Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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    Diversões populares e controle cultural em Teresina: segunda metade do século XIX

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    Resumo: Esse artigo analisa as diversões populares oitocentistas e os mecanismos de controle cultural exercidos pelos redatores jornalísticos e as autoridades policiais. Utilizamos como fontes a correspondência interna da Secretaria de Polícia e os jornais que circularem na cidade durante o período. Dialogamos com Queiroz (2011, 2015), Botelho (2011), Charle (2013), entre outros.Palavras-chave: História. Teresina. Diversões

    A formação nacional no periódico O Philantropo: debates sobre escravidão, imigração e a constituição do povo brasileiro (1849-1852)

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    Resumo: O presente artigo pretende analisar a atuação do periódico O Philantropo, publicado pela Sociedade contra o Tráfico de Africanos, e Promotora da Colonização, e da Civilização dos Indígenas entre os anos de 1849 e 1852 no Rio de Janeiro. No contexto do final do tráfico negreiro em meados do século XIX, o jornal publicou discussões pelo fim do tráfico e a gradual extinção da escravidão no Brasil, sendo seus textos permeados por debates e propostas que objetivavam a imigração europeia em detrimento da suposta ineficiência do negro ao trabalho, procurando assim a formação de um povo brasileiro homogêneo, progressista e alinhado ao projeto de Nação pensado pela elite imperial. A relevância acadêmica e social em observar a constituição nacional através do pensamento racista adotado pela elite do período justifica-se, pois problematizar historicamente a questão da formação do povo é favorecer a crítica aos estigmas e preconceitos presentes na sociedade brasileira atual. Palavras-chave: Escravidão; Imigração; Raça; Nação

    Entre as mil cortinas do tempo: Cecília Meireles e a cena da guerra

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    Resumo: Este artigo visa a uma análise crítica do poema Pistoia, cemitério militar brasileiro, de Cecília Meireles. Publicado em 1955, o poema enseja uma leitura a partir do binômio poesia e história. No plano extratextual, Pistoia é o cemitério construído na Itália, em 1944, para abrigar os corpos dos soldados brasileiros mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Cabe entender como essa referência ao mundo empírico é apresentada literariamente, isto é, como o plano textual relaciona-se com esse dado e, principalmente, o ultrapassa. Na análise proposta, são destacados modos de abordagem do tema da guerra. Além disso, o poema é lido através de um cotejo com as crônicas da escritora publicadas ao longo das décadas de 1930 e 1940.Palavras-chave: Poesia brasileira; crônica; Cecília Meireles; Pistoia

    O Progresso do Tocantins: capítulos para além do Maranhão

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    Quando ainda havia indefinições sobre onde seria a capital do mais recente estado brasileiro, o Tocantins, o jornal O Progresso, situado na cidade de Imperatriz (no sudoeste do Maranhão), apostou que Araguaína teria condições de ser escolhida como capital, por isso fundou lá, em 1990, um impresso intitulado O Progresso do Tocantins. Este artigo, portanto, registra tal iniciativa editorial, buscando compreender essa expansão, suas características e motivos do encerramento. Por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas e análise documental, percebe-se como a situação geográfica, política e econômica pode interferir na fundação de um veículo. Além disso, o modo como O Progresso do Tocantins investiu em Araguaína fez do veículo um importante vetor de comunicação regional, atraindo a atenção de políticos e empresários. 

    Televisão regional no Brasil: uma proposta de sistematização de períodos históricos

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    O artigo propõe-se a uma revisão histórica bibliográfica e documental do telejornalismo regional no Brasil, com foco nos aspectos ligados à mídia televisiva em cada capital brasileira precursora de produção regional/local. Para isso, são sistematizados três momentos históricos: 1) a fase inicial, nas décadas de 1950 e 1960, em que surgem as primeiras tevês locais/regionais e as, então, novas tecnologias de produção e transmissão; 2) o período de ampliação dos telejornais com foco regional, entre as décadas de 1970 e 1990; 3) o cenário contemporâneo, em que são descritos os desafios e as consequências do percurso histórico brasileiro – principalmente devido à predominância do modelo comercial e de grandes grupos econômicos que detém as emissoras locais e regionais.

    Por uma política da vadiação: a capoeira “fazendo” cidades em Fortaleza

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    A capoeira e as dinâmicas da vida urbana, historicamente, travam um íntimo diálogo, implicando mútua (in)formação a partir de experiências localizadas em espaços públicos citadinos como portos, mercados e largos. Escusado dizer que esse diálogo com as ruas permanece vivo na atualidade, sobretudo em territórios das cidades que são considerados “periféricos”, de “margem” ou “precários” (AGIER, 2015). Assim, o presente artigo objetiva refletir sobre a capoeira enquanto produção da margem, considerando-a como uma “situação-limite” (AGIER, 2015) que enseja precipitações políticas, ações produzidas por coletivos de sujeitos que interpelam as dimensões de “ordenamento” e de “prescrição” dos mundos urbanos planejados a partir e para as “centralidades” e seus sujeitos; que criticam a sustentação de usos, sentidos e relações considerados hegemônicos, dominantes ou legítimos. Para tanto, mobilizando pesquisas etnográficas, os bairros Serrinha e Gentilândia (Fortaleza, Ceará, Brasil) são tomados como espaços privilegiados de reflexão

    História, cultura e oralidade na aldeia guajajara da cachoeira em Barra do Corda, Maranhão

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    O trabalho enfoca a história, a cultura e a oralidade na aldeia guajajara da cachoeira localizada na Terra Indígena Cana Brava no município de Barra do Corda, no estado do Maranhão. O objetivo do trabalho é fazer uma etnografia e análise sobre a cultura, as tradições, as narrativas orais e a contação de histórias presentes no cotidiano e nas memórias dos indígenas da aldeia guajajara da cachoeira, a fim de mostrar a importância dessa cultura, da oralidade e das histórias na formação da identidade dos indígenas

    COMUNIDADE QUILOMBOLA ILHA DE SÃO VICENTE: UM TERRITÓRIO EM RECONSTRUÇÃO

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    O presente artigo envolve o processo de realização da minha pesquisa, ainda em fase inicial, de dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí (PPGANT/ UFPI), que tem por contexto a comunidade quilombola Ilha de São Vicente, situada no município de Araguatins-TO, com foco na territorialidade como forma de organização e reconstrução do território, construída a partir da cosmovisão da comunidade em contraposição ao conceito jurídico-político de território do Estado. O texto também discorre sobre os meandros que me levaram até a ilha

    Bucetas, mamilos e artes: autonomia das corpas nas ruas

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    Maíra Sara ou SunSarara como sou conhecida artisticamente, expresso em meus trabalhos a representação de uma persona através de desenhos, lambe-lambe, bordados, ilustrações, performances, pinturas, tattoos e entre outras atividades no intuito de visibilizar temas sobre a autonomia da corpa e benefícios da siririca. Inclusive, adoto essa categoria como uma forma de questionar a imposição de gênero nas palavras. Sou integrante da ODÉ CREW, da Golden Girls, Pussy Caps Krew, Capibara’s Crew Coletivo Mangue, Mochileira, Articuladora, Oficineira, Produtora Cultural, tatuadora no Ateliê SunSarara em Macaíba (RN)

    Ọdọlà e a coleção Ifẹ̀

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    Sou Thamyres Damaceno, estilista piauiense e camdomblecista. Minha religião é meu refúgio e minha inspiração. Esse ensaio fotográfico da coleção Ifé surge a partir do desfile de encerramento do curso e conta com a participação da fotógrafa Korina Silva

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