Portal de Periódicos da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
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    A prisão de D. Fernando, o santo, príncipe de Portugal, em Tânger, num drama de Calderón de La Barca

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    Este estudo da condenação do príncipe de Portugal, D. Fernando, o Infante Santo, Senhor de Serpa, determinada pelo rei marroquino de Tânger, tem como base a obra El príncipe constante, na qual Calderón de la Barca dramatiza o fato ocorrido no século XV, apresentando a tirania e a arbitrariedade de um rei durante a prisão e morte de um Infante que se tornou porta-voz de protestos da consciência pública, e foi elevado à categoria de santo. As consequências da prisão tanto para o prisioneiro, como para a política do país a que ele pertence foram nefastas e em El príncipe constante, Calderón de la Barca se refere ao ocorrido com base na história oficial e na lendária. O apoio teórico está em Aristóteles, Platão, Montoliu, Nietzsche e Shoupenhauer para analisar os aspectos literários, históricos e filosóficos de uma obra representativa do teatro clássico da literatura espanhola

    DESAFIOS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NA SOCIEDADE LÍQUIDA

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    Desafios da Educação Escolar na sociedade líquida é o tema deste artigo. Seu objetivo é analisar os pressupostos básicos exigidos para uma Educação que atenda às demandas dos novos tempos e espaços escolares colocados pela modernidade líquida. Tem como fundamentação teórica, entre outras, as pesquisas de Bauman (2015; 2011a; 2011b; 1999a; 1999b) que tratam do papel da Educação na modernidade líquida e os princípios basilares da sociedade atual; Hall (2019; 2016; 2014; 2013a; 2013b) ao analisar os problemas postos pela representação da identidade cultural, na sociedade contemporânea; Veiga-Neto (2013; 2012; 2010; 2007) que discute a função da escola e sua articulação com a cultura e a inserção dos novos indivíduos que chegam ao espaço/tempo do mundo que também é novo para quem chega; Silva (2020a; 2020b; 2014) que examina as relações atreladas entre a identidade e diferenças envolvidas em polarizações de diferenciação e poder e suas implicações para a Educação Escolar da sociedade hodierna. A pesquisa é de tipo exploratória com abordagem qualitativa. Os resultados mostram que as características da Educação da sociedade líquida divergem do formato de ensino de uma pedagogia predominante até o final do século XIX. Isso não quer dizer que não convivam diferentes pedagogias, mas que a mais próxima de lograr êxito no contexto atual é a designada Pedagogia da Diferença

    A BIODIVERSIDADE NOS DOCUMENTOS PADRONIZADORES DO CURRÍCULO DE CIÊNCIAS NATURAIS: CONCEPÇÕES E ABORDAGENS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

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    A biodiversidade pode ser considerada um dos conceitos centrais na área das Ciências Biológicas e a educação tem uma função importante na formação crítica e consciente dos estudantes sobre a temática e as problemáticas envolvidas em torno desta. O termo biodiversidade, por ser um conceito polissêmico e integrador, pode gerar desafios para a sua abordagem no ensino de ciências e biologia. O presente trabalho se caracteriza como estudo da análise dos orientadores curriculares nacionais – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), Orientações Educacionais Complementares (PCN+) e Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – e objetivou analisar as possíveis abordagens de biodiversidade presentes nesses documentos oficiais da educação básica, fazendo uma análise documental da área de Ciências da Natureza do ensino fundamental II e médio, evidenciando as propostas para o ensino. Como técnica de análise de dados, utilizamos o método de análise de conteúdo proposto por Laurence Bardin. Os resultados estão sintetizados em quadros e foram categorizados de acordo com as representações conceituais nas quais o tema biodiversidade pode ser explicado, levando em conta o referencial teórico abordado no estudo. Constatamos que os documentos tem uma tendência em abordar a biodiversidade principalmente nos âmbitos biológicos e ecológicos. Os PCN, embora seja um documento mais antigo, apresenta uma abordagem mais profunda da biodiversidade se comparado à BNCC. Foi possível notar que ao longo do tempo os padronizadores tendem a reduzir cada vez mais a importância da biodiversidade no ensino de Ciências Naturais e de modo específico no ensino de biologia. De modo geral, as experiências na análise apresentam caminhos a serem investigados no ensino de biodiversidade nos documentos que orientam a educação básica brasileira, abrindo portas para o aprofundamento em pesquisas sobre este assunto

    RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM COLETIVO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL SOBRE PRÁTICAS EDUCATIVAS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19

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    O contexto investigado e relatado é um Centro de Educação Infantil municipal localizado na cidade de Brusque – SC. Participaram deste relato de experiência três pesquisadores: (a) a coordenadora pedagógica; (b) o professor de Educação Física; (c) a pedagoga. O objetivo foi descrever a trajetória do coletivo de um Centro de Educação Infantil em tempos de pandemia COVID-19. Para tal, classifica-se a pesquisa em sua natureza como qualitativa e quanto ao objetivo, descritiva, quanto ao procedimento se constitui um relato de experiência. No ano de 2020 a escola precisou se mover numa dinâmica que fosse melhor para a criança e sua família, tendo que se adaptar e se reinventar para levar o ensino até as casas dos educandos. Os professores planejaram atividades de acordo com o contexto da criança em família, que fossem possíveis de serem realizadas em casa, com materiais de fácil acesso. Na formação continuada docente, as lives e/ou reuniões organizadas com a coordenação pedagógica ou com palestrantes convidados, auxiliaram na procura das respostas para as questões inéditas que surgiram nesta etapa. Cada profissional, cada área, cada função tinha uma nova realidade, e consideramos que os processos formativos, o registro por meio do portfólio coletivo e a cooperação mútua foram elementos fundamentais para a continuidade do trabalho no período pandêmico

    Editorial

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    Editorial do v. 10, n. 1, 2002. Revista Extramuros

    RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NO BRASIL: ALTERNATIVAS DE AMPARO À POPULAÇÃO NEGRA

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    Este trabalho é produzido a partir das análises que foram feitas com base no prevalecimento da leitura de livros e artigos científicos com produções temáticas ligadas principalmente as religiosidades, racismo e psicologia. A pesquisa objetiva explorar as contribuições que instituições religiosas como o candomblé e a umbanda no Brasil podem oferecer à população negra, visto que nesse mesmo país há processos que subjetivam toda a população de modo a considerar os corpos negros e a cultura que origina desses, como sendo inferior. Em vista da lógica de ordenação social, as religiões de matriz africana resistem ao processo de desvalorização da população negra e da sua cultura que decorrem das estruturas que o racismo promove. É possível encontrar nessas instituições a preservação da cultura e religiosidade, servindo como um dispositivo de perpetuação das práticas de origem africana e que são dadas como inferior através das construções ocasionadas pelo racismo. Outra possibilidade é o favorecimento do cuidado em saúde que essas instituições proporcionam ao acolherem as pessoas através dos seus sistemas próprios de organização religiosa. Em vista dessas alternativas, as religiões de matriz africana cumprem no Brasil um papel de oposição aos efeitos do racismo

    PERCEPÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA, PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E VULNERABILIDADE ECONÔMICA DE MULHERES DO QUILOMBO TIJUAÇU NO ESTADO DA BAHIA, BRASIL

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    O artigo tem como objetivo analisar o nível de qualidade de vida percebido, o perfil sociodemográfico e o modo de vida de mulheres do quilombo Tijuaçu, localizado no estado da Bahia, Brasil. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa com 313 mulheres em 13 comunidades com aplicação de roteiro de entrevista e do instrumento de avaliação da qualidade de vida, WHOQOL-bref da Organização Mundial de Saúde. O resultado foi uma percepção positiva para qualidade de vida global apesar dos resultados sugerirem vulnerabilidade econômica e dependência de programas sociais, a exemplo do Programa Bolsa Família, registrado em 74,6% das mulheres estudadas. Para alterar essa lógica, há a necessidade de implementação de programas e investimentos para autonomia produtiva e melhoria das condições de infraestrutura e saúde

    HÁ UM VILAREJO ALI : OFICINAS DE MÚSICA NO MUSEU DA VILA

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    Neste artigo, apresentamos projeto de pesquisa-ação “Oficina de Música do Museu da Vila,” com estudos e intervenções iniciais em julho de 2018. Realizamos pesquisa bibliográfica, estudos de boas práticas de oficinas de músicas em escolas e centros cultuais, trabalho de campo e oficinas de percussão no Museu da Vila. No projeto-ação de Mestrado, o nosso desafio é construir instrumentos musicais com materiais recicláveis com crianças de 7 a 12 anos, do 1o ao 5o ano, do ensino fundamental, matriculados na Unidade Escolar Carmosina Martins da Rocha, localizada na vila-bairro Coqueiro da Praia, Luís Correia, um dos dez municípios que integram a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, criada por decreto presidencial em 1996

    MULHERES POR UM PLANETA SUSTENTÁVEL: CONHECENDO O ECOFEMINISMO

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    “From day one, she always had everything she needed within herself, it was the world that convinced her she didn\u27t.” (Rupi Kaur) Throughout human history, we live in a patriarchal system that holds its women to subaltern activities, in anthropo-cultural duties of the microsystem: home, family, home and obedience. Yes, we know all this. But thanks to Mother Nature, because she is a MOTHER (capital), based on undeniable struggles for conquests of basic prerogatives, activists for women\u27s rights questioned themselves about what would be the relationships between environmental and gender issues within our society, giving This is how the movement we call “Ecofeminism” began. For greater accuracy, the first time the term “Ecofeminism” was used dates from 1974, from the publication “Le Feminism ou la Mort” (Feminism or Death), by author and activist Françoise d’Eaubonne. The work has established itself as a landmark for the promotion of women\u27s movements that demand a more sustainable planet, based on valuing all beings and life in an egalitarian way. This current brings affection together with environmental ethics, the human being as a being that needs to understand and share life with nature and everything that composes it. Still in his book, d\u27Eaubonne presents issues such as the right to birth control, arguing that overpopulation would be the result of patriarchal control over female bodies. In this sense, “Ecofeminism” acts in the struggle for environmental justice, gender equality and for the deconstruction of patriarchal culture, since it recognizes that damage to the environment mainly impacts minorities: women farmers, small producers, from indigenous peoples, and/or fishing communities. The defense of nature and a life in harmony with it is a system not only capable of improving our individualistic human conditions, but also the community in which we are inserted, when we analyze, for example, that the handling of the land by these women is not restricted to to the capitalist process of buying and selling manufactured goods, but to what will be offered within their own homes, playing a fundamental role in the sustainability of the various food systems. In this way, within the ecofeminist movement, we observe respect and partnership with all beings that make up ecosystems, natural resources and the life generated. So, defining yourself as an “Ecofeminist” can still be a little difficult for many women, many of whom may not even know they really are. But, when understanding about the subject, it is likely that we at least refer someone in our mind: a mother, grandmother, acquaintance or herself. The term may be relatively new, but female wisdom regarding the blessings that mother earth offers us is certainly ancient.“Desde el primer día, siempre tuvo todo lo que necesitaba dentro de sí misma, fue el mundo el que la convenció de que no” (Rupi Kaur) A lo largo de la historia humana, vivimos en un sistema patriarcal que sujeta a sus mujeres a actividades subalternas, en deberes antropoculturales del microsistema: hogar, familia, hogar y obediencia. Sí, sabemos todo esto. Pero gracias a la Madre Naturaleza, por ser MADRE (capital), a base de innegables luchas por conquistas de prerrogativas básicas, activistas por los derechos de las mujeres se cuestionaron sobre cuál sería la relación entre los temas ambientales y de género dentro de nuestra sociedad, dando así comenzó el movimiento que llamamos “Ecofeminismo”. Para mayor precisión, la primera vez que se utilizó el término “ecofeminismo” data de 1974, a partir de la publicación “Le Feminism ou la Mort” (Feminismo o muerte), de la autora y activista Françoise d’Eaubonne. La obra se ha consolidado como un hito para la promoción de movimientos de mujeres que reivindican un planeta más sostenible, basado en la valoración igualitaria de todos los seres y la vida. Esta corriente une el afecto con la ética ambiental, el ser humano como ser que necesita comprender y compartir la vida con la naturaleza y todo lo que la compone. Todavía en su libro, d\u27Eaubonne presenta temas como el derecho al control de la natalidad, argumentando que la superpoblación sería el resultado del control patriarcal sobre los cuerpos femeninos. En este sentido, el “Ecofeminismo” actúa en la lucha por la justicia ambiental, la igualdad de género y por la deconstrucción de la cultura patriarcal, ya que reconoce que los daños al medio ambiente impactan principalmente a las minorías: mujeres agricultoras, pequeñas productoras, de pueblos indígenas y/o comunidades pesqueras. La defensa de la naturaleza y de una vida en armonía con ella es un sistema capaz no sólo de mejorar nuestras condiciones humanas individualistas, sino también la comunidad en la que estamos insertos, cuando analizamos, por ejemplo, que el manejo de la tierra por parte de estas mujeres no se restringe al proceso capitalista de compra y venta de bienes manufacturados, sino a lo que se ofrecerá dentro de los propios hogares, jugando un papel fundamental en la sustentabilidad de los diversos sistemas alimentarios. De esta forma, dentro del movimiento ecofeminista, observamos el respeto y la sociedad con todos los seres que componen los ecosistemas, los recursos naturales y la vida generada. Por lo tanto, definirse a sí misma como “ecofeminista” aún puede ser un poco difícil para muchas mujeres, muchas de las cuales ni siquiera saben que realmente lo son. Pero, al entender sobre el tema, es probable que al menos nos refiramos a alguien en nuestra mente: una madre, una abuela, una conocida o ella misma. El término puede ser relativamente nuevo, pero la sabiduría femenina sobre las bendiciones que nos ofrece la madre tierra es ciertamente antigua.“Desde o primeiro dia, ela sempre teve tudo o que precisa dentro de si mesma, foi o mundo que a convenceu que ela não tinha”. (Rupi Kaur) Ao longo da história humana vivemos inseridos em um sistema patriarcal que detém suas mulheres a atividades subalternas, em deveres antropo-culturais do microssistema: lar, família, casa e obediência. Sim, nós sabemos de tudo isso. Mas graças a Mãe Natureza, porque ela é MÃE (maiúsculo), a partir de incontestáveis lutas por conquistas de prerrogativas básicas, ativistas pelos direitos femininos questionaram-se sobre quais seriam as relações entre as temáticas ambientais e de gênero dentro de nossa sociedade, dando início assim ao movimento que denominamos “Ecofeminismo”. Para maior exatidão, a primeira vez que o termo “Ecofeminismo” foi utilizado data de 1974, a partir da publicação “Le Feminism ou la Mort” (Feminismo ou a Morte), da autora e ativista Françoise d’Eaubonne. A obra consagrou-se como um marco para o impulso de movimentos de mulheres que reivindicam um planeta mais sustentável, tendo como base a valorização de todos os seres e da vida de forma igualitária. Esta corrente traz a afetividade em conjunto com a ética ambiental, o ser humano como um ser que necessita entender e compartilhar a vida com a natureza e tudo que compõe. Ainda em seu livro, d’Eaubonne apresenta questões como o direito ao controle de natalidade, argumentando que a superpopulação seria resultado do controle patriarcal sobre os corpos femininos. Nesse sentido, o “Ecofeminismo” atua na luta por justiça ambiental, igualdade de gênero e pela desconstrução da cultura patriarcal, uma vez reconhecendo que os danos ao meio ambiente impactam, principalmente, as minorias: mulheres agriculturas, pequenas produtoras, oriunda de povos originários e/ou de comunidades pesqueiras. A defesa da natureza e de uma vida em harmonia com a mesma é sistema não só capaz de melhorar nossas condições humanas individualistas, como a comunidade na qual estamos inseridos, quando analisamos, por exemplo, que o manuseio da terra por estas mulheres não se restringe ao processo capitalista de compra e venda de mercadorias manufaturadas, mas sim do que será oferecido dentro de seus próprios lares, desempenhando papel fundamental na    sustentabilidade dos diversos sistemas alimentares. Desse modo, dentro do movimento ecofeminista observamos respeito e parceria com todos os seres que compõe os ecossistemas, recursos naturais e a vida gerada. Assim, definir-se como “Ecofeminista” ainda pode ser um pouco difícil para muitas mulheres, muitas das quais talvez nem saibam que de fato são. Mas, ao entender sobre o tema é provável pelo menos remetermos alguém em nossa mente: uma mãe, avó, conhecida ou a si própria. O termo pode ser relativamente novo, mas a sabedoria feminina com relação as benções que a mãe terra nos oferece é certamente ancestral.&nbsp

    INFRAESTRUTURAS VERDES E SUSTENTABILIDADE URBANA: MICROCLIMA E RECAATINGAMENTO DE FUNDOS DE VALE

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    A urbanização é um processo crescente no mundo todo, que por sua vez, resulta em vários danos ambientais como a degradação da vegetação nativa, poluição dos recursos hídricos e aceleração das mudanças climáticas. Com isso, na busca da sustentabilidade urbana, é fundamental o planejamento de políticas de recuperação e conservação dos riachos urbanos e das suas matas ciliares, dada a importância também dos benefícios ecológicos e microclimáticos, principalmente para as cidades em regiões semiáridas. Nessa conjuntura, o estudo consta na avaliação do componente microclimático e da temperatura do solo em um trecho do Riacho Vitória, Petrolina-PE, em resposta às diferentes condições de reflorestamento, e a contribuição do mesmo para a sustentabilidade urbana. Os três pontos monitorados do riacho foram classificados em diferentes estados de degradação: área mais degradada (P1), área com degradação intermediária (P2) e a área menos degradada (P3). Desse modo, foi realizado nos três pontos do riacho o monitoramento das variáveis meteorológicas: Umidade Relativa do Ar (UR), Temperatura do Ar (Tar), Temperatura do Solo (Ts), Temperatura do Globo (Tg), Índice de Temperatura de Bulbo Úmido (IBUTG) e a Velocidade dos Ventos (Vv). Os dados meteorológicos deram subsídio para o cálculo do índice Predicted Estimated Temperature (PET), que é um índice de conforto térmico adequado para espaços livres. O cálculo preditivo do PET foi feito no RayMan 1.2. Ademais, para entender a influência do estado da mataciliar do riacho nos valores microclimáticos, temperatura do solo e no índice de PET, foi realizado o levantamento florístico através de caminhadas aleatórias no raio de 10 m entorno dos pontos monitorados (P1, P2 e P3). Os monitoramentos com os sensores portáteis foram realizados durante cinco dias, entre as 9:00h e as 14:00h, durante os meses de Abril e Maio de 2021. Já os monitoramentos com os datta logers foi obtida em intervalos horários, entre o dia 29.04.2021 até o dia 20.05.2021. O resultado do estudo foi que a área menos degradada (P3), em comparação com a área mais degradada (P1), apresentou valores maiores na UR e valores menores na Tar, Tg, Ts, IBUTG, Vv e no índice de PET. Na área mais degradada (P1) foram identificadas 19 espécies vegetais: 9 herbáceas, 5 arbustivas, 2 trepadeiras, 2 arbóreas e 1 suculenta. Na área com degradação intermediária (P2) foram identificadas apenas 11 espécies: 6 herbáceas, 3 arbustivas, 1 arbórea e 1 suculenta. Por fim, na área menos degradada (P3) foram identificadas 15 espécies: 6 espécies herbáceas, 4 arbustivas, 3 arbóreas e 2 suculentas. Com base nos resultado, a conclusão do trabalho é que a área menos degradada (P3) apresentou os valores de microclima, temperatura do solo e o índice de PET com menores valores, quando comparados a área mais degradada (P1), onde essa área possuía também uma menor riqueza de espécies vegetais perenes. Portanto, essas diferenças em resposta às diferentes condições de reflorestamento do Riacho Vitória são fundamentais para a contribuição do desenvolvimento da sustentabilidade urbana em Petrolina-PE. Com isso, para o aumento da resiliência urbana frente às mudanças climáticas e da mitigação térmica, recomenda-se o recaatingamento dos riachos urbanos de Petrolina-PE

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