a memorizarem equações. Para outros, os jogos são recursos potencialmente significativos na aprendizagem de conteúdos, além de auxiliarem no desenvolvimento de atitudes, por exemplo lidar com regras
Circuito de atividades como ferramenta auxiliar na formação do educador ambiental
Em uma sociedade contemporânea a Educação Ambiental deve ser o início para o desenvolvimento do planejamento o ambiental, social, político, econômico e cultural. Este trabalho apresenta uma alternativa para estimular o desenvolvimento da Educação Ambiental nas escolas por meio de atividades lúdicas em circuito. O estudo foi aplicado aos acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas no Instituto Federal do Paraná Campus Umuarama. O objetivo foi verificar a relevância das atividades lúdicas em circuito no processo de formação de educadores ambientais. Nesse sentido, espera-se que possam aplicar o sistema sugerido em sua práxis docente. Durante o estudo, os acadêmicos organizados em grupos participaram da execução de sete atividades em ordem delineada. Para avaliar a eficácia do sistema, foi aplicado um questionário visando mensurar a apropriação e o envolvimento dos participantes. Concluiu-se que as atividades lúdicas em circuito representam uma importante ferramenta para a Educação Ambiental
O aniversário da escola e a física: conectando ciência à vida de alunos do ensino fundamental
Sabe-se que muitas escolas são ainda enraizadas no século XIX, trabalhando de forma tradicional, com carteiras enfileiradas e tendo como foco o professor, o conteúdo e o vestibular. Com o objetivo de confrontar esse modelo, este projeto foi realizado em uma escola particular bilíngue de Bauru, SP, nas aulas de Ciências de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental no segundo e terceiro trimestre de 2018. Por estarmos no ano de comemoração dos 10 anos da escola, relacionamos esse fato ao estudo de alguns conceitos da Física, considerando, então, a construção, o desenvolvimento da escola e o dia a dia dela. Entendemos que esse projeto, “Os 10 anos da FourC e a Física”, possibilitou oportunidades de aplicação do conhecimento concomitantemente ao desenvolvimento de habilidades do século XXI, como trabalho em equipe e flexibilidade, sendo excelente estratégia do Ensino para a Compreensão. Isso foi possível ao colocar o foco nos alunos, tornando-os protagonistas de seu aprendizado
Apontamentos sobre as punições de indígenas praticadas pelo Serviço de Proteção aos Índios no sul do Brasil.
Este artigo analisa as práticas penalizatórias de pessoas indígenas realizadas pelos funcionários do Serviço de Proteção aos Índios – extinto órgão público brasileiro – e focaliza na década de 1960. Analisa as legislações nacionais que tratam do assunto, a atuação desses funcionários púbicos e dos indígenas quando se tratava de punir alguém que descumprira regras ou leis, locais e nacionais. Para tal, se utiliza de inquéritos constantes no documento atualmente conhecido como Relatório Figueiredo, resultado das investigações realizadas no Serviço entre 1967 e 1968, além de fontes jornalísticas. Foca espacialmente em Postos Indígenas habitados pelo grupo étnico Kaingang, no oeste dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul