Portal de Periódicos da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
Not a member yet
1429 research outputs found
Sort by
DIREITO À EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL A PARTIR DE NARRATIVAS CONSTRUÍDAS SOBRE A SURDEZ
A política de educação especial no Brasil adere ao modelo inclusivo, que visualiza a escola como espaço de desenvolvimento capaz de atender as necessidades especiais de todo o alunado. Uma vez que a educação das pessoas surdas é regulada nesse viés, faz-se necessário destacar especificidades culturais e linguísticas a serem respeitadas. Dessa forma, o presente artigo objetivou compreender a concretização do direito à educação da criança surda a partir do contraste entre a política governamental vigente e as propostas educacionais defendidas pela comunidade surda. Para alcançar tal fim, foi realizada uma pesquisa utilizando o método de abordagem fenomenológico. Fez-se uso da técnica de documentação indireta, na forma de pesquisa documental e bibliográfica, e de observação direta extensiva, consistente em um questionário de perguntas abertas, tipo resposta curta. Foram questionadas quatro pessoas, a fim de se construir uma narrativa: um professor intérprete de Língua de Sinais Brasileira (Libras) ouvinte; um professor ouvinte; um aluno ouvinte; e um aluno surdo. Dessa forma, concluiu-se que o direito à educação, consolidado mediante um processo de inclusão, evidencia discursivamente a igualdade e diversidade, categorizando propostas divergentes como antidemocráticas. Constatou-se, portanto, que, ao se limitar a socializar e integrar fisicamente o aluno surdo na escola regular, a política inclusiva falha no seu dever de promover condições para efetiva educação, contrariando os pressupostos de igualdade e respeito à diversidade que afirma defender
CONTRIBUIÇÕES DAS PRÁTICAS DE HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE PARA O BEM-ESTAR DE CRIANÇAS E CUIDADORAS DURANTE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
As práticas de humanização no Sistema Único de Saúde (SUS) pretendem melhorar o atendimento ao usuário/a e aos trabalhadores. Referente à atenção em saúde, as ações humanizadoras compreendem um conjunto de princípios e diretrizes que visam uma produção de cuidado além do foco estrito na doença e orientado pelo reconhecimento dos sentidos da experiência individual no processo saúde-doença. Neste artigo serão relatadas as práticas de humanização realizadas por um projeto de extensão vinculado a um curso de medicina no sertão baiano. Foram encontros quinzenais na ala pediátrica do hospital municipal da cidade com o objetivo de desenvolver atividades mediadas por recursos lúdicos, músicas e conversas entre extensionistas, crianças e suas cuidadoras. Com isso, foi possível promover bem-estar e distração da angústia pela hospitalização. Os resultados alcançados articulam-se em dois eixos. O primeiro aponta para as contribuições das ações que potencializaram a integralidade do cuidado junto a crianças hospitalizadas e suas acompanhantes. O segundo remete à formação médica pelo aprimoramento da comunicação, do exercício da empatia e do respeito à alteridade na relação profissional-usuário
ATIVIDADES EDUCACIONAIS SOBRE RACISMO E POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS
Este artigo é uma investigação acerca de atividades audiovisuais educacionais extensionistas realizadas sobre questões relacionadas a temas como o racismo e as políticas de ações afirmativas, tendo como público alunos de duas escolas públicas de ensino médio com diferentes perfis sociais, ambas localizadas no litoral norte paulista. As ações se caracterizaram principalmente pelo uso de textos, imagens e vídeos de curta duração que pudessem propiciar uma reflexão mais profunda sobre os preconceitos raciais e os valores que permeiam a sociedade em que vivemos, tendo em vista estereótipos que são frequentemente naturalizados. As apresentações procuraram utilizar a música como ferramenta para debater e informar acerca luta contra o racismo no Brasil. Em particular, o uso da música “Cota não é esmola” da compositora Bia Ferreira mostrou ser um excelente recurso didático para o debate acerca das cotas raciais. As respostas dadas por um total de 114 alunos a um questionário aplicado após as apresentações nas duas escolas, possibilitaram uma melhor compreensão acerca das opiniões deles sobre os assuntos abordados, bem com permitiram notar que eles têm um interesse considerável por conhecer mais e se informar melhor sobre temas como as ações afirmativas
TODA HISTÓRIA DE VIDA É UMA OBRA DE ARTE: ATELIÊ BIOGRÁFICO COMO ESTRATÉGIA DE CRIAÇÃO DE PROJETOS DE VIDA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
A sexta competência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – Trabalho e Projeto de Vida – oferece oportunidades para o desenvolvimento de inovadores dispositivos para a (auto)reflexão, dentro de uma abordagem integral do ser humano. Nesse sentido, este texto apresenta os ateliês biográficos de projeto (ABP) como ambiências estratégicas de criação de projetos de vida para que os educandos, numa perspectiva autopoiética, possam se projetar no amanhã, a partir de seus conhecimentos, experienciais de individualização e de subjetivação, em seus contextos sociais. Assim, tomando a vida como uma obra de arte singular, aberta e viva, os ateliês biográficos de projeto podem favorecer a construção reflexiva das existências dos formandos da educação básica. Por fim, é apresentada a Dinâmica das Cartas como um dos dispositivos experienciais possíveis de autobiografização e heterobiografização, no âmbito do um ateliê biográfico
Formação inicial de professores: desafios da implantação das Diretrizes da Base Nacional Comum Curricular
O presente texto trata de uma pesquisa bibliográfica-documental com enfoque na Base Nacional Comum Curricular para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica – BNC/Formação, publicada em 2019. Propõe examinar algumas diretrizes expressas na BNC/Formação, considerando as concepções, os fundamentos, as proposições e as limitações, bem como suas contradições, ambiguidades e retrocessos. Problematiza o processo de formação de professores da Educação Básica ancorado em uma política regulatória e altamente determinada pelo interesse neotecnicista. Compreende-se que o documento mandatário retoma o caráter da pedagogia de competências para a formação docente. Sinaliza-se, ainda que em relação a documentos anteriores, tais como a Resolução CNE/CEB 02/2015, houve sérios retrocessos na proposta de formação, uma vez que separa a formação inicial da formação continuada, além de não contemplar dimensões estruturantes da docência no contexto escolar da Educação Básica
FORMAÇÃO PARA A AUTONOMIA E EMANCIPAÇÃO NO ÂMBITO DAS PRÁTICAS CORPORAIS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
O presente estudo tematiza os conceitos de autonomia e emancipação em Theodor Adorno e Paulo Freire, com vistas a pensar a educação escolar e as possibilidades de formação de sujeitos autônomos e emancipados no âmbito das práticas corporais. Em termos de objetivo, o estudo pretende discutir o que significa formar o sujeito autônomo e emancipado no âmbito das práticas corporais na contemporaneidade. Aponta que os desafios para uma formação autônoma e emancipada no âmbito das práticas corporais da cultura corporal de movimento perpassam pelo enfretamento e consideração de desafios como: a instabilidade legislativa da Educação Física na escola brasileira; a questão da complexidade do objeto de estudo da disciplina e a tensão permanente entre escola e realidade social para a reflexão sobre as práticas corporais na sociedade contemporânea
PROJETO DE EXTENSÃO COMO DISPOSITIVO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NO CUIDADO COM FERIDAS
A missão de um projeto de extensão é devolver à sociedade a oportunidade de aprendizado, desenvolvendo boas práticas, fortalecendo o Sistema Único de Saúde e a formação profissional. A Educação Permanente em Saúde traz como proposição a aprendizagem no trabalho cotidiano comprometido com o coletivo, envolve mudança nos atos de saúde e, principalmente, nos profissionais. Este estudo objetivou relatar experiências de atividades extensionistas voltadas para a capacitação de Agentes Comunitários de Saúde e Técnicos de Enfermagem no manejo, cuidado e prevenção de feridas. Estudo descritivo tipo relato de experiência, desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde do município de Petrolina-PE. Participaram do projeto oito agentes comunitários de saúde, dois técnicos de enfermagem, 10 alunas de três universidades, duas públicas e uma privada, três professoras, sendo uma a coordenadora. As atividades foram divididas em dois grupos tarefas e contemplaram atribuições presenciais e remotas/online. Foram elaboradas publicações nas redes sociais e duas cartilhas educativas sobre feridas. Os encontros presenciais ocorreram em cinco momentos com média de duração de duas horas cada. A metodologia ativa empregada facilitou a aproximação e entrosamento entre profissionais e extensionistas, enriquecendo exposições, opiniões, visto que todos os participantes possuíam conhecimento prévio sobre as temáticas abordadas, de acordo com sua formação e experiências. Por fim, os colaboradores se sentiram valorizados e mais motivados a cuidar de pessoas com feridas. A maior dificuldade na execução das atividades propostas foi realizá-las em meio à pandemia da COVID-19, pois requereu adaptação para os encontros presenciais, porém, ainda assim, transcorreu sem grandes prejuízos
Encontro e ritual em dramaturgias de festa
Dramaturgias de festa é uma noção constituída a partir de considerações de diversos autores, sobre temas como dramaturgia, festa, ritual e encontro. Esta noção plural é desenvolvida neste artigo através da elaboração sobre diferentes conceitos de dramaturgia, focando principalmente em um sentido de roteiro composto por propostas de ações a serem realizadas coletivamente com o público. O aspecto específico da festa é elaborado com a ideia de festividade de Patrícia Fagundes (2010) e ritos informais de Roberto DaMatta (1997), cujos apontamentos são contrastados ao conceito de ritual de Victor Turner (1982; 1998). A concepção de dramaturgias de festa então é utilizada para observar os espetáculos das Noites de Parangolé, do grupo carioca Teatro de Anônimo, investigando sua disposição na relação entre cena e festa
ROTINAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO GESSO DE CONSTRUÇÃO, PRODUZIDO NO POLO GESSEIRO DO ARARIPE: ENSAIOS NO LABORATÓRIO
O Brasil detém uma das maiores reservas de gipsita do mundo, sendo Pernambucoresponsável por importante parcela da produção de gesso no país, onde se destaca o PoloGesseiro do Araripe com magnitude em reservas, qualidade do minério e pela instalação deum parque industrial de porte no local. Dessa forma, estimular a exploração e o uso domaterial é oportuno para movimentar a economia da região. O controle de qualidadeimplantado nas fábricas deve garantir o fornecimento de um material que atenda aos padrõesmínimos estabelecidos nas normas nacionais. Porém, essas normas estão sendoconstantemente revisadas, alterando procedimentos e incluindo novas avaliações. Essacondição impõe a necessidade constante de treinamento para atualização dos profissionaisenvolvidos. Nesse cenário, o projeto atuou desenvolvendo rotinas para a avaliação daqualidade do gesso produzido no Polo Gesseiro do Araripe, bem como produzindo materialdidático que possa ser utilizado em capacitações futuras dos profissionais que atuam nocontrole de qualidade nas fábricas
PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO EM CENTRO DE PARTO NORMAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
A promoção do aleitamento materno consiste em incentivar por meio de estratégias deeducação em saúde a amamentação, processo multifatorial protagonizado pela mãe eimportante para saúde do bebê, no qual foi influenciado pela pandemia da COVID-19, queintensificou o quadro de insegurança alimentar. Assim, este relato tem como objetivopromover o aleitamento materno, identificar as inseguranças que impedem as gestantes deamamentar, e esclarecer dúvidas quanto à prevenção e manejo de problemas daamamentação. O projeto foi realizado no Centro de Parto Normal Maria das Dores de Souza ,Petrolina - PE, por meio de encontros presenciais, criação de tags, assim como instagramutilizado para divulgação de informações do período pré e pós gestacional alcançandopuérperas, gestantes e lactantes. Resultou em adesão positiva da equipe do serviço e dopúblico alvo, permitindo identificação dos principais empecilhos da amamentação, tentandoassim combatê-los e incentivar o aleitamento. O projeto segue desenvolvimento em razão dasações efetivas quanto ao esclarecimento de informações simples, porém necessárias eimportantes para a promoção do aleitamento, além de proporcionar a percepção daenfermagem em ação, colaborando de modo significativo no crescimento pessoal eprofissional