Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
Not a member yet
2117 research outputs found
Sort by
O papel das emoções na negociação da distância entre os sujeitos no discurso publicitário
Este trabalho tem como objetivo contribuir com posições teóricas que defendem a racionalidade das emoções, isto é, recolocam a emoção em um lugar fundamental na argumentação, tratando-a não como uma pulsão, sensação, mas sim como um efeito possível visado pelo discurso, dotado de racionalidade. Estabeleceremos um elo entre os estudos retóricos e da argumentação, e os estudos das emoções e de sua racionalidade, buscando, na materialidade discursiva, elementos para a análise do papel das emoções na negociação da distância entre os sujeitos acerca de uma questão. O objeto de estudo é o discurso publicitário, mais precisamente, uma peça publicitária da lâmina de barbear Mach 3, da Gillette, pois acreditamos que esse discurso seja dotado de uma forte carga patêmica, não somente em função da necessidade de captação característica desse gênero discursivo, mas também pela validade das emoções como argumentos racionalizados, participantes do processo de desencadeamento de intensidades de adesão determinadas
A retórica da educação fiscal: o percurso argumentativo do novo paradigma da relação entre o estado e a sociedade
A Educação Fiscal é um tema ainda incipiente para o grande público, mas de relevante significado social. Por meio dela, busca-se desenvolver uma relação de parceria entre o Estado e a sociedade: de um lado, o Estado conscientiza-a sobre o papel dos tributos e repassa-lhe o conteúdo necessário para que seja possível a participação popular no controle dos gastos públicos; de outro, estimula a sociedade a adimplir com regularidade suas obrigações tributárias. O corpus deste trabalho é o material pedagógico criado pela Escola de Administração Fazendária (ESAF) e utilizado no Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF). Com base nos postulados da nova retórica de Perelman & Olbrechts-Tyteca (2005), e em Meyer (2007), serão vistos os modos pelos quais se dá o percurso argumentativo dos acordos com o auditório, seus argumentos e a retórica envolvida para a persuasão
Política indigenista e hegemonia: professores indígenas e “promotores culturais bilíngues” no México (1948 – 1970)
Este artigo aborda a política indigenista do Instituto Nacional Indigenista (INI), no México, no período entre 1947 e 1970. Enfatizo a questão da participação dos promotores culturais bilíngues como mediadores culturais entre as comunidades indígenas e a sociedade nacional. Os promotores participaram do projeto de “integração”, nacionalização e modernização dessas comunidades, como parte de um processo de formação de hegemonia do Estado ampliado entre os povos indígenas. Neste artigo, utilizei documentos oficiais do INI, que foram comparados com os relatos do professor zapoteco bilíngue Otílio Vázquez, que participou da política indigenista do INI no período entre 1954 a 1973. Concluímos que a ação dos promotores culturais do INI nas comunidades teve um papel político fundamental na construção da hegemonia do Estado, pois os ocupantes desse cargo foram os principais negociadores entre o órgão indigenista oficial e as comunidades indígenas
Os Kaxinawá em cena: filmes indígenas na Praia do Carapanã
O presente artigo analisa a produção de filmes realizados por uma jovem liderança da Terra Indígena Kaxinawá Praia do Carapanã (Acre), demarcada no ano 2000. O tema da cultura, que resulta central nas diferentes produções, emerge dos filmes através dos seus poliédricos significados: o de cultura erudita, originariamente pertencente ao mundo ocidental, o de cultura como discurso indígena sobre a própria tradição e o de nova identidade cultural dos Kaxinawá
Os limites da ontologia cartesiana: uma reflexão acerca da metafísica de Descartes partir da filosofia de Heidegger
O presente artigo pretende fazer uma reflexão acerca do cogito cartesiano. Devemos ressaltar que em questão não estará o cogito enquanto fundamento de uma ciência segura;questionar-se-á, sim, se essa natureza pensante possui envergadura bastante para atingir um estatuto ontológico que sustente toda a realidade visualizada sob seu prisma
Arqueologia na Bahia: uma história em construção
Este artigo procura traçar um histórico da pesquisa arqueológica na Bahia, destacando os indivíduos – pesquisadores, estudiosos – e as instituições responsáveis pelo seu desenvolvimento ao longo do século XX, identificando e discutindo os aspectos teóricos e metodológicos adotados e que foram empregados na construção da arqueologia no Estado, além das perspectivas apresentadas pelo cenário atual encontrado na Bahia
O convite para a suspeita filosófica: notas sobre o ensinamento heideggeriano nos Seminários de Zollikon.
A convite do psiquiatra suíço Medard Boss, Heidegger ministrou seminários para psiquiatras e estudantes de psiquiatria na cidade de Zollikon. Dessa experiência, que durou uma década, resultou a obra Seminários de Zollikon, a qual contém as atas das aulas, registros de diálogos entre Heidegger e Boss e cartas enviadas pelo filósofo ao psiquiatra. Tendo essa obra como guia, pretendemos meditar sobre o modo como Heidegger tentou estabelecer com seus alunos um profundo olhar a respeito dos fundamentos ontológicos das ciências. Com esse artigo, almejamos indicar a natureza dos ensinamentos heideggerianos acerca da relação entre a ciência e a filosofia, bem como enfatizar o cuidado do filósofo na preparação e condução das aulas, cuja meta era convidar aqueles cientistas suíços a cultivar a suspeita filosófica
Teleologia e liberdade
Neste artigo mostraremos alguns aspectos do encadeamento da teleologia com a liberdade no pensamento de Kant e de Hegel, a partir da Crítica da Faculdade do Juízo e das contraposições críticas estabelecidas por Hegel na Ciência da Lógica, com o intuito de defender a posição hegeliana, de que o recurso à teleologia explicita o ordenamento da natureza e a estrutura interna do conceito como liberdade
Autonomia e liberdade: os processos de tutelas de menores ingênuos e libertos – Juiz de Fora (1870-1900)
Este artigo tem como objetivo analisar processos de tutelas de menores (ingênuos e libertos) por proprietários do município cafeicultor de Juiz de Fora, localizado na Zona da Mata de Minas Gerais, durante a segunda metade do século XIX. O artigo também chama a atenção para as tensões entre os tutores e os familiares dos menores Tutelados. A luta dos libertos para poderem reconstruir seus laços familiares no mundo da liberdade muitas vezes esbarrou na recusa dos tutores em entregar os menores