UFV Journals (Universidade Federal de Viçosa)
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Capacitação de agentes comunitários de saúde para prevenção de doenças infecciosas:: relato de uma experiência
As doenças infecciosas são aquelas provocadas por microrganismos patogênicos como bactérias, fungos, vírus ou protozoários que invadem as células do hospedeiro e estão relacionadas as condições sanitárias inadequadas e condições precárias de higiene e moradia e ainda apresentam um grande problema de saúde pública. Neste contexto, a educação em saúde pode ser uma forte aliada nas medidas de prevenção e de controle das doenças infecciosas. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi de orientar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre como identificar, prevenir e conter agravos causados por doenças infecciosas. Trata-se de um relato de experiência das atividades do Projeto de Extensão “Doenças infecciosas na comunidade: Capacitação de Agentes Comunitários de Saúde para o melhor cuidar na atenção primária” desenvolvidas na Universidade do Estado do Pará, município de Santarém (PA), no qual foram realizadas palestras educativas com 40 ACS acerca da prevenção de agravos causados por doenças infecciosas. Ao final de cada dia das atividades educativas, foi aplicado um questionário através da metodologia de gamificação com a utilização da plataforma Quiz Class, visando avaliar a retenção de conhecimento sobre a temática abordada. O projeto alcançou os objetivos propostos promovendo conhecimento acerca das doenças infecciosas e possibilitou a discussão da problemática acerca da promoção da saúde e prevenção de agravos no âmbito da Atenção Primária à Saúde
Considerações críticas sobre cultura de consumo, ecoturismo e educação ambiental
A resenha "Considerações críticas sobre cultura de consumo, ecoturismo e educação ambiental" surgiu com a intenção de colocar novas questões que surgiram sobre o tema, chamando atenção para questão do ecoturismo, que é um assunto que precisa ser estudado cada vez mais, principalmente na educação ambiental nos pacotes de turismo. 
Dinâmica em sala de aula:: estratégia didática para o ensino de plantas daninhas
O presente estudo tem por objetivo propor uma dinâmica a ser desenvolvida em sala de aula para abordagem dos temas competição, interferência e agressividade das plantas daninhas. A mesma foi aplicada na disciplina “Controle de Plantas Invasoras” do curso de Agronomia da Universidade Federal do Ceará. Elaborou-se um roteiro de perguntas empregado após os temas terem sido estudados na aula teórica, conduzindo-se a dinâmica como uma competição entre grupos. Observou-se um grande engajamento dos alunos, de forma a utilizarem argumentos concisos para ressaltar a importância do conteúdo defendido pela sua equipe e associa-lo com os demais conteúdos. A metodologia de dinâmica proposta pode ser replicada para o mesmo contexto de ensino ou ser adaptada para outras realidades de aprendizagem. 
A formação superior de cientistas de alimentos no Brasil
A formação superior específica de Cientistas de Alimentos no Brasil teve início nos primeiros anos deste século. Com isso surgiram dúvidas sobre a necessidade dessa formação específica, sobre sua diferenciação de outras formações superiores relacionadas ao processamento de alimentos, sobre as atribuições dos profissionais. Esse estudo teve como objetivo reunir informações documentais que possam subsidiar respostas a essas dúvidas. Os documentos principais utilizados foram os Projetos Pedagógicos de 15 cursos superiores reconhecidos no Brasil que formam cientistas de alimentos e os de 19 cursos superiores que formam em nível superior outros profissionais para atuarem no processamento de alimentos. Também foi utilizada a Resolução Normativa 257/2014 do Conselho Federal de Química como base para análises. A partir da análise dos dados obtidos ficou evidente que há diferenciação nas formações tanto em cargas horárias obrigatórias quanto em ênfase nos grupos de conhecimento, traçando perfis profissionais bastante específicos
A criança com transtorno do espectro autista no processo de alfabetização: : alcances e desafios
Este texto traz o relato de um trabalho desenvolvido junto a uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no Centro Pedagógico da UFMG, com foco no processo de alfabetização. Trata-se de uma criança diagnosticada em nível 2 de suporte, que entrou na escola apresentando hiperfoco de interesses, limitações na interação com pares e na comunicação verbal de modo geral, seletividade alimentar acentuada, baixa tolerância a ruídos e frustrações e pouca autonomia para a realização de atividades cotidianas, tais como uso do banheiro e higiene pessoal. O objetivo do texto é tecer reflexões em torno do processo de alfabetização, que ocorre de forma concomitante ao processo de inserção nas práticas socializadoras junto à turma regular. O relato pode, portanto, contribuir não somente para ampliar o conhecimento em torno das peculiaridades que envolvem a aprendizagem da leitura e da escrita da criança com TEA, mas também para compreender aspectos mais amplos ligados à inclusão da criança com deficiência em sua chegada ao Ensino Fundamental. A metodologia adotada iniciou-se pela observação atenta da criança, para que fosse possível construir coletivamente as estratégias focadas em seu desenvolvimento. A análise da experiência desenvolvida demonstra efetividade das propostas implementadas no período observado, já que a criança tem demonstrado significativos avanços quanto aos níveis de apropriação do sistema de escrita alfabética e quanto à comunicação verbal, à socialização, a redução na seletividade alimentar e à autonomia nas atividades cotidianas. A base teórica consta de autores do campo da alfabetização e letramento e do campo da inclusão
A oratória no ensino básico:: ler e falar em público como instrumento de ensino-aprendizagem
Tanto no ensino básico quanto no superior, a apresentação de gêneros orais por parte dos alunos apresenta-se como um corriqueiro instrumento de avaliação pelos docentes, muitas vezes exigido de forma incisiva e autoritária. Diante da observação atenta, em sala de aula, acerca da resistência e consequente insegurança dos aprendizes em situações que exigem a exposição por meio de debates, seminários, apresentação oral, entre outros, procuramos, na condição de professores de linguagem, planejar e executar técnicas de oratória junto aos estudantes, por meio de minicursos de extensão, inicialmente em cursos superiores e posteriormente no ensino básico, com aceitação da comunidade acadêmica, envolvendo públicos das mais variadas áreas. Trata-se de apresentar aos discentes diversas técnicas de oratória, considerando autores renomados no tema, como Polito (2005, 2006), tendo como metodologias aulas dialogadas no ensino-aprendizagem e a interdisciplinaridade entre as diversas áreas do conhecimento, com a presença de convidados, como psicólogos e fonoaudiólogos, seguidas de práticas que motivavam a exposição oral dos participantes, sob um olhar sociointeracionista (Vygotsky, 2007). Os resultados são analisados a partir de formulários respondidos pelos alunos ao final de cada minicurso, assim como do retorno dos demais professores que elogiam a iniciativa ao se deparar com alunos mais desinibidos nas atividades de suas disciplinas. Nesse sentido, este trabalho se detém à prática da oratória em sala de aula, desenvolvidos na Faculdade de Castanhal (FCAT) e em escolas da educação básica, da Secretaria do Estado do Pará (SEDUC), a fim de demonstrar que a dificuldade dos estudantes se dá a partir de bloqueios gerados especialmente no ensino básico, cuja potencialidade pode ser perfeitamente trabalhada, aplicando-se as mesmas técnicas a diversos níveis de ensino, variando-se apenas a linguagem e o aprofundamento para cada fase escolar
Extensão Universitária e Tecnologias Digitais no Ensino de Álgebra: formação docente em práticas colaborativas no Ensino Médio
Este artigo relata a experiência de uma oficina de Ensino de Álgebra mediada pelo software Geogebra. Ela ocorreu como prática extensionista vinculada a disciplinas do curso de Licenciatura em Matemática do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) e teve como objetivo discutir o conteúdo de funções quadráticas em uma turma de 1º ano do Ensino Médio. A análise da experiência teve um caráter qualitativo e foi organizada em três aspectos: dinamismo no uso de TD no ensino de álgebra, extensão como elemento formador dos licenciandos e codocência. Por fim, considera-se a experiência exitosa por atender a diversos princípios da formação de professores de Matemática e por proporcionar um ambiente benéfico ao aprendizado de estudantes da Educação Básica
Divulgação científica no instagram: : uma ação do projeto meninas e mulheres na ciência do Coluni-UFF
Este relato de experiência tem como objetivo descrever o uso do Instagram como ferramenta de divulgação científica no Projeto Meninas e Mulheres na Ciência do Coluni-UFF (MMC-ColuniUFF) do Colégio Universitário Geraldo Reis, iniciado em 2022. A metodologia adotada consistiu na produção de conteúdos voltados para a valorização das contribuições das mulheres cientistas e no incentivo às meninas da educação básica a explorarem carreiras científicas. O conteúdo é produzido por estudantes, orientadas por professoras e licenciandas, e publicado no perfil @mmc.coluniuff. O processo inclui planejamento, criação e divulgação de postagens, utilizando recursos visuais e linguísticos simplificados para popularização da ciência. Os resultados indicam que o uso da plataforma gerou maior interesse e engajamento das alunas envolvidas, apesar do alcance orgânico limitado. O projeto também promoveu discussões sobre a importância da representatividade feminina na ciência, com base nos estudos de Oliveira e Roquete, 2024 e Leta, 2003 e formações sobre o uso de tecnologias digitais para a produção de materiais. Concluímos que o Instagram, quando utilizado de maneira estratégica, pode ser um recurso eficaz para democratizar o acesso ao conhecimento científico e estimular a participação de meninas em áreas STEAM. Destacamos que o domínio das ferramentas digitais vai além do conhecimento científico tradicional e desempenha um papel fundamental na produção de materiais de divulgação científica. Em um mundo cada vez mais digitalizado, saber como utilizar plataformas e ferramentas de design, edição de vídeo e redes sociais é essencial para alcançar e envolver o público de maneira eficaz e esse domínio é tão importante quanto o próprio conteúdo científico
Vivências e reflexões sobre a agendinha cultural do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais e a formação de público: : escola, arte e cultura em relação
O presente texto aborda a experiência de planejamento e elaboração de uma ação do Programa de Extensão Encontros com Arte, do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais. A Agendinha Cultural configura-se como uma peça digital confeccionada mensalmente pelas bolsistas do referido Programa e é distribuída gratuitamente para estudantes, famílias, professores, técnicos e demais membros da comunidade escolar. Tem como principal objetivo aproximar a escola das atividades artísticas e culturais de Belo Horizonte e região metropolitana de baixo custo, incentivando as famílias a participarem de atrações artísticas em suas diferentes expressões seja Teatro, Dança, Música ou Cinema, por exemplo. Ao longo do ano, a vivências das bolsistas nas ações do Programa, mas especialmente as experiências pedagógicas e de curadoria da Agendinha despertaram na equipe o desejo de compreender o alcance dessa ação em perspectivas quantitativas e também qualitativas. Além de atividades já esperadas para o cronograma de trabalho do Programa Encontros com Arte, essa equipe vem se organizando para desenvolver uma pesquisa por meio de formulários online que serão encaminhados para famílias de todos os estudantes do Centro Pedagógico. Até o momento, observa-se grande potencial de alcance da Agendinha Cultural, assim como sua contribuição na formação de publico espectador.
 
Educação inclusiva no processo de ensino e aprendizagem da Geografia:: entrecruzamentos para a prática docente nos anos finais do ensino fundamental
O presente artigo tem como objetivo geral analisar os processos de ensino e aprendizagem da Geografia para os alunos com necessidades educacionais especiais de um Centro de Ensino Integral. Para tanto, tomou-se como lócus de pesquisa uma instituição de ensino integral que fica localizada no distrito de Santo Amaro, em Sirinhaém-PE. Esta instituição é a segunda escola em tempo integral da cidade de Sirinhaém, e assumiu nos últimos anos importância significativa no processo de ensino e aprendizagem dos educandos com necessidade educacionais especiais. Do ponto de vista metodológico, este trabalho baseia-se em uma abordagem qualitativa de natureza aplicada, lançando mão de procedimentos de análise documental e estudo de caso. Os dados foram coletados por meio de observações e entrevistas semiestruturadas junto a representantes da comunidade escolar: gestora, coordenadora, professoras e os Agentes do Desenvolvimento Educacional Especializado (AADEEs). Os principais achados demonstram a ausência de recursos metodológicos ofertados pela escola para o processo de ensino e aprendizagem dos(as) estudantes que são público-alvo da Educação Especial. Além disso, se evidencia um descompasso de compreensão sobre quais ações poderiam ser tomadas para atendimento efetivo dos dos(as) estudantes, por parte daqueles que diretamente são responsáveis por esse processo no contexto escolar. Com isso, os dados demonstram a necessidade de novos direcionamentos para um ensino de Geografia inclusivo, equitativo, com uso de ferramentais pedagógicas adaptadas e formação continuada de professores de Geografia na perspectiva da educação Inclusiva