Unifev Revistas (Centro Universitário de Votuporanga-SP)
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    APLICAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA SOB A PERSPECTIVA DA IDENTIDADE DE GÊNERO: ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE VÍTIMAS MULHERES TRANSEXUAIS

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    Para que haja um entendimento melhor do tema, é necessário analisar a Lei 11.340/2006, sendo ela a engrenagem e conquista mais importante na história do direito das mulheres, pois, diante do cenário aterrorizante da violência doméstica contra a mulher, o Estado brasileiro claramente era omisso nesta questão. Adentrando à pesquisa, é mais que óbvio a fragilidade do gênero feminino em relação ao masculino e por isso mostra-se necessária uma tutela mais abrangente, o que torna a Lei 11.340/2006 revolucionária. O objetivo da pesquisa presente, é analisar e definir o termo ¿mulher¿ e a incidência da Lei Maria da Penha, uma vez que, existem pessoas que não são biologicamente do gênero feminino, mas se identificam como tal, como as transgêneros ou travestis, que também sofrem violência doméstica. Foi utilizado o método de pesquisa bibliográfico e, no desenrolar do tema, é de fácil compreensão a distinção dos conceitos básicos de gênero e sexo, tendo em vista a evolução política e social da humanidade em trazer visibilidade para assuntos antes negligenciados. É com o afastamento desses conceitos básicos que se pode enxergar a diversidade cultural e social, trazendo à tona um terceiro elemento importantíssimo: identidade que é relativo ao que o ser humano entende sobre si mesmo, dessa forma, mulher é quem se identifica como mulher, não se limitando apenas e somente ao fator biológico. É importante mencionar que enquanto se restringe aos fatores de sexo, sendo somente os aparelhos reprodutores feminino e masculino, a lei utiliza o termo gênero, relacionado a um conjunto de características e construções sociais e assim se entende que o conceito de sexo não define a identidade de gênero, assim não só podendo, como deve ser aplicada ao grupo social de transsexuais e travestis. Para que não haja insegurança jurídica, com aplicações divergentes, tanto o legislativo, quanto o judiciário, devem atuar e conceder a estas mulheres o direito à proteção da violência doméstica, para que o Direito Penal possa legalmente e sem analogia restituir o direito dos transgêneros e travestis, já que é evidente mundialmente o quanto elas sofrem de violência doméstica e por isso, necessitam do cuidado e atenção do Estado. Palavras-chave: violência doméstica e familiar; identidade de gênero; proteção às mulheres; direito penal

    A APLICAÇÃO DA TEORIA DA CEGUEIRA DELIBERADA: (IN) COMPATIBILIDADE COM DIREITO PENAL BRASILEIRO

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    Na realidade do direito penal brasileiro, a aplicação teoria da cegueira deliberada tem se tornado um assunto de grande discussão em casos de crimes financeiros, corrupção entre outros delitos complexos, como em casos em que um indivíduo após cometer um ato ilícito alega não ter conhecimento do crime ou da ilicitude desse ato, mesmo havendo elementos ou indícios de que sugiram o contrário. Este trabalho tem a intenção de abordar a história de origem dessa teoria e como ela foi estabelecida nos países onde se originou, o Reino Unido e Estados Unidos, e se ela possui ou não uma compatibilidade com as normas do direito penal brasileiro. Essa teoria pode ser aplicada quando o réu alega não ter conhecimento das atividades ilegais que ocorrem sob sua supervisão. A utilização desta teoria, também conhecida como teoria da ignorância deliberada, doutrina da evitação de consciência¿ ou até mesmo doutrina das instruções do avestruz, levanta questionamentos sobre a responsabilidade criminal e a intenção do arguido, que torna essa doutrina em um tema intrigante na jurisprudência brasileira. O grande valor deste tema está na necessidade de entender até que ponto os indivíduos podem alegar desconhecer as atividades ilegais que acontecem ao seu redor. Isso tem implicações diretas na responsabilidade penal e nas decisões judiciais. O objetivo deste estudo é analisar a compatibilidade da teoria da cegueira deliberada com o direito penal brasileiro, identificando seus limites e aplicabilidade. O trabalho será conduzido por meio de uma análise abrangente da legislação brasileira relacionada ao direito penal e das decisões judiciais que envolvem a aplicação da teoria da cegueira deliberada. Além disso, serão estudados casos jurisprudenciais relevantes, artigos acadêmicos e doutrinas jurídicas. A metodologia utilizada consiste na revisão bibliográfica, com análise de artigos e doutrina, que abordam o aspecto teórico e decisões judiciais em casos emblemáticos. A aplicação da teoria da cegueira deliberada no direito penal brasileiro é um tema complexo e controverso. Embora seja reconhecida em algumas jurisprudências, sua compatibilidade com o sistema legal brasileiro é objeto de debate. Conclui-se que, embora essa teoria possa ser aplicável em certos casos, sua interpretação e aceitação variam amplamente. É essencial que os tribunais brasileiros continuem a analisar e definir os limites dessa teoria para garantir a justiça e a consistência nas decisões judiciais. Palavras-chave: teoria da cegueira deliberada; direito penal brasileiro; responsabilidade penal

    A IMPORTÂNCIA DO TREINO PROPRIOCEPTIVO NA PREVENÇÃO DE ENTORSE DE TORNOZELO EM ATLETAS DE FUTEBOL - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

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    A entorse de tornozelo tem uma grande incidência no meio esportivo do futebol, prejudicando a performance do atleta e tornando de suma importância a fisioterapia preventiva por meio do treino proprioceptivo. A presente revisão de literatura, tem como objetivo analisar a importância da inclusão do treino proprioceptivo no dia a dia dos atletas, fisiologia, anatomia, prevenção e tratamento conservador. Concluiu-se que ao fortalecer os músculos estabilizadores do tornozelo e aprimorar sua resposta neuromuscular, o treino proprioceptivo reduz significativamente o risco de lesões, como a entorse, portanto, é uma abordagem fundamental do fisioterapeuta promover maior estabilidade e equilíbrio para o atleta durante a pratica das atividades físicas. Para a pesquisa, foram utilizados artigos científicos e monografias de 2005 até 2022, excluindo escritas antigas que fogem ao tema, artigos deficientes de informação e mal descritos. Palavras-chave: Entorse. Fisioterapia. Propriocepção

    DELIMITAÇÃO ENTRE COAUTORIA E PARTICIPAÇÃO A PARTIR DA TEORIA DO DOMÍNIO DE FATO

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    Quando um crime é praticado em concurso de agentes, diversas classificações podem ser utilizadas para distinguir e conceituar a participação dos integrantes, como autor, coautor e partícipe, e existem também diversas teorias sobre como puni-los, dentre elas estão a Teoria Unitária, Teoria Extensiva, Teoria Objeto-formal (Restritiva) e a Teoria do Domínio de Fato, o que leva a um grande questionamento sobre qual seria a ideal para se utilizar, inclusive, levando a controvérsias dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo deste trabalho é analisar e discutir tais teorias, com a finalidade de entender qual a mais adequada. O tema tem grande relevância para a atualidade, uma vez que é inconcebível que um criminoso possa ter sua pena incoerente com o fato que praticou, buscando assim a justiça de forma mais correta e honesta. Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas, dos conceitos jurídicos formais, um estudo da legislação penal, de casos concretos e exemplos do uso da teoria no campo ficcional. A pesquisa resultou na distinção entre os conceitos jurídicos, como a definição de coautor e partícipe, um grande grau de envolvimento, o que leva a uma pena integral acerca dos fatos que realizou, já o segundo podendo ter a pena atenuada por não ter atos de mesma relevância, assim entendendo que nessa diferença o importante é o grau de envolvimento do agente. Ademais, ao estudar as teorias, pode-se ver que na Unitária e na Extensiva não existe o conceito de partícipe, em que todos os membros do crime devem ser punidos como coautores, já nas outras duas, ambos conceitos acabam surgindo, levando a uma punição mais equilibrada, trazendo a um ponto importante, como diferenciá-las, para isso, sendo utilizado o conceito do autor intelectual, ou seja, aquele que planeja o crime, um exemplo da importância desse conceito é na realidade do Brasil, devido aos diversos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que já aconteceram e que ainda ocorrem, consequentemente punindo aqueles que não executam o ato em si, somente orquestram, tendo como exemplo o caso do Mensalão, em que diversos políticos eram apenas os mentores. Portanto, dentro dessas análises, é possível ter uma visão daquela que pode ser considerada a mais completa, concluindo que a Teoria do Domínio de Fato, mesmo tendo falhas e omissões em alguns pontos, ainda leva a uma punição mais justa e ideal, ademais, considerando os seus pontos falhos, pode-se usar a Teoria Restritiva, que consegue resolver lacunas, assim levando a ideia de que o uso de ambas, em alternância conforme o caso, é a melhor solução. Palavras-chave: direito penal e concurso de agentes; coautoria e participação; teoria do domínio de fato; mensalão

    DIREITO PENAL SIMBÓLICO: (IN) EFICÁCIA DO CRIME DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL

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    Direito Penal simbólico e simbolismo penal são diferentes entre si, visto que, enquanto o simbolismo penal se relaciona com a imagem que se passa à sociedade, como por exemplo a utilização de algemas passar a visão de condenação, o Direito Penal simbólico visa a criação de legislação que traz o sentimento de leis mais severas e úteis quando na prática não tem aplicabilidade ou eficácia alguma. A fetichização da mídia pela violência criminal, onde o ódio pelo criminoso traz apreço pelo crime, se relaciona com o Direito penal simbólico, pois joga com o emocional da população afastando as estatísticas e finalidades da norma ao serem propostas. Dessa forma, Marcelo Neves aborda sobre a diferença determinada por Gusfield, entre ações instrumentais, quando sua finalidade é modificar a realidade, e simbólicas, quando de caráter conotativo, age sobre a percepção da sociedade em sua conduta, sendo especificamente políticas sobre seus efeitos na situação fática, na sua eficácia, eficiência e efetividade. Assim, Henry Louis Mencken é sucinto quando diz "Para cada problema complexo, há uma solução que é simples, elegante e errada". Diante a disputa político-ideológica fixada, é latente a busca pela alteração do sistema penal que vem sendo apresentada à sociedade como única forma de solucionar tudo. Conquanto, o Direito Penal não pode ser visto como panaceia de todos os nossos males, a efetiva mudança do quadro atual passa muito mais por políticas públicas efetivas, que invistam na educação, do que novas figuras típicas ou maior rigor processual. Dessa forma, o objetivo do artigo é destrinchar como o Direito Penal simbólico se apresenta na lei de importunação sexual, demonstrando sua ineficácia. A metodologia utilizada foi o raciocínio indutivo, onde observamos casos anteriores e posteriores à criação da legislação e como a ineficácia ocorreria e a metodologia de revisão bibliográfica que consiste no estudo de material bibliográfico existente que diz respeito ao tema proposto. A pesquisa verificou que antes da criação da Lei 13.178/2018, por não haver enquadramento específico, os juízes viam-se em uma bifurcação entre aplicar a contravenção de importunação ofensiva ao pudor ou o crime de estupro, e como se fosse um meio termo, nasce a importunação sexual. Conquanto, a crítica se refere à finalidade da norma, pois em vez prevenir casos, os dados demonstraram grandezas inversamente proporcionais, já que não foi possível reconhecer o momento de aplicabilidade, nem meios para mitigar tais atos. O Direito Penal Simbólico busca satisfazer a necessidade de reação da sociedade diante do crime, afastando os legisladores da verdadeira função do Direito Penal, que é proteger os bens jurídicos mais relevantes. Já que, diante do princípio da intervenção mínima, o Estado só deveria aplicar punições criminais quando não houver alternativas mais suaves e eficazes para lidar com a situação. Portanto, podemos concluir que na prática a utilização da Lei 13.178/2018, se demonstra ineficaz, inaplicável e que só aborda de forma simplista a criação das leis, não prevenindo de crimes ou protegendo de fato os bens jurídicos que a norma traz, sem abordar as causas subjacentes do crime. Palavras-chave: simbólico; importunação sexual; ineficácia; mídia

    CARACTERIZAÇÃO DOS CASOS DE HEPATITES VIRAIS NO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA/SP

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    As hepatites virais constituem atualmente uma relevante questão de saúde pública no Brasil e no mundo distribuindo-se de maneira universal, atingindo vários segmentos da população e causando grande impacto de morbimortalidade em sistemas de saúde. O diagnóstico precoce desses agravos permite um tratamento adequado e impacta diretamente a qualidade de vida do indivíduo, sendo ainda um poderoso instrumento de prevenção de complicações mais frequentes, como cirrose avançada e câncer hepático. No Brasil, a partir de 2004, o governo, por meio da portaria nº 112/2004, determinou a implantação em toda hemocentro Nacional a realização dos testes para HIV, HBV e HCV em todas as amostras de sangue doadas Os testes rápidos surgiram em 2005 fazendo diagnósticos para HIV e hepatite B e C. Objetivo da pesquisa foi levantar os casos de hepatites virais no município de Votuporanga/SP e discutir sobre gênero, faixa etária, raça, tipo, fonte de infecção, classificação etiológica e classificação final, período de 2017 a 2020. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva. Os dados foram levantados do Datasus Tabnet (Informações de saúde e epidemiologia e morbidade), no período de 2017 a 2020. No período ocorreram 75 notificações de hepatites virais no município de Votuporanga. Desses 21 foram em 2017, 17 foram em 2018, 24 foram em 2019 e 13 foram em 2020. Do sexo masculino foram 56 (75%) e 19 (25%) do sexo feminino. Em relação a faixa etária em crianças e adolescente foram dois (3%) casos, 20 a 39 foram 12 (16%) casos, de 40 a 59 foram 46 (61%) casos e acima de 60 anos foram 15 (20%) casos. Quanto a raça 47 (62%) foram de brancos, oito (11%) pretos, 15 (20%) pardos, dois (3%) amarelos, dois (3%) indígenas e um (1%) ignorado. A classificação etiológica foi um (1%) de hepatite A, 26 (35%) de hepatite B, 45 (60%) de hepatite C e três (4%) de hepatite B e C. Vale ressaltar que o estudo de Timóteo et al (2020), a hepatite C teve praticamente a mesma incidência em homens comparado com esse estudo. Quanto a fonte de infecção seis foram no domicílio, seis forma sexual, seis por transfusão de sangue, sete por uso de drogas, oito por cirurgia, dois hemodiálise, um por transmissão vertical e 39 ignorado. Na classificação final dois (3%) foram hepatite aguda, 72 (96%) cronificaram e uma (1%) foi inconclusiva. Conclui-se que a maior incidência foi a hepatite C em homens na idade de 40 a 59 anos, provavelmente pela dificuldade e a falta de adesão desse grupo procurar o serviço de saúde. Este estudo colabora com os profissionais de saúde no sentido de realizar os testes rápidos e otimizar a prevenção e tratamento. Palavras-chave: hepatite; prevenção; detecção precoce

    CORRELAÇÃO DO USO DE TESTOSTERONA E ALTERAÇÕES ERITROCITÁRIAS

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    A testosterona é um hormônio anabólico e androgênico, produzido naturalmente pelas células de Leydig, nos testículos, sendo sua produção estimulada pelo hormônio luteinizante; sua produção sintética iniciou-se em 1935, na Holanda. Com a idade, cerca de 0,4 a 2,0% da testosterona sofrem declínio, já no homem de meia idade, este percentual pode chegar a 6% anualmente. A testosterona é indicada para indivíduos diagnosticados com hipogonadismo, que se trata de deficiência funcional das gônadas, com o intuito de prevenir a sarcopenia, ou seja, perda de massa muscular relacionada à idade. A partir dessas considerações, o objetivo deste trabalho foi pesquisar a correlação da terapia de reposição da testosterona, em indivíduos hipogonádicos, com o aumento dos eritrócitos circulantes. O trabalho foi desenvolvido por meio de revisão de literatura, do tipo narrativa descritiva; a busca de dados foi realizada em artigos científicos, publicados entre os anos de 1992 a 2023. Foram utilizadas como mecanismos de busca, as bases de dados SciELo, PubMed e Google Scholar. A testosterona possui grande eficácia no aumento da força e massa muscular (anabolismo), sendo que estes efeitos tendem a ser dose dependente. A terapia de reposição da testosterona aumenta também a produção de eritropoetina, hormônio produzido pelas células justaglomerulares dos rins, pois a testosterona age nos receptores androgênicos renais. A policitemia ou eritrocitose é a produção de células vermelhas sanguíneas, os eritrócitos, portanto, durante a terapia de reposição da testosterona, o hematócrito do indivíduo deve ser monitorado, não devendo exceder 50%, o que é considerado um sinal de alerta devido ao aumento da viscosidade sanguínea. Neste sentido concluiu-se a importância de monitorar o hematócrito do indivíduo durante a reposição da testosterona para evitar que esta terapia afete negativamente o indivíduo e que lhe permita uma boa qualidade de vida. Palavras-chave: eritrocitose; eritropoetina; hipogonadismo; testosterona; sarcopenia

    FURTO FAMÉLICO E O ESTADO DE NECESSIDADE: ANÁLISE CRÍTICA DA PERSECUÇÃO PENAL EM DETRIMENTO DA AUSÊNCIA DE RESPALDO ESTATAL

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    O surgimento da desigualdade social, desde o contexto da colonização portuguesa encontra relação, intrincada, com o aumento da criminalidade, como bem expõe Foucault (1975). É, em meio a esse cenário que os indivíduos hipossuficientes e sem nenhum auxílio estatal começam a praticar pequenos delitos, movidos pela extrema necessidade. Assim, o objetivo desse trabalho é analisar como que, no contexto hodierno, a ausência de respaldo do governo faz com que o indivíduo pratique o furto famélico e, a maneira em que a persecução penal se manifesta quando ocorre a prática destas infrações. Todas essas contribuições foram embasadas em metodologia de revisão literária e artigos científicos, os quais corroboraram para um maior enriquecimento do conteúdo, bem como possibilitaram uma maior vivência do mundo real, visto que, em determinadas situações, o entendimento humanístico das doutrinas se sobrepõe as tipificações expressas na lei. Desse modo, foi possível observar que a punição do furto de um objeto alimentício, vestiário ou medicinal para garantir a sobrevivência de si ou de terceiros, em sua maioria, resulta na absolvição do delinquente, já que exclui a ilicitude e, por conseguinte o crime, consoante entendimento da teoria geral do crime. No entanto, na prática, o procedimento continua sendo muito burocrático e oneroso, uma vez que ao invés do juiz encerrar o processo quando é comprovada a extrema necessidade do agente, o Estado continua com a persecução penal. Seria mais interessante o Estado redirecionar essa verba para a efetivação dos direitos sociais previstos na Constituição Federal, pois, na atualidade, as políticas públicas se mostram insuficientes de atender o mínimo existencial dos indivíduos, ou seja, são direitos conquistados ao longo dos anos que se apresentam expressos na Carta Magna sem sua efetiva materialização, como já se preocupava Coutinho (1999). Portanto, o Poder Público deve conter os gastos com a movimentação de sua máquina quando se tratar de furto famélico pelo estado de penúria e, transferir estes valores monetários a concretização dos direitos sociais a fim de reduzir a população hipossuficiente e, consequentemente, essas infrações penais, com o intuito da nação brasileira prosperar com cidadania e justiça social, conforme os ditames promulgados na Constituição Cidadã de 1988. Palavras-chave: furto famélico; estado de penúria; persecução penal; negligência estatal

    JAPURÁ: A HISTÓRIA CADA VEZ MAIS DISTANTE DO FIM DA LINHA

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    A presente pesquisa científica, continuação do trabalho de conclusão de curso, Japurá: a história por trás das ruínas e do abandono, visa estudar historicamente o processo de desenvolvimento e abandono da Vila de Japurá, localizada no interior do Estado de São Paulo, distrito de Tabapuã. O local teve muito progresso nas décadas de 1910 a 1940, mas, acredita-se que, em função de três agravantes: crise do café em 1929, epidemia de malária entre as décadas de 1930 e 1950, e retificação da linha férrea da Estrada de Ferro Araraquara, a qual sua estação pertencia, a vila foi aos poucos sendo abandonada, restando pouquíssimas construções da época de fundação. A metodologia utilizada foi análise documental, levantamento bibliográfico, realização de entrevistas com moradores e conhecedores do vilarejo, trabalho de campo onde está localizada a estação em estudo, pesquisa de registros de imóveis em cartórios de cidades responsáveis pela guarnição desses documentos. A pesquisa resultou em um estudo muito aproximado dos fatos e acontecimentos no vilarejo, se tornando o trabalho mais completo existente sobre o local. Sendo assim, contribui constantemente sobre o ponto de vista social e histórico, já que várias entrevistas foram realizadas, em função do interesse de redes nacionais de televisão, como a TV Cultura, e jornais internacionais como a BBC Brasil (British Broadcasting Corporation), além de organizações de interesse turístico como a Associação de Turismo Rural do Noroeste Paulista, ponto de cultura do Museu da Roça Mario Tertuliano Jardim Ornellas. Dessa forma, o projeto se difunde a nível regional, nacional e internacional, permitindo o aprofundamento teórico e prático, a partir da imersão do público com o espaço. Em suma, o trabalho continuará em desenvolvimento, mantendo seu objetivo inicial de resgate histórico da vila atrelado às perspectivas futuras como gerar visibilidade ao local, para que iniciativas de preservação e interesse turísticos sejam aplicadas às construções existentes, conservando a história de Japurá e, fazendo com que as gerações atuais e futuras à reconheçam como patrimônio e lugar de memórias materiais e imateriais. Além disso, espera-se que esse processo de preservação da vila seja uma motivação para que outras cidades e edifícios, que tenham importância histórica, econômica e social para a região onde estão inseridos, sejam preservados e conservados pelos moradores que habitam essas áreas e órgãos públicos responsáveis por elas. Palavras-chave: História, vilarejo, abandono, resgat

    OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

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    O exercício físico é muito importante para melhorar sua saúde e melhorar sua qualidade de vida. Além dos diversos efeitos benéficos ao organismo, também há evidências de que a prática de atividade física na adolescência pode estar relacionada aos níveis de atividade física na idade adulta, ou seja, desenvolver um estilo de vida saudável e ativo desde a infância pode salvar a sua vida futuramente, livrando-se de possíveis doenças coronarianas, diabetes, alguns tipos de câncer, osteoporose, doenças do pulmão e doenças mentais crônicas. O presente estudo tem como objetivo mostrar a comunidade quais são os variados tipos de exercícios e quais são seus benefícios para as crianças e adolescentes, tanto em esportes coletivos, como individuais. Estudos mostram que a prática de atividade física regular é essencial para a saúde e contribui para o desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e social na vida da criança e do adolescente. A abordagem a ser utilizada na execução deste trabalho, tem caráter qualitativo, sendo assim, nossa pesquisa trata-se de uma compreensão aprimorada dos artigos e livros estudados com o propósito de reunir informações e conclusões de ambos os autores para um desfecho fidedigno. O método utilizado foi hipotético-dedutivo, onde partimos de hipóteses pré-estabelecidas para buscar resultados dos problemas levantados pelo tema. Quanto ao procedimento utilizado para execução do presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica onde partimos de pesquisas fundamentadas por artigos, livros e documentos referentes ao tema estudado. Compreende-se que no mundo em que vivemos a tecnologia tem avançado dia após dia, coisas simples do cotidiano se tornam mais fáceis e práticas de realizar, logo, a vida rotineira das crianças e dos adolescentes se adaptam à essas mudanças sociais e culturais afetando a sua participação em atividades físicas. Sendo assim, é dedicado mais tempo em frente às telas em relação à prática de exercícios físicos, onde é preferível jogar bola no vídeo game do que realmente praticar o ato, por exemplo, influenciando então um estilo de vida sedentário. O que se torna um problema pois os exercícios físicos durante a fase de pré-adolescência e adolescência, favorecem adaptações fisiológicas e ajudam na maturação motora, que acabam sendo exigidas durante a realização de atividades físicas, onde a carga e a tensão presentes aceleram a proliferação neural e do sistema nervoso central de maturação que acaba potencializando os resultados. Concluímos então, que quanto antes se iniciar a prática de atividades físicas melhor será seu desenvolvimento em uma idade mais madura. Criar o hábito de praticar exercícios ainda quando criança desfrutaria de uma vida adulta mais ativa e assim construindo um estilo de vida preventivo de doenças crônicas degenerativas e do sedentarismo que é a principal causa de todas elas, porém, os esportes devem ser praticados com alguns cuidados e precauções, e a competição precoce deve ser evitada priorizando o lúdico ao invés da especialização. Palavras-chave: crianças; adolescentes; exercícios físicos; atividades físicas

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