Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Parcerias Público-Privadas na Administração Penitenciária Brasileira: um comparativo entre o presídio público e o privado
O estudo trata das parcerias público-privadas na administração penitenciária do Brasil apresentando panorama comparativo entre os presídios públicos e privados. O objetivo de foi de analisar as Parcerias Público-Privadas na Administração Penitenciária Brasileira, fazendo um comparativo entre os presídios públicos e os privados, avaliando se a Parceria Público-Privada é mais eficiente em relação a Administração Pública. O problema da pesquisa se pautou em descobrir como as parcerias público-privadas podem tornar as penitenciárias mais eficientes em relação a Administração Pública? A metodologia utilizada foi realizada por meio de método exploratório e descritivo, com a técnica da pesquisa bibliográfica em diversas fontes de tratam do tema e análise de dados do Depen – Departamento Penitenciário Nacional. A partir do diálogo com os autores e os dados apresentados foi possível constatar que a parceria público-privada é mais eficiente do que a Administração Pública, em especial pela política de investimentos que possibilita redução de custos operacionais, qualidade nos serviços prestados, maior número de vagas oferecidas e maior número de pessoas estudando, aspectos fundamentais para a ressocialização e reinserção dos presos em sociedade
USO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS POR RECEPCIONISTAS E MENSAGEIROS DE UMA REDE HOTELEIRA DE NOVA IGUAÇU-RJ
O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de final de curso na área de Turismo sobre a importância do uso de línguas estrangeiras por dois cargos de uma rede hoteleira localizada na cidade de Nova Iguaçu-RJ. O turismo no município em questão se dá no âmbito de negócios, pois é majoritariamente industrial e comercial. Como objetivo principal interessa-nos verificar a necessidade de dominar uma língua estrangeira para trabalhar no hotel. Para desenvolver o presente artigo, realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre o ensino de línguas para fins específicos e aplicamos um questionário como parte da etapa quanti-qualitativa na rede hoteleira ‘Mont Blanc’. Na análise de dados, constatamos que somente um dos entrevistados tem curso superior na área de turismo e que a maioria não tem conhecimento de inglês e/ou espanhol, porém os colaboradores sentem necessidade de estudar tais idiomas de modo a interagir com turistas que se hospedam esporadicamente na rede investigada. Houve unanimidade em relação ao interesse dos colaboradores em uma formação continuada em línguas estrangeiras, já que defendem que a rede hoteleira deveria fornecer tal capacitação. Como os participantes não demonstraram domínio formal de nenhuma língua estrangeira, não foi possível levantar os usos linguísticos no contexto pesquisado
El poeta traductor: Davide Rondoni
El presente trabajo se propone examinar el pensamiento sobre la traducción poética de Davide Rondoni, uno de los mayores poetas italianos contemporáneos, también autor de teatro y traductor. El artículo toma en consideración y compara los estudios, específicos sobre el tema, de Benjamin, Derrida y Ricoeur empezando desde el análisis del texto traducible por excelencia, es decir, la Sagrada Escritura, llegando a la conclusión que el acto de traducir se hace cargo de dar voz a las huellas ancestrales perdidas de los tiempos de Babel para llevar a cabo la exigencia de la traducción como supervivencia. En conclusión, a través de algunos escritos del poeta, la traducción se manifiesta, para Rondoni, como un encuentro, una relación que surge por la misma tensión que anima la poesía y que prevé el riesgo pero también la humildad de saber percibir la voz del poeta, una obediencia que a lo largo permite al traductor convertirse en verdadero autor y superar el límite concreto y el misterio de las palabras para acoger y acercarse al otro en todo su ser y en primer lugar a través del lenguaje
Desconstruindo a linguagem da/na tradição: um novo olhar para a tradução
Discutiremos problemas de representação na e pela linguagem, relacionando-os à desconstrução do signo saussuriano, à promessa de escrita fonética e à impossibilidade de tradução como cópia ou de reprodução enquanto tal de outro texto. Abordaremos a desconstrução da concepção de linguagem como mera representação da realidade e de seus impactos sobre a noção de escrita e de tradução, que é o nosso principal objeto de reflexão
Palavras de luz e sombra: formas de subversão em Rútilo nada, uma narrativa de Hilda Hilst
Rútilo nada, publicado por Hilda Hilst em 1993, desenha um retrato do relacionamento entre os personagens Lucius e Lucas. A narrativa, iniciada com a morte do segundo, entrecruza tempos numa tentativa de nos apresentar o percurso da relação, de seu início ao fim. Por todo o texto, discursos que buscam firmar uma heteronormatividade reprodutora se impõem sobre os dois personagens, com consequências na ordem do psicológico e do físico. A palavra hilstiana, como representação dessa subversão de normas impostas, constrói-se por uma mudança constante na forma, passeando entre gêneros textuais, sem nunca se fixar em um específico. Emergem, assim, questões ligadas a discursos sexuais vigentes e à fuga deles. Nessa construção textual aparentemente desorganizada, imagens de luz e sombra surgem para nos fazer ver certos aspectos enquanto nos esconde outros na limitação da palavra em definir características do humano que habitam o espaço do inenarráve
Reflexões acerca da proposta de ensino de argumentação de um livro didático de português aprovado pelo PNLD/2017
Considerando o impacto do livro didático sobre as práticas pedagógicas e os esforços de professores e pesquisadores para o aprimoramento do ensino de argumentação na escola, este artigo visa discutir a concepção de ensino de argumentação presente num livro didático de língua portuguesa aprovado pelo PNLD/2017. Para isso, analisamos as atividades sobre os chamados gêneros argumentativos propostas pela coleção didática “Para viver juntos: português”. Assumimos a perspectiva da argumentação retórica postulada por Perelman e Olbrechts-Tyteca (2014 [1958]), bem como a proposta de ensino baseada em gêneros textuais formulada por Dolz e Schneuwly (2004). Nossos resultados apontam que as atividades do livro didático, embora apoiadas nos gêneros textuais do argumentar, não favorecem o desenvolvimento da leitura argumentativa (GRÁCIO, 2013b) nem das capacidades argumentativas (DOLZ e SCHNEUWLY, 2004; AZEVEDO, 2013, 2016a, 2016b)
Os termos de emoção no acórdão do pedido de soltura de José Dirceu na operação Lava Jato e as Representações Textual–Discursivas
As emoções no direito nos levam a depreender que o embate discursivo envolve o ethos, o logos e o pathos, este não restrito a emoções psicológicas, mas signos transportadores de sentidos reconhecidos pelo outro sujeito da comunicação/relação. A partir da relação entre as emoções, a Representação Textual–Discursiva (Rtd) e o discurso jurídico no viés da argumentação, dispomos a compreender e relacionar esses fenômenos materializados no acórdão do pedido de soltura de José Dirceu na Operação Lava Jato, baseados em Adam (2011, 2015), Bazerman (2011), Grize (1990, 1996) e Plantin (2010, 2011). Destarte, percebemos que o material linguisticamente utilizado na construção do texto desse gênero como ação social, o valor argumentativo das Rtd e os termos de emoção se fazem presentes em virtude do propósito dessa ação de linguagem no contexto jurídico
Memória e des-memória discursivas no movimento ciberfeminista
O movimento feminista tem ganhado cada vez mais força no ciberespaço, onde o chamado ciberfeminismo (PLANT, 1992) vem se apropriando das ferramentas virtuais disponíveis. A hashtag, enquanto tecnopalavra (PAVEAU, 2017) funciona no ciberativismo enquanto ponto de ancoragem do debate público acerca de determinada temática. O tema do assédio, que faz parte da agenda feminista (HIRATA et al., 2009) será discursivamente analisado a partir da irrupção e circulação da hashtag #metoo, que tomou as redes sociais no final de 2017. Ancorados na Análise do discurso francesa, o corpus será analisado mobilizando as noções de memória e des-memória discursivas (PAVEAU, 2013; 2013a; 2015; 2017) na medida em que sua mobilização instaura a polêmica como interincompreensão (MAINGUENEAU, 2008), gerando uma espécie de dissenso, manifestado a partir de diversas posições enunciativas