Publicações UNIMAR (Universidade de Marília)
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AS PRAÇAS:HISTÓRIA, USOS E FUNÇÕES
Quem de nós não possui alguma lembrança, mesmo que remota, de momentos de lazer, de convívio e de entretenimento vivido nas praças? Tidas como um dos principais ícones urbanos, as praças ao longo da história exerceram diferentes formas de usos e funções, partindo da ágora grega – mãe da praça ocidental – até a praça contemporânea. Assim, esse ensaio tem por objetivo realizar uma revisão histórica das várias formas de concepção das praças diante dos diferentes usos e funções atribuídos a ela ao longo da história
O FUNDEF E A MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL: O ESTADO DE SÃO PAULO EM ANÁLISE
Fruto de pesquisa de doutorado, o trabalho teve como objeti- vo analisar a motivação e os desdobramentos do vertiginoso processo de municipalização do ensino fundamental deflagrado no Estado de São Paulo a partir de meados dos anos 1990. Para tanto, envolveu procedimentos de pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados indicam que apesar das medidas adotadas pelo governo para fomentar o processo de transferência de matrículas do ensino fundamental da rede estadual para as municipais, a municipalização só tomou significativo impulso após o advento do FUNDEF que, pelo caráter confiscatório e lógica de funcionamento, impeliu os municí- pios paulistas a assumir tal atendimento. Induzido pelo FUNDEF, o referido processo caracteriza-se por quatro tendências gerais: adesão motivada pelo enfoque economicista, clara preferência das prefeituras pelas séries iniciais, prevalência dos convênios de municipalização sobre a criação de rede própria e desaceleração nas taxas de crescimento da educação infantil, resultando em múltiplos arranjos institucionais para oferta da educação municipal no Estado
FINANCING BASIC EDUCATION IN BRAZIL: FROM THE BEGINNING TO FUND POLICIES
Este artigo apresenta a trajetória histórica do financiamen- to da educação pública brasileira, abarcando desde os seus primórdios até a corrente política de Fundos (FUNDEF/FUNDEB) introduzida no país a partir da segunda metade da década de 1990. Analisa o fun- cionamento e as características principais do FUNDEF e do FUN- DEB, cotejando-os. A partir da análise dos textos legais e da pro- dução acadêmica acerca do tema em questão, demonstra que a atual sistemática de financiamento da educação básica, apesar de alguns im- portantes avanços em relação à situação anterior, prolonga a lógica do Fundo precedente e não supera algumas das suas principais limitações
DISCUSSÃO ACERCA DE ALGUNS SABERES PRODUZIDOS SOBRE A CRIANÇA/ INFÂNCIA NOS SÉCULOS XIX E XX
Para a realização deste artigo, fez-se necessário esquematizar e problematizar como a inscrição do conceito de criança/infância ao lon- go dos séculos tornou possível certo governo destas através dos discursos especializados (a saber: médico e pedagógico, principalmente) nos mais distintos extratos históricos. Olhar a criança e a infância, esquadrinhá-la, transformá-la em corpos/objeto de conhecimento e tutela, inúmeras ten- tativas de disciplinarização de seus gestos e consequente instituição de processos de subjetivação serão algumas linhas abordadas neste artigo, numa tentativa de se evidenciar a existência daquilo que modernamen- te reconhece-se por criança/infância, e que hoje é alvo dos discursos de especialistas que, em nossa análise, ao debruçar-se sobre a infância, di- tariam normas de conduta para as crianças, limitando-as e cerceando-as
A COMPETITIVIDADE INTERNACIONAL E A DESONERAÇÃO TRIBUTÁRIA DO TRABALHO FORMAL NO BRASIL
A competitividade de produtos interna- cionais com os produtos produzidos nacionalmente está a proporcionar um processo “precoce” de desin- dustrialização no Brasil. Este processo está vinculado ao recuo na contratação de novos postos de trabalho e à dispensa dos empregados contratados e, ainda, está associado à utilização de tecnologias poupadoras de mão de obra. Com isso, a Presidenta da República re- centemente expediu sete decretos e duas medidas pro- visórias, a fim de garantir o fortalecimento econômico e estimular a indústria nacional a enfrentar a crise fi- nanceira mundial e o processo de desindustrialização, com a consequente desoneração tributária do trabalho formal, com vistas a garantir novos empregos e a for- malização dos já existentes, e evitar a subcontratação de trabalhadores por meio da terceirização, que é uma forma de precarização destes direitos. Tais medidas visam também ampliar a produção nacional, barateando os custos da produção e dos preços do produto, e garantir, de forma sustentável, o desenvolvimento econômico nacional. O Estado tem a responsabilidade de compatibi- lizar a economia e a garantia dos direitos sociais, a fim de obter um desenvolvimento econômico nacional sustentá- vel, sempre visando frear possíveis violações aos direitos sociais. Na elaboração deste artigo foi utilizada a metodo- logia da pesquisa através do estudo descritivo, exploratório e bibliográfico do tema, com a consequente análise dos dados e informações por meio de um enfoque qualitativo
A VIVÊNCIA DO LUTO EM DECORRÊNCIA DO TÉRMINO DE RELACIONAMENTOS AMOROSOS
Partimos do pressuposto de que o luto se manifesta de diferentes formas na subjetividade hu- mana refletindo os preceitos valorizados socialmente. A sociedade atual, por sua vez, tende a viver relacio- namentos efêmeros, devido ao individualismo e ao narcisismo. Portanto, supõe-se que a manifestação do luto concorde com tais tendências, sendo progressiva- mente negado. A fim de testar tal hipótese, o objetivo geral deste trabalho é averiguar como o luto, em de- corrência do término de relacionamentos amorosos, manifesta-se na subjetividade humana. São objetivos específicos: compreender as múltiplas formas encon- tradas pelas pessoas de superação da dor e conhecer os modos de vivenciar, na atualidade, separações e lutos sofridos pelo fim de relacionamentos. Para tanto, foi aplicado um questionário com escalas de atitude tipo Likert a uma amostra de 106 pessoas, 57 mulheres e 49 homens. A análise dos dados obtidos permite observar a ocorrência de fragilização dos vínculos afe- tivos e tendência a não expressão dos sentimentos de tristeza em público. A vivência do luto apresenta-se progressivamente menos ligada à demonstração da dor, devido à prevalência de vínculos mais superficiais e menos compromissados
ORIGENS E DESENVOLVIMENTO DO COOPERATIVISMO
O Cooperativismo desenvolveu-se pelo mundo todo, insituindo-se em doutrina que buscava diminuir as desigualdades sociais, como alternativa para os setores com menor poder aquisitivo. Neste artigo, buscamos compreender as idéias que fomentaram o pensamento cooperativo, antecedendo a sua manifestação no século XI
A REVOLUÇÃO DOS SERVIÇOS
O presente trabalho objetiva estudar a revolução dos serviços, baseando-se nas transformações sociais, tendo em vista os desafios do mundo globalizado e, consequentemente, as mudanças organizacionais, tecnológicas e educacionais
COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL: CONCEITOS E MODELOS
Reflexão crítica sobre a comunicação organizacional a partir de Shannon e Weaver (1949), este artigo esclarece conceitos básicos sobre mensagem, suas fontes, emissor, transmissor, sinal, receptor, recepção e destinatário, passando por autores fundamentais para a área como David Berlo (1960), Siegfried Maser (1975), John Keneth Galbraith (1989), Lee O. Thayer (1972), Umberto Eco (1979), Izidoro Bliksten (1993) entre outros. Aborda, ainda, estudos sobre comunicação verbal, teorias do discurso e importância do receptor (leitor) para o sucesso da comunicação (dialogismo bakhtiano), ultrapassando algumas dificuldades que advêm dos esquemas oriundos da Teoria da Informação, que não se preocupa com a ótica socializarete, inerente à comunicação humana, que podemos buscar nos estudos de linguagem verbal
O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO EM SÃO GONÇALO: A TENSÃO ENTRE A CULTURA CLIENTELISTA E A CULTURA DEMOCRÁTICA
Este artigo procura analisar a tensão entre a cultura clientelista e a cultura democrática na implementação do Orçamento participativo e sua influência nagestãolocal.Realizamosumestudodecasosobreaimplantação do orçamento participativo no município de São Gonçalo, mostrando seus limites e possibilidades na construção de uma gestão democrática. Constatou-se que a tensa relação entre culturas políticas são também indicadores do sucesso ou do fracasso dos OP espalhados no Brasil. Este é o grande desafio para essas experiências de gestões participativas