Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Educação em saúde para autonomia e independência no envelhecer: um relato de experiência na UATI
As mudanças demográficas e epidemiológicas da população brasileira permitem afirmar que são fundamentais as iniciativas de educação em saúde,para estimular hábitos saudáveis de vida, possibilitando melhoria da qualidade de vida, autonomia e sensibilização sobre os riscos e agravos à saúde. Todos estes fatores são fundamentais para garantia do gozo de uma velhice saudável, com dignidade e liberdade, desenvolvendo a capacidade de escolha e realização de suas atividades de vida diária, pensar e ter olhar crítico sobre o mundo. O objetivo deste trabalho, então, é relatar numa oficina as experiências vivenciadas, e discutir a contribuição da educação em saúde para manutenção da autonomia e independência no envelhecer. Trata-se de um relato de Experiência de caráter extensionista , tendo como cenário a Oficina Saúde no Envelhecer da Universidade Aberta à Terceira Idade, sendo o público-alvo adulto e idoso, participante dos encontros, na faixa etária de 47 a 81 anos, em sua maioria, mulheres. Com a execução dos encontros os idosos foram estimulados a ter um melhor desempenho na realização das atividades de vida diária e, desta forma, preservar sua autonomia e independência, além de sua funcionalidade e bem-estar, essenciais para saúde no envelhecer.
Comentários críticos dos jornalistas sobre a midiatização das polêmicas políticas nos jornais
Se as observações formuladas pelos jornalistas sobre o fato de que as polêmicas políticas estão abundantemente presentes nos cotidianos não têm nada de inédito, essas críticas estão acompanhadas, desde há alguns anos, de comentários sobre a maneira pela qual este processo se acelerou sob a influência das redes digitais. Partindo dessa hipótese, realizamos um estudo de jornais nacionais e regionais franceses, durante o período de 2009-2010, a fim de considerar de forma mais concreta o que caracteriza este tipo de comentário. Este estudo mostra que os jornalistas se esforçam para denunciar não só a trama dos acontecimentos políticos nos jornais, mas também o seu oposto, ou seja, o que se sobressai a partir de uma espécie de uniformização presente no discurso midiático político
O ensino da argumentação na Antiguidade e em um livro didático atual
Os exercícios retóricos fizeram parte do cotidiano escolar na Antiguidade e na Idade Média, quando a Retórica, desvalorizada, foi perdendo espaço para as ciências lógicas e exatas. Hoje, poucas são as oportunidades encontradas pelos alunos para argumentar em sala de aula, embora se reconheça a importância da argumentação no uso efetivo da linguagem. A partir dessa constatação, nosso objetivo principal é refletir sobre o lugar da argumentação no ensino, da Antiguidade aos dias atuais. Com essa finalidade, voltamos aos estudos da Retórica clássica, trazendo seus principais conceitos, verificamos o lugar da Retórica no ensino ao longo do tempo, e analisamos um capítulo do livro didático Português: Linguagens, de Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, publicado em 2005. A partir da análise, observamos que ainda hoje há espaço para os exercícios de argumentação nas aulas de Língua Portuguesa, cabendo não só ao livro didático, mas também aos professores, disponibilizar para os alunos atividades que desenvolvam sua capacidade de argumentar e que permitam que eles se transformem em sujeitos críticos e socialmente ativos
Novas proposições para o estudo da argumentação na vida social
A história da retórica e de seu ensino, da Idade Clássica até meados do século XX, é aquela de uma decadência interminável, de uma longa sobrevivência escolar esclerosada em meio a uma desconsideração geral. No início do século XIX, o bispo escocês Richard Whately (1828) publica seu Elements of Rhetoric, seu grande manual vinte vezes reeditado na Inglaterra, confessando, no início de seu livro, que ele hesitou em empregar a palavra retórica no título, palavra “apt to suggest to many minds an associated idea of empty declamation or of dishonest artifice” (p. iii)
Conceito de família na representação discursiva de adolescentes em situação de rua
Busco, neste trabalho, tanto representar o conceito de família sob a ótica de adolescentes, pertencentes a famílias pobres, quanto ilustrar como eles constroem suas identidades num contexto de desagregação familiar. O método de análise segue os parâmetros da ADC, que embora compreenda várias vertentes teóricas e técnicas, aqui se alinha à proposta de análise léxico-gramatical hallidayana (1985, 2004), pois a intenção é a de investigar não só a exterioridade da linguagem (discurso), mas também sua interioridade (gramática). Assim, propõe-se a análise de uma pesquisa, inscrita nos moldes qualitativos, cujos resultados apontam para uma nova conceituação de família, que define e configura novas identidades no contexto da família contemporânea
Pietà, de Bellini, e Pietà with Courtney Love, de Lachapelle: uma análise discursiva e comparativa
Propomos uma análise discursiva e comparativa de duas obras de arte: a pintura renascentista intitulada Pietà (1505), do veneziano Giovanni Bellini (1430-1516), e a fotografia surrealista intitulada Pietà with Courtney Love (2007), do norte-americano David LaChapelle (1963-). Algumas das razões e objetivos que justificam essas escolhas são o que há em comum e de diferente entre as duas obras, as relações de intericonicidade e intergenericidade, dentre outros elementos técnicos. As obras serão comparadas levando-se em conta seus contextos, tempos, espaços, sujeitos e sentidos específicos. Valendo-nos do instrumental teórico da Análise do Discurso, utilizamos os estudos sobre a imagem de Aumont (2008) e sobre a simbologia das cores de Guimarães (2004), da grade de análise de imagens de Mendes (2012), além de parte do instrumental teórico oferecido pela Semiolinguística de Charaudeau (2008), dos estudos de Plantin (2010), Charaudeau (2010), dentre outros, sobre as emoções no discurso e outros conceitos afins, tais como ethos, pathos e imaginários sociodiscursivos. O presente estudo nos leva a inferir o quanto a Análise do Discurso pode ser frutífera na análise de textos pictóricos. Com essa reflexão, não pretendemos esgotar a análise das duas imagens. Na busca por um equilíbrio analítico-discursivo, um equacionamento entre o universo situacional e o discursivo, a vida e a obra dos dois artistas, o interno e o externo dessas obras, o subjetivo e o objetivo que elas propõem, a alteridade e a individualidade em interação, acreditamos ter integrado pensamentos, crenças e opiniões, em uma constelação de sentidos que nos permite uma conclusão temporária, inacabada
Informações numéricas e postura discursiva no espaço público marfinense
Um fato notável nos debates e discursos que ocupam o espaço público de maneira geral e o espaço marfinense de maneira específica é a frequência dos dados numéricos nos enunciados produzidos. Assim, as declarações públicas dos políticos são perpassadas por indicações numéricas, que chamam a atenção não só do auditório mas também do analista que é tentado a interrogar-se sobre a funcionalidade de tais informações. O objetivo deste artigo é, a partir de uma meia dúzia de discursos produzidos entre 2008 e novembro de 2010 que têm ligação com a disputa eleitoral que opôs Laurent Gbagbo a Alassane Ouattara – dentre os quais o debate em que os dois candidatos se defrontaram, entre os dois turnos da eleição presidencial, do ano 2010 como último elemento discursivo – mostrar como os dados numéricos se inscrevem em uma dinâmica discursiva e permitem, com relação ao sujeito enunciador, construir uma imagem de si, desconstruir a imagem do outro, jogando ao mesmo tempo com o ethos e o pathos
O prefeito do sim: uma análise discursiva de um slogan de campanha
Neste artigo analisamos a prática discursivo-argumentativa de slogans em que circula a campanha de um candidato a prefeito da cidade de Marabá/Pará, no ano de 2012. Em nossas análises, destacamos o trabalho argumentativo orientado pela posição sócio-histórica em que se insere o sujeito do discurso, de modo que o que é dito não se origina de um indivíduo, mas das ‘grades semânticas’ da formação discursiva a que o sujeito se vincula, sempre em relação de concorrência ou de adesão a outras formações discursivas
Ideologia, Retórica e Argumentação
A Crítica Retórica examina a ideologia como uma forma de argumentação estratégica que legitima a autoridade política. A ideologia se apresenta como filosofia política de maneira a chamar atenção para sua argumentação. Argumentos ideológicos apoiam alegações (1) de que aqueles que exercem o poder político representam o interesse de todos, e (2) de que a ordem social existente é natural e inevitável à luz da natureza humana. Funcionalmente, a ideologia é indispensável, porém, perversa. Formalmente, a ideologia é uma argumentação que obscurece sua parcialidade sob alegações de universalidade
Estratégias argumentativas e procedimentos enunciativos em publicidades televisivas
Esse trabalho tem como objetivo descrever procedimentos enunciativos e estratégias argumentativas em publicidades de televisão. Adotamos como base teórico-metodológica a Teoria Semiolinguística do Discurso, de Patrick Charaudeau. Sob esse ponto de vista, a argumentação não se restringe ao domínio da análise puramente linguística, mas se relaciona a alguns constituintes maiores, vinculados à situação de comunicação. Destacaremos os procedimentos enunciativos que permitem ao sujeito organizar as estratégias de captação do público-alvo e os procedimentos da encenação argumentativa, conforme definidos por Charaudeau (2008). Nessas publicidades, os produtores articulam o extrato verbal e o visual para promover uma interação com o telespectador que permita uma identificação entre esse e o produto anunciado, levando-o, finalmente, à aquisição deste produto