Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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    A distinção aristotélica entre Lógica, Dialética e Retórica e seu lugar na Teoria da Argumentação

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    Devemos considerar a obra de Aristóteles como a origem da Teoria da Argumentação ou como um obstáculo que explicaria parcialmente o desenvolvimento tardio desta teoria? Neste artigo, tento mostrar que existem boas razões para defender ambas as posições. Com isso, pretendo ilustrar certa forma de conceber as relações entre Lógica, Dialética e Retórica. Essa concepção estaria mais próxima dos objetivos da própria Teoria da Argumentação que da visão fragmentária que, por séculos, se apoiou no trabalho daqueles que, de uma ou outra disciplina, ocuparam-se do estudo normativo da argumentação. Ao considerar que essa visão fragmentária é uma herança daquela visão que ainda não se desfez inteiramente na moderna Teoria da Argumentação, a leitura das obras aristotélicas aqui proposta tenta fornecer elementos úteis para reflexão sobre o nosso trabalho atual, especialmente aqueles relacionados à concepção da Lógica como uma teoria normativa de inferência e do entimema como silogismo retórico

    Argumentação acadêmica: análise da retórica do Guia prático para redação científica

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    In this paper, we interpret some writing orientations of the Practical guide for scientific writing, which is, according to Volpato (2015), a manual that supports researchers in composition of academic papers fitting an international pattern. The goals of this text are to analyze: 1) rhetorical strategies mentioned by the Practical Guide that involve the production of knowledge on scientific writing and (2) positions on scientific writing (and, implied in this, on science in general) present in such guidelines. As a theoretical-methodological framework, we dialogue with studies that conceive language as social action and, in this sense, they emphasize the rhetorical and performative dimension of human action, mainly the academic writing action. As a result, we offer subsidies for a better comprehension about dominant points of view concerning scientific writing and the needed respect to the diversity of disciplinary cultures (HYLAND, 2011).Realizamos una interpretación de algunas orientaciones para escritura presentes en la Guía práctica para redacción científica (VOLPATO, 2015). Un manual, según su autor, destinado a ayudar a los investigadores a redactar artículos académicos siguiendo patrones internacionales. Nuestros objetivos son analizar: (1) las estrategias retóricas en la producción de conocimiento sobre escritura científica y (2) las posiciones sobre redacción científica (implicado, sobre ciencia en general) presentes en estas orientaciones. Como marco teórico-metodológico, establecemos un diálogo entre perspectivas de estudios que conciben el lenguaje como una acción y, en este sentido, enfatizan la dimensión retórica y performativa de la acción humana, especialmente la acción de la escritura académica (BAZERMAN, 2015; 2011; 2005; FIORIN, 2015; RAJAGOPALAN, 2014; 2008; 1998; HYLAND, 2011; 2000). Como resultado, esta investigación proporciona subsidios para una mejor comprensión de las visiones dominantes sobre escritura científica y sobre la necesidad de respetar la diversidad de culturas disciplinarias (HYLAND, 2011).Realizamos aqui uma interpretação de algumas orientações para escrita presentes no Guia prático para redação científica (VOLPATO, 2015). Um manual, segundo seu autor, destinado a auxiliar pesquisadores a redigir artigos acadêmicos em um padrão internacional. Nossos objetivos são analisar: (1) as estratégias retóricas na produção de conhecimento sobre escrita científica e (2) os posicionamentos sobre redação científica (implicado nisso, sobre ciência de maneira geral) presentes em tais orientações. Como referencial teórico-metodológico, estabelecemos um diálogo entre perspectivas de estudos que concebem a linguagem como uma ação e, nesse sentido, dão ênfase à dimensão retórica e performativa da ação humana, sobretudo a ação da escrita acadêmica (BAZERMAN, 2015; 2011; 2005; FIORIN, 2015; RAJAGOPALAN, 2014; 2008; 1998; HYLAND, 2011; 2000). Como resultados, a presente pesquisa oferece subsídios para uma melhor compreensão a respeito de visões dominantes sobre escrita científica e sobre a necessidade do respeito à diversidade de culturas disciplinares (HYLAND, 2011)

    O narrador e a confissão:

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    Os contos “O último” (A palavra nunca, 1997) e “Overbooking” (O amor em Lobito Bay, 2016) foram publicados pela primeira vez com uma distância de mais de 30 anos e com o Atlântico entre seus autores, entretanto, carregam alguns elementos em comum como a escrita da memória, a estética da crueldade e a posição de um narrador que joga com os seus leitores. Este artigo pretende analisar comparativamente estes e outros aspectos presentes nos contos de Eric Nepomuceno e Lídia Jorge tomando como arcabouço teórico textos de autores como Wolfgang Iser, Theodor Adorno, Walter Benjamim, Clemént Rosset, entre outros

    O duplo, o triplo, o múltiplo

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    Neste trabalho interpretamos a narrativa O Grifo de Abdera, de Lourenço Mutarelli, e construímos diálogos desta com o fenômeno do duplo e, ainda, sob a luz da ficção brasileira contemporânea em sua estética de autoficção e metaficção

    PERFIL INDUSTRIAL DAS EXPORTAÇÕES DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E A HIPÓTESE DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO

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    Este trabalho teve como objetivo analisar o perfil industrial da Região Nordeste do Brasil, visando responder à seguinte questão: está ocorrendo um processo de desindustrialização nesta região? Nesse sentido, foi ajustado um modelo Vetorial de Correção de Erro (VEC), com a variável dependente exportações da indústria de transformação da Região Nordeste do Brasil. As variáveis independentes foram taxa de câmbio efetiva real; índice de preços das commodities não energéticas; e coeficiente do grau de abertura comercial. Os resultados indicaram que a desvalorização cambial estimula as exportações, que a abertura comercial foi extremamente prejudicial às exportações e que a variável índice de preço das commodities apresentou sinal contrário ao esperado. &nbsp

    A PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE CAFÉ E HOSPITALIDADE

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    O presente trabalho partiu da seguinte questão: qual é a realidade da produção científica sobre cafés e hospitalidade? Como objetivo geral, o trabalho se propõe a elaborar um estudo sobre a produção científica nacional e internacional nos temas café e hospitalidade. Especificamente, pretende-se caracterizar a produção científica sobre o tema, além de espacializar essa literatura e identificar os contextos de maior interesse de pesquisa, de seus pesquisadores e o interesse dos periódicos nessa temática. Ao mesmo tempo, o trabalho é parte essencial de uma pesquisa maior em andamento que visa analisar os contextos de hospitalidade em cafeterias e suas variações em distintos espaços. A pesquisa é de caráter exploratório com abordagem qualitativa. Utilizou-se as bases de dados Redalyc, Portal de Periódicos Capes, Scopus e Web of Science para busca de artigos utilizando-se os descritores café e hospitalidade nos idiomas português, espanhol e inglês. Ao final do processo de seleção nas quatro bases, resultaram 16 artigos para análise. Foi possível caracterizar os 16 artigos em dois domínios da hospitalidade: 1) hospitalidade privada/comercial; 2) hospitalidade pública. Os artigos foram publicados em 14 periódicos diferentes, a partir de pesquisas de 37 autores alocados em distintas instituições. Houve uma predominância de pesquisas aplicadas na Coréia do Sul e nos Estados Unidos. Identificou-se o pouco interesse de pesquisadores brasileiros e estrangeiros pelo tema, considerando-se que o café é uma bebida universal e que tem papel significativo nos processos de sociabilidade, permitindo a aglutinação de contextos de hospitalidade doméstica e privada/comercial

    O FESTEJO DA ABOLIÇÃO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DONA JUSCELINA / MURICILÂNDIA-TO

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    This work aimed mainly to analyze the contemporary perspective of the tourist look on the cultural identity of of the Quilombola Dona Juscelina Community. In this sense, the research aimed to investigate the representations of the intangible heritage of the community, through the Abolition Festival, and also identify the perception of social actors involved in the celebration: tourists, masters and organizers, focusing on the tourist perspective about the quilombola heritage legacy. The research was located in the quilombola community, which is urban, as it is still fighting for the ancestral territory located in the municipality of Muriciland-TO. It was carried out in two phases, started in 2018 in October and was concluded the following year in the Festejo da Abolition In the first phase questionnaires were applied to the organizers and the Masters of local culture and the second phase was held in May 2019 where questionnaires were applied to tourists who attend the celebration. As a result it was found that the quilombola community through the Abolition Festival has great potential for cultural tourism, as it has been observed a latent tourist flow and a rich collection of cultural representations, that is with potential for a participatory community planning process that set precedents for expanding other cultural tourism products in the community.  Esse trabalho buscou principalmente fazer uma análise da perspectiva contemporânea do  olhar turístico sobre a identidade cultural da Comunidade Quilombola Dona Juscelina. Neste sentido, a pesquisa teve como objetivos investigar as representações do patrimônio imaterial da comunidade, por meio do Festejo da Abolição, e ainda identificar a percepção dos atores sociais envolvidos no festejo: turistas, mestres e organizadores, tendo como enfoque principal a perspectiva do turista sobre o legado patrimonial quilombola. A pesquisa se localizou na comunidade quilombola, que se encontra urbana, pois está lutando ainda pelo território ancestral situado no município de Muricilândia-TO, foi realizada em duas fases, iniciada em 2018 no mês de outubro e foi concluída no ano seguinte no Festejo da Abolição. Na primeira fase, foram aplicados questionários voltados aos organizadores e aos Mestres de cultura local e na segunda fase, foram aplicados questionários direcionados aos turistas que frequentam o festejo. Como resultado foi constatado que a comunidade quilombola através do Festejo da Abolição tem um grande potencial para o turismo cultural, pois foi observado um fluxo turístico latente e um rico acervo de representações culturais, isto é, com potencial para um processo de planejamento participativo comunitário que abra precedentes para ampliação de outros produtos turísticos culturais na comunidade

    VALORIZAÇÃO DA VIDA EM DEBATE NA ESCOLA

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    A extensão universitária deve assumir um compromisso com os diversos setores da sociedade de modo a possibilitar uma ação transformadora para ambos. O suicídio entre adolescentes e jovens é a quarta causa de óbito no Brasil. A escola é um espaço privilegiado para a observação de comportamentos de risco visto que é onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo. Este artigo objetiva descrever o “Evento de Extensão Universitária Valorização da Vida”, que abordou temas relacionados ao reconhecimento da importância da atenção e do cuidado consigo e com o outro, da identificação da violência auto provocada e da ideação suicida, bem como, formas de acessar os canais de ajuda. O evento foi realizado em um colégio público estadual, de Ensino Fundamental e Médio, do município de Curitiba, no formato de aula expositiva dialogada. A fim de verificar a efetividade da ação proposta foram utilizados dois instrumentos, um questionário objetivo para medir as competências auferidas pelos participantes e reunião com os envolvidos para analisar se as diretrizes da Política Nacional de Extensão Universitária foram contempladas. Observou-se que houve incremento significativo das competências dos escolares em relação ao tema tratado e que os princípios extensionistas foram contemplados

    COMO ORGANIZAR FÓRUM DE GESTOR PÚBLICO MUNICIPAL PARA ATUAR COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO LOCAL

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    Este artigo é um relato de uma ação extensionista realizada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) através do Programa Agir-LS, em parceria com a Associação dos Municípios da Região Cacaueira do Sul da Bahia (Amurc), na região litoral Sul da Bahia. O programa tem sua base assentada nos Fóruns de gestores municipais. A concepção e a operacionalidade dos Fóruns repousam na teoria de formação da vontade coletiva. As principais conclusões foram: o fórum é escolhido por ser uma instituição de estrutura leve, flexível, que não é subordinada aos impositivos da lei; e a estruturação do Fórum passa pelas fases de implantação, consolidação e avaliação. A implantação inicia com a construção do projeto e vai até a eleição do quadro dirigente. A consolidação se efetiva a partir da institucionalização do projeto e a realização das ações, pautadas nos entendimentos de que: a principal missão do Fórum é realizar os sonhos de seus integrantes; e de que toda instituição de natureza coletiva é assentada no tripé: participação, organização e ação, sendo a participação o vetor central. E a avaliação e requalificação também são importantes porque permitem evitar desvios de rotas

    Miscigenação e purismo: divergências estéticas entre João do Rio e Dziga Vertov

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    O presente artigo delineia as divergências estéticas entre o contista, cronista, jornalista, tradutor e teatrólogo João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (mais conhecido como “João do Rio”) e o cineasta polonês Dziga Vertov. Foram analisados textos que compõem a obra Cinematographo: crônicas cariocas (1909), de autoria do primeiro, e os manifestos publicados pelo segundo. O trabalho objetivou sustentar a tese de que ambos adotaram premissas e posturas diametralmente opostas entre si. Afinal, parte considerável da produção de João do Rio ficou marcada pelo signo evidente da miscigenação – não somente por conta da confluência de traços tanto da crônica quanto do texto jornalístico como, sobretudo, pela absorção das inovações trazidas pelo cinematógrafo –, enquanto que Dziga Vertov primou pela pureza da linguagem cinematográfica a ponto de protegê-la contra a influência de outras formas de arte

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