Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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Câncer de pele no Brasil e no estado do Piauí: estimativa da incidência, diagnóstico e custos com tratamento
(a) Objetivos: realizar um levantamento da incidência do câncer de pele no Brasil e no estado do Piauí e estimar os gastos com diagnóstico e tratamento desta doença nos últimos anos. (b) Material e métodos: Obteve-se as taxas de incidência de câncer de pele no Brasil e no estado do Piauí, entre janeiro de 2010 a agosto de 2017, a partir das publicações bienais do Instituto Nacional do Câncer e recorreu-se às informações financeiras do Sistema Único de Saúde disponibilizadas pelo DATASUS. (c) Resultados: Observou-se um aumento progressivo do risco de câncer de pele não melanoma na população brasileira e uma redução considerável do número de casos novos estimados para o estado do Piauí. A incidência de câncer de pele melanoma permaneceu inalterada em nível nacional. Em contrapartida, verificou-se um aumento gradativo do número de casos em nível estadual. Adicionalmente, evidenciou-se a existência de uma relação entre incidência de câncer de pele e os gastos com diagnóstico e tratamento desta neoplasia. (d) Conclusões: Verificou-se um aumento expressivo da incidência de câncer de pele no Brasil e no Piauí nos últimos anos, o que provavelmente levou a uma maior demanda dos custos com procedimentos destinados ao diagnóstico e ao tratamento da doença
Jornalismo outro, memória outra?: Agência Pública e o especial “Ditadura: 60 anos”
Vistos no plural, jornalismos e memórias evocam uma multiplicidade de experiências, bem como um ambiente de perene instabilidade temporal, de interesses e identidades. Nesse contexto, ao assumir uma baliza tensionadora para pensar a relação entre jornalismo e memória, este artigo problematiza sobre uma “outra” memória que habita(ria) produções jornalísticas ditas “não hegemônicas”, refletindo, em específico, sobre as textualidades presentes na leitura realizada pelo especial “Ditadura: 60 anos” acerca da última ditadura civil-militar brasileira, lançado pela agência de jornalismo Pública em abril de 2024. Para tanto, realizou-se uma análise conteudística das textualidades das reportagens, guiada pelas perguntas sobre qual memória é construída pelo conjunto de materiais do dossiê e, por meio do conjunto de materiais do especial, que sentidos são agregados à memória (e pela memória) desse triste período da história política nacional. Baseia-se, para tal, em operadores conceituais a partir de autores como Assmann (2011), Ricouer (1994), Halbwachs (1990), Jelin (2002), no âmbito da memória, além de Barbosa (2005), Becker (2009) e Amaral e Viana (2022) acerca dos estudos de jornalismo
Da América Espanhola à Portuguesa: aspectos políticos e administrativos do Estado Cisplatino Oriental no contexto das Independências
Frente à desagregação dos vice-reinos espanhóis nas Américas, a corte portuguesa ocupou a margem esquerda do rio Uruguai, estabelecendoaí governo liderado pelo general Lecor. Em 1821, a área foi anexada ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves sob o nome de Estado CisplatinoOriental, fazendo com que a Independência do Brasil impactasse politicamente a região do rio da Prata. O artigo analisa a interação política entre os ocupadores e os segmentos dominantes locais, bem como a coalização formada entreportugueses e montevideanos para viabilização da administração Lecor, sem ignorar o impacto dos processos de deterioração do Antigo Regime no mundo Iberoamericano, bem como das independências na América Ibérica. Reconstitui-se a gestão Lecor e os acontecimentos políticos cisplatinosatravés da análise de documentos da época, bem como de bibliografia sobre a Montevidéu portuguesa e sobre a Nova História Política, identificando-se, assim, a necessidade da coalizão para governar e que as independências impactaramprofundamente a política, a economia e a administração da margem esquerda do Uruguai
Novos horizontes investigativos sobre o processo da independência do Brasil: estudos comparativos de fontes manuscritas do período de 1823
O presente estudo tem como objetivo apresentar a análise de parte da documentação manuscrita referente ao processo de Independência do Brasil durante o ano de 1823, que se encontra sob custódia do Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa. Os documentos selecionados e organizados pelo Projeto Resgate Barão do Rio Branco da Fundação Biblioteca Nacional, foram analisados considerando os registros textuais da viajante e escritora inglesa Maria Graham (1785-1842) e de suas observações sobre período histórico em questão, no Diário de uma Viagem ao Brasil (1824). A análise realizou aproximações temáticas, espaciais e cronológicas entre os documentos, especialmente considerando os conflitos políticos e militares ocorridos nas províncias brasileiras de Bahia, Maranhão e Pernambuco
O livro-reportagem durante o processo de anistia no Brasil
A pesquisa propõe examinar três livros-reportagem publicados durante o debate sobre o processo de anistia no Brasil, no final da década de 1970. Como objeto de estudo, foram analisadas as obras Tortura, de Antônio Carlos Fon (1979); Desaparecidos políticos, organizada por Reinaldo Cabral e Ronaldo Lapa (1979); e Os exilados, de Cristina Pinheiro Machado (1979). Uma característica comum é a interlocução dessas publicações com os Comitês Brasileiros pela Anistia (CBAs). A metodologia inclui, além da análise dos livros, revisão bibliográfica, consulta aos fundos documentais relacionados ao aparelho repressivo e entrevistas com os autores. O trabalho sustenta que parte dessa produção editorial contribuiu para instaurar divergências ante um projeto deliberado de imposição do esquecimento pactuado entre as elites políticas na transição, disputando sentidos sobre os significados da ditadura em longo prazo
USO, COBERTURA DA TERRA E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NA PORÇÃO SEDIMENTAR DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, RN, BRASIL
As interferências humanas na paisagem, em razão do jogo de relações da produção do espaço, têm causado profundas alterações na cobertura da terra, por meio dos usos sociais e econômicos da natureza. Estas, quando desenfreadas, desencadeiam degradações de diversos tipos e escalas. Nesse sentido, o presente artigo objetiva identificar as tipologias de uso e cobertura e sua relação com a degradação ambiental na porção sedimentar da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró. Para tanto considera-se a compartimentação geoambiental da área de estudo, como lócus de análise. Como procedimento metodológico foi realizado mapeamento das classes de uso e cobertura com imagens do satélite Cebers 4A e trabalhos de campo para comprovação da verdade terrestre. A pesquisa constatou alta antropização dos sistemas ambientais sobretudo nos usos ligados a agropecuária, atividades industriais e expansão urbana desordenada, que degradam suprimindo a cobertura vegetal, contaminando corpos hídricos e gerando a disposição inadequada de resíduos sólidos
TURISMO NO CORREDOR FLUVIAL DO RIO PARAGUAI ENTRE CÁCERES E A ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA ILHA DE TAIAMÃ EM MATO GROSSO
O turismo é a atividade econômica que mais cresce no mundo. No Brasil, que possui potencial cultural, paisagístico e natural, essa atividade pode contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e a conservação de áreas naturais. Diante desse contexto, este estudo objetivou identificar o potencial, as atividades turísticas e a disponibilidade de infraestrutura no corredor fluvial do rio Paraguai (calha do rio e a planície fluvial) entre a cidade de Cáceres e a Reserva Ecológica Taiamã no estado de Mato Grosso, área com aproximadamente 688 km, no ecossistema pantaneiro. O recorte do estudo foi o potencial turístico (rio, praias, fauna, flora, fazendas históricas e patrimônio arqueológico) e a infraestrutura (pousadas, hotéis) no corredor fluvial do rio Paraguai (rio e planície). A pesquisa foi desenvolvida em quatro etapas: construção do referencial teórico sobre a temática, consulta e uso de documentos públicos e privados, produção da base cartográfica e realização de trabalho de campo no corredor fluvial. O potencial turístico no corredor fluvial do rio Paraguai destaca-se os recursos naturais, as antigas fazendas e belezas cênicas, com destaque para o rio, os canais secundários, baías, lagoas e praias. Há, ainda, mata ciliar e vegetação flutuante, com suas floradas, uma rica fauna (onça-pintada, jacarés, capivaras, lontras e sucupiras, etc.) e variedades de peixes. Nas planícies e terraços, são encontrados os sítios arqueológicos e as sedes de antigas fazendas. O corredor fluvial do rio Paraguai possui uma infraestrutura hoteleira: hotel Recanto Dourado, hotel Pantanal Três Rios, pousada Barranco Vermelho, Baiazinha Pantanal Eco Lodge e hotel Descalvados Pantanal Lodge
EVOLUÇÃO DA PISCICULTURA NO ESTADO DE MATO GROSSO: PANORAMA DA CADEIA PRODUTIVA DE PEIXES EM CATIVEIROS
A piscicultura é um dos setores que mais crescem no mundo, em função da demanda crescente por proteína animal e contribuição para a segurança alimentar. Assim, este estudo tem como objetivo analisar o desenvolvimento da atividade de piscicultura no estado de Mato Grosso no aspecto relativo à produção e comercialização de peixes em cativeiro entre os anos de 2013 e 2019. Para isso, adotou-se a abordagem quantitativa descritiva, a partir de dados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Foram registrados em 2019, 2147 empreendimentos distribuídos em 137 dos 141 municípios do Estado. Nota-se que houve redução da produção entre o período analisado. No mesmo período, apresentou oscilações no valor agregado a piscicultura de 15% a 30%. A piscicultura desenvolve-se em sistemas intensivo (31,8%), super intensivo (29,1%), semi-intensivo (23,3%) e extensivo (15,8%), sendo produzidos 17 espécies de peixes, em que o tambacu/tambatinga são os principais; e as fontes de água são de 44,5% de ambiente lótico e 23,2% de ambiente lêntico. Quanto ao descarte dos efluentes ocorrem no córrego (54,4%), rio (20,3%) e várzea (26,3%). Nesse cenário, evidencia-se a necessidade de diálogo entre os piscicultores, órgão público ou privado para o crescimento da atividade no estado. Espera-se que atividade seja considerada como uma alternativa para o abastecimento do mercado interno, não retirando a necessidade do abastecimento via pesca artesanal, o qual deve ser amplamente difundido
A GEOGRAFIA FÍSICA ASSOCIADA À SEGURANÇA PÚBLICA DE MATO GROSSO DO SUL – BRASIL: A JUNÇÃO QUE AJUDA A SALVAR VIDAS EM CASOS DE DESASTRES NATURAIS
O presente artigo objetiva associar a ciência da Geografia, com ênfase em sua parte física à Segurança Pública, seja ela Municipal, Estadual ou Federal, pois não existe diferença quando se trata do assunto “Desastres Naturais”. Preza pela junção entre a ciência e a eficiência da Segurança Pública, justificando que esses profissionais necessitam estar preparados, psicologicamente e com todos os equipamentos de proteção individual e de resgate dentro de seus veículos oficiais, estando assim de fato preparados para um possível resgate, pois não é possível prever quando será necessário resgatar algum indivíduo de uma situação calamitosa. Reforça-se a ideia de que a Segurança Pública precisa de treinamento específico como o de Resgate de Áreas de Difícil Acesso, onde os mesmos serão orientados e treinados de forma, a saber, como agir em casos de desastres naturais, sendo os mais recorrentes em território brasileiro as enchentes, as enxurradas, os alagamentos, os desmoronamentos, dentre outros desastres. O objetivo é fazer com que pessoas vulneráveis sejam resgatadas por profissionais capacitados, qualificados e que busquem salvar o máximo de pessoas que estejam em perigo. Ressalta-se que o presente artigo delimitou as ocorrências dos desastres supracitados no estado de Mato Grosso do Sul para assim arrolar com maior precisão as características geográficas e as climáticas que possibilitaram tais eventualidades