Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
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Alternância de códigos: uma estratégia de comunicação bilíngue: Kubadilisha msimbo: mkakati wa mawasiliano wa lugha mbili
This article is part of the Linguistic approach to code-switching, aiming to analyse how and why code-switching occurs by bilingual speakers around the world, particularly in Beira City. This research is characterized by being of a qualitative nature, making use of bibliographic consultation, observation, and the inductive method. The data presented in it are transcriptions of conversations captured at different times, places, and situational-contexts, such as classroom, family gatherings, bank transactions, and spontaneous conversations in the arteries of Beira City. Code-switching is, in fact, a linguistic phenomenon that occurs naturally in the social interactions of individuals who have mastery, be it total or partial, of two languages, whose reasons are socio-political, sociolinguistic, economic, cultural, style, emotional, availability of memory, solidarity with the interlocutor, change of topic, personal preference, among others. In this way, two individuals can, in the act of conversation, produce utterances in different ways, that is, alternately, and this alternation occurs in a context in which speakers guide their preference for one language at a time and during which it is possible to identify the base language that has been used in the interaction until the moment the switch occurs. Therefore, although speakers use the phenomenon of code-switching as a resource that helps them in communication for various reasons, the switching takes place with the aim of taking advantage of the lexical items most available in their minds, making it easier for them to communicate with their neighbour.Este artigo insere-se na abordagem Linguística de alternância de códigos, visando compreender como e por que ocorre a alternância de códigos pelos falantes bilíngues no mundo, em particular na Cidade da Beira. Esta pesquisa caracteriza-se por ser de índole qualitativa, fazendo uso da consulta bibliográfica, da observação e do método indutivo. Os dados apresentados nela são transcrições de conversas captadas em diversos e diferentes momentos, lugares e contexto-situacionais, tais como: sala de aulas, encontro familiar, transação bancária e conversações espontâneas nas artérias da Cidade da Beira. A alternância de códigos é, de facto, um fenómeno linguístico que ocorre naturalmente nas interações sociais de indivíduos que tenham domínio, seja ele total ou parcial, de duas línguas, cujas razões são de ordem sociopolíticas, sociolinguísticas, económicas, culturais, estilo, emocional, disponibilidade de memória, solidariedade com o interlocutor, de mudança de tópico, de preferência pessoal, entre outros. Dessa forma, dois indivíduos podem, no ato da conversação, produzir enunciados de diferentes maneiras, isto é, alternadamente e, esta alternância ocorre num contexto em que os falantes orientam sua preferência por uma língua de cada vez e durante o qual é possível identificar a língua de base que vem sendo empregada na interação até o momento em que ocorre a alternância. Portanto, embora os falantes usem o fenómeno de alternância de código como recurso que lhes auxilia na comunicação por vários motivos, a alternância dá-se como uma estratégia comunicativa para melhor se adaptar às diferentes situações de comunicação, expressar sentimentos e emoções, ou para marcar diferenças sociais, tanto que quanto maior for o grau de bilinguismo, mais habilidades tem o bilíngue em alternar as línguas e, ao alternar códigos, o falante é capaz de determinar não apenas seu status no contexto social, mas também suas intenções comunicativas
Démons débonnaires dans le roman des camps: Good-natured demons in the camp novel
Le roman des camps, dans son cheminement épistémologique, a toujours respecté une logique notoire : réécrire l’antagonisme sans précédent entre antisémites et Juifs – les premiers étant souvent les bourreaux ; les seconds les souffre-douleurs. Ce qui n’est aucunement surprenant puisqu’il est dans une large mesure héritier de l’histoire ; l’histoire qui a attesté sans ambages que de 1933 à 1945 le régime allemand n’a fait que propager sans état d’âme, partout à l’identique, la même psalmodie de la haine des Juifs qu’il perçoit et traite comme des erreurs de la création ou des contraires de la race humaine. Ainsi, pour de nombreux d’entre eux ayant vécu pendant le règne sanguinaire et létal de ce gouvernement dirigé par le Führer ou Guide Adolf Hitler, ce dernier puis ses nombreux adeptes nazis, à cause de leur méchanceté sans commisération à leur égard, sont des démons. Contrairement à cette perception presque collégiale, la présente étude fondée exclusivement sur quelques œuvres romanesques concentrationnaires françaises va attester qu’il y a des officiers nazis puis leurs sbires qui se sont montrés bons ou humains envers les Juifs au cours de cette période allant parfois jusqu’à sacrifier leur carrière et leur vie. Ce sont de tels protagonistes philanthropes ou humanistes que nous appelons “démons débonnaires”.
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The novel of the camps, in its epistemological journey, has always respected a notorious logic: rewriting the unprecedented antagonism between anti-Semites and Jews – the former often being the executioners; the latter the scapegoats. Which is not surprising since he is to a large extent heir to history; history which has unequivocally attested that from 1933 to 1945 the German regime did nothing but propagate without hesitation, everywhere identically, the same chanting of hatred of the Jews whom it perceives and treats as errors of creation or the opposites of the human race. Thus, for many of them who lived during the bloodthirsty and lethal reign of this government led by the Führer or Guide Adolf Hitler, the latter and then his many Nazi followers, because of their wickedness without pity towards them, are demons. Contrary to this almost collegial perception, the present study based exclusively on a few French concentration camp novels will attest that there were Nazi officers and then their henchmen who showed themselves to be good or humane towards the Jews during this period sometimes going as far as to sacrifice their careers and their lives. It is such philanthropic or humanistic protagonists that we call “good-natured demons”.
Didáctica da ponte como refrigério para o ensino pós-colonial: Camões e Pepetela nas salas de aula de Angola: Ulongelu wa mulonde kala utalalesu phala kulonga mu kithangana kiki: camões ni pepetela mu lwango lwa kulonga lwa ngola
A Literatura, enquanto arte, é uma expressão cultural. O seu estudo não pode prescindir da dimensão antropológica que envolve os povos que a produzem e sobre os quais se refere. O objetivo deste trabalho é explicar o conto Estranhos Pássaros de Asas Abertas, de Pepetela, e o quinto canto de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, à luz dos conceitos de Intertextualidade e Literatura Comparada, que constituem a base da proposta didática que formulámos, a qual designamos por Didática da Ponte, visando dotar o estudante de um conhecimento mais abrangente em relação ao que eventualmente teria, se estivesse longe desta proposta teórico-metodológica. Trata-se de uma prática pedagógica usada por nós durante os anos em que trabalhámos como professor de Literatura Africana, no Instituto de Ciências Religiosas de Angola, de 2017 a 2019, e durante o ano letivo 2022/20023, como professor de Literatura Portuguesa, Teoria da Literatura e História da Língua Portuguesa na Universidade Jean Piaget.
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Omusoso wa ubangelu ulondekesu wa ifwa. Ulongelu we utena kudituna unene wa udifanganu ubunda omundu waubanga ni yo wakumuzwe. Odisukinu okutongolwela o sabu ya Njila ya Madiwanu ya Mahaha Ajikuka ya Pepetela ni ya Sabu ya katanu ya Jiluziyada ya Luís Vaz ya Camões mu mweji wa itongolwelu mukaxi ka mikwnda ni musoso wa Ufanganesu wakala ongunji ya ulondekesu wa Ulongelu utwendulondekesa utwazwela "Ulongelu wa Mulonde", mukusakela mulongi unjimu wavulu ubeka Kota ni yo wejiya. Kyalungu ni ubangelu Ulongelu utwota walungu ni mivo itwakalakala kala twalongexi a Musoso wa Afidika mu Xikola ya Ulongelu wa Unzambi wa Ngola mu mivo ya 2017/ 2019 ni mukaxi ka mivo ya 2022/2023, kala mulongexi wa Musoso wa Phutu, Teoliya ya Musoso ni musoso wa Dizwi dya Phutu wa Xikola ya ditala dya Matunda ya Jean Piaget
Recursos audiovisuais, um olhar à sua exploração em aulas de língua portuguesa: Caso dos professores da Escola Secundária 7 de abril de Chimoio-Moçambique: Zvidziyo zve kuzwa ne kuwona, kuri kuwongorora mayitiro mukufundwa ke bhuku re ciputukezi: ongororo ye afundisi e pacikora ce mabhuku epamusoro ce 7 de abril ce mu Chimoio-Moçambique
The present article aims to analyze the Exploration of Audovisual Aids (Images) in Portuguese Language Classes, verifying how this visual resource can contribute to the construction of knowledge, therefore, it was also explored, to what extent images can be explored in Portuguese Language classes and what impacts does the exploration of images have in Portuguese language lessons, since a class taught without the exploration of the images that appear in the Didactic Manuals of Portuguese, it is a totally different class from the one that is taught with a fully exploration of this important didactic resource, the image. The exploration of images in Portuguese Language classes not only helps in the students\u27 process of interpretation and understanding of the text, but also positively promotes inclusion in the classroom, because if there are students with special need, for instance hearing, in the classroom, they may not understand the subject addressed through listening, but viewing the images that accompany the text, the student with special need can understand the class like the rest of the students in the classroom. This study was developed from a bibliographic review on the subject and an exploratory research, with field research. Observation and an interview guide were also used to collect data directed to the teachers of the aforementioned school, since the aim of the research was to analyze how Portuguese Language teachers use images in their classes to help students to understand the content of the lesson.O presente artigo tem como objetivo analisar a Exploração dos Recursos Audiovisuais (imagens) em Relação ao Texto nas Aulas de Língua Portuguesa, verificando como esse recurso pode contribuir na construção do conhecimento, onde exploramos também, até que ponto as imagens podem ser exploradas nas aulas de Língua Portuguesa (LP) e quais impactos têm nessas aulas, visto que uma aula leccionada sem a devida exploração das imagens que aparecem nos Manuais Didáticos é uma aula totalmente diferente daquela que é lecionada com total exploração desse importante recurso didático, a imagem. A exploração dos recursos audiovisuais nas aulas de LP não apenas ajuda no processo de interpretação e compreensão do texto pelos alunos, mas também, promove positivamente a inclusão na sala de aulas, isso porque se houver na sala alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) especificamente auditivas, por exemplo, eles podem não compreender auditivamente o assunto tratando na aula, mas visualizando as imagens que acompanham o texto, o aluno com NEE pode compreender a aula como o restante dos alunos da sala. Este estudo foi desenvolvido a partir duma revisão bibliográfica sobre o tema e de uma pesquisa exploratória, com pesquisa de campo. Usamos também, a observação e um guião de entrevista para proceder com a recolha dos dados direcionados aos professores da escola Secundária Geral 7 de Abril de Chimoio, visto que se pretende com a pesquisa, analisar como os professores de Língua Portuguesa usam os recursos audiovisuais nas suas aulas para ajudar os alunos a compreender o conteúdo da aula.
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Fundo iyi yine cinangwa ce kuwongorora mawonero e zvidziyo zve kuzwa ne kuwona (zvipangidziro) zviri mumayererano ne dzamatsama mu mafundiro e ciputukezi, kuwongorora kuti zvidziyo izvi zvine rubatsiro wakadini mu ruziyo, petino wongororazve, dakara mbuto yipi zvipangidziro zvino kwanisika mu mafundiro e ciputukezi ne kutizve, zvine budiriro rakadini mu mafundiro awa, ngekuti fundiso yinoyizwa yesina zvipangidziro zvinowuya mu mabhuku ekufundisa nawo mafundiro, akasiyana ne awo anoyizwa ne wongororo iyo ye zvidziyo zvekufundisa nazvo, cipangidzo. Kuseenzeswa ke zvidziyo zve kuzwa ne kuwona mu mafundiro e ciputukezi azvibatsiri basi mu mukana we kuturikira ne kuzwisisa ke dzamatsama ku afundi, asiwo, zvinowunza kubatana mu mbuto ye zvekufundira,izvi ngekuti mukawoneka mu mbuto yezvekundira afundi ane dambudziko rekuti afunde akadayi hinga esikazwi, hinga, awona angatama kunatsa kuzwisisa izvo zvinonga zvarongedzwa mu mbuto ye zve kufundira, asi eciwona zvipangidzo zvinowuya ne dzamatsama, mufundi unonga ane dambudziko rekuti afunde unga kwanisa kuzwa mafundiro hinga adoni ake mu mbuto ye zvekufunda. Ruziyo uwu wakayizwa nge kuyerengwa ke mabhuku ane donzo, raka ringana ne kukwarakwatisa, pamwepo ne basa re mu mutanha. Takaseenzesazve, kuwona pacena pamwepo ne cipangidzo ce kuyita mibvunzo kuti tikwanise kutambira mazhinji akaringana ne afundisi e pacikora cepamusoro ce 7 de Abril ce mu Chimoio, ngekuti tirikuda nge ruziyo uwu, kukwarakwatisa dakara papi afundisi e ciputukezi anoseenzesa zvidziyo zve kuzwza ne kuwona mu mafundisiro awo kuti abatsire afundi kuzwisisa donzo re zvifundwa
Que saudade!
Abstract: This text addresses the theme of nostalgy, which exposes the nostalgy of a remote time, where teaching and education in Mozambique were rigorous and followed good practices. On the other hand, the aspiration for a better world is exposed, without war, without tribalism, above all, a world of brotherhood.
Keywords: Brotherhood; Nostalgy; Africa.Este texto aborda a temática de saudade, com a qual se expõe a nostalgia de um tempo remoto, onde o ensino e a educação em Moçambique eram rigorosos e de boas práticas. Por outro lado, expõe-se a aspiração de um mundo melhor, sem a guerra, sem o tribalismo, sobretudo, um mundo de irmandade
Análise comparativa da leitura e escrita dos alunos do ensino bilíngue: do Echuwabo ao Português : Osekesera woladdaniyana wa oleba na owengesela wa anamasunza na masunzo a dhilogelo bili: na Echuwabo para ezugu
Este estudo baseia-se em evidências que mostram que alunos com dificuldades de leitura na sua língua materna (bantu) transportarão esta dificuldade para a leitura do Português (língua segunda/língua estrangeira - L2/LE) (Nijakowska, 2010). Esta pesquisa, conduzida em 2022, parte dos problemas de aprendizagem, que muitos alunos do Ensino Primário moçambicano evidenciam e procura estudar a correlação leitura e escrita em L1 e L2, em alunos do Ensino Bilíngue (EB), na província da Zambézia, Distrito de Maquivale, zona rural, com o Português como língua estrangeira; e, portanto, demonstrar o potencial didático da identificação desses problemas no aperfeiçoamento da competência leitora e escrita desta população. O estudo parte da seguinte questão: De que forma o estudo da correlação leitura e escrita em L1 e em L2/LE pode ajudar aos alunos do Ensino Primário do Ensino Bilíngue a melhorarem a sua competência leitora e escrita em língua portuguesa? A nossa pesquisa com, enfoque qualitativo e quantitativo, baseou-se na análise de textos e de leituras, em Echuwabo (L1) e em Português (L2/LE), produzidos e lidos, em voz alta, por 20 alunos que frequentam a 6ª classe, do subsistema de Educação Bilíngue, bem como questionários feito a alunos e professores. As principais conclusões apontam para a eficácia do estudo da correlação leitura e escrita em L1 e L2, no aperfeiçoamento da competência leitora e escrita dos alunos, visto que, geralmente, problemas de descodificação, de correlação grafema-fonema, registrados na aprendizagem em L1 se refletem posteriormente na transição para L2/LE, embora alguns deficits de leitura e de escrita respondam à problemas estruturais como práticas metodológicas e programas do EB inadequados, falta de materiais, professores sem formação, etc.
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Masunzo aba anttonyiedha dhihwanyiwe mu masunzoni wa anamasunza abale ana makattamiyo a owengesela na elogelo ya mmawani, anele okana makattamaiyo aba agengeselaga elogelo ya lizu nezugu (Nijakowska, 2010). Masunzo aba akosiwe yaka ya 2022, akalaga epade ya masunzu, enna anamaunza a mwalano dhoroma dha masunzo a lizu na mmawani na lizu nezugu, mwa anamasunza ansunza na dhilogelo bili a provincia yo zambezia, kwatti yo maquivave, onaga ezugu ninga elogelo ya elabo inaguwa; nona anologiya enziwani mwa ofwanya dhipano dha maka maka dhofiyedhana ofwanya makattamiyo oziwa oleba na owengesela mwa nlogo ntti. Masunzoya aba aromile na nivuzo ninga ntti: mukalelogani onkamiyedha oleba na owengesela na elogelo ya ezugu na ya elabo inaguwa onodhaga okamiyedha anamasunza a mwalano dhroma na masunso a dhilopgelo bili owkamiyedha oleba na owenegela na lizu nezugu? Mabasa aba anttameleca osequesera na owenbesa esile dinlebiwa na dhinengeseliwa, na Echuwabo, vina na ezugu vamodha elogelo inaguwa, dhinlalleiwa na nzu nowoba na muttengo wa anamasunza makumeli ansunza kalassi yo nottana mu msunzoni a dhilogelo bili, ninga mavuzo ankosiwa mwa anamasunza. Dha maka maka dhifwanyiwe dhintonya makattamiyo a oziwa oleba na owengesela na elogelo ya mmawani na elogelo ya ezugu, na oziwa oleba na owengesela mwa anamasunza, eziweaga wi makattamiyo anfwanyeeca muttapulelani dhinsunzani na dhinsunzani mu elogeloni ya mmawani dhinodhaga owonea agafunga olupela elogelo ya mmwani mpaka elogelo ya ezugu, masiki na makattamiyo a owengesela na leba arumelelga makatmiyo anawafwanya munsunzana dhilogelo bili, na odjombeliwa dhipano dha mabasa amwa anamunziya abale ailibiwe na gano dhosunziyana na dhina
Uma leitura sociológica do neocolonialismo em África na perspectiva de Agostinho Neto : Um letura sociológica d neokolonialismu na afrika na prispetiva d Neto
There is a consensus that studies on the poetry of Angola\u27s first president, Dr. António Agostinho Neto, reflect a political and critical engagement with colonization in Africa, and particularly in Angola. While various studies highlight and focus on the figure of Neto as a doctor and poet, we seek to understand how to think of Neto in studies on the critical reading of the capitalist system that underpins his intellectual and ideological principles. The general aim of this article is to present a sociological reading of neo-colonialism in Africa from Agostinho Neto\u27s perspective. To this end, a method of post-colonial sociology studies will be used, highlighting the specificities and objectivities of neo-colonialism in Africa from one of Dr. António Agostinho Neto\u27s speeches.
Após a experiência do colonialismo ocidental no continente africano, várias foram as transformações no âmbito político (social e econômico). O processo das transformações políticas, com destaque às independências, não isentou todo um processo de desafios a serem superados, entre o quais, os resquícios das influencias coloniais, o neocolonialismo. Deste modo, o nosso artigo busca entender de que maneira Agostinho Neto (Neto) entende o neocolonialismo em África e sobre que perspectiva sociológica podemos inserir sua leitura (de Neto). Como premissa hipotética, entendemos que a sociologia pode inserir a perspectiva de Neto, sobre o neocolonialismo em África, a partir dos estudos pós-coloniais. O que, de certa forma, contribui para avanços nos estudos teóricos da sociologia de modo geral, com destaque à realidade africana/angolana. Desta feita, com essa pesquisa, objetivamos, de maneira geral, apresentar uma leitura sociológica do neocolonialismo em África na perspectiva de Neto. Para tanto, o estudo é de revisão bibliográfica, descritiva de natureza qualitativa a partir de estudos da sociologia pós-colonial, destacando as especificidades sobre o neocolonialismo em África. Com a pesquisa, mediante a discussão principal de um dos discursos[1] de Neto, verificamos que para Neto é de suma relevância olhar o neocolonialismo como sistema.
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Dispos di spiriensia d kolonialismu ocidental na kontinenti afrikanu, kontici munti transformasons polítiku (social e ekonomiko). Prucesu di transformasons políticas, ku grande distaki na indipendênsia, ka fz kom k tudu prucesus di disafius superadus, komu, resquícios d influencias koloniais i neocolonialismu..Dez forma, k noz artigu sa buska intendi di k manera Agostinho Neto, intendi neocolonialismu d Afrika i també k prispetiva sociologica nu podi poi si letura (de Neto).ku primisa hipotética, nu intendi k sociologia podi inseri na perspetiva de Neto, ku neokolonialismu na Africa, dispos d estudus pós-coloniais. D´um forma , k ta kontribui pa avansus na studus teorikos d sociologia d modu geral, ku distaqui a realidadi africana/angolana. Ku iso, ku es pisquisa, nu obetivi, d manera geral, aprisenta um letura sociológica d neokolonialismu na afrika na prispetiva d Neto. Es estudu di rivison bibiográfika, discritiva di natureza kualitativa dispos d estudus d sociologia pós-kolonial, distakandu specificidadis d neokolonialismu na Africa. ku pisquisa, atrabez des discuson principal i um di kes diskurso d Neto, nu odja k pa Neto e txeu importanti odja neokolonialismu sima sistema
Curandeiros e possessão de espíritos: alguns fatores associados à desnutrição em idosos institucionalizados: Inhame nanku yondjalo kahepa ku thika: mbindji naha musala mihambe yondjalo kuwa nale etaka lyomazini
O objetivo deste artigo está em abordar sobre os fatores associados à desnutrição em idosos institucionalizados. O envelhecimento, apesar de ser um processo natural, submete ao organismo a diversas alterações anatômicas e funcionais, com repercussões nas condições de saúde e nutrição do idoso, não só, mas também no que se refere à capacidade funcional, os estudos verificaram que idosos desnutridos apresentaram maior dependência nas atividades de vida diária, especialmente as relacionadas ao modo de se alimentar. Na observação alguns não conseguiam se alimentar por si próprio e precisavam de apoio. Uma das principais razões de resistência, por parte dos praticantes de biomedicina moçambicanos, pode estar ligada à inclusão dos curandeiro em sistemas integrados de cuidados de saúde é o fato de estes últimos fazerem derivar os seus poderes curativos da possessão por espíritos, podendo, para além disso, manipular fatores espirituais nos seus diagnósticos e práticas curativas. Por outras palavras, se as recomendações da Organização Mundial de Saúde compelem os médicos e, mais ainda, o Ministério, de que quase sempre dependem, a equacionar a dignidade/eficácia dos saberes curativos “tradicionais” e dos seus praticantes, o que acabam por equacionar não é um conjunto real e imbricado de práticas, de saberes, de conceitos e de relações sociais, mas aqueles elementos que, abstratamente isolados desse conjunto, mais se aproximam dos critérios e conceitos que se habituaram a reconhecer como válidos.
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Chinangwa chechinyorwa chino ndechekugadzirisa zvinhu zvine chekuita nekushaikwa kwezvokudya zvinovaka muviri mumasangano evakweguru. Kuchembera, kunyangwe kuri kuita kwechisikigo, kunoisa muviri kune akati wandei anatomical uye inoshanda shanduko, ine zvinokonzeresa pahutano nekudya kwevakwegura, kwete chete, asiwo nezve kugona kwekushanda, zvidzidzo zvakawana kuti vanhu vakura vasina chikafu vakaratidza zvakanyanya. kutsamira pamabasa ekurarama kwezuva nezuva, kunyanya ayo ane chekuita nekudya. Panguva yekucherechedza, vamwe vakanga vasingakwanisi kuzvidyisa uye vaida tsigiro. Chimwe chezvikonzero zvikuru zvekuramba, kune veMozambique biomedicine practitioners, inogona kunge yakabatana nekubatanidzwa kwevarapi muhurongwa hwekuchengetedza hutano hwakabatanidzwa inyaya yekuti vekupedzisira vanowana masimba avo ekuporesa kubva mukubatwa nemweya, uye vanogona, nekuwedzera. , shandura zvinhu zvemweya mukuongorora kwavo uye maitiro ekuporesa. Mune mamwe mazwi, kana kurudziro yeWorld Health Organisation ichimanikidza vanachiremba uye, kunyanya, iyo Ministry, iyo yavanoda kugara vachivimba nayo, kuti vatarise chiremerera / kushanda kwe "chinyakare" ruzivo rwekuporesa nevashandi vayo, izvo zvinopedzisira zvakaenzana. haisi yechokwadi uye yakapindirana seti yemaitiro, ruzivo, pfungwa uye hukama hwemagariro, asi izvo zvinhu izvo, zvakaparadzaniswa zvachose kubva kune iyo seti, zvinouya pedyo nemaitiro uye pfungwa dzatakajaira kuziva sezviri kushanda
Reflexão jurídico-antropológica sobre o direito da família: o casamento vs o (a)lembamento à luz dos direitos dos povos de Angola
Este estudo objetiva compreender a matriz antropológica do Direito da Família aplicado em Angola, suas nuances e desencontros em relação aos direitos dos povos de Angola. Do pondo de vista metodológico, esta é uma pesquisa bibliográfica e documental, que reúne e discute os dados a partir do que foi encontrado em livros, leis, artigos e registos disponíveis. De maneira sequenciada, o estudo retrata a família como uma realidade jurídicoantropológica, delimitando sua abordagem às comunidades africanas. Juridicamente, a família tem grande relevância porque dela nasce um conjunto alargado de relações jurídicas. Na Antropologia, a família é particularmente relevante por se tratar de uma realidade cultural de onde emergem as mais importantes relações entre o homem e a cultura. Para justificar a supervalorização das normas escritas a favor da exclusão legal da realidade jurídica dos povos de Angola, muitos autores sustentam que os institutos jurídicos destes povos possuem meras afeições culturais ou religiosas e nunca pretensões jurídicas propriamente ditas. Entretanto, um olhar aprofundado sobre a questão pode nos convidar a pensar diferente, visto que todos os sistemas de Direito nasceram de pretensões religiosas e filosóficas, que são elementos predominantemente culturais. A discussão a respeito da dicotomia entre o casamento e o lembamento nos permite demonstrar que o lembamento é a essência do matrimónio entre os povos de Angola, pois, traduz-se no ato mais significativo. Para cumprir o objetivo traçado, fez-se uma incursão sobre a constituição das relações jurídicofamiliares e, de seguida, tratou-se sobre o casamento vs (a)lambamento à luz dos direitos dos povos de Angola. À guisa de conclusão, destacou-se que os modelos de Direito são essencialmente resultado da experiência histórico-sócio-cultural de cada povo.
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O ulongelu yu wiza phala kutetulwisa o ukexinu wa kinemenu kya miji mu ixi ya Ngola, ni bhanawu bha dixila mu kinemenu kya mundu woso mu ixi ya Ngola. Kya lungu ni jiphangu, o ulongelu yu a mono ku wendesa mu uzanzelu wa mabuku ni mikanda y´okulu, yinawu mwa soneka kya lungu ni ijila, maka ni kya diteku. Mu kuditela kupholo, o ulongelu yu wiza mu kuthatha o mwiji mu kukala kidi mu ijila ya kaphutu tunde ku mbulathembu, kya beta kota mu kaxaxe ka mundu mu ngongo ya mbundu, mu Afidika. Mu ijila ya kaphutu, o mwiji wa kala ni kinemenu kyonene mukonda dya kwila, mu mwiji mwene mu tunda o isangela yene yoso. Mu uzanzelu w´okulu, o mwiji wala ni kinemenu kyonene mukonda kijingu kya ifwa ni idifwa ya tunda ukulu kulu, mwene we mu tunda o kaname ka muthu wa lumbi dya suku ni ifwa ni idifwa. Phala kuzokela o kifwa kya kuzangeleka kinawu ky´osoneke mu kaxaxe ka ijila ya mundu wa ixi ya Ngola, asoneke a vula ene mu kuzwela kuma, o mundu wala ni kidifwanganu kya ifwa ni idifwa, katuku o ijila yene neku. Mukiki, muku laya kya mbote o ukexinu wa maka yawa, u tukasa o kubanza kyengi, mukonda o maka en´oso a ijila a vwalukila mukonda dya wandelu wa kixikanu ni ibanzelu ya unjimu, ima ya lungu ni ifwa ni idifwa. O nzoka nzoka yala mu kaxaxe ka kusakana ni kilembu wiza mu kulondekesa kuma o kilembu kyane kya kituka o nzongelu ya mundu mu ixi ya Ngola, o kwila kyene o thama yala ni kinemenu kyonene. Phala kutenesa o mbambe i twa xindi, kya bhingi kuzanza o uyukisu wa ukexinu wa ijila ni miji, ni kina kyene o kusakana ni kilembu, hakaxi kya ijila ya mundu mu Ngola. Phala kuzubidisa, eza mu kusunzaku kuma, o ukexinu wa ijila wiza ku phangu ya kwamba kuma, o jiphangu jya musoso wa kisangi ni ifwa ni idifwa ya mundu ni mundu
Avaliação escolar afundada na prova e a aprendizagem integral em Angola: teorias, práticas e desafios: Lutonto lwa ndongoko ya masono ya kolesela mulufimpo ye ndongokelo ya mpwena mu Angola: madika ye kinya
Este artigo sobre avaliação afundada na prova, de natureza qualitativa, alicerça-se no estudo bibliográfico e documental com o objetivo de contribuir para a promoção de um debate sustentado em teorias sócio-construtivistas e, com isso analisar os indicadores que estão na base dos instrumentos da avaliação escolar utilizados em Angola, afundarem-se na prova e asfixiar pedagogicamente a aprendizagem integral dos sujeitos aprendentes. Faz análises descritivas de práticas avaliativas angolanas centrando-se na prova enquanto instrumento mais valorizado no modelo de educação formal vigente. Através dela, a maioria dos sistemas educacionais, coleta as evidências sobre a qualidade da aprendizagem integral. As evidências captadas, a partir dos enunciados analisados, demostram que ela, sobretudo quando é escrita, privilegia a dimensão cognitiva em detrimento das outras. Diante disso, concluiu-se que a utilização da prova para se aferir a qualidade da aprendizagem que se quer integral é um desperdício de oportunidades favoráveis à construção de uma sociedade desejável por todos e afunda a avaliação. Sendo por isso, um dos desafios a vencer.
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E sono kyaki kitavovela mambu mandongoko ya masono mulufimpu lwa nzaylu muvaana lununguluku lwasingama ye lwakumama mumadika ma kintwadi kya ntungisilu. E zayi wawu una watadilwa mum’baku ye m’vovo myami mikoleswa mun’kanda mina myasonekwa kwa alongoki ye nfyongonesa ya mpwena ya mpangilu ya lutonto mwamu nsi ya Ngola. E sono kyaki kyantika mutoma zaya vo lutonto yi sadilu kina m’funu mun’tangisilu muzinzo zamalongi mwamu nsyetu, dilenda kala vo ekuma atangisi atoma kalanga ye lukwikilu musadilu kyaki ye kikubavaana ludi kyampwena muna tala mambu malulongoko lwa mpwena. Kansi mambu masonganga vo lutonto kesungula ko lwa sono luvanga lawu yevo wete mutezo kya mbaka ya nzayilu ye mpodeselo ya mpila zan’kaka (kintwady kya ndyatisi, kintwadi kya zola, kintwadi kya zayi wa ndinga) idyano vo, muna fokola tuvovele vo e mvangilu ya lutonto mukuma kya teza ndandu za mpwena zalulongoko, kazibebesanga kaka lutonto ko, kansi zivaananga m’fwilu wa mpwena ye zayi wa kyeleka uvaananga ndongoko amvimba munzo ya masono ye bundumunanga e n’tungilu ya kintwadi kya luvumamu