Colombia Internacional
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O bloco de poder contrainsurgente na Colômbia e seu papel no ressurgimento da direita na América Latina
Objective/context: This article presents an analysis of the rise, consolidation and transformation of the counterinsurgency power bloc in Colombia and its leading role in the resurgence of the right in Latin America over the past five years. More specifically, it examines the strategic alliance with the United States, the presence of the Andean country in multilateral settings and Colombia’s position against the “Bolivarian Revolution” in Venezuela. Methodology: The research was guided by a historical-materialist theoretical framework, inspired mainly by the works of Nicos Poulantzas, Bob Jessop and Joachim Hirsch, based on the concepts of capitalist state and peripheral state. In the empirical-analytical portion on Colombia we work with the notions of strong oligarchical state and counterinsurgency power block, developed by Raul Zelik and Vilma Franco, respectively. Conclusions: The counterinsurgency power block in Colombia has played an important role in containing the progressive trend and the destabilization of regional integration gambits built on the margins of US hegemony. The counterinsurgency strategy in the region has managed to change the correlation of forces in favor of the regional right, leading to the decline and possible closure of the progressive cycle with the deepening of the crisis of the “Bolivarian Revolution” in Venezuela. Originality: Most studies on counterinsurgency in Colombia have focused on the role of the State and paramilitarism, and analyze the counterinsurgency struggle mainly at the national level. This article proposes a critical class perspective to understand counterinsurgency in Colombia and Latin America in the context of the progressive cycle and the resurgence of the right in the region during the last five years.Objetivo/contexto: El artículo presenta un análisis de la constitución, la consolidación y la transformación del bloque de poder contrainsurgente en Colombia y su papel protagónico en el resurgimiento de la derecha en América Latina durante los últimos cinco años. Más específicamente, el texto examina la alianza estratégica con los Estados Unidos, la presencia del país andino en los escenarios multilaterales y la postura de Colombia frente la “Revolución Bolivariana” en Venezuela. Metodología: La investigación fue orientada por un marco teórico histórico-materialista, inspirada principalmente en las obras de Nicos Poulantzas, Bob Jessop y Joachim Hirsch, que se basa en los conceptos Estado capitalista y estatalidad periférica. En la parte empírico-analítica sobre Colombia se trabaja con las nociones Estado oligárquico fuerte y bloque de poder contrainsurgente, desarrollados por Raul Zelik y Vilma Franco, respectivamente. Conclusiones: El bloque de poder contrainsurgente en Colombia ha jugado un importante rol de contención a la tendencia progresista y de desestabilización de apuestas de integración regional, construidas al margen de la hegemonía estadounidense. La estrategia contrainsurgente en la región ha logrado cambiar la correlación de fuerzas a favor de la derecha regional, llevando al declive y posible cierre del ciclo progresista con la profundización de la crisis de la “Revolución Bolivariana” en Venezuela. Originalidad: La mayoría de los estudios sobre la contrainsurgencia en Colombia se han enfocado en el papel del Estado y el paramilitarismo, y analizan la lucha contrainsurgente principalmente a nivel nacional. Este artículo propone una perspectiva crítica de clase para comprender la contrainsurgencia tanto en Colombia como en América Latina en el contexto del ciclo progresista y en el resurgimiento de la derecha en la región durante los últimos cinco años.Objetivo/contexto: este artigo apresenta uma análise da constituição, da consolidação e da transformação do bloco de poder contrainsurgente na Colômbia e seu papel protagonista no ressurgimento da direita na América Latina durante os últimos cinco anos. Em específico, o texto examina a parceria estratégica com os Estados Unidos, a presença do país andino nos cenários multilaterais e a postura da Colômbia diante da “Revolução Bolivariana” na Venezuela. Metodologia: esta pesquisa foi orientada por um referencial teórico histórico-materialista, inspirada principalmente nas obras de Nicos Poulantzas, Bob Jessop e Joachim Hirsch, que está baseada nos conceitos “Estado capitalista” e “estatalidade periférica”. Na parte empírico-analítica sobre a Colômbia, trabalha-se com as noções “Estado oligárquico forte” e “bloco de poder contrainsurgente” desenvolvidos por Raul Zelik e Vilma Franco, respectivamente. Conclusões: o bloco de poder contrainsurgente na Colômbia tem desempenhado um papel importante de contenção à tendência progressista e de desestabilização de propostas de integração regional, construídas à margem da hegemonia estadunidense. A estratégia contrainsurgente na região tem conseguido mudar a correlação de forças a favor da direita regional, levando ao declínio e ao possível fechamento do ciclo progressista com o aprofundamento da crise da “Revolução Bolivariana” na Venezuela. Originalidade: a maioria dos estudos sobre a contrainsurgência na Colômbia se foca no papel do Estado e no paramilitarismo, e analisa a luta contrainsurgente principalmente no âmbito nacional. Este artigo propõe uma perspectiva crítica de classe para compreender a contrainsurgência tanto na Colômbia quanto na América Latina no contexto do ciclo progressista e no ressurgimento da direita na região durante os últimos cinco anos
Conflito armado na Colômbia e seus refugiados: proteção legal Internacional versus interesses inter-regionais do Estado
Objective/context. This article analyzes the international protection afforded to Colombian refugees in neighboring countries, with a particular emphasis on Panama, Venezuela and Ecuador. It examines the political and security interests of these states as regards their legal recognition of these cross-border migratory flows in light of their international obligations under the 1951 Geneva Convention. It then considers how the various protection labels conferred on refugees contribute to the formation of their identities. Finally, it seeks to question and challenge the evolution of UNHCR’s role and responsibilities in protecting these migrants under its 1950 mandate. Methodology. This empirical case study is based on a qualitative review of the literature pertaining to migratory flows induced by the armed conflict, including official reports published by UN agencies as well as international and Colombian non-governmental organizations (NGOs). Conclusions. The complex dynamics underlying the interregional political and security interests of Colombia’s neighbors have led them to afford limited or no international protection status to the forced migrants. Originality. The relevance of this study is highlighted by the ongoing failure in identifying a durable solution to the protracted situation of Colombian refugees displaced throughout neighboring countries.Objetivo/contexto: Este artículo analiza la protección internacional otorgada a los refugiados colombianos en los países vecinos, con un enfoque particular en Panamá, Venezuela y Ecuador. Se examinan sus intereses políticos y de seguridad en su proceso de reconocimiento legal de dichos flujos migratorios interestatales considerando sus obligaciones internacionales según la Convención de Ginebra de 1951. Posteriormente, se explora el impacto de distintas etiquetas de protección otorgadas a los refugiados en la formación de sus identidades. Finalmente, se intenta cuestionar y desafiar la evolución del papel y de las responsabilidades del ACNUR bajo su mandato de 1950 en proteger dichos migrantes. Metodología: Este caso de estudio empírico está basado en una revista cualitativa de la literatura sobre los flujos migratorios a raíz del conflicto armado, incluso informes oficiales publicados por agencias de la ONU y por ONG internacionales y colombianas. Conclusiones: Las dinámicas complejas que sustentan los intereses interregionales políticos y de seguridad de los vecinos de Colombia llevaron a un reconocimiento legal limitado o ausente de los migrantes forzados. Originalidad: El texto aporta elementos para suplir el vacío que se encuentra en los estudios sobre la incapacidad en encontrar soluciones duraderas en brindar protección a los refugiados colombianos desplazados en los países vecinos.Objetivo/contexto: este artigo analisa a proteção internacional outorgada aos refugiados colombianos nos países vizinhos, com particular ênfase no Panamá, na Venezuela e no Equador. Examinam-se os interesses políticos e de segurança desses estados com respeito ao reconhecimento legal dos fluxos migratórios fronteiriços à luz de suas obrigações internacionais conforme a convenção de Ginebra de 1951. Em seguida, considera-se como as várias etiquetas de proteção outorgadas aos refugiados contribuem para a formação de suas identidades. Finalmente, busca-se questionar e desafiar a evolução do papel e das responsabilidades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados em proteger esses migrantes sob o mandato de 1950. Metodologia: este estudo de caso empírico tem base na revisão qualitativa da literatura sobre os fluxos migratórios induzidos pelo conflito armado, incluindo relatórios oficiais publicados pelas agências da Organização das Nações Unidas bem como por organizações não governamentais colombianas e internacionais. Conclusões: as complexas dinâmicas que sustentam os interesses inter-regionais políticos e de segurança nos países vizinhos da Colômbia levaram a um status de proteção internacional limitado ou ausente para os migrantes forçados. Originalidade: a relevância deste estudo é destacada pela atual falta de identificação de uma solução duradoura para a prolongada situação dos refugiados colombianos desalojados nos países vizinhos
O processo de tomada de decisões no Mercosul e no TLCAN: a disjuntiva entre integração regional e soberania nacional na América Latina
Objective/context: The objective of this work is to approach the debates on Latin American regional integration from the perspective of the study of the decision-making process in the Southern Common Market (Mercosur) and in the North American Free Trade Agreement (NAFTA), and its implications in the debates on the State and national sovereignty. Methodology: The research is carried out through a qualitative, historical and comparative approach. The selection of cases prioritizes two important models of regional integration in Latin America. Mercosur conforms to a type B South-South association that proposes the deepening of the agendas, while NAFTA is a type A, preferentially economic agreement (Di Filippo 2000), in line with the North-South cooperation model. NAFTA and Mercosur are comparable in terms of decision-making procedures that, although corresponding to different institutional structures, have the common feature of conforming to an intergovernmental model as the principle that would ensure respect for the sovereignty of States. The sources of information for the analysis were the documents produced in both integration agencies referring to the decision-making mechanisms, press reviews and the institutional archive, in the period from 1990 to 2017.2 Conclusions: With this study, conclusions are reached on the tensions between regional integration and national sovereignty that become reflections on the differences between North-South and South-South integration; It contributes to the debate regarding intergovernmental and supranational models, as well as to the dialogue on the controversial economic integration agreement between Mexico, the USA. and Canada, and the changes in regional integration in South America. Originality: This research is original from its comparative methodology and also for being a recent and current contribution of Latin American geopolitics, based on the tensions in regional integration, as a key scenario of the analysis of power, international relations and the nation-state in Latin America.Objetivo/contexto: El objetivo de este trabajo es la aproximación a los debates sobre la integración regional latinoamericana desde la perspectiva del estudio del proceso de toma de decisiones en el Mercado Común del Sur (Mercosur) y en el Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN), y sus implicaciones en los debates sobre el Estado y la soberanía nacional. Metodología: La investigación se desarrolla a partir de un enfoque cualitativo, histórico y comparado. La selección de los casos prioriza dos importantes modelos de integración regional en América Latina. El Mercosur se ajusta a una asociación Sur-Sur tipo B que propone la profundización de las agendas, mientras que el TLCAN es un acuerdo tipo A preferentemente económico (Di Filippo 2000), ajustado al modelo de cooperación Norte-Sur. El TLCAN y el Mercosur son comparables en términos de los procedimientos para la toma de decisiones que, aunque se corresponden con estructuras institucionales diferentes, tienen en común ajustarse a un modelo intergubernamental como el principio que aseguraría el respeto de la soberanía de los Estados. Las fuentes de información para el análisis fueron los documentos producidos en ambos organismos de integración referidos a los mecanismos decisionales, revisiones de prensa y el archivo institucional, en el lapso de 1990 a 20171 Conclusiones: Con este estudio se llega a conclusiones sobre las tensiones entre integración regional y soberanía nacional que devienen en reflexiones acerca de las diferencias entre integración Norte-Sur y Sur-Sur; aporta al debate con relación a los modelos intergubernamentales y supranacionales, así como al diálogo sobre el cuestionado acuerdo de integración económica entre México, EE. UU. y Canadá y los giros en la integración regional en América del Sur. Originalidad: Esta investigación es original desde su metodología comparativa y también por ser una contribución reciente y vigente de la geopolítica latinoamericana, a partir de las tensiones en la integración regional, como un escenario clave de análisis del poder, las relaciones internacionales y el Estado-nación en América Latina.Objetivo/contexto: o objetivo deste trabalho é aproximar os debates sobre a integração regional latino-americana, sob a perspectiva do estudo do processo de tomada de decisões no Mercado Comum do Sul (Mercosul) e no Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN), e suas implicações no debates sobre o Estado e a soberania nacional. Metodologia: esta pesquisa é desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa, histórica e comparada. A seleção dos casos prioriza dois importantes modelos de integração regional na América Latina. O Mercosul se ajusta a uma associação Sul-Sul tipo B, que propõe o aprofundamento das agendas, enquanto o TLCAN é um acordo tipo A, preferentemente econômico (Di Filippo 2000), ajustado ao modelo de cooperação Norte-Sul. O TLCAN e o Mercosul são comparáveis em termos dos procedimentos para a tomada de decisões que, embora correspondam a estruturas institucionais diferentes, têm em comum ajustar-se a um modelo intergovernamental como o princípio que garantiria o respeito da soberania dos Estados. As fontes de informação para a análise foram os documentos produzidos em ambos os organismos de integração referentes aos mecanismos decisórios, as revisões de imprensa e o arquivo institucional, entre 1990 e 2017.3 Conclusões: com este estudo, chega-se a conclusões sobre as tensões entre integração regional e soberania nacional que levam a reflexões acerca das diferenças entre integração Norte-Sul e Sul-Sul; contribui para o debate sobre os modelos intergovernamentais e supranacionais, bem como sobre o diálogo acerca do questionado acordo de integração econômica entre o México, os Estados Unidos e o Canadá, e as viradas na integração regional na América do Sul. Originalidade: esta pesquisa é original por sua metodologia comparativa e por ser uma contribuição recente e vigente da geopolítica latino-americana, a partir das tensões na integração regional, como um cenário-chave de análise do poder, das relações internacionais e do Estado-nação na América Latina
Os impasses à democracia participativa nos governos de esquerda: os casos do Brasil, do Chile e da Venezuela
Objective/Context: This article aims to analyze the progress made by leftwing governments, specifically the Lula da Silva government in Brazil (2003-2010), Hugo Chavez in Venezuela (1999-2013) and Michelle Bachelet in Chile (2006-2010) in the conformation of participatory democracy. Methodology: The research was oriented by a comparative analysis from two dimensions: a) correlation of political and economic forces (with partisan opposition, economic, media and church sectors) and b) political resources (from the institutional legacies, the political system, the pacts and the social support base). The analysis of the process of implementing participatory mechanisms and deepening democracy is based on three analytical axes: i) mechanisms for participation and inclusion, ii) conditions conducive to participation, and iii) citizen participation. Conclusions: The conclusions showed that Bachelet’s government (“government of continuities”) remained closer to the “democracy of balance” in which popular sovereignty is restricted to the electoral arena, while Chávez’s government (“government of ruptures”) approached more participatory democracy. However, the Lula government (“moderate government”) positioned at an intermediate point between the two cases. Originality: Most studies on left-wing governments and democracy focus on the hegemonic theory of democracy. However, this article sought to analyze left-wing governments based on the concept of participatory democracy proposed by Macpherson (1978) that includes participatory democracy as the perfection of liberal democracy.Objetivo/contexto: Este artículo tiene como objetivo analizar si hubo avances de los gobiernos de izquierda, específicamente, de los gobiernos de Lula da Silva en Brasil (2003-2010), de Hugo Chávez en Venezuela (1999-2013) y de Michelle Bachelet en Chile (2006-2010) en la conformación de una democracia participativa. Metodología: La investigación fue orientada por un análisis comparativo a partir de dos dimensiones: a) correlación de fuerzas políticas y económicas (con la oposición partidista, sectores empresariales, mediáticos y de la iglesia) y b) recursos políticos (oriundos de los legados institucionales, del sistema político, de los pactos y de la base de apoyo social). El análisis del proceso de implementación de mecanismos participativos y de profundización de la democracia se realiza a partir de tres ejes analíticos: i) mecanismos de participación e inclusión, ii) condiciones favorables a la participación y iii) participación ciudadana. Conclusiones: Las conclusiones muestran que el gobierno Bachelet —“gobierno de continuidades”— se mantuvo más cerca de la “democracia de equilibrio” en que la soberanía popular queda restringida a la arena electoral, mientras que el gobierno de Chávez —“gobierno de rupturas”— se acercó más de la democracia participativa. El gobierno de Lula —“gobierno moderado”— se posicionó en un punto intermedio entre los dos casos. Originalidad: La mayoría de los estudios sobre gobiernos de izquierda y democracia se centran en la teoría hegemónica de democracia. Sin embargo, este artículo buscó analizar los gobiernos de izquierda a partir del concepto de democracia participativa propuesto por Macpherson (1978) que comprende la democracia participativa como el perfeccionamiento de la democracia liberal.Objetivo/contexto: Este artigo tem como objetivo analisar se houve avanços dos governos de esquerda, especificamente dos governos de Lula da Silva no Brasil (2003-2010), de Hugo Chávez na Venezuela (1999-2013) e de Michelle Bachelet no Chile (2006-2010), na conformação de uma democracia participativa. Metodologia: A pesquisa foi orientada por uma análise comparada a partir de duas dimensões: a) correlação de forças políticas e econômicas (com a oposição partidária, setores empresariais, midiáticos e da igreja) e b) recursos políticos (oriundos dos legados institucionais, do sistema político, dos pactos e da base de apoio social). A análise do processo de implementação de mecanismos participativos e de aprofundamento da democracia se faz a partir de três eixos analíticos: i) mecanismos de participação e inclusão, ii) condições favoráveis à participação e iii) participação cidadã. Conclusões: As conclusões mostram que o governo Bachelet —“governo de continuidades”— se manteve mais próximo da “democracia de equilíbrio” em que a soberania popular fica restrita à arena eleitoral, enquanto o governo Chávez —“governo de rupturas”— se aproximou mais da democracia participativa. Já o governo Lula —“governo moderado”— se posicionou em um ponto intermediário entre os dois casos. Originalidade: A maioria dos estudos sobre governos de esquerda e democracia focam na teoria hegemônica de democracia. Sem embargo, este artigo buscou analisar os governos de esquerda a partir do conceito de democracia participativa proposto por Macpherson (1978) que compreende a democracia participativa como o aperfeiçoamento da democracia liberal
La consulta anticorrupción en Colombia: ¿Por qué fracasó?
Objective/context: The objective of this article is to analyze the results of the anti-corruption referendum in Colombia in 2018. Colombia is a country with a significant corruption problem. More than 99% of the voters who came to the polls voted in favor of the proposals. However, the anti-corruption referendum nonetheless failed because not enough citizens were mobilized to participate. The article addresses the reasons why turnout was very low. Methodology: I examine the results at the municipal level. I present an original dataset of 1,101 Colombian municipalities. I use ordinary least squares (OLS) regression models to test theories based on the literature on referendums, corruption, and transparency. I also analyze voter turnout in the 2018 presidential election in order to compare it with participation in the referendum. Conclusions: I find that the more transparent a municipality, the higher the percentage of the municipal electorate that voted for proposals in the anti-corruption referendum. Moreover, I find that in municipalities where support for Sergio Fajardo in the presidential election was higher and support for Iván Duque was lower, support for the referendum proposals was higher. Also, turnout was lower in municipalities with higher poverty rates and higher homicide rates. Originality: This article contributes to the current global debate on direct democracy. As the anti-corruption referendum was held only recently, a proper analysis has not yet been carried out. Moreover, because of the nature of the referendum questions, the topic is closely connected with research on corruption. Therefore, this research represents a unique opportunity to examine corruption and direct democracy at one and the same time.Objetivo/contexto: El objetivo de este artículo es analizar los resultados de la consulta anticorrupción de 2018 en Colombia. Colombia es un país que tiene un importante problema de corrupción. Más del 99% de los votantes que acudieron a las urnas votaron a favor de las propuestas. Sin embargo, el referéndum anticorrupción fracasó porque no se movilizó a un número suficiente de ciudadanos para participar. El artículo aborda las razones por las que la participación fue muy baja. Metodología: Examino los resultados a nivel municipal. Presento un conjunto de datos originales de 1101 municipios colombianos. Utilizo modelos de regresión por mínimos cuadrados ordinarios para probar teorías basadas en la literatura relacionada con los referendos, la corrupción y la transparencia. Además, también analizo la participación de los votantes en las elecciones presidenciales de 2018 para compararla con la participación en la consulta. Conclusiones: Encuentro que cuanto más transparente es un municipio, mayor es el porcentaje del electorado municipal que votó a favor de las propuestas en la consulta. Además, encuentro que donde el apoyo en los municipios a Sergio Fajardo fue mayor y el apoyo a Iván Duque en las elecciones presidenciales fue menor, mayor fue el apoyo a las propuestas. También, la participación fue menor en los municipios con tasas de pobreza más altas y tasas de homicidio más altas. Originalidad: Este artículo contribuye al debate global actual sobre la democracia directa. Como la consulta anticorrupción se celebró recientemente, aún no se ha realizado el análisis adecuado. Además, debido a la naturaleza de las preguntas en la consulta, este tema está estrechamente relacionado con la investigación sobre la corrupción. Por lo tanto, esta investigación es una oportunidad única para examinar juntos la corrupción y la democracia directa.Objetivo/contexto: El objetivo de este artículo es analizar los resultados de la consulta anticorrupción de 2018 en Colombia. Colombia es un país que tiene un importante problema de corrupción. Más del 99% de los votantes que acudieron a las urnas votaron a favor de las propuestas. Sin embargo, el referéndum anticorrupción fracasó porque no se movilizó a un número suficiente de ciudadanos para participar. El artículo aborda las razones por las que la participación fue muy baja. Metodología: Examino los resultados a nivel municipal. Presento un conjunto de datos originales de 1101 municipios colombianos. Utilizo modelos de regresión por mínimos cuadrados ordinarios para probar teorías basadas en la literatura relacionada con los referendos, la corrupción y la transparencia. Además, también analizo la participación de los votantes en las elecciones presidenciales de 2018 para compararla con la participación en la consulta. Conclusiones: Encuentro que cuanto más transparente es un municipio, mayor es el porcentaje del electorado municipal que votó a favor de las propuestas en la consulta. Además, encuentro que donde el apoyo en los municipios a Sergio Fajardo fue mayor y el apoyo a Iván Duque en las elecciones presidenciales fue menor, mayor fue el apoyo a las propuestas. También, la participación fue menor en los municipios con tasas de pobreza más altas y tasas de homicidio más altas. Originalidad: Este artículo contribuye al debate global actual sobre la democracia directa. Como la consulta anticorrupción se celebró recientemente, aún no se ha realizado el análisis adecuado. Además, debido a la naturaleza de las preguntas en la consulta, este tema está estrechamente relacionado con la investigación sobre la corrupción. Por lo tanto, esta investigación es una oportunidad única para examinar juntos la corrupción y la democracia directa
O poder dos governadores. Conceituação e medição nos executivos locais mexicanos
Objective/context: Mexican governors have had great capabilities for action, before and after the transition, although in different degrees. The literature holds measurements of the power of governors; however, most lack an abstract conceptualization or do not consider the influence that local executives have beyond the territory they govern. In this work we establish a conceptualization to identify what is the basis of the power of governors. Based on the above, we formulate the Governor’s Power Index and a couple of typologies to capture and measure the power that local executives have in Mexico. Methodology: The research is based on the multilevel nature of the structuring of a concept. On the first level we establish an abstract conceptualization of a governor’s power. In the second level we identify the constituent dimensions that point to the presence or absence of the concept. On the third level, we determine empirical indicators (based on the constituent dimensions) to identify the concept in reality. These indicators are the basis of the index and the typologies. Conclusions: The governor of the state of Mexico, for the year 2015, has greater capabilities with respect to the rest; the above, both in the general index and in the typologies built. He is very closely followed by Jalisco and Chiapas, although this is not constant, as it is in the state of Mexico. On the other hand, the local executive of the state of Morelos is the weakest and is closely followed by the one in Querétaro. Originality: The conceptual framework established allows the formulation of a quantitative instrument, which is practical in comparative research. With this conceptual basis, the development of typologies is also possible, which is useful for research that needs to delve into specific aspects of the power of local executives.Objetivo/contexto: Los gobernadores mexicanos han tenido grandes capacidades de acción, antes y después de la transición, aunque en diferentes grados. En la literatura existen mediciones del poder de los gobernadores; no obstante, la mayoría carecen de una conceptualización abstracta o no toman en cuenta la influencia que los ejecutivos locales tienen más allá del territorio que gobiernan. En este trabajo establecemos una conceptualización para identificar qué fundamenta el poder de los gobernadores. Basándonos en lo anterior, formulamos el Índice de Poder del Gobernador y un par de tipologías para capturar y dimensionar el poder que tienen los ejecutivos locales en México. Metodología: La investigación está basada en la naturaleza multinivel de la conformación de un concepto. En el primer nivel establecemos una conceptualización abstracta del poder del gobernador. En el segundo nivel identificamos las dimensiones constitutivas que nos señalan cuando está presente el concepto y cuando no. En el tercer nivel, determinamos indicadores empíricos (basándonos en las dimensiones constitutivas) para identificar el concepto en la realidad. Esos indicadores son la base del índice y las tipologías. Conclusiones: El gobernador del estado de México, para el año 2015, tiene mayores capacidades respecto al resto; lo anterior, tanto en el índice general como en las tipologías construidas. Muy de cerca lo siguen Jalisco y Chiapas, aunque esto no es constante, como sí lo es en el estado de México. En contrapartida, el ejecutivo local del estado de Morelos es el más débil, y lo sigue muy de cerca el de Querétaro. Originalidad: El marco conceptual constituido permite la formulación de un instrumento cuantitativo, lo cual es práctico en investigaciones comparativas; con esta base conceptual también es posible el desarrollo de tipologías, esto es útil para investigaciones que requieren profundizar en aspectos específicos sobre el poder de los ejecutivos locales.Objetivo/contexto: os governadores mexicanos têm tido grandes capacidades de ação antes e depois da transição, embora em diferentes graus. Na literatura, há medições do poder dos governadores, mas a maioria carece de uma conceituação abstrata ou não considera a influência que os executivos locais têm mais além do território que governam. Neste trabalho, estabelecemos uma conceituação para identificar o que fundamenta o poder dos governadores. Com base nisso, formulamos o Índice de Poder do Governador e algumas tipologias para capturar e dimensionar o poder que os executivos locais têm no México. Metodologia: esta pesquisa está baseada na natureza multinível da conformação de um conceito. No primeiro nível, estabelecemos uma conceituação abstrata do poder do governador. No segundo nível, identificamos as dimensões constitutivas que nos indicam quando está presente o conceito e quando não. No terceiro nível, determinamos indicadores empíricos (com base nas dimensões constitutivas) para identificar o conceito na realidade. Esses indicadores são a base do índice e das tipologias. Conclusões: o governador do estado de México, em 2015, teve maiores capacidades a respeito dos demais, tanto no índice geral quanto nas tipologias construídas. Os de Jalisco e Chiapas não estão longe disso, embora isso não seja constante, como acontece no estado de México. Em compensação, o executivo local do estado de Morelos é o mais fraco, e o segue muito de perto o de Querétaro. Originalidade: o referente conceitual constituído permite a formulação de um instrumento quantitativo, o que é prático em pesquisas comparativas; com essa base conceitual, também é possível desenvolver tipologias; isso é útil para pesquisas que exijam aprofundar em aspectos específicos sobre o poder dos executivos locais
Negar o passado: reparações na Guatemala e em El Salvador
Objective/context: This article analyzes the advances in the massive and symbolic material reparations for past crimes, following the transitions to peace in Guatemala and El Salvador, and it explores how such advances or their lack can be explained. Methodology: the study explores changes through time in transitional justice policies by establishing evaluation criteria for the massive and symbolic material reparations program. Conclusions: This work allows us to follow the evolution of the initiatives to compensate the victims of the armed conflict in Guatemala and El Salvador, with greater advances for the former. However, some difficulties are to be found such as the fact that the mass reparations program established in 2003 has not enjoyed the support of the Legislative branch, putting its continuity and transparency at risk, and leading to the possibility of it being instrumentalized for electoral ends. In El Salvador, it is only since 2010 that the country has attempted to establish a massive material reparations program, with an integrated design but without any very meaningful results, and these results are no better when we consider symbolic reparations. The explanations to the difficulties to materializing the victims’ right to compensation are related to the continued support of the perpetrators of past crimes, the military, and their political allies, the victims’ profiles, the budgetary burdens imposed by the massive reparation programs, and the dynamics relating to the transitional process, which, in both cases, initially privileged the uncovering of the truth on the right to obtain justice and reparation. Originality: In the same line, studies on transitional justice in Guatemala and El Salvador have focused mainly on the truth commissions and the trials. This article emphasizes reparations through a longitudinal, integral, and systematic analysis that favors comparison, even with other countries.Objetivo/contexto: El artículo analiza los avances en reparaciones materiales masivas y simbólicas por los crímenes del pasado, después de las transiciones a la paz en Guatemala y El Salvador, y explora cómo se explican dichos avances o la falta de ellos. Metodología: Se trata de un estudio que explora cambios a lo largo del tiempo en políticas de justicia transicional. Para ello, la investigación establece criterios de evaluación de los programas de reparaciones materiales masivas y simbólicas. Conclusiones: El trabajo permite seguir la evolución de las iniciativas para reparar a las víctimas de los conflictos armados en Guatemala y El Salvador, con mayores avances en el primer caso, pero con dificultades, como que el programa de reparaciones masivas establecido desde 2003 no ha llegado a tener el respaldo del Legislativo, lo que pone en riesgo su continuidad y transparencia, pero además facilita que se instrumentalice con fines electorales. En El Salvador, sólo a partir de 2010 se ha intentado establecer un programa de reparaciones materiales masivas, con un diseño integral pero con resultados poco significativos. En cuanto a las reparaciones simbólicas, los resultados no son mejores. Las explicaciones a las dificultades para materializar el derecho a la reparación de las víctimas se relacionan con el apoyo que continúan recibiendo los perpetradores de crímenes del pasado, los militares y sus aliados políticos; el perfil de las víctimas; las cargas presupuestales que suponen los programas de reparaciones masivas, y con dinámicas del proceso transicional, que en ambos casos privilegió inicialmente el esclarecimiento de la verdad sobre los derechos a obtener justicia y reparación. Originalidad: En la misma línea, los estudios sobre justicia transicional en Guatemala y El Salvador se han enfocado principalmente en las comisiones de la verdad y los juicios. Este artículo pone el énfasis en las reparaciones, y lo hace mediante un análisis longitudinal, integral y sistemático, que favorece la comparación, incluso con otros países.Objetivo/contexto: este artigo analisa os avanços em reparações materiais massivas e simbólicas pelos crimes do passado, depois das transições à paz na Guatemala e em El Salvador; além disso, explora como são explicados esses avanços ou a falta deles. Metodologia: trata-se de um estudo que explora mudanças ao longo do tempo em políticas de justiça de transição. Para isso, esta pesquisa estabelece critérios de avaliação dos programas de reparações materiais massivas e simbólicas. Conclusões: este trabalho permite seguir a evolução das iniciativas para reparar as vítimas dos conflitos armados na Guatemala e em El Salvador, com maiores avanços no primeiro caso, mas com dificuldades, como o programa de reparações massivas estabelecido desde 2003 que ainda não teve o apoio do Legislativo, o que coloca em risco sua continuidade e transparência, mas, além disso, facilita que seja instrumentalizado com propósitos eleitorais. Em El Salvador, somente a partir de 2010 tem se tentado estabelecer um programa de reparações materiais massivas, com um desenho integral, mas com resultados pouco significativos. Quanto às reparações simbólicas, os resultados não são melhores. As explicações para as dificuldades para materializar o direito à reparação das vítimas estão relacionadas com o apoio que os responsáveis por crimes do passado, os militares e seus aliados políticos continuam recebendo, com o perfil das vítimas, com as cargas orçamentárias que os programas de reparações massivas supõem e com dinâmicas do processo de transição que, em ambos os casos, privilegiaram inicialmente o esclarecimento da verdade sobre os direitos a obter justiça e reparação. Originalidade: nesse sentido, os estudos sobre justiça de transição na Guatemala e em El Salvador têm se focado principalmente nas comissões da verdade e nos julgamentos. Este artigo enfatiza nas reparações e faz isso por meio de uma análise longitudinal, integral e sistemática, que favorece a comparação, inclusive com outros países
O reajuste da direita colombiana. O sucesso eleitoral do uribismo
Objective/context: This article seeks to explain the electoral success of Iván Duque in the 2018 presidential elections. The victory of Uribe’s candidate is paradoxical for two reasons. First, Duque campaigned against the peace process, a major achievement in recent Colombian history and an important step to reduce violence and strengthen the country’s democracy. Second, Duque was the most inexperienced candidate on the right. He managed to defeat more visible politicians, with more experience and better access to electoral machinery. Methodology: This article presents a case study that triangulates information from primary and secondary sources, public opinion surveys, analysis of electoral data and surveys of parliamentarians. Conclusions: Iván Duque’s victory is the result of two simultaneous processes: the consolidation of Uribismo —the hawkish faction of the Colombian right— and the emergence of socio-economic cleavage, historically subordinated to matters of public security. The first process was the result of the negotiations with the FARC and the de-institutionalization of the party system. Together, these factors strengthened the political machinery of the party Centro Democrático and diminished traditional elites’ ability to mobilize votes. The second process was the result of the interaction between the agreements with the FARC and the humanitarian crisis in Venezuela. The peace process opened spaces on the left of the ideological spectrum. Gustavo Petro took advantage of this space and enthused voters with his left-leaning socio-economic proposals. His program took him all the way to the run-off election. Once there, however, the crisis in Venezuela played against him. Afraid that Petro would turn Colombia into a “second Venezuela,” center and center-right voters voted for Duque. Originality: despite its importance, Uribismo hasn’t been sufficiently studied from a comparative perspective. This article strives to help understand the similarities and differences of this right-wing current in comparison with those in other Latin American countries. This text is also one of the first articles to analyze the 2018 elections and their short and long-term consequences.Objetivo/contexto: este artículo busca explicar el éxito electoral de Iván Duque en las elecciones de 2018. La victoria del candidato uribista es paradójica por dos razones. Primero, Duque hizo campaña contra el proceso de paz, uno de los logros más importantes en la historia reciente colombiana y un paso importante para reducir la violencia y fortalecer la democracia del país. Segundo, Duque era el candidato más inexperto de la derecha. Logró derrotar a políticos más visibles, con más trayectoria y mejor acceso a maquinarias electorales. Metodología: El texto presenta un estudio de caso que triangula información de fuentes primarias y secundarias, encuestas de opinión pública, análisis de datos electorales y encuestas a parlamentarios. Conclusiones: La victoria de Iván Duque es el resultado de dos procesos simultáneos: la consolidación del uribismo —la facción “guerrerista” de la derecha— y el surgimiento del clivaje socioeconómico, históricamente subordinado a temas de seguridad pública. El primer proceso es consecuencia de las negociaciones con las FARC y la desinstitucionalización del sistema de partidos. Juntos, estos factores fortalecieron la maquinaria política del Centro Democrático y disminuyeron la capacidad de las élites tradicionales de movilizar votos. El segundo proceso es el resultado de la interacción entre los acuerdos con las FARC y la crisis humanitaria en Venezuela. El proceso de paz abrió espacios a la izquierda del espectro ideológico, que Gustavo Petro aprovechó para entusiasmar a los votantes con propuestas socioeconómicas de izquierda. Su programa le permitió llegar a la segunda vuelta. Una vez ahí, la crisis en Venezuela jugó en su contra. Asustados de que Petro convirtiera a Colombia en una “segunda Venezuela” los votantes de centro y centro-derecha votaron por Duque. Originalidad: a pesar de su importancia, el uribismo ha sido poco estudiado desde una perspectiva comparada. Este artículo se suma a los esfuerzos por entender las similitudes y diferencias de esta corriente de la derecha en comparación con otras corrientes de derecha en otros países latinoamericanos. Este texto es también uno de los primeros artículos en analizar las elecciones de 2018 y sus consecuencias a corto y largo plazo.Objetivo/contexto: este artigo pretende explicar o sucesso eleitoral de Iván Duque nas eleições de 2018. A vitória do candidato uribista é paradoxal por duas razões. Primeira, Duque fez campanha contra o processo de paz, uma das conquistas mais importantes na história recente colombiana e um passo importante para reduzir a violência e fortalecer a democracia do país. Segunda, Duque era o candidato mais inexperiente da direita. Conseguiu derrotar políticos mais visíveis, com mais trajetórias e melhor acesso a maquinarias eleitorais. Metodologia: este artigo apresenta um estudo que triangula informação de fontes primárias e secundárias, pesquisas de opinião pública, análise de dados eleitorais e questionários aplicados parlamentares. Conclusões: a vitória de Iván Duque é o resultado de dois processos simultâneos: a consolidação do uribismo —a facção “guerrerista” da direita— e o surgimento da clivagem socioeconômica, historicamente subordinada a temas de segurança pública. O primeiro processo é consequência das negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a desinstitucionalização do sistema partidário. Juntos, esses fatores fortaleceram a maquinaria política do Centro Democrático e diminuíram a capacidade das elites tradicionais de mobilizar votos. O segundo processo é resultado da interação entre os acordos com as Farc e a crise humanitária na Venezuela. O processo de paz abriu espaço à esquerda do espectro ideológico. Gustavo Petro aproveitou esse espaço e animou os votantes com propostas socioeconômicas de esquerda. Seu programa lhe permitiu chegar ao segundo turno. Uma vez nele, a crise na Venezuela o desfavoreceu. Assustados com que Petro convertesse a Colômbia em uma “segunda Venezuela”, os votantes do centro e do centro-direita votaram em Duque. Originalidade: apesar da sua importância, o uribismo tem sido pouco estudado sob uma perspectiva comparada. Este artigo se soma aos esforços por entender as semelhanças e as diferenças dessa corrente da direita em comparação com outras correntes de direita em outros países latino-americanos. Este texto é também um dos primeiros artigos em analisar as eleições de 2018 e suas consequências em curto e longo prazo
As comissões da verdade na batalha da memória: usos e efeitos disputados da verdade extrajudicial no Chile
Objective/context: Based on the framework of the battle of memory, this article examines the dispute (2014-2018) regarding the state embargo of documentation and information from 2004 from Chile’s National Commission on Political Prisoners and Torture and its resistance to a collective that can question the embargo, triggering a legislative discussion. Methodology: In this article, we apply a procedural and pragmatic focus to a body of qualitatively analyzed multireferential data. We take an in-depth look at the performative approach developed by the literature on truth commissions, but shift the examination of the framework of transitional justice to the terrain of the battle of memory supported by societies when dealing with these violent pasts. Conclusions: our analysis shows that the trajectory of the battle for truth and for the construction of collective memory on the past is not incremental and is subject to setbacks. The silence regarding the documentation of the Valech Commission triggered the involvement of new actors in the battle of memory that is no longer solely configured by the State-victim dyad. Originality: This article examines the Truth Commissions (TC) from a not frequently studied perspective: the document and information archive produced by these commissions and their impact on the collaboration with justice and the uncovering of the truth. To observe the dispute over the secret of the document and information archive of the commission from the terrain of the battle of memory allows us to extend the temporal reference framework, examining the TC beyond the effects and uses contemplated by the mandating State, including other actors, and leading the commissions to talk to each other and to other management devices and artifacts of such atrocities.Objetivo/contexto: El artículo analiza, a partir del marco de la batalla de la memoria, la disputa (2014-2018) sobre el embargo estatal de la documentación e información de la Comisión Nacional sobre Prisión Política y Tortura de 2004 de Chile y su resistencia por un colectivo que interpela el embargo, desatando una discusión legislativa. Metodología: En este artículo aplicamos enfoque procesual y pragmático a un corpus de datos multirreferencial, analizado cualitativamente. Profundizamos la aproximación performativa desarrollada por la literatura sobre las comisiones de verdad, pero desplazamos su examen del marco de la justicia transicional al terreno de la batalla de la memoria que sostienen las sociedades al enfrentar estos pasados violentos. Conclusiones: Nuestro análisis demuestra que la trayectoria de la batalla por la verdad y por la construcción de una memoria colectiva sobre el pasado no es incremental y sufre reveses. El silenciamiento sobre la documentación de la Valech I gatilló el involucramiento de nuevos actores en la batalla de la memoria, que ya no se configura únicamente por la díada Estado-víctima. Originalidad: Este artículo examina las Comisiones de Verdad (CV) desde un ángulo menos estudiado: el acervo documental e informacional producido por estas comisiones y su impacto en la colaboración con la justicia y el esclarecimiento de la verdad. Observar la disputa por el secreto del acervo documental e informacional de la comisión desde el terreno de la batalla de la memoria permite ampliar el marco temporal de referencia, examinar las CV más allá de los efectos y usos contemplados por el Estado mandante, incluir otros actores y poner a las comisiones en diálogo entre sí y con otros dispositivos y artefactos de gestión de este tipo de atrocidades.Objetivo/contexto: este artigo analisa, a partir do campo da batalha da memória, a disputa (2014-2018) sobre o embargo estatal da documentação e informação da Comissão Nacional sobre Prisão Política e Tortura de 2004, no Chile, e a sua resistência por um coletivo que interpela o embargo, desatando uma discussão legislativa. Metodologia: neste artigo, aplica-se uma abordagem pragmática e processual em um corpus de dados multirreferenciais, analisados qualitativamente. Aprofunda-se a abordagem performativa desenvolvida pela literatura sobre as comissões da verdade, mas mudamos sua análise do âmbito da justiça transicional para o campo da batalha da memória que as sociedades mantêm ao enfrentar esses passados violentos. Conclusões: nossa análise mostra que a trajetória da batalha pela verdade e pela construção de uma memória coletiva sobre o passado não sofre aumento e retrocede. O silenciamento sobre a documentação da Comissão Valech desencadeou o envolvimento de novos atores na batalha da memória, que já não é mais configurada apenas pela díade estado-vítima. Originalidade: este artigo examina as Comissões da Verdade (CV) de um ângulo menos estudado: o acervo documental e informacional produzido por essas comissões e seu impacto na colaboração com a justiça e no esclarecimento da verdade. Observar a disputa pelo segredo do acervo documental e informacional da comissão a partir do terreno da batalha da memória possibilita ampliar o quadro temporal de referência, examinar as CV mais além dos efeitos e usos contemplados pelo Estado mandatário, incluir outros atores e colocar as comissões em diálogo entre si e com outros dispositivos e artefatos de gestão desse tipo de atrocidades
A (super)adaptação programática da direita chilena e a irrupção da direita populista radical
Objective/context: This article offers an analysis of the evolution of the Chilean right from the transition to democracy to the present day. It aims to show that programmatic moderation has not only allowed the right to become more competitive in electoral terms, but has also orphaned a sector of the electorate and, therefore, made it highly probable that this political faction will split into two poles: one liberal-progressive and one populist-conservative. Methodology: The research involved a descriptive analysis of data from the World Values Survey, revealing the evolution of Chilean public opinion toward issues normally defended by the right, and of the “Manifesto Project,” in order to trace the variation over time of the positions defended by the Chilean right in their electoral campaigns. Conclusions: This article concludes that the great future challenge of the Chilean center-right will be how to handle internal tensions that, if not adequately channeled, can unleash a political fragmentation that gives rise to a period of greater electoral uncertainty. Originality: This article seeks to fill the gap that exists in the academic literature on the evolution of the post-transition Chilean right. At the same time, it posits that a space has opened for new types of government coalitions in Chile, either between radical populist forces and conventional parties or between conventional parties that historically have been reluctant to establish electoral alliances.Objetivo/contexto: El artículo ofrece un análisis de la evolución de la derecha chilena desde la transición a la democracia hasta hoy. Interesa demostrar que la moderación programática no solo le ha permitido a la derecha volverse más competitiva en términos electorales, sino que también ha dejado huérfano a un sector del electorado y, por lo tanto, es altamente probable que tal facción política se fraccione en dos polos: uno liberal-progresista y uno populista-conservador. Metodología: La investigación se realizó mediante un análisis descriptivo de datos provenientes de la Encuesta Mundial de Valores para revelar la evolución de la opinión pública chilena frente a temas que normalmente defiende la derecha y del “Manifesto Project” para observar la variación de las posturas defendidas por la derecha chilena en sus campañas electorales a lo largo del tiempo. Conclusiones: En este artículo se concluye que el gran desafío futuro de la centroderecha chilena radica en cómo manejar sus tensiones internas que, si no logran ser encauzadas de manera adecuada, pueden desencadenar una fragmentación política que dé vida a un periodo de mayor incertidumbre electoral. Originalidad: este artículo busca llenar el vacío que existe en la literatura académica sobre la evolución de la derecha chilena post-transición. A su vez, plantea que hoy en día se abre un espacio para nuevos tipos de coaliciones gubernamentales en Chile, ya sea entre fuerzas populistas radicales y partidos convencionales o entre partidos convencionales que históricamente han sido reacios a establecer alianzas electorales.Objetivo/contexto: este artigo oferece uma análise da evolução da direita chilena desde a transição à democracia até hoje. Interessa demonstrar que a moderação programática não somente tem permitido à direita tornar-se mais competitiva em termos eleitorais, mas também tem deixado órfão um setor do eleitorado e, portanto, é altamente provável que essa facção política seja fracionada em dois polos: um liberal-progressista e um populista conservador. Metodologia: esta pesquisa foi realizada por meio de uma análise descritiva de dados provenientes do Questionário Mundial de Valores para revelar a evolução da opinião pública chilena diante de temas que normalmente a direita defende e do “Manifesto Project” para observar a variação dos posicionamentos defendidos pela direita chilena em suas campanhas eleitorais ao longo do tempo. Conclusões: neste artigo, conclui-se que o grande desafio futuro da centro-direita chilena está em como lidar com suas tensões internas que, se não forem canalizadas de maneira adequada, podem desencadear uma fragmentação política que daria vida a um período de maior incerteza eleitoral. Originalidade: este artigo pretende preencher a lacuna que existe na literatura acadêmica sobre a evolução da direita chilena pós-transição. Por sua vez, expõe a abertura que hoje há para novos tipos de coalizões governamentais no Chile, seja entre forças populistas radicais e partidos convencionais, seja entre partidos convencionais que, historicamente, têm sido relutantes a estabelecer parcerias eleitorais