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ASPECTOS INTRA E EXTRABUCAIS DE MALFORMAÇÃO VASCULAR MISTA EM CRIANÇA
Vascular anomalies are disorders of endothelial cells that can affect capillaries, arteries, veins and / or the lymphatic system. They are classified as “vascular tumors” or “vascular malformations”. Vascular malformations are subdivided into capillary, lymphatic, venous, arteriovenous and mixed malformations according to the type of vessels affected. The aim of the present study is to report a case of a patient with mixed vascular malformation (veno-lymphatic) and to describe the dental planning and treatment carried out. Male patient, 7 years old, referred for dental evaluation. The mother reported that the patient was undergoing medical treatment at the hospital for presenting “hemangioma and lymphatic vascular malformation” in the oral region. During the clinical examination, veno-lymphatic vascular malformation was observed on the oral floor. The child reported difficulty in performing oral hygiene due to the injury, and several caries lesions were found. Dental treatment consisted of dental restorations, sealants and extraction of primary teeth. The treatment of mixed vascular malformation was performed with a sclerosing solution (OK-432). The oral health care of patients with vascular malformations should include oral hygiene instructions, supervised brushing and guidance on the use of soft brushes to avoid injury to the affected areas.Anomalias vasculares constituem distúrbios de células endoteliais que podem afetar capilares, artérias, veias e/ou sistema linfático. São classificadas como “tumores vasculares” ou “malformações vasculares”. As malformações vasculares são subdivididas em malformações capilares, linfáticas, venosas, arteriovenosas e mistas de acordo com o tipo de vasos afetados. O objetivo do presente estudo é relatar um caso de um paciente com malformação vascular mista (veno-linfática) e descrever o planejamento e o tratamento dentário realizado. O paciente do sexo masculino, 7 anos, foi encaminhado para avaliação odontológica. A mãe relatou que o ele estava em tratamento médico no hospital por apresentar “hemangioma e malformação vascular linfática” em região bucal. Durante o exame clínico, foi observada malformação vascular veno-linfática no assoalho oral. A criança relatou dificuldade para realizar a higiene bucal devido à lesão, sendo encontradas várias lesões de cárie. O tratamento odontológico consistiu em restaurações dentárias, selantes e exodontia de dentes decíduos. O tratamento da malformação vascular mista foi realizado com solução esclerosante (OK-432). A atenção à saúde bucal de pacientes com malformações vasculares deve incluir orientações de higiene bucal, escovação supervisionada e indicação do uso de escovas macias para evitar lesões nas áreas já afetadas
LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE A VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS INFLUENZA E A HIPÓTESE DE VACINAÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS
A cobertura vacinal adequada é de extrema importância para o controle e prevenção de doenças, além disso, as vacinas são cada vez mais completas. Tendo o calendário vacinal, padronizado pela Organização Mundial de Saúde, elaborado para priorizar indivíduos saudáveis. Sendo a vacina contra influenza, administrada anualmente para grupos elegíveis que comparecem aos centros de saúde. Atualmente o Brasil está envolvido no desenvolvimento de duas Vacinas Contra o Coronavírus (VacCo) que após os testes e a aprovação poderá ser comercializada e aplicada. Ao atingir esta etapa, é importante a adesão popular à vacinação para prevenção de moléstias e para diminuir a transmissão do vírus. Analisar a partir dos valores percentuais da População Estimada Residente no Brasil e Regiões (PopEst) com a Cobertura Vacinal (CobVac) e a quantidade de Doses Aplicadas de Vacinas contra o Vírus Influenza (VacInf), e os números de Óbitos Acumulados por Coronavírus por 100 milhões de habitantes (ObtCo). Após isso, discutir os resultados obtidos, assim, contribuir e ampliar os estudos sobre este assunto. A fonte das informações de ObtCo registrados até o dia 10 de outubro de 2020, CobVac e VacInf, no período de 2010 e 2020, extraídas do Ministério da Saúde, utilizando o TABNET no site DATASUS e openDataSUS. Para PopEst nos anos de 2010 até 2020 fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com o auxílio de tabelas e gráficos do programa Microsoft Excel para a comparação dos valores. A 1ª comparação de dados foi entre PopEst e CobVac, no período de 2010 até 2020. Tendo o melhor CobVac no ano de 2015. Sendo o menor em 2016 e em 2020 com o penúltimo. A 2º comparação de dados foi entre PopEst e VacInf, no período de 2010 até 2020. Os valores percentuais para esta vacina não atingiram 9%. Apresentando aumento em 2020 em comparação aos 3 anos anteriores. A 3ª comparação de dados foi entre ObtCo, CobVac e VacInf no período de 2020. Apresentando um possível padrão associativo na Região Sul de menor ObtCo, maior CobVac e segunda VacInf. Já a Região Norte também apresentou correspondências com maior ObtCo, segunda menor CobVac, e segunda menor VacInf. O objetivo deste estudo foi atingido e pelos dados obtidos é evidente o baixo VacInf. Assim, caso os números de vacinados pela VacCo forem semelhantes aos números de VacInf, é bem provável que ocorra baixa vacinação. Portanto, novos estudos com dados obtidos após o término da vacinação são necessários para discutir as hipóteses a seguir, criadas a partir deste artigo: Se os números apresentarem-se abaixo do esperado, como incentivar a população a aderir ao uso da VacCo? Quais os motivos de uma taxa baixa VacInf? Os órgãos responsáveis pelo incentivo a vacinação poderiam contribuir para melhorar a VacInf? Se números satisfatórios de VacCo, como adequar também para as outras? As estratégias do Programa Nacional de Imunizações podem ser aprimoradas para atender a população de maneira mais efetiva
AVALIAÇÃO DA EPILEPSIA NO ESTADO DO PARANÁ NO PERÍODO DE AGOSTO DE 2015 A AGOSTO DE 2019
A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por distúrbios metabólicos, febre ou drogas. Se os sinais incorretos gerados pelo cérebro ficarem restritos a um local, a crise é chamada parcial, caso envolva os dois hemisférios é do tipo generalizada. Muitas vezes a causa dessa enfermidade é desconhecida, podendo ter origem em ferimentos na cabeça, trauma na hora do parto, abuso de álcool, tumores e outras doenças neurológicas. Por ser mundialmente um problema de saúde pública, o conhecimento sobre questões de sua frequência na população, conforme faixa etária e gênero favorece a prática clínica neurológica. Nesse sentido, o estudo objetivou avaliar o número de internamentos, óbitos e mortalidade decorrente da epilepsia, comparando-se as faixas etárias (menores de 1 ano a maiores de 80 anos) em ambos os sexos, no período de agosto de 2015 a agosto de 2019, no estado do Paraná. Para tanto, utilizou-se de um estudo epidemiológico observacional com fonte de dados coletados através do DATASUS, levando-se em consideração sexo, faixa etária, internamento, óbito e taxa de mortalidade. No período em questão, ocorreram no estado do Paraná, 923 internações pela enfermidade, dessas 409 ocorreram no sexo feminino e 514 no sexo masculino. A faixa etária compreendida entre os 40-49 anos contou com o maior número (115 casos, sendo 70 no sexo masculino e 45 feminino), seguida pela faixa de 1-4 anos (103 casos, sendo 53 masculino e 50 feminino) e a dos 50-59 anos (100 casos, sendo 65 masculino e 35 feminino), apresentando a faixa dos 80 anos ou mais, o menor número de internações (33 casos, sendo 17 masculino e 16 feminino). Com relação ao número de óbitos, obtiveram-se nesse período 10 mortes (5 masculinos e 5 femininos), sendo que 2 ocorreram nas faixas etárias de < 1 ano (1 masculino e 1 feminino), 50-59 anos (1 masculino e 1 feminino) e ≥ 80 anos (ambos femininos). Nas faixas de 1-4 anos (feminino), 30-39 anos (masculino), 60-69 anos (masculino) e 70 a 79 anos (masculino), ocorreu apenas 1 morte. Nas demais faixas etárias não houve nenhum óbito. A taxa de mortalidade no período foi de 1,08, sendo a maior encontrada em ≥ 80 anos (6,06) e a menor em 1-4 anos (2,74). Infere-se, portanto, que no Paraná, o sexo masculino é mais acometido pela enfermidade, principalmente na idade adulta, no entanto, ambos os sexos podem vir a óbito, na mesma proporção. Quando diagnosticada e identificada a tempo, a epilepsia em alguns casos, pode não evoluir para óbito, havendo muitos pacientes que levam uma vida normal, uma vez que as drogas antiepiléticas são eficazes na maioria dos casos. Para tanto, falhas na implementação de medidas preventivas precisam ser superadas, sendo fundamental a busca de estratégias diferenciadas para identificação de fatores de risco e causas de crises epilépticas, com a finalidade de permitir planejamento de programas racionais de prevenção e controle
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS SOBRE EMBOLIA E TROMBOSE ARTERIAL NO PARANÁ EM TEMPO DE COVID-19
A COVID-19, causador da pandemia global, pelo novo Coronavírus, SARS-CoV2, é uma infecção viral respiratória que na maioria das vezes os infectados são assintomáticos. Porém, a infecção pode cursar com resfriados comuns até doenças mais graves como a Síndrome Respiratória Aguda (SARS), falência múltipla de órgãos e choque séptico. A gravidade da doença depende da faixa etária atingida e de fatores de risco associados. Contudo, pacientes sintomáticos podem apresentar também coagulopatias, como trombose venosa profunda, trombose arterial e embolia pulmonar devido ao excessivo processo inflamatório, disfunção endotelial, estase e ativação plaquetária. A alteração mais frequente pela infecção é a plaquetopenia e a elevação do D-dímero e ambas se relacionam com o aumento da necessidade de ventilação mecânica, cuidados intensivos e morte. Este trabalho teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico de embolia e trombose arterial no período da pandemia do COVID-19 na região do Paraná, do mês de março até agosto de 2020. A fonte de dados utilizada foi o registro do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Este estudo compreendeu como estratégias metodológicas a análise de informações, tais como: internações no período, variáveis demográficas como sexo e idade, etnia, tempo de internação e taxa de mortalidade. O presente estudo evidenciou que os homens foram mais acometidos por eventos tromboembólicos durante a pandemia do COVID-19. No total, do período de março a agosto de 2020 no Paraná, foram identificados 830 pacientes internados por coagulopatias, sendo que 56,9% eram homens. Além disso, em agosto houve o maior número de casos de internamento de ambos os sexos, com prevalência maior para o sexo masculino, cerca de 91 casos. Entretanto, o estudo mostrou que houve uma taxa de mortalidade maior entre as mulheres (12,04%) do que os homens (6,77%), sendo a maioria das mulheres na faixa etária de 60 a 69 anos e de cor/raça preta. Na Região Metropolitana do Paraná houve o maior número de casos de internações, cerca de 27,2%, porém, a maior taxa de mortalidade foi na cidade de Ivaiporã, com 17,65% dos casos. Segundo os dados obtidos nesse estudo, o COVID-19 tem grande relação com as coagulopatias, visto que os pacientes com a infecção estão sujeitos à um excessivo processo inflamatório que leva a alterações na coagulação. Então, no período da pandemia do COVID-19, foi constatado que o tromboembolismo e a trombose arterial estão mais prevalentes em homens. Este fato que pode estar relacionado à má aderência do tratamento estipulado por médicos e devido ao maior número de homens com doenças crônicas como diabetes e hipertensão. 
RASTREIO DO CÂNCER DE COLO UTERINO NO ESTADO DO PARANÁ: INDAGAÇÕES SOBRE A FAIXA ETÁRIA PRECONIZADA
Desde 1998 o Brasil implantou o Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo para mulheres entre 25 a 64 anos para aprimorar o diagnóstico do câncer cervical uterino e reduzir o índice de mortalidade pela doença. O rastreamento do câncer cervical do útero é realizado pelo exame citopatológico do colo do útero (teste Papanicolau), disponível nas unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde e na rede privada. A idade de início do rastreamento tem sido questionada, já que a mulher tem iniciado sua vida sexual mais cedo, em média com 14,9 anos. Além disso, é importante avaliar se pacientes entre 20 a 29 anos diagnosticadas com carcinoma de colo uterino apresentam progressão mais rápida, analisando fatores clínicos, critérios anatomopatológicos, desenvolvimento da doença e expressão de biomarcadores. Este estudo visa analisar se existe a necessidade de realizar rastreamento na faixa etária abaixo dos 25 anos, devido à sexarca mais precoce e à exposição ao vírus do HPV, com base nos dados epidemiológicos no período de 2018 a 2019 no Estado do Paraná. Os bancos de dados utilizados foram o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) por meio do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN). A população em estudo corresponde a mulheres com faixa etária entre 20 e 39 anos do estado do Paraná, no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. Achados dos resultados mostram que foram realizados 514.598 exames de rastreamento para câncer de colo uterino entre 2018 e 2019 e desses, 108.730 (21.2%) exames estavam com resultado alterado. Na faixa etária entre 20 a 24 anos, dos 119.427 exames, 21.904 (18,34%) estavam alterados. Desses resultados alterados, 10 ou 0.04% das mulheres tinham câncer e 2 delas foram à óbito. Na faixa etária entre 25 a 30 anos, foram realizados 126.073 exames, desses 25.553 (20.26%) estavam alterados. Desses resultados de exame alterados, 23 (0.09%) eram câncer de colo uterino e 6 foram à óbito. Na faixa etária entre 30 a 34 anos realizou-se 128.563 e 28.137 (21.88%) resultados estavam alterados. Desses, 54 (0.19%) eram câncer de colo e 22 pacientes foram à óbito. Na faixa etária entre 35 a 39 anos foram realizados 140.535 exames e desses, 33.136 (23.57%) tinham resultado alterado. Dos resultados alterados, 74 (0.22%) eram câncer de colo uterino, com 30 óbitos devido a essa patologia. A média das porcentagens de exames alterados em relação ao total de exames realizados em cada faixa etária é de 21.02%, com desvio padrão de 2.68. Conclui-se que a incidência de exames de rastreio para câncer de colo uterino com resultados alterados é de 21% (DP 2,68%). Entre 20 a 24 anos é necessária coleta de muitos exames para evitar um pequeno número de óbitos, diferente das outras faixas etárias. Esses dados reforçam os estudos já existente na literatura, que mostram a lenta evolução das lesões precursoras relacionadas ao HPV na abaixo dos 25 anos e alta taxa de regressão espontânea da mesma. 
OS RISCOS ASSOCIADOS À PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO NO TRATAMENTO DA COVID-19
A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave, a SARS-CoV-2. Esta é transmitida por meio de secreções, disseminadas por pessoas infectadas. As principais manifestações clínicas são: febre, tosse seca, cansaço, fadiga, falta de ar, dor de cabeça, náusea ou vômito. Infelizmente, não há até o momento, protocolo farmacoterapêutico para a covid-19, consequentemente, há grande disseminação de informações sobre alternativas terapêuticas sem estudos clínicos ou ainda estudos preliminares. Dessa forma, houve crescentes taxas de automedicação com fármacos como a azitromicina (AZT), ivermectina (IVT), hidroxicloroquina (HCQ), cloroquina (CQ) entre outros, os quais até o momento não possuem eficácia comprovada frente a doença podendo, até mesmo, gerar efeitos tóxicos. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os principais medicamentos utilizados na automedicação da Covid-19, bem como as principais reações adversas que podem ser apresentadas pelos pacientes. Para tanto, realizou-se uma busca sobre os principais fármacos utilizados na farmacoterapia da Covid-19 através do DATASUS. A partir disso, constatou-se que os fármacos mais utilizados foram a HCQ, CQ, AZT e IVT, algumas destas utilizadas em associação. Com base nestes resultados foram avaliadas as possíveis reações adversas e riscos relacionados ao uso destes fármacos. A HCQ na dosagem de 600mg em associação a CQ resultou em aumento da temperatura corporal e prolongamento do intervalo QT, este último parâmetro também foi evidenciado na associação da HCQ com a AZT. Em relação a IVT houve manifestação de distúrbios gastrointestinais, fraqueza muscular, taquicardia, hipotensão, ataxia, rabdomiólise e coma. Contudo, há pouca informação na literatura sobre os possíveis efeitos adversos destes fármacos como automedicação para a doença por se tratar de algo recente. A automedicação acarreta graves riscos à saúde da população, que motivada pelo medo de uma nova doença, busca alternativas farmacológicas sem comprovação científica ou, ainda, que apresentam resultados preliminares, os quais não asseguram seu uso. Vale ressaltar que devido a urgência do estabelecimento de um protocolo terapêutico para a Covid-19, muitos estudos têm sido publicados com resultados divergentes e pequena amostragem o que dificulta a real percepção dos possíveis efeitos terapêuticos e adversos relacionados à farmacoterapia da Covid-19. Diante do exposto, destaca-se a necessidade de demais pesquisas que avaliem os riscos do uso indiscriminado das estratégias terapêuticas utilizadas para o tratamento da Covid-19
CASOS DE HEMORRAGIA INTRACRANIANA EM SÃO PAULO-BRASIL: INCIDENCIA SOBRE ÓBITOS
A hemorragia intracraniana é caracterizada pelo inicial sangramento no parênquima encefálico, podendo acometer o espaço meníngeos e posteriormente os ventrículos. Os principais fatores de risco incluem, hipertensão arterial pré-adquirida; pertencer ao sexo masculino; idade avançada; uso de drogas ilícitas; dieta rica em gorduras, fatores genéticos relacionados ao estado do endotélio. Análise sobre óbitos por hemorragia intracraniana de São Paulo-Brasil, entre a faixa etária de 60 a 69 e 70 a 79, no espaço temporal de 2014 a 2019, assim como, a predominância em sexo e etnia. Foi feito no presente estudo coleta e análise de dados do DATASUS, recorrendo ao intervalo entre 2014 a 2019. Como critério de inclusão houve analise dos conteúdos de óbitos, comparando entre as faixas etárias de 60 a 69 anos e 70 a 79 anos, e a predominância em sexo e etnia; foi feito exclusão dentro de etnia a indígena, por falta de informações. A incidência de óbitos por hemorragia intracraniana, na faixa etária de 60 a 69 anos, no sexo masculino entre 2014 (212) e 2019 (270), um aumento de 27,36%; analisando a questão da morte nas etnias, as pessoas brancas entre 2014 (114) e 2019 (143) aumentam 25,44%; as pretas entre 2014 (9) e 2019 (22) aumentaram 144,44%, enquanto as pardas entre 2014 (40) e 2019 (75) aumentaram 87,50%; as amarelas entre 2014 (3) e 2019 (0) reduziram em 3 unidades. Na faixa etária de 70 a 79 anos, os óbitos, no sexo masculino entre 2014 (153) e 2019 (179) aumentaram 16,99%. Analisando as respectivas etnias, a etnia branca em 2014 (92) e 2019 (106) aumentou 15,22%, a preta, em 2014 (4) e 2019 (11) aumentou 175,00%, a parda entre 2014 (24) e 2019 (37) aumentou 54,17% e por último, a amarela, entre 2014 (2) e 2019 (1), reduziu 50,00%. Fazendo a análise do sexo feminino, na faixa etária de 60 a 69 anos, entre 2014 (164) e 2019 (264) houve aumento de 60,97%. Verificando as etnias dessa faixa etária, a branca apresenta entre 2014 (93) e 2019 (150) aumento de 61,29%; a preta entre 2014 (12) e 2019 (20) aumento de 66,67%; já a parda entre 2014 (23) e 2019 (59) teme aumento de 156,52%; e por fim, a amarela entre 2014 (1) e 2019 (2) aumentou 100%. Vendo a faixa etária de 70 a 79 anos, o sexo masculino entre 2014 (153) e 2019 (179) teve aumento de 16,99%; o sexo feminino entre 2014 (142) e 2019 (162) 2019 (103) aumento de 43,05%; analisando a preta, em 2014 (7) - 2019 (14) aumentou 100%; e a parda apresenta entre 2014 (31) - 2019 (28) redução de 9,68%; e por fim da análise, a amarela, que apresenta aumento entre 2014 (1) e 2019 (2) de 100%. A partir do estudo realizado, conclui-se que a etnia branca apresenta maior incidência de óbitos por hemorragia intracraniana dentre pessoas do sexo masculino, sendo que são idosos com idade entre 60 a 69 anos. Já no caso de homens entre 70 a 79 anos, comparando os anos 2014 e 2019, houve prevalência por aumento de 17% de óbitos pela doença
FATORES QUE INFLUENCIAM A FIDELIZAÇÃO DA DOAÇÃO DE SANGUE NO HEMOCENTRO REGIONAL DE MARINGÁ
Blood donation is a subject discussed worldwide, as the transfusion of blood components saves millions of lives. In this sense, the study aimed to analyze the profile of the donor population of a Regional Blood Center and describe the motivational factors for adherence to the blood donation process. To this end, a descriptive observational study was carried out with randomly selected participants. Data were collected from a questionnaire, which included the sociodemographic profile, profession, reason for donation, satisfaction with the service, means of publicizing the donation, among others. In the sample of 201 volunteers, individuals aged under 35 years, remunerated with up to 3 minimum wages, complete high school education level and who performed various activities prevailed. Donors were satisfied with the service, in addition to stating that the lack of encouragement to young people in schools hinders loyalty. In addition, the main motivational factor was the desire to help others, highlighting that 99% of volunteers would donate again. Among the interviewed donors, there was a low adherence to donation by health professionals. Most participants claimed to have knowledge about donation through traditional media. Thus, it can be seen that raising awareness of the process, especially among young people, is necessary to attract volunteers, and that the dissemination of the need for regular donations is important for the loyalty of donors, as well as the provision of good infrastructure and professionals. qualified in donation services.A doação de sangue é um assunto discutido mundialmente, visto que a transfusão de hemocomponentes salva milhões de vidas. Nesse sentido, o estudo objetivou analisar o perfil da população doadora de um Hemocentro Regional e descrever os fatores motivacionais à adesão ao processo de doação de sangue. Para tal, realizou-se um estudo observacional descritivo, com participantes selecionados de forma aleatória. Os dados foram coletados a partir de um questionário, o qual contemplava o perfil sociodemográfico, profissão, motivo da doação, satisfação com o serviço, meios de divulgação da doação, dentre outros. Na amostra de 201 voluntários, prevaleceram indivíduos com idade inferior a 35 anos, remunerados com até 3 salários-mínimos, nível de escolaridade ensino médio completo e que desempenhavam atividades variadas. Os doadores apresentaram-se satisfeitos com o serviço, além de afirmarem que a falta de incentivo aos jovens nas escolas prejudica a fidelização. Além disso, o principal fator motivacional foi o desejo de ajudar ao próximo, destacando que 99%dos voluntários voltariam a doar. Entre os doadores entrevistados, houve uma baixa adesão à doação pelos profissionais da área da saúde. A maioria dos participantes afirmou ter conhecimento sobre a doação por meio da mídia tradicional. Assim, pode-se evidenciar que a conscientização do processo, principalmente aos jovens, se faz necessária para a captação de voluntários e ainda a disseminação da necessidade das doações regulares é importante para a fidelização dos doadores, bem como a disponibilização de uma boa infraestrutura e profissionais habilitados nos serviços de doação
ALEITAMENTO MATERNO COMO PROTEÇÃO CONTRA OBESIDADE INFANTIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Among the most prevalent morbidities of the 21st century is obesity, which is one of the main topics addressed in the scientific community and with an impact on public health. Due to the significant increase of obese adults and children, the scientific community seeks to detect either protective or predisposing factors for obesity. This review article aims to understand the existence of an association between childhood overweight and obesity and not breastfeeding for an adequate time through epidemiological evidence. To verify this relationship, we used articles found on the following databases: Scielo, Medline, National Center for Biotechnology Information, and the EBSCOhost and Google Scholar platforms published after 2015. Among the analyzed literature - cross-sectional studies, cohort, case-control and randomized experimental trials - it was observed that eight of the eleven studies found a positive association between breastfeeding and reduction in the risk of childhood obesity; two studies did not find a significant association, and only one showed a negative relationship between these factors.Dentre as morbidades mais prevalentes do século XXI está a obesidade, esse é um dos principais tópicos abordados no meio científico e de impacto na saúde pública. Devido ao aumento expressivo da população obesa, a comunidade científica busca detectar fatores protetores ou predisponentes de obesidade. Este artigo de revisão tem como finalidade compreender a existência de uma associação entre o sobrepeso e obesidade na infância e a não amamentação por tempo adequado através de evidências epidemiológicas. Para verificar tal relação, foram utilizados artigos encontrados nas bases de dados eletrônicas: Scielo, Medline, National Center for Biotechnology Information e as plataformas EBSCOhost e Google Acadêmico com data de publicação superior a 2015. Dentre as literaturas analisadas - estudos transversais, coorte, casos-controle e ensaios experimentais randomizados - foi observado que oito dos onze estudos encontraram associação positiva entre amamentação e redução no risco de obesidade infantil; dois estudos não encontraram associação significativa, e apenas um evidenciou relação negativa entre tais fatores
RELAÇÃO ENTRE PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS, BIOQUÍMICOS E ESTILO DE VIDA DE INDIVÍDUOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE SAÚDE
Apesar do maior acesso a informações e conscientização sobre prevenção de doenças e promoção da saúde, a situação de saúde atual da população brasileira ainda é preocupante. Neste sentido, este estudo teve por finalidade avaliar a relação entre os parâmetros antropométricos, bioquímicos e estilo de vida de indivíduos acompanhados em um ambulatório de saúde na região central do estado do RS. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, descritivo, realizado com adultos e idosos no ano de 2018. Foi avaliado o estado nutricional por meio de parâmetros antropométricos, bioquímicos e estilo de vida. Participaram do estudo 57 indivíduos, com idade média de 40,6 ± 14,6 anos e 53,8% mulheres. Quanto ao motivo da consulta, indivíduos obesos intencionavam atingir a redução de peso e indivíduos eutróficos à reeducação alimentar. Verificou-se diferença significativa no aumento dos níveis da glicose de jejum (pré-diabetes) nos obesos. Aumento do risco cardiovascular segundo a circunferência abdominal e relação cintura/estatura em indivíduos com sobrepeso e obesidade. Já a circunferência do braço apresentou-se alterada nos indivíduos eutróficos (depleção muscular) e nos obesos (excesso de gordura). Os homens apresentaram valores significativamente inferiores da lipoproteína de alta densidade. Já as mulheres apresentaram associação significativa com risco cardiovascular aumentado. Com este estudo, observou-se nesta população maior risco cardiovascular e dos marcadores bioquímicos em indivíduos com sobrepeso e obesidade. Estes achados, reforçam a relevância de atuar na mudança de estilo de vida e no perfil de saúde para prevenção e tratamento de complicações metabólicas em adultos e idosos.Apesar do maior acesso a informações e conscientização sobre prevenção de doenças e promoção da saúde, a situação de saúde atual da população brasileira ainda é preocupante. Neste sentido, este estudo teve por finalidade avaliar a relação entre os parâmetros antropométricos, bioquímicos e estilo de vida de indivíduos acompanhados em um ambulatório de saúde na região central do estado do RS. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, descritivo, realizado com adultos e idosos no ano de 2018. Foi avaliado o estado nutricional por meio de parâmetros antropométricos, bioquímicos e estilo de vida. Participaram do estudo 57 indivíduos, com idade média de 40,6 ± 14,6 anos e 53,8% mulheres. Quanto ao motivo da consulta, indivíduos obesos intencionavam atingir a redução de peso e indivíduos eutróficos à reeducação alimentar. Verificou-se diferença significativa no aumento dos níveis da glicose de jejum (pré-diabetes) nos obesos. Aumento do risco cardiovascular segundo a circunferência abdominal e relação cintura/estatura em indivíduos com sobrepeso e obesidade. Já a circunferência do braço apresentou-se alterada nos indivíduos eutróficos (depleção muscular) e nos obesos (excesso de gordura). Os homens apresentaram valores significativamente inferiores da lipoproteína de alta densidade. Já as mulheres apresentaram associação significativa com risco cardiovascular aumentado. Com este estudo, observou-se nesta população maior risco cardiovascular e dos marcadores bioquímicos em indivíduos com sobrepeso e obesidade. Estes achados, reforçam a relevância de atuar na mudança de estilo de vida e no perfil de saúde para prevenção e tratamento de complicações metabólicas em adultos e idosos