OJS (Centro de Investigação em Artes e Comunicação)
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    Arte pós-colonial e pan-africanismo: o afrofuturismo como uma perspectiva alternativa ao desenvolvimento africano e diaspórico no filme Pantera Negra (2018): Postcolonial Art and Pan-Africanism: Afrofuturism as an Alternative Perspective to African and Diasporic Development in the Film Black Panther (2018)

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    O presente trabalho centra-se em analisar o movimento afrofuturista por meio de uma perspectiva histórica, abrangendo sua ascensão na década de 1980 até a atualidade com o fenômeno cultural provocado pelo longa-metragem Pantera Negra (2018). Serão analisados também aspectos específicos do filme Pantera Negra, como o seu pensamento e simbologias pan-africanistas, tais como a formulação e construção criativa da nação fictícia de Wakanda, bem como dos diversos grupos étnicos e clãs que o compõe. Também nos debruçamos analiticamente em cenas específicas do longa a fim de se apontar toda sua complexidade estética, simbólica e comercial. Por fim se tratará das implicações do fenômeno da diáspora africana no continente americano e como o filme aborda esse tema por meio do anti herói Erik Killmonger, sobretudo quanto às questões do legado histórico do colonialismo e racismo aos indivíduos negros africano e diaspóricos afro-americano

    1984: un diálogo entre ficción y contemporaneidad

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    Na era em que nos aproximamos da vigilância total ficionada por Orwell, lançamos um olhar à sociedade contemporânea em busca de sinais do mundo orwelliano retratado pelo filme. Focando a análise principalmente em torno das áreas tecnologia, vigilância e totalitarismo foi possível estabelecer alguns paralelismos, como a presença obrigatória dos smartphones no quotidiano contemporâneo, dispositivo análogo ao telescreen. O uso generalizado do smartphone em cada vez mais áreas da vida do indivíduo tem implicações ao nível da privacidade, as quais são exacerbadas pela concentração dos média num reduzido grupo de corporações transnacionais. O registo da atividade online, quase incontornável, alimenta uma capacidade de influenciar e manipular sem precedentes. Ao passar cada vez mais partes das nossas vidas para o meio digital afastamo-nos gradualmente dos espaços de liberdade, de livre expressão e de privacidade. As inquietações políticas e sociais de Orwell são intemporais e encontram na contemporaneidade terreno fértil para reflexão

    Oblivious to the Story: the Case of the Shooter Game RIO: Alheio à história: o caso do jogo de tiro RIO

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    The article proposes a reading of the modes in which a Brazilian videogame pre-released in 2020, titled RIO — Raised in Oblivion, portrays the favelas as spaces of violence and appropriation of older —yet present— imaginaries about those environments. Retrieving Elite Squad (Tropa de Elite, directed by José Padilha in 2007) as a turning point in how shooting in Rio de Janeiro’s slums got fictionalized in the big screen — for its use of characters, documental narrative and transmedia techniques, the paper emphasizes postmodern qualities about RIO’s playability and storytelling, drawing from Lipovetsky (1989) and Lyotard (1989). New media theorists such as Bolter and Grusin (2000) and Turkle (1997) help us to recognize the singularities of the gaming experiences when it comes to comparing it to other media, and Soraya Murray (2018) bases our overall approach into the cultural fabric of a shooter game, inasmuch as we bring to the forefront the manner in which RIO borrows imaginations and dream-like scenarios of violence to serve a very impactful proposal of the favelas: they are spectacularized environs where otherness finds little to no human story substrate. In doing so, the present text intends to observe videogames produced in countries as inequal as Brazil as highly relevant artefacts to understanding how a certain perpetuation of violence representations of the favelas takes shape in society with new technology

    Caléndulas, nostalgia e ruínas: Caléndulas, Nostalgia and Ruins

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    Recorre-se ao trabalho artístico Caléndulas (2020), criado por Lucas Gervilla e Soledad Rolleri para estabelecer relações entre memória, esquecimento, ruínas e nostalgia, sempre com a mediação da arte. A obra trabalha com a estética do abandono e utiliza o universo ruinoso para se relacionar com o conceito de ruinofilia, criado por Svetlana Boym (2011). Os diferentes conceitos de nostalgia propostos pela autora russa também são debatidos no texto, bem como a ideia de lejanía presente na obra Sin, de Samuel Beckett

    Prefácio: Foreword

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    Paisagens sonoras: o cotidiano nas poéticas da contemporaneidade: Soundscapes: the Everyday in Poetics of Contemporaneity

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    Paisagens sonoras são retratos radiográficos do local onde se inserem, contam histórias do ambiente e dos seres que o povoam. Através delas, podemos constatar uma abertura para um novo mundo de sons, ruídos e silêncios, e, consequentemente para outras atitudes de escuta que lançaram autores e compositores em encontros inusitados “possibilitando tanto o desvelamento de outras escutas e materialidades sonoras, quanto à formalização de novos procedimentos e poéticas composicionais”. (Santos, 2013). No decorrer do artigo, são apresentados conceitos sobre Poéticas do Cotidiano e Paisagens sonoras, com o objetivo de refletir sobre o cotidiano, onde se se revelam as diversas atividades artísticas e práticas sociais que são exercidas. A busca por uma nova forma de escuta e reflexão sobre todos os sons, transformam as obras artísticas, que utilizam as paisagens sonoras, em poéticas cotidianas e importantes fontes culturais na contemporaneidade. É no instante das rupturas do cotidiano que se instaura a inventividade, o atrevimento, a criatividade e a transgressão; na desordem realinham-se novas criações. Assim, para além da obervação dessas poéticas, são apresentadas de modo qualitativo, instalações sonoras que abordam narrativas atuais por meio de paisagens sonoras, entre elas: Quintal dos Sons (2019); La Selva74 (2004); Caminho das Águas (2015), Acousmatic Park (2016) e Partituras e Objectos (2021).Soundscapes are radiographic portraits of the place where they are inserted, they tell stories of the environment and the beings that inhabit it. Through them, we can see an opening “to a 'new' world of sounds, noises and silences, and, consequently, to other listening attitudes” that launched authors and composers in unusual encounters “enabling both the unveiling of other listening and sound materialities, regarding the formalization of new procedures and compositional poetics ”. (Santos, 2013). Throughout the article, concepts about “Poetics of Daily Day” and “Soundscapes” are presented in order to reflect on daily life, where the various artistic activities and social practices that are exercised are revealed. The search for a new attitude of listening and reflecting on all sounds, transform artistic works that use “soundscapes” into daily poetics and important cultural sources in contemporary times. Boldness, creativity and transgression; in disorder new creations are realigned. However, in addition to reflecting on these poetics, sound installations that address contemporary narratives through sound landscapes are presented in a qualitative way, including: Quintal dos Sons (2019); La Selva74 (2004); Caminho das Águas (2015), Acousmatic Park (2016) e Partituras e Objectos (2021)

    Interactive Digital Narratives: How Action and Embodiment Construct Meaning on Behaving Systems: Narrativas digitais interactivas: a importância da acção e do corpo na construção de significado em sistemas comportamentais

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    Computational and interactive technologies are ubiquitous and have facilitated the incorporation of a set of semiotic systems that enable the creation of distinct meanings and formats in the understanding of the emergent messages. Experiencing and comprehending the same system through the constantly reminded of distinctive strategies and paths creates some challenges and aesthetic implications represented in the social, political, and cultural context. Forms of collaboration and communication are described by actions carried out while receiving feedback and evaluating their result, making itself available through physical movement and interaction. We act to sense and construct meaning, so our brains create information and sense-making based on our body’s movement, the environment’s spatial organization, among other organized activities. In the same way, interactive systems are embodied, dynamic, performative, and they are regularly communicating with their environment, becoming autopoietic. Interactive digital narratives are artifacts that connect states and structured events finding meaning in them, making sense of the world by assimilating it to narrative. They stand for a wide range of variations and readers interact with a computational system to develop the narrative, assuming the role of active participants. They disrupt conventional aesthetics because their nature has a set of affordances and dimensions, and their dynamics of interaction are involved in a processual, performative, and enactive way, shaping the form of narrative and affecting the reader’s experience. We will discuss some idiosyncratic characteristics that turn these artifacts into behaving systems from the analysis of how the supporting medium’s properties shape the narrative and the action as fundamental features of interaction and construction of meaning. Centring on systems that have their own behavior we can discuss a phenomenological perspective on embodied experience and understand how readers perform on interactive digital narratives

    Arte indígena contemporânea por Denilson Baniwa: Contemporary indigenous art by Denilson Baniwa

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    Denilson Baniwa é artista, curador, designer, ilustrador e ativista nascido na aldeia Darí, nas margens do Rio Negro na cidade de Barcelos – Amazonas, Brasil. Seus trabalhos transitam em diversos tipos de suportes, entre pintura, ilustração, performance, vídeos, fotografias, entre outros, sem abrir mão das tecnologias do Povo Baniwa. É conhecido pelo promissor trabalho na quebra de paradigmas para abertura do protagonismo indígena na arte contemporânea brasileira. Ganhou o prêmio PIPA 2019. Tem trabalhos como curador na série Mekukradjá (2016/2019), evento do Itaú Cultural e na exposição Reantropofagia (2019), na galeria da Universidade Federal Fluminense – UFF. Entre suas produções como artista, destacam-se as performances Pajé-onça hackeando a 33° Bienal de Artes de São Paulo (2018); Sawé (2018/19) no SESC-SP, Vaievem (2019) no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, Vexoá (2020) na Pinacoteca de São Paulo, Memórias de um Brasil Profundo (2019) no Museu Afro Brasil e participou, em 2019, do Arctic Amazon Symposium, no Canadá. Participará da Bienal de Sidney (2021) na Austrália, entre outros trabalhos. Nessa entrevista, conversamos sobre temas como arte indígena contemporânea, colonialismo nas artes, diálogo, tradução, desobediência epistêmica, insurgências da arte indígena contemporânea, universidade, hegemonia de pessoas brancas no sistema de artes, ensino de arte e a possibilidade de outras histórias das artes

    Grupo XIX e Roberto Alencar: memórias à deriva – Práticas cênicas na perspectiva da teoria crítica dos processos de criação: Grupo XIX and Roberto Alencar: drifting memories – Scenic practices from the perspective of the critical theory on creative processes

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    O artigo destaca aspectos dos processos de criação do artista do corpo Roberto Alencar, circunscritos ao espetáculo Zoopraxiscópio (2014), e do Grupo XIX de Teatro na montagem do espetáculo Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo (2017). Alencar fornece vasto material sobre interações e trânsitos ao exercer recursos cênicos diversos e procedimentos de várias linguagens artísticas. O Grupo XIX, por sua vez, traz à tona aspectos importantes sobre a produção em grupo ao contemplar a participação de pessoas externas à companhia nas discussões sobre a dimensão sociopolítica dos espaços públicos. Ambos são, aqui, observados a partir de documentos e arquivos gerados pelos artistas e pelos pesquisadores que acompanharam os respectivos percursos criativos. Para isso, utiliza-se a Teoria Crítica de Processos de Criação proposta por Cecilia Almeida Salles e sua base fundada nas práticas. Salles considera a complexidade em uma proposição teórica que parte dos objetos de estudo para elucidar aspectos gerais sobre a criação e as especificidades dos processos em foco —um esforço interdisciplinar que reúne colaborações de teóricos como Charles Peirce, Edgard Morin, Vincent Colapietro e Pierre Musso. No artigo, as produções de Alencar e do Grupo XIX são pontos de partida para a discussão sobre a pesquisa e o estudo dos processos de criação em afinidade com a produção cênica.The article highlights aspects of the creation processes conducted by the body artist Roberto Alencar's, concerning the play Zoopraxiscópio (2014), as well as those from Grupo XIX de Teatro in the assembly of the play Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo (2017). Alencar provides vast material on interactions and transits by resorting to diverse scenic resources and procedures in various artistic languages. Grupo XIX, on its turn, highlights important aspects of group production by contemplating the participation of people from outside the company while discussing the socio-political dimension of public spaces. Both are observed from the point of view provided by documents and archives that were generated by the artists and by the researchers who followed their respective creative paths. For this, the article utilizes the critical theory on creation processes proposed by Cecilia Almeida Salles and its theoretical basis supported by the artistic practices. Salles considers complexity in a proposition that starts from the objects of study to elucidate general aspects on creation and also taking into account the specificities of each process – an interdisciplinary effort that brings together collaborations from theorists such as Charles Peirce, Edgard Morin, Vincent Colapietro and Pierre Musso. In the article, the productions of Alencar and Grupo XIX are the starting point to a discussion about the studies on creative processes in affinity with scenic production.   Keywords: Creation Processes, Performing Arts, Theater, Dance, Performance

    Method and record: A proposal for using a/r/cography and digital journals for artistic creation and practice based research in new media art

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    Este artigo propõe uma abordagem metodológica e prática de suporte ao desenvolvimento de processos artísticos e investigação criativa em média-arte digital que apoie a criação, recriação, documentação, comunicação e preservação dos artefactos. Para este efeito, este artigo toma como ponto de partida a a/r/cografia, uma proposta metodológica apresentada pelo seu autor como uma evolução da a/r/tografia, mais adequada à investigação e criação em média-arte digital. Ela é agora complementada pelo conceito de diário digital de bordo, sendo também este uma evolução do diário gráfico já utilizado nas artes visuais. Desta sinergia, resulta o potencial de não apenas investigar de forma sistemática os processos criativos e evolutivos subjacentes à criação de artefactos de média-arte digital, como também de proceder ao seu registo digital, iterativo e incremental, para memória e referência futura. Este registo tem como destinatários os próprios a/r/cógrafos, mas também o público que poderá aceder a um manancial de informação de contextualização e funcionamento do artefacto, contribuindo desta forma, também, para a própria curadoria. Ao propor a associação do método ao registo, cria-se um sistema adequado para modelar, prototipar, refletir, avaliar, exibir, apresentar, discutir e divulgar obras de média-arte digital, bem como para registar esses mesmos processos, a investigação e comunicação a eles associados e sobre eles desenvolvidos. Esta proposta visa, assim, contribuir para a criação de uma “literacia criativa” sobre a média-arte digital, produzindo conhecimento que possa revelar-se de utilidade na prática a/r/cográfica atual e futura, tanto pelos respectivos autores como por terceiros, aumentando ainda a compreensão das ligações interdisciplinares da média-arte digital aos seus contextos individuais, sociais, históricos, educacionais, políticos, económicos, tecnológicos e culturais

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