Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Relato da oficina do Núcleo Permanente de Leitura Projeto JUR na escola João Ubaldo Ribeiro: quando os estudos literários vão à sala de aula
O nosso crítico maior Antonio Candido afirma que é da sala de aula que saem as melhores ideias para os estudos da literatura. A questão é se estamos voltados para a escola e que sala de aula é esta que acessamos no cotidiano? Este trabalho trata do relato da minha presença na Oficina de Leitura Permanente da obra de João Ubaldo Ribeiro, do Projeto/Fapesb João Ubaldo da Baía de Todos os Santos e de todos os lugares. O retorno para uma escola de natureza pública em cidade de pequena população, Itaparica, mas nas cercanias da capital do estado, nas condições históricas em que se apresenta, é oportunidade para uma série de reflexões. Para tanto, me utilizo das ideias críticas de Antonio Candido, Edward Said, Regina Zilberman, Silviano Santiago, Luis Costa Lima, Roberto Schwarz, Jessé de Souza e outros
A pesquisa em teoria literária como campo de possíveis (re)visões da ficção brasileira dos século XIX e XXI
Propomos uma análise crítica acerca das questões estéticas, políticas e ideológicas que se entrecruzam no texto literário a fim de ressignificá-lo. Deste modo, o discurso literário se apresenta como uma forma de discurso que se mostra fonte de saber e aprendizagem, sem abdicar do olhar crítico, fundamental na formação do professor/pesquisador. Neste percurso, a partir do estudo da poética de Michel Laub, na contemporaneidade, e do resgate das obras do escritor Virgílio Varzea, na estética naturalista, disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, contextualizaremos as questões que nos motivam a pesquisar autores de épocas e estéticas distintas, mostrando que as relações entre passado e presente se dão nas interseções que nos ajudam a redefinir o campo conceitual traduzido por muitos como sendo a contemporaneidade
Biblioteca Viva: uma experiência de mediação em leitura no Salobrinho
Este artigo apresenta o projeto de extensão “Biblioteca Viva”, focalizando sua ação extensionista no Salobrinho. O projeto tem atuação em escolas de ensino regular das cidades na região de atuação do PROLER local, com o fim de aproximar o leitor do livro e da leitura, desenvolvendo habilidades e práticas leitoras.A metodologia é interativa e sua operacionalização não é rígida. O que se mantém a cada presença na escola é a interação, a dialogia. Trata-se de uma ação de mediação em prol do exercício de ler como uma prática pragmática, social e educacional; para isto, os bolsistas e estagiários que atuam no projeto estudam e aprimoram sua atuação na relação mediador/leitor, visando a inserção do aluno no universo leitor e sua projeção na ação contínua de leitura. A seleção das atividades observa a faixa etária, série e desempenho das turmas, enfatizando a interação de práticas leitoras, o acesso a livros, autores e textos literários diversos e a produção de registros das leituras. Os resultados apontam uma desmistificação do ato de ler, aproximando o pequeno leitor do texto, de forma lúdica e prazerosa. Alguns indícios revelam uma melhoria na competência leitora, na socialização de leituras, e, consequentemente, na formação de neoleitores.
Impactos del Turismo en Amatlán de Quetzalcóatl: organización comunitaria frente a la turistificación
The growth of tourism businesses has generated social and environmental impacts in Amatlán de Quetzalcóatl. Thus, the indigenous population has carried out certain actions to limit the activity and prevent tourism like what happened in Tepoztlán Pueblo Mágico. These actions consist of the use of instruments framed in usages and customs, as well as a repertoire of strategies inherited from a tradition of struggle for land to negotiate the limits of the activity with external tourism entrepreneurs. In this way, agreements have been generated between the community and businessmen to carry out an activity with lower impacts, which is oriented towards more inclusive tourism and with a greater presence in the management of the activity of the local population. In this work, mixed methodology strategies were used. The objective was to reveal the community's mechanisms to limit the growth of tourism to generate a more inclusive activity with lower impacts. It was observed that the advance of tourism is progressive and that in the future the forms of negotiation within the community will be those that lead to agreements in which a more inclusive activity is reached and with greater participation of residents, to generate tourism with greater benefits and fewer negative impacts.El crecimiento de negocios turísticos ha generado impactos sobre el medio social y ambiental en Amatlán de Quetzalcóatl. Así, la población indígena ha realizado determinadas acciones para limitar la actividad y prevenir una turistificación como la acontecida en Tepoztlán Pueblo Mágico. Estas acciones consisten en la utilización de instrumentos enmarcados en los usos y costumbres, así como en un repertorio de estrategias heredado de una tradición de lucha por la tierra para negociar los límites de la actividad. De este modo, se han generado acuerdos entre la comunidad y los empresarios para realizar una actividad con menores impactos, que se oriente hacia un turismo más inclusivo y con una mayor presencia en la gestión de la actividad de la población local. En este trabajo se utilizaron las estrategias de la metodología mixta. El objetivo consistió en revelar los mecanismos de la comunidad para limitar el crecimiento del turismo con el fin de generar una actividad más inclusiva y con menores impactos. Se observó que el avance del turismo es progresivo y que en el futuro serán las formas de negociación dentro de la comunidad, las que conduzcan a acuerdos en los cuales se llegue a una actividad más inclusiva y con mayor participación de los pobladores locales, con el fin de generar un turismo con mayores beneficios y menores impactos negativos
Imagens discursivas da exterioridade lírica drummondiana
Este artigo pretende (i) ressaltar na obra Antologia poética, de Carlos Drummond de Andrade (1998), que o autor, ao falar do cotidiano e do presente-passado utilizando uma linguagem lúdica, mas puramente artesanal - que não se fixou numa corrente estética apenas -, não deixou de ser o intelectual preocupado com a difusão da arte; (ii) e demonstrar como Drummond transformou a lírica pessoal em um discurso que reflete ressonâncias coletivas a partir das imagens suscitadas nas leituras dos poemas. Para tal, far-se-ão análises de alguns poemas a fim de possibilitar o acesso à linguagem complexa dos discursos, partindo de um referencial teórico-analítico da área de Linguística, considerando aspectos estéticos, retóricos e ideológicos. Alguns teóricos a serem utilizados neste texto são: Aumont (2012), Bakhtin (2000), Maingueneau (2004), Mendes (2010), dentre outros. Trabalharemos, neste estudo, com a hipótese de que a preocupação de Drummond (1998) era tão profunda, que ele vivencia o eu do outro de um modo totalmente diferente daquele como vivencia seu próprio eu. De uma maneira geral, Carlos Drummond “absorve” o mundo externo e por não saber, às vezes, quem é, será vários: Carlos, José, Robinson Crusoé ... gauche.
Por que maldizemos quando protestamos? A polemicidade na ação coletiva
Este artigo explora o recurso à violência nos discursos de protesto, definido como um tipo específico do discurso polêmico. Colocando-se, do ponto de vista teórico-metodológico, entre a análise do discurso polêmico – assim como ela se desenvolve nas tendências francesas da análise do discurso – e uma perspectiva Retórica dos Movimentos Sociais – tal como é desenvolvida nos Estados Unidos –, este estudo trata da especificidade do discurso que acompanha a agitação social. Explorando o recurso a “instrumentos” como os insultos e os ataques pessoais aos adversários, a palavra grosseira e as obscenidades, ou o uso de ameaças e agressões, o artigo examina os desafios éticos, estratégicos e hermenêuticos da palavra de protesto. Com a ajuda de exemplos variados, mostra que a agressividade e a rudeza da linguagem militante não constituem somente uma expressão espontânea da cólera e da indignação das massas, mas sobretudo um comportamento discursivo cuja lógica se explica na situação única em que se situa a ação coletiva
Reivindicar os direitos das mulheres em 1791: uma tentativa fadada ao fracasso? O interdiscurso da Declaração dos direitos da mulher e da cidadã
Examinando a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), texto indefectível do feminismo, escrito por Olympe de Gouges, procuramos mostrar uma inovação radical que, paradoxalmente, ali acontece nos interdiscursos, sobretudo acerca do já-dito. Ao fazer uma releitura da Declaração dos Diretos do Homem e do Cidadão de 1789, a Cidadã De Gouges subverte o discurso que fora profundamente inspirado na obra de Rousseau. Ela enfatiza, sobretudo, os discursos femininos e girondinos, para questionar as premissas de Rousseau e dos deputados membros da Constituinte presentes na Declaração de 1789, e também para reclamar parte do poder que foi negado às mulheres
Uma perspectiva sobre o ensino de informática no sertão baiano
Este artigo tem o intuito de relatar parte das experiências adquiridas no processo de aplicação do projeto desenvolvido por professores e alunos da Universidade Estadual de Santa Cruz para a Operação Canudos, do Projeto Rondon, entre 13 e 27 de janeiro de 2013, em Chorrochó-Ba. Dentre tantos trabalhos realizados, o foco deste é a oficina cujo tema é Informática Básica, que teve como público alvo os estudantes de nível fundamental, básico e superior, servidores públicos e os populares interessados. O objetivo da oficina era capacitar a todos os participantes no uso de microcomputadores, impulsionando-os na busca de conhecimento, provocando, assim, desenvolvimento cultural e financeiro na região. Modernização e facilitação do trabalho são possibilitadas pela tecnologia e, dessa forma, a tentativa da oficina também era de convencer a população desse fato. A proposta era mudar a visão sobre os microcomputadores, tornar o uso do mesmo familiar às pessoas e a desmistificação deste, fazendo-os enxergar de tal modo que os microcomputadores passassem a ser uma ferramenta de auxilio do trabalho e entretenimento, o que realmente são, e não o contrário. Como resultado, no primeiro momento, a oficina provocou interesse do órgão público responsável em revitalizar e melhorar o ensino de informática na cidade