Sistema de Publicações da UNILA (Univ. Federal da Integração Latino-Americana)
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    Acesso à saúde em favelas do Rio de Janeiro: um estudo sobre a realidade de mulheres com câncer do colo do útero

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    O câncer do colo do útero é um tipo de neoplasia que possui chances de cura quando diagnosticado e tratado precocemente e o mecanismo de detecção precoce apresenta baixo custo de investimento para o Sistema Único de Saúde. Apesar disso, o Brasil apresenta elevadas taxas de incidência, prevalência e mortalidade por esse tipo de doença, especialmente em áreas com demasiada desigualdade social, como as favelas. Este artigo apresenta uma análise sobre a realidade de acesso à saúde, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento das mulheres com câncer do colo do útero que residem em favelas do município do Rio de Janeiro. No estudo, foram coletadas informações em 44 prontuários de usuárias matriculadas em unidade hospitalar do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, entre 01/01/2016 e 01/06/2017, e realizadas 6 entrevistas semiestruturadas. O materialismo histórico foi o referencial teórico utilizado na análise da pesquisa quanti-qualitativa. Como principais resultados, observou-se que o acesso à saúde ficou comprometido por aspectos referentes à integralidade das ações, à qualidade dos serviços públicos de saúde e à intersetorialidade. A maioria das mulheres eram negras, com baixo nível de escolaridade e renda e estavam com câncer do colo do útero em estadiamento avançado no início do tratamento. Assim, o estudo desperta a atenção para a necessidade de ações intersetoriais mais efetivas nos territórios das favelas a partir da intervenção do Estado, compreendendo que os resultados apresentados na pesquisa refletem a desigualdade social inerente à sociedade capitalista periférica, que tem uma evidente demarcação nos espaços urbanos, sobretudo nas favelas

    AVANÇO DEMOCRÁTICO NAS POLÍTICAS TRABALHISTAS BRASILEIRAS VOLTADAS PARA AS MULHERES A PARTIR DA NOVA REPÚBLICA (1988-2016)

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    O objetivo deste estudo é comparar de maneira teórica a evolução da democracia em relação as políticas trabalhistas que são voltadas para as mulheres brasileiras, analisando se uma influência a outra, se sim, de qual maneira que isso acontece. Quando as mulheres conquistaram o direito de trabalhar e se fez necessário a regulamentação do seu trabalho, a legislação iniciou com a preocupação em relação à maternidade e sua fragilidade. Como seu papel central era de mãe na sociedade, existia um entendimento de garantir a proteção à família através das leis trabalhistas voltadas para elas. Muitos dos direitos são distintos entre ambos, alguns pelas peculiaridades e suas diferenças biológicas, mas muito dessa desigualdade é fruto do preconceito que inferioriza e fragiliza as trabalhadoras. Ao final desse estudo é pretendido apresentar o quanto a democracia e as leis trabalhistas femininas, evoluíram de maneira conjunta ao passar dos anos e do amadurecimento da sociedade brasileira

    A CRISE DA DEMOCRACIA BRASILEIRA E AS AÇÕES DA ARTICULAÇÃO DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS

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    O presente trabalho se propõe a fazer uma reflexão sobre o processo de criação de instituições responsáveis pelas políticas públicas de raça e gênero, desde o ano de 2003, com o governo Lula, até o seu período atual de constantes tentativas de desmonte, e nesse contexto, analisar as ações da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras. Vimos que, durante os governos Lula e Dilma, existiu um fortalecimento de instituições participativas, o que criava uma situação de diálogo com os movimentos sociais, inclusive com a AMNB. Com o processo de impeachment da “presidenta” Dilma, a AMNB muda o seu modo de atuação, saindo das esferas dos Conselhos Participativos e adotando uma posição de maior confronto com o Estado. O trabalho primeiramente explana sobre as instituições criadas para a pauta de gênero e raça a partir de 2003 e a forma de ação dos movimentos sociais nesse período; a próxima sessão apresenta como tais instituições tem passado nos governos Temer e Bolsonaro, bem como a posição dos movimentos que defendem uma democracia participativa; por fim, foi analisada a forma de ação da AMNB utilizando as atas das reuniões do CNPIR, Diários Oficiais da União, Notas públicas assinadas pela Articulação e de seu site

    LA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA ARGENTINA A PARTIR DEL ROL DE LOS MOVIMIENTOS DE MUJERES Y FEMINISTAS EN LA AGENDA DE LAS POLÍTICAS PÚBLICAS

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    Desde la transición democrática de Argentina en 1983 comenzaron a surgir distintos movimientos sociales, los cuales fueron configurándose como actores sociales y políticos a través de diversas movilizaciones y protestas colectivas. A fines del siglo XIX las organizaciones de mujeres y feministas también ganaron espacio dentro del escenario político, como forma de resistencia y de constante lucha por sus derechos y la igualdad de género. Estos procesos sociales conllevan al fortalecimiento de la democracia participativa y del movimiento en la búsqueda de las mismas condiciones y oportunidades entre ambos géneros con la finalidad de contrarrestar las desigualdades. El objetivo de este trabajo es demostrar el fortalecimiento de la democracia participativa a partir de las acciones de los movimientos sociales, en especial de los movimientos de mujeres y feministas, en base al pilar de la democracia participativa. También, se buscará brindar la posibilidad de seguir reflexionando acerca de cómo el movimiento de mujeres y feministas pueden funcionar mejor si tuvieran como apoyo políticas públicas que las impulsen dentro de este espacio participativo para el desarrollo. En esta perspectiva, la metodología empleada está fundamentada desde el análisis teórico de la literatura y bibliográfico de documentos y páginas oficiales de las organizaciones, con el intuito de lograr los resultados esperados. Por último, se presentarán los potenciales argumentos y consideraciones finales acerca de la trayectoria y del fortalecimiento de estas organizaciones en base a la democracia participativa

    A DEMOCRACIA EXCLUDENTE E O SOFRIMENTO DOS SUJEITOS FRENTE À MARGINALIZAÇÃO NEOLIBERAL

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    A partir da década de 70, mudanças na esfera produtiva, tecnológica e econômica, impulsionam uma nova compreensão sobre as políticas sociais. O novo modelo retoma algumas premissas liberais. Com o retorno à supremacia do mercado são negadas as conquistas mínimas da democracia, como por exemplo, a capacidade de “reconhecer que pessoas improdutivas também possuem o mesmo direito à vida e ao bem-estar, independentemente de sua relação com o mercado” (DEMO, 2002, p. 11).  Os direitos sociais perdem o apoio na opinião pública, principalmente por um discurso que leva em consideração o peso dos impostos no financiamento do gasto social (SINGER, 2003). Como outras consequências, existe a prevalência de políticas sociais focalizadas na pobreza, que não liberam da privação os que não estão inseridos no mercado de trabalho (SILVA, 2011). Pelo contrário, os enclausuram no que ficou conhecido como armadilha da pobreza (SILVA, 2011).  Essa é mais uma das perversões do novo modelo econômico “internalizar individualmente o fracasso da pobreza como responsabilidade pessoal, o que também tange a mão-de-obra no sentido de aceitar cabisbaixa o emprego precário e sem direitos” (WACQUANT, 2003, p. 9). Discute-se então as consequências subjetivas dos processos de exclusão social e sua relação com a ideal de cidadania. Percebe-se que os processos de exclusão impactam na possibilidade de manutenção da democracia e, com o modelo neoliberal, banalizam a injustiça social

    ORIENTAÇÃO AOS COLABORADORES E NORMAS PARA PUBLICAÇÃO

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    A Revista Orbis Latina está aberta a colaborações de pesquisadores de qualquer parte do planeta. Os artigos, resenhas e demais contribuições devem girar em torno de temáticas que envolvam racionalidades, desenvolvimento, fronteiras ou temas de políticas públicas e planejamento urbano e regional. Trata-se de uma revista online, formatada em pdf, publicada exclusivamente em ambiente virtual (internet) de acesso irrestrito. Os artigos, resenhas e demais contribuições publicadas implicam na transferência de direitos do(s) autor(es) para a revista. É de extrema importância salientar que não são pagos direitos autorais pelos textos publicados. Os artigos, resenhas e demais contribuições enviadas para publicação na Revista Orbis Latina são apreciados por pareceristas pelo sistema blind review.A Revista Orbis Latina receberá textos que contenham as seguintes características:i) Artigos Científicos – Os textos devem conter no mínimo 5 e no máximo 30 laudas em formato Word ou equivalente. Os artigos devem obrigatoriamente apresentar título, resumo (300 palavras no máximo) e palavras-chave (mínimo três e máximo de sete) em, pelo menos, dois idiomas, introdução, conclusão e referências. Na folha de rosto deverá aparecer o título e o(s) nome(s) do(s) autor(es), com respectiva identificação em nota de rodapé (titulação, instituição de origem, titulação e correio eletrônico. A formatação do artigo deve ser em tamanho A4, margens 2,5 cm, fonte arial 12 e espaçamento simples. Artigos de iniciação científica devem ter, no máximo, 10 laudas.ii) Resenhas – As resenhas devem conter no mínimo 3 e no máximo 25 laudas em formato word ou equivalente. Na folha de rosto deverá aparecer os dados do livro e o nome do autor da resenha, com respectiva identificação em nota de rodapé (titulação, instituição de origem, titulação e correio eletrônico. A formatação deve ser em tamanho A4, margens 2,5 cm, fonte arial 12 e espaçamento simples.iii)Demais Contribuições – As contribuições de caráter cultural devem conter no máximo 10 laudas em formato word ou equivalente. Na folha de rosto deverá aparecer o título e os dados do autor, com respectiva identificação em nota de rodapé (titulação, instituição de origem, titulação e correio eletrônico. A formatação deve ser em tamanho A4, margens 2,5 cm, fonte arial ou times new roman 12 e espaçamento simples.Os autores de artigos, resenhas e demais contribuições devem encaminhar suas colaborações, sem identificação, através do website da revista -  https://revistas.unila.edu.br/index.php/orbis

    Jogos digitais e os três momentos pedagógicos: Avaliando o potencial do jogo Angry Birds para motivar os alunos a aprender Física

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    Este trabalho avalia o potencial da utilização de jogos digitais não educativos como forma de motivar os alunos a aprender Física. Para isso, desenvolveu-se e aplicou-se uma sequência didática embasada nos Três Momentos Pedagógicos (3MP), na qual o jogo Angry Birds foi utilizado para investigar os conhecimentos prévios de alunos do nono ano do ensino fundamental II de uma escola pública estadual localizada em São José dos Pinhais-Pr. Os resultados obtidos contribuíram para demonstrar que os jogos podem ser um importante motivador para o aprendizado, desde que sua utilização seja embasada em uma metodologia de ensino. Conclui-se também que a metodologia de ensino adotada contribuiu para a inserção do jogo em sala de aula de maneira produtiva, reforçando que é necessário que o professor efetue uma reflexão sobre como e o porquê um jogo deverá ser utilizado, tornando-o parte do processo pedagógico e não apenas uma distração

    Imagem, mídias e telecolonialidade: rumo a uma crítica decolonial dos estudos visuais

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    “Diariamente”: (re)inventando memórias escolares a partir das diferentes abordagens do processo de ensino e aprendizagem

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    Este trabalho apresenta uma intervenção em sala de aula que tinha como objetivo, dentro de um planejamento maior, fomentar práticas de leitura e escrita no âmbito da formação de professores de Química. A atividade selecionada para análise foi construída a partir da discussão de um artigo e da leitura de uma produção audiovisual. Nesse processo, os licenciandos tiveram que produzir um poema no mesmo formato da música “Diariamente” da cantora Marisa Monte. Cada estrofe do poema deveria apresentar elementos das cinco abordagens (tradicional, comportamentalista, humanista, cognitivista e sociocultural) do processo de ensino e aprendizagem. Essas produções foram construídas a partir de vivências ou (re)criações sobre o ambiente escolar e analisadas à luz do conceito de intertextualidade da AD. As análises mostraram que essa atividade potencializou leituras e escritas sobre o ambiente escolar, provocando reflexões sobre esse espaço a partir de diferentes lentes do processo de ensino e aprendizagem.

    A presença da Química Quântica em livros e recursos didáticos

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    Resumo: Nas últimas décadas, os avanços científicos e tecnológicos têm despertado nos jovens mais olhares sobre temas relacionados às ciências de uma forma geral, sendo a Química contemporânea totalmente incluída nisso. A análise referente à Química Quântica nos livros didáticos, no livro paradidático e nos outros recursos didáticos serão baseados na análise de discurso de Laurence Bardin (1977). Analisaremos os outros recursos que são: sites, software, cursos de Química Quântica para atualização de professores e visitas técnicas. Com esta pesquisa, conseguimos verificar a presença da Química Quântica nos livros didáticos. Alguns casos são bem abordados, outros casos são bem sucintos. Já o livro paradidático é o que apresenta maior conteúdo como material físico do assunto da Química Quântica. É importante enfatizar também que o curso de formação de inicial do professor de Química também deve buscar e promover cursos da área de Química Quântica

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