Revistas do Centro Universitário Brazcubas
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Infâncias presentes em projetos sociais desenvolvidos por organizações não governamentais CHILDHOODS PRESENT IN SOCIAL PROJECTS DEVELOPED BY NON-GOVERNMENTAL ORGANIZATIONS
RESUMO
O presente trabalho analisou informações sobre o tema infâncias em projetos sociais, desenvolvidos em Organizações Não Governamentais, a partir de estudos já existentes para demonstrar a importância e a relevância da temática, e trazer resultados para refletir sobre o debate dos estudos sociais da infância nos contextos dos projetos sociais, executados por organizações não governamentais. Foi realizado um mapeamento em três bibliotecas online, a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), a Scielo e o Google Acadêmico, entre os anos de 2007 e 2019, para a partir desse espaço de tempo ampliar as possibilidades do estudo. Foram selecionados os descritores infâncias, crianças, projetos sociais, e ONGs, que permitiram perceber que os estudos conduzem para aportar a realidade socioeconômica e cultural das crianças, que o termo infância já é estudado em pesquisas científicas, em uma maioria embasada pelos autores da Sociologia da Infância. Os resultados apontam para vários estudos com recortes em projetos sociais, em ONGs, voltados para os temas de educação, saúde, assistência social, muitos voltados para adolescência e juventude, os estudos voltados para crianças estão envolvidos no contexto das escolas, e que o termo infâncias em projetos sociais, nas ONGs tem relevância para a pesquisa científica.
Palavras chave: Infâncias. Crianças. Projetos Sociais. ONGs.
ABSTRACT
The present work analyzed information on the theme of childhood in social projects, developed in Non-Governmental Organizations, from existing studies to demonstrate the importance and relevance of the theme, and bring results to reflect on the debate of social studies of childhood in the contexts of social projects, executed by non-governmental organizations. A mapping was carried out in three online libraries, the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD), Scielo and Google Acadêmico, between the years 2007 and 2019, in order to expand the possibilities of the study. The descriptors childhoods, children, social projects, and NGOs were selected, which allowed us to realize that the studies lead to apportion the socioeconomic and cultural reality of children, that the term childhood is already studied in scientific research, in a majority grounded by the authors of the Sociology of Childhood. The results point to several studies focused on social projects in NGOs, focused on the themes of education, health, social assistance, many of them focused on adolescence and youth, the studies focused on children are involved in the context of schools, and that the term childhood in social projects in NGOs has relevance for scientific research.
Key words: Childhoods. Children. Social Projects. NGOs
ENFERMEIRO OBSTETRA: DURANTE O CICLO GRAVÍDICO PUERPERAL
O nascimento é um acontecimento natural que engloba os fatores econômicos, sociais e culturais, os quais influenciam no processo de decisão pela via de parto. O modelo de nascimento, no Brasil, ao longo dos anos, enfrentou diversas modificações, deixando de ser um processo íntimo para se tornar uma atividade hospitalocêntrica (FURTADO et al.,2022). OBJETIVO GERAL: Descrever a atuação do enfermeiro obstétrico na assistência a parturiente antes, durante e após o processo parturitivo. METODOLOGIA: Esse estudo caracteriza-se com uma pesquisa descritiva de caráter exploratório sobre a importância da assistência do Enfermeiro Obstetra a parturiente. Para realização dessa análise foram realizadas buscas na plataforma de pesquisa BVS, utilizando os descritores: atuação do enfermeiro obstetra, parto humanizado e saúde da mulher. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Após o exposto, podemos perceber a abrangência e a importância da assistência realizada pelos profissionais enfermeiros obstetras, suas ramificações e características que necessitam ser abordadas no contingente populacional brasileiro
ANÁLISE DO CONSUMO DE SUPLEMENTOS À BASE DE ZINCO DURANTE PANDEMIA DO COVID-19
Introdução: Em 2019, iniciou-se um surto viral nomeado com SARS-Cov-2, desconhecido e sem controle da contaminação. Este vírus altamente transmissível gerou um colapso na saúde pública, atacando de forma generalizada nosso sistema imune e adaptativo, causando processo inflamatório generalizado. O estudo deste trabalho, está relacionado na ação do zinco, que tem um papel importante em nossa imunidade, sua interação com outros minerais e a importância do estado nutricional adequado. Objetivo: Analisar os suplementos de zinco à venda em drogarias da região de Mogi das Cruzes comercializada livremente sem prescrição. Metodologia: Trata-se de um estudo de campo com o objetivo de avaliar os suplementos nutricionais disponíveis no mercado à base de zinco, a composição química e porção diária de consumo. Resultados: Foram analisados 53 suplementos nutricionais, e dentre as diferentes composições químicas, houve predomínio nas composições de sulfato de zinco e oxido de zinco. Conclusão: Em todas as formulas disponíveis para consumo com venda livre sem prescrição, nenhuma estava de acordo com a DRI para adultos
Transparência Algorítmica em soluções utilizadas por Governos Mundo afora, e o contexto Brasil
Nos dias atuais a sociedade é influenciada por novas tecnologias, culminando em questões éticas que jamais existiram, além de sermos há anos uma sociedade conectada. Há tempos os algoritmos se fazem presentes em nossas vidas. A todo momento, ao termos contato com uma solução tecnológica, nos perguntamos como as decisões dos aplicativos que utilizam esses algoritmos são geradas. Esses procedimentos computacionais são amplamente utilizados pelos governos mundo afora, quando o Estado, independente da esfera, é acionado para suprir necessidades da população. Assim, em muitos momentos decisões automatizadas guiadas pela IA - Inteligência Artificial serão utilizadas. Nessa abordagem, levantaremos enfoques sobre a transparência dos algoritmos e descreveremos como tal tema é abordado em outros países e no Brasil
PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO EM PACIENTES COM SÍNDROME DOLOROSA COMPLEXA REGIONAL TIPO I NA REGIÃO DA MÃO
RESUMO
Introdução: A síndrome dolorosa complexa regional tipo I (SDCR I) é uma síndrome debilitante de dor intensa com alterações autonômicas, sensitiva e motora; pode ser adquirida de forma espontânea ou provocada. Não se tem um critério específico para se diagnosticar a SDCR, o que se sabe é que na maior parte das vezes ela ocorre pós-trauma, ansiedade e um significante entorse que se apresenta de uma forma bem mais agressiva e prolongada do que o esperado. Tem uma predominância maior nas alterações motoras, que podem levar o portador a desenvolver várias limitações funcionais, ansiedade e depressão. Ao acometer membros superiores, a movimentação do ombro e extremidades ficam comprometidas, podendo afetar os nervos do plexo braquial, mediano, ulnar e o radial. Objetivo: Desenvolver um protocolo reabilitação fisioterapêutica para pacientes com síndrome dolorosa complexa regional do tipo I na região da mão. Metodologia: Tratou-se de um estudo de levantamento bibliográfico pesquisados nas bases de dados da pubmed, Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Google acadêmico, Bireme, Lilacs e Medline. Artigos foram analisados e relacionados com os ganhos de melhora da dor e funcionalidade; posteriormente, os resultados foram tabulados em Excel e comparados entre si, para a criação de um protocolo de reabilitação. Resultados: Fase 1: Tratamento consiste na mobilização precoce do membro afetado; Massagem no local; Cinesioterapia; Hidroterapia; TENS. Fase 2: Tratamento consiste na hidroterapia; Mobilização ativa e ativa assistida; Fortalecimento muscular; Treino de habilidades funcionais; TENS. Fase 3: Tratamento consiste na hidroterapia; Mobilização articular; TENS. Conclusão: A Fisioterapia tem uma importância significativa na melhora dos scores de dor e movimentação do membro afetado pela SDCR I, notando a extrema importância de um tratamento realizado pelo profissional Fisioterapeuta associada ao tratamento multidisciplinar.
 
AUTISMO E SEXUALIDADE: METODOLOGIAS LÚDICAS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Um dos temas que ainda encontra resistência na contemporaneidade consiste na sexualidade. Quando se trata da sexualidade de indivíduos com autismo, esta resistência alcança uma complexidade ainda maior. Considerada uma síndrome, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) acarreta déficits no processamento sensorial, ou seja, dificuldades no processamento e utilização de informações sensoriais (tátil, visual, gustativa, olfativa, auditiva, proprioceptiva e vestibular), para a regulação da natureza e intensidade das respostas fisiológicas, motoras, afetivas e/ou de atenção, que interferem no comportamento e participação em atividades da vida diária. A partir desse cenário, este trabalho aborda o lúdico como estratégia para nortear a educação sexual de crianças com diagnóstico de (TEA). A ludicidade tem ocupado um espaço significativo como suporte de aprendizagem para o desenvolvimento das potencialidades afetivas, criativas, emocionais, cognitivas, e sociais da criança e como elemento facilitador da aprendizagem. O objetivo do artigo consiste em refletir sobre como os profissionais da área da saúde, a exemplo do psicólogo e terapeuta ocupacional, podem utilizar a ludicidade ao abordar a sexualidade. Para tal foi realizado um estudo de abordagem qualitativa, de tipo descritivo e exploratório, com uso de um questionário. Participaram da pesquisa trinta responsáveis por crianças diagnosticadas com TEA. Os dados sinalizaram que: a) as atividades lúdicas podem desenvolver o relacionamento interpessoal; b) estimulam a criatividade e o desenvolvimento pessoal; c) as intervenções lúdicas atuam de forma positiva na integração de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista. Conclui-se que as metodologias lúdicas em contexto clínico contribuem para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, emocional e social da criança
HOMOAFETIVIDADE E CONSTRUÇÃO MORAL NO CONTO “PÍLADES E ORESTES” DE MACHADO DE ASSIS: PROIBIÇÃO E HOMOFOBIA
Neste trabalho teórico, as autoras buscam compreender, a partir do conto “Pílades e Orestes”, de Machado de Assis do ano de 1906, o devir histórico da perspectiva social brasileira acerca da homoafetividade, reflexo do biopoder. Em particular, ao assumirem como eixo norteador os fatores materiais e estéticos da obra, propõem um diálogo entre as áreas de Psicanálise, Ciências Sociais e a concepção do crítico literário Antonio Candido (2006). A fim de demonstrar a efetividade da discussão, foca-se no modo com que o sujeito se constitui social e subjetivamente, construído e colonizado pela ideologia dominante e moral heteronormativa, além de sua relação com as sexualidades “improdutivas” e “desviantes” (FOUCAULT, 1977) e a forma como o Brasil, na contemporaneidade, lida com essas questões. Nas considerações finais, apresentam-se dados sobre homofobia e a constante variação entre conquista e perda de direitos que norteia a comunidade LGBTQIA+ ao longo da história do Brasil
MORFOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES E ESTRUTURAS MASTIGATÓRIAS.
As estruturas mastigatórias e as glândulas salivares são necessárias para que haja uma boa alimentação, fonética e estruturação da face. A morfologia dessas estruturas possui muitos detalhes e o seu desenvolvimento é iniciado no embrião, aproximadamente na 4° semana de gestação, dando origem ao estomodeu (boca primitiva) que trata-se da estrutura inicial para a formação da cavidade oral.
Na fase do estomodeu, inicia-se a modificação e transformação da mesma através de intensa migração celular, o que dará origem às demais estruturas da cavidade oral. A partir da 6° semana, inicia-se a formação das glândulas salivares e cada etapa dessa fase dará origem a uma forma e estrutura específica para a mesma, até a sua formação completa, ao fim da 12° semana aproximadamente
O estado da arte da formação inicial de professores de geografia:: o ensino da cartografia
Levando em consideração que a cartografia é um dos conteúdos basilares no ensino de Geografia, o presente artigo investiga a temática da cartografia na formação inicial do professor de Geografia. Traz-se a seguinte questão norteadora: O que as pesquisa em nível Stricto Sensu apontam sobre a cartografia na formação inicial do professor de Geografia? Para responder à questão apresentada, foi realizado um estudo de revisão do tipo estado da arte a partir da Biblioteca Brasileira Digital de Teses e Dissertações – BDTD. Utilizou-se os descritores Ensino e Geografia, estabelecendo como critério final de temporalidade o ano de 2020. Foram encontradas 2187 referências, das quais, aplicados os critérios de exclusão, restaram 850. Esses foram analisados no software ATLAS.ti e codificados a partir das áreas do conhecimento propostos pela CAPES. A partir da junção da temática cartografia e formação inicial de professores, restaram nove pesquisas para a análise. Os resultados apontam a escassez de pesquisas sobre a temática e a necessidade de refletir sobre o que é ensinado na formação inicial e na educação básica. Percebe-se que existem dificuldades por partes dos professores em ensinar os conteúdos da cartografia, ora por falta de domínio do conteúdo e fragilidades em sua formação matemática, ora em decorrência da base matemática por parte dos alunos. Concebe-se ainda que a cartografia ensinada nos cursos de formação de professores não consegue dar bases sólidas para que seja transposta para a sala de aula na educação básica. Aponta-se ainda para ocorrência de utilização de meios facilitadores no ensino da cartografia na formação dos professores como a utilização de tecnologias e, a sugestão de implementação de disciplinas que auxiliem na transposição do conteúdo com características acadêmicas para a educação básica.
Palavras-chave: Estado da Arte; Cartografia; Prática docente; Formação inicial
VELHICES, COGNIÇÃO E (TRANS)FORMAÇÃO: SIGNIFICADOS CONSTRUÍDOS EM DINÂMICAS INTERDISCIPLINARES DIRECIONADAS A IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
O envelhecimento é um fenômeno complexo e que, apesar de inevitável, acomete a subjetividade humana por diferentes vias. O aumento da expectativa de vida no Brasil tem suscitado novas investigações voltadas a alternativas para que a velhice não seja reduzida ao estigma da incapacidade ou debilidade. Ao contrário disto, investigações sobre como tornar esse momento da existência mais ativo e motivador têm produzido estudos em diferentes áreas do conhecimento. Lançamo-nos na reflexão sobre dinâmicas interacionais, desenvolvidas com idosos institucionalizados, amparadas pela perspectiva freireana (FREIRE, 2019; 2021), articulamos experiências emancipatórias a processos de inclusão e amorosidade. Nossas reflexões versam sobre compreender como dinâmicas que envolvam idosos asilados, podem contribuir para a melhora de sua qualidade de vida? O que evidenciam os relatos de idosos institucionalizados que participaram de dinâmicas interacionais pautadas no desenvolvimento de capacidades físicas e cognitivas? Nossos resultados evidenciam que a promoção de atividades que relacionem a corporeidade, utilização de novas tecnologias, estímulos à ludicidade e amorosidade nas relações que enfocam diferentes letramentos, promovendo a inserção social-interacional podem contribuir para a melhora das comorbidades comuns na terceira idade.