Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Prevenção de quedas e instabilidade postural em idosos
O Brasil está aumentando em número progressivo a sua população idosa e, com isso, aumentam as preocupações em torno das incapacitações e demais ocorrências que retiram os idosos da sociedade produtiva. Este estudo teve como objetivos identificar e discutir as causas mais comuns de quedas e instabilidade postural em idosos e as formas de prevenção. Trata-se de estudo bibliográfico, não sistemático, de natureza reflexiva, realizado por meio de busca nas seguintes bases de dados: LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SCIELO (Scientifi c Eletronic Library on-line) e Google Acadêmico. As quedas e a instabilidade postural são peculiares ao envelhecimento, enquanto processo, e são fatores causais para perda de autonomia e demais incapacidades. O envelhecer é marcado por desordens orgânicas em que o indivíduo fica mais suscetível a processos patológicos, acidentes e morte. Diante dessa realidade, é fundamental identificar as causas básicas das quedas em idosos, que indicam perdas morfológicas e funcionais próprias do envelhecimento, de forma a atuar na sua prevenção. A enfermagem pode agir com vistas à sua prevenção, visto que as perdas são condições de risco nesta faixa etária e acarretam sequelas em suas vidas, além de ajudar com apoio emocional e orientações referentes à sua saúde
Experiências femininas de morar só na velhice
A feminização da velhice e o crescimento de lares unipessoais constituem um fenômeno cruzado, quando se examina o avanço do número de mulheres idosas que moram sós no país. A partir dos relatos de três mulheres, entre 79 e 86 anos, pretende-se discutir a relação entre as trajetórias e os estilos de vida de idosas que fizeram a opção por morar em lares unipessoais em grandes centros urbanos. Nesse estudo, foram explorados aspectos da rotina atual das informantes e seus modos de vida, visando compreender as interações cotidianas e os aspectos positivos e conflitivos de morar só
Instituições de longa permanência como alternativa de cuidados
Embora a política nacional do idoso priorize o atendimento oferecido pelas famílias em detrimento do atendimento asilar, as instituições de longa permanência são uma modalidade de atenção ao idoso e se constituem em alternativas de cuidados àqueles idosos que, por vários motivos, não vivem mais na própria moradia. Talvez essa afirmação leve a pensar nos motivos que poderiam haver para que houvesse uma preferência por parte dos idosos de viver em instituições, ao invés de em sua casa, com sua família de origem e com os cuidados necessários para enfrentar as condições de seu próprio envelhecimento. Bem, essa não é a realidade que se manifesta nas pesquisas e na literatura escrita sobre o tema. O presente estudo tem como objetivo trazer para discussão as dificuldades que as famílias enfrentam quando há a necessidade de institucionalizar membros de seu grupo e as ambiguidades que, aparentemente, percebem na oferta de serviços pelas instituições de longa permanência. Os dados foram extraídos de entrevistas feitas com familiares de idosos institucionalizados e de idosos igualmente institucionalizados. As entrevistas livres2 focaram instituições de longa permanência como alternativa de oferta de cuidados. O estudo ocorreu na cidade de Caxias do Sul, em 2010 e 2011
O cotidiano da velhice em uma instituição de longa permanência
Quando as condições físicas não garantem mais a autonomia do indivíduo senescente, quando ele entra num quadro de dependência psíquica e quando a família não mais consegue ou deseja tê-lo sob seus cuidados, a institucionalização, embora possa lhe acarretar sentimentos distintos, passa a ser a alternativa para o tratamento da velhice. Este estudo teve uma abordagem qualitativa e foi desenvolvido em uma instituição asilar do municio de Ilhéus-BA, objetivando apreender/compreender o significado de estar asilado para o idoso. A amostra constitui-se de dez idosos, sendo cinco homens e cinco mulheres. A análise dos resultados possibilitou reflexões a respeito das dimensões que permeiam o estar idoso institucionalizado, podendo despertar sentimentos diversos e até ambíguos como amparo, acolhimento, solidão, abandono. Ficou evidenciada, assim, a necessidade de uma atuação interdisciplinar para que os idosos residentes no estabelecimento analisado venham a usufruir de uma qualidade de vida que corresponda às condições que lhes deveriam ser proporcionadas
Grupo de idosos: um espaço de qualidade de vida
Considerando que os dados demográficos demonstram que o número de pessoas idosas vem aumentando progressivamente, o lazer se constitui em uma atividade que contribui para a melhoria da qualidade de vida do idoso. Os Grupos de Idosos estão sendo considerados cada vez mais importantes para a atividade turística e para o lazer. Os idosos apresentam múltiplas características, tanto biológicas, quanto psíquicas e sociais relacionadas à atividade turística e de lazer, que devem ser consideradas nas políticas públicas.
Aprendendo com a morte
Com o morte que inicia o texto, tendemos a concordar que todos nós temos necessidade, ainda que não manifesta, de compreender que, em algum momento da vida, haverá um término. A morte foi (e continua sendo), ao longo da história do homem, tema central das diversas culturas, constituindo-se como um dos seus grandes desafios. Com esse entendimento, há uma clara necessidade de revermos valores éticos e morais, tão discutíveis no momento, para que, através da morte do outro, possamos aprender
Projeto de extensão do GPEL: Lobato novamente na sala de aula
Este estudo tem o objetivo de apresentar o Projeto de Extensão do GPEL: Lobato novamente na sala de aula, que visa promover ações extensionistas a partir das pesquisas e estudos sobre a vida e obra de Monteiro Lobato. O projeto é executado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Lobato/GPEL da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB- Campus de Jequié. A metodologia é estabelecida a partir da relação indissociável entre pesquisa e extensão. O projeto apresenta como resultados: publicações, atendimento à comunidade, escolas e creches, formação de banco de dados e imagens, construção de acervo bibliográfico, formação de parcerias com empresas socialmente responsáveis e intercâmbio com pesquisadores de outras I.E.S
Independência funcional e qualidade de vida de idosos
O processo de envelhecimento populacional vem ocorrendo num ritmo acelerado, propondo ao idoso uma postura de autocuidado, uma ação preventiva para que possa alcançar qualidade de vida e autonomia. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura analisando a independência funcional e a qualidade de vida de pessoas idosas. Para isto, foram pesquisados artigos de revistas indexadas, livros, entre outros, publicados nas línguas inglesa e portuguesa, utilizando os unitermos “independência funcional em idosos”,“idosos que vivem sozinhos”, e “qualidade de vida do idoso”. Os dados levantados sugerem que é possível envelhecer com qualidade e apesar das perdas fisiológicas decorrentes desse processo, com adequadas intervenções, manter-se independente para a realização de atividades funcionais. Em razão do crescente número de pessoas vivendo em domicílios unipessoais, é importante criar um olhar crítico e intervenções adequadas a respeito das alterações do envelhecimento e de suas consequências, a fim de proporcionar ao idoso um envelhecer independente e com qualidade
A importância das universidades abertas e novos princípios para gerontologia educacional
O Brasil não é mais um país de jovens, mas um país em acelerado processo de envelhecimento. Esse perfil populacional exige do Estado e da sociedade ações efetivas voltadas à garantia dos direitos fundamentais das pessoas envelhecidas. O objetivo deste trabalho é demonstrar a importância de universidades que oportunizam trabalhos com pessoas idosas. Com este intuito, apresenta-se a historicidade das pioneiras bem como os modelos e descrições de algumas universidades abertas. A pesquisa bibliográfica apresenta com mais precisão a Universidade Aberta da Terceira Idade/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UnATI/Uerj, e as atividades pedagógicas desenvolvidas nessa Instituição Pública e sua proposta filosófica, baseada na Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003, que trata do Estatuto do Idoso, e visa assegurar todas as oportunidades para a preservação da saúde física, mental, intelectual e social da pessoa idosa. O projeto está alicerçado no processo de educação permanente e continuada, levando os idosos a integrarem-se política e socialmente, ampliando conhecimentos sobre o processo de envelhecimento, tendo como princípio a valorização do indivíduo, de modo a respeitar suas experiências de vida, favorecendo sua autonomia