Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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O funcionamento argumentativo em torno da designação “refugiados” no discurso universitário brasileiro
Este trabalho objetiva analisar e compreender as relações de poder-saber na esfera discursiva universitária, de modo a explorar os efeitos de sentido resultantes da forma como são designadas as pessoas em situação de refúgio em documentos que regem o processo seletivo para ingresso de refugiados no ensino superior brasileiro. Tomar a questão pelo viés da argumentação e do discurso permite que se estabeleçam profícuos debates em torno de uma visada analítica voltada para o âmbito acadêmico enquanto cenário político não só de divisão de sentidos (ORLANDI, 1998), mas também de relação entre forças heterogêneas que implicam a possibilidade do dissenso (RANCIÈRE, 1998, 2000). Com base nessa perspectiva teórico-metodológica, a análise desenvolvida explora o funcionamento da designação e aponta para sua inscrição na materialidade discursiva, por meio de deslocamentos nas formas de designar, ao longo do tempo e nos diferentes textos
“Minha mulher” é igual a “não mulher”? O pronome possessivo como modificador desrealizante inversor no discurso machista
No presente artigo, tenho por objetivo demonstrar, com base nos quadros da Teoria da Argumentação na Língua (ADL) e da Teoria dos Blocos Semânticos (TBS) e a partir de um corpus constituído pela canção “Na Subida do Morro”, atribuída a Moreira da Silva e Ribeiro Cunha, que, em determinadas manifestações do discurso machista, o pronome possessivo, ao se combinar com a palavra plena “mulher”, atua como modificador desrealizante inversor, assumindo característica própria a advérbios e adjetivos na argumentação e fazendo com que sintagmas como “minha mulher” e “sua mulher” possuam argumentativamente papéis semelhantes ao sintagma “não mulher”. Pretendo assim trazer subsídios tanto para as discussões acerca da constituição do discurso machista como para os estudos dos modificadores
Pequenas variações dos sepultamentos da tradição Aratu na Bahia
O artigo apresenta uma breve revisão da tradição ceramista Aratu para a Bahia, com sua distribuição espacial e cronológica. Descreve as características comuns da cultura material compartilhada pelos sítios. Mostra o padrão dos sepultamentos para o estado e aponta os elementos divergentes presentes na forma dos enterra- mentos e nos seus acompanhamentos funerários. Por m, indica as duas maiores variações recentemente reconhecidas para as inumações: a descoberta de urnas lisas da fase Aratu enterradas com urnas corrugadas da fase Itanhém no mesmo sítio; e a identi cação de esqueletos inumados fora das urnas, tanto em decúbito como na posição etida.
Afetividade e ensino-aprendizagem: influência favorável na relação professor-aluno-objeto de conhecimento
Neste trabalho, apresentamos os resultados de pesquisa que teve como objetivo investigar a influência favor΅vel da afetividade no fazer docente, mais especificamente, na relaç΄o professor-aluno-objeto de conhecimento. Teoricamente, fundamenta-se nos estudos de Dam΅sio (2001) e Wallon (1971), que definem conceitos nucleares da afetividade, em Ib΅•ez et al (2004), Leite (2006), Silva (2002) e Tassoni (2000), que abordam a afetividade nas pr΅ticas pedag½gicas, e em Andrade Neta (2011), que trata da dimens΄o afetiva na formaç΄o do professor. Trata-se de uma pesquisa bibliogr΅fica de natureza qualitativa. Para a an΅lise dos dados, foram definidas quatro categorias: a) qualidade da mediaç΄o; b) posturas por parte do professor; c) conte€dos verbais e d) relaç΄o do professor com a disciplina ministrada. Os dados foram tratados com o apoio da técnica de an΅lise de conte€do. Foram identificadas algumas pr΅ticas que favorecem a aproximaç΄o professor-aluno-objeto de conhecimento
DITADURA MILITAR, CRIMES CONTRA A HUMANIDADE E A CONDENAÇÃO DO BRASIL PELA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS
O Relatório da Comissão Nacional da Verdade apontou os crimes cometidos pela ditadura militar brasileira (1964 – 1985). O artigo expõe os conceitos jurídicos que caracterizam tais atos como crimes contra a humanidade, que não prescrevem e são insuscetíveis de anistia. O Estado brasileiro está juridicamente obrigado a proceder à persecução criminal dos perpetradores, tanto pelas normas convencionais a que se vinculou quanto por normas cogentes de Direito Internacional. O método utilizado consistiu na pesquisa de material de Direito Internacional e precedentes vinculante
INGLÊS COMO LÍNGUA INTERNACIONAL E O CURSO LEA-NI DA UESC: UM ESTUDO DO LIVRO MARKET LEADER ELEMENTARY
A língua inglesa adquiriu, há algumas décadas, o status de língua internacional, uma vez que é usada para comunicação entre indivíduos de diferentes nacionalidades, além de ser a língua utilizada em grande parte das relações comerciais e diplomáticas, dentre outras funções. Ao observarmos o perfil do aluno a ser formado no curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais – LEA-NI, da Universidade Estadual de Santa Cruz, entendemos que esse profissional precisa aprender esse idioma nesta perspectiva, visto que precisará negociar com pessoas de muitas nacionalidades diferentes. Sendo assim, o objetivo geral deste trabalho consiste em verificar se a língua inglesa é tratada numa perspectiva de língua internacional no livro didático adotado para o ensino de língua inglesa no primeiro semestre do curso LEA-NI da UESC. Especificamente, pretendemos compreender o conceito de Inglês como Língua Internacional e refletir sobre a importância do estudo do inglês numa perspectiva de língua internacional para a formação do profissional de LEA-NI. Este trabalho se trata de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, tendo como principais referências: Smith (1981), Kachru (1982), Crystal (2003), McKay (2002), Leffa (2002) dentre outros. Neste estudo, após análise do livro didático Market Leader Elementary, a partir da identificação das ocorrências nas quais falantes de outras línguas utilizam-se do inglês para se comunicarem, verificamos que o material didático em questão não atende satisfatoriamente os conceitos elencados no texto sobre o Inglês como língua Internacional
A CAPACIDADE MULTILÍNGUE E SEU PERFIL MULTICULTURAL NA PROMOÇÃO DA CIDADANIA GLOBAL
A habilidade multilíngue se apresenta na atualidade como importante ferramenta para as demandas do mundo globalizado. Os desafios deste século têm demandado cidadãos globais que estejam preparados para lidar com problemas de proporções globais e estejam aptos a apresentar soluções aos mesmos. E uma das questões mais problemáticas a nível global é a falta de entendimento cultural, o que tem gerado conflitos ao redor do mundo. A cidadania global prepara indivíduos com habilidades específicas e úteis neste cenário. A formação encontrada no curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais, da UESC, prepara profissionais com essas habilidades e que estão aptos a se tornarem cidadão globais, atores ativos na solução dos desafios globais. Portanto, este trabalho objetiva apresentar a capacidade multilíngue como habilidade de perfil multicultural e útil para a promoção da cidadania global. Além disso, numa abordagem mais específica, busca compreender a relação existente entre aprendizagem de uma língua e o ganho cultural proveniente deste aprendizado e analisa o papel do multilinguismo como uma ferramenta para o entendimento cultural na atualidae. Esta pesquisa analisa também o papel do curso LEA na formação de profissionais aptos a falar línguas estrangeiras e potencialmente capazes de serem cidadãos globais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e interpretativista de caráter bibliográfico, que se respalda em autores como Becker e Zimmer (2015), Zarobe (2015), dentre outros que tratam da capacidade multilíngue e sua relação com o entendimento cultural, bem como se baseia em informações de documentos oficiais da UNESCO
ADAPTAÇÃO DA COZINHA FRANCESA A CULTURA E AO PALADAR BRASILEIRO
A gastronomia francesa tem influenciado a culinária brasileira e a mundial. No Brasil, devido a riqueza de sabores e variedades, o resultado pode ser uma mistura entre a cozinha clássica com a cozinha do novo mundo. Nesse sentido, este estudo analisa as percepções de Chefs franceses sobre a cultura e o paladar brasileiro, além de verificar as principais motivações e dificuldades que levaram à escolha do Brasil como local para trabalhar. Para tanto realizou-se uma pesquisa qualitativa, conduzindo-se entrevistas em profundidade apoiadas num roteiro semiestruturado, aplicado a cinco Chefs de cozinha franceses. Os resultados mostram que a gastronomia francesa precisou se reinventar desde sua implantação no Brasil, principalmente ao utilizar temperos, frutas e legumes brasileiros. Além disso, destacam-se as dificuldades para a adaptação dos Chefs no Brasil como a língua portuguesa, fornecedores e colaboradores despreparados que dificultam o resultado final dos profissionai
CULTURA GAÚCHA: A PERCEPÇÃO DOS FREQUENTADORES DA XXIX SEMANA FARROUPILHA DO CTG NOVA QUERÊNCIA - BOA VISTA – RORAIMA
A cultura gaúcha encontra-se em um constante processo de (re)construção o que corrobora com o processo de dinamicidade das culturas. Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) se tornaram um espaço de valorização da cultura gaúcha, independente do Estado onde estejam localizados, tornando-se um espaço de integração e trocas culturais, onde qualquer pessoa pode ter contato com a cultura sul-rio-grandense. O objetivo do artigo foi estudar o evento da Semana Farroupilha realizado no CTG Nova Querência (Boa Vista/RR), a fim de identificar a percepção dos seus frequentadores quando a cultura gaúcha. Foram aplicadas 124 entrevistas e os indivíduos foram divididos em duas categorias: Gaúchos e Não Gaúchos. Os resultados demonstraram que a valorização do tradicionalismo destacou-se na percepção da cultura gaúcha, por ambas as categorias do universo da pesquisa