OJS (Centro de Investigação em Artes e Comunicação)
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O processo de criação entre literatura e pintura no Modernismo brasileiro através do Retrato de Mário de Andrade I, 1922, por Anita Malfatti: The creation process between literature and painting in Brazilian Modernism through the Retrato de Mário de Andrade I, 1922, by Anita Malfatti
Um fenômeno característico do Modernismo brasileiro é o retrato pictórico de escritores por pintores, seus contemporâneos. Essa pesquisa enfoca a relação entre pintura e literatura, tomando por objeto de estudo o Retrato de Mário de Andrade I, 1922, por Anita Malfatti. Na presente abordagem, consideramos a referida obra como um exemplo de interação entre modernismo literário e pictórico; em outras palavras, defendemos que o retrato não é apenas uma interação entre Andrade e Malfatti, mas entre seus projetos estéticos. O objetivo deste artigo, portanto, é evidenciar que a obra de Anita Malfatti feita para Mário de Andrade articula pontos de interação, concordância e mútuo suporte entre pintura e literatura. Em uma perspectiva intermidiática, argumentamos que a literatura e a pintura modernista brasileira interagiram de forma complexa para construir o Modernismo brasileiro em um processo de criação coletiva. E, para ilustrar esse processo, realizamos uma análise formal da obra Retrato de Mário de Andrade I, 1922. O objeto representado neste retrato é construído tanto pela pintura de Anita Malfatti, quanto pela literatura de Mário de Andrade, ambos interessados na figura do Pierrô (personagem teatral da Commedia dell’Arte). Dessa forma, a metodologia que estrutura esta pesquisa é o levantamento bibliográfico e a análise documental. Para estruturar a análise e esclarecer questões teóricas que sustentam a argumentação, recorremos a trabalhos dos diferentes campos mobilizados nesta pesquisa, em especial aos estudos de Intermidialidade e História da Arte, com foco no Modernismo brasileiro
Speedrun como releitura da teoria dos videojogos e como construção de grupo: Speedrun as Review of Videogame Theory and Group Building
Este artigo trata da construção de grupos com base em uma micro-sociologia. A ideia é analisar elementos de um grupo por meio de valores compartilhados, disputas internas, bode expiatório e ressignificações da cultura. Esse grupo em questão é o que denominamos como speedrunners, que utilizam jogos para evidenciar a habilidade de seus membros por meio do isolamento dos outros elementos que compõem a obra videointerativa. Assim, é ressignificada a teoria videointerativa na medida em que se põe em discussão a intencionalidade dos produtores e se ignora o caminho de imersão proposto por eles
“Live Cinema” and the Challenges in Creating Narratives for “Real Time” Performances — A Solution Based on the "Structure of the Three Acts": "Live Cinema" e os desafios na criação de narrativas para performances em "tempo real" — Uma solução baseada na "Estrutura dos três atos"
Currently, due to the advancement of digital technologies, artists are able to "play" music and video in "real time" — in audiovisual performances that can be described as: live cinema, veejaying, glim, etc.
The live cinema genre can be explained as a cross between the techniques of veejaying (mixing videoclips in real time) with the goal of cinema (telling stories through moving pictures). However, the act of mixing and improvising the video in "real time", creates challenges for creating a coherent narrative.
This is article is based on the performative experience of Moda Vestra —a collective of artists from the Algarve (Portugal)— and it is divided in three sections. The first traces a state of the art related to this phenomenon known as "live cinema" — relating it to other similar formats and concepts that have appeared throughout history: silent cinema, cineconcerts, visual music and veejaying. In this section, we briefly review two recent live cinema performances "Super Everything" by The Light Surgeons and "Everything Is Going According to Plan" by Adam Curtis with Massive Attack.
The second section analyzes in detail the concept, morphology and work methodology of the collective Moda Vestra — which faced challenges when trying to create a coherent narrative for its real time performances.
In the third section (conclusion), we propose a narrative structure that can be used in future "live cinema" shows. This "formula" is based on the "three act structure" for cinema, developed by authors like Syd Fleld
Esta crônica (&) misteriosamente (&) artística: d’outra Coimbr’à-baixa: This mysteriously (&) artistic (&) chronicle: the d(r)own-town otherness of Coimbra
O presente documento reivindica um estatuto de crônica de arte, neste caso, o lugar de uma crônica performativa ou de uma crônica para visualidades nos processos artísticos. De modo particular, a versão de conteúdo, aqui perlaborada, sinaliza o encontro ou o confronto ontológico de tensões e ajustes de perspectivismos, no que diz respeito à visitação sensível pelo autor dirigida às poéticas contemporâneas de três artistas brasileiros, entrecruzadas como práticas que definem um circuito expositivo intitulado Habitar-se/Coabitar-nos (curadoria de Susana Rodrigues), transcorrido no mês de abril de 2021. No avançar gradual entre camadas relacionais vivenciadas, gesta-se uma paisagem de errância situada entre as experiências mediacionais do autor, transacionadas, por sua vez, como posição cruzada de público de arte e de legência de artista, a partir das obras plásticas, visuais e performativas de Cristiana Nogueira, Edicleison Freitas e Thales Luz. Apresentados conforme um processo de influências mútuas, os trabalhos surgiram como efeito de uma residência artística, em diálogo experiencial por sessenta dias com os espaços de uma habitação domiciliar. A natureza de espacialidades colisivas, imbricadas nesta experimentação do pensamento textual como legência, conduz os argumentos para seu limite cronista/crônico/dya.crônico/dis.crônico-dis.ruptivo, afetando-se, no horizonte de congruência epistêmica do texto, para uma camada extracotidianeidade cognitiva das artes visuais, da performance, do rito, da memória e da espacialidade, ejetadas daquele processo expositivo realizado em Coimbra. Na contra-mão (ou contra-Baixa; quer dizer: no apelo da contr’Alta), embora o presente romanceiro não se conjugue pelo sobressalto de encaminhar uma verdade acadêmica, seu vaticínio é tributário das lições supra-eferentes de Louise Rosenblatt, de Alberto Manguel, de Maria Gabriela Llansol, de João Guimarães Rosa, Giorgio Agamben, Eduardo Viveiros de Castro, etc.We hereby refer to this document as a “Chronicle for Visuality in Artistic Processes” or “Performative Chronicle”. From the moment the authorial enunciation happens, the mediality of the word is already contained in the experimentation of an artistic origin. There is, therefore, no epistemic distance between the researcher as subject in a methodologically controlled domain in the production of knowledge worth retaining. As one can see from such an approach, which is of the creative artist as part of a political body which is neither (under)trayed nor disbelieved, it is obvious that word here lends itself to the perceptual amalgam that artist as audience. Through the poetic conviviality of the artist as a legitimate holder of the affectional field of creativity, there emerges a poetic experience which deviates from logical scrutiny, conceptual rigor, and technical effort through a numinous encounter with mystery. The Chronicle terms activate the second spatiality of the Journal's role due to the possibility of immediate experience with Temporality coupled with its respective discursive inflection. This notion can be employed to grasp the appreciation of the “sensibility” in the Temporality of art – where the plot of “khronos” (the “Chronicle”) destabilizes both sides equally: in the establishment of a strict textual genre, as well as in the rule of canonical validation with regard to what “is art” or “is not art”. Particularly, this content version focuses on the interaction between Perspectivisms, with a particular attention to an attentive visitation by the author to the contemporary poetics of three Brazilian artists which emerged as the core concept of the exhibition “Habitar-se/Coabitar-nos” (curated by Susana Rodrigues) showing in the month of April 2021. Gradually, the author advances between relational layers, creating a “landscape of wandering” situated halfway between the art legency and the art audience, emerging from the plastic, visual, and performative works of Cristiana Nogueira, Edicleison Freitas, and Thales Luz. Based on mutual influences, the works result from those artist's sixty-day residency in dialogue with a domestic space. As this experimentation of thought leads to collisions of spatialities ejected from the exhibition process of Coimbra, the argument leads into exclusion on the borderline of epistemic “congruence” between text and refered artistic extra-commonness. While the present novelty is not conjured up by the shock of facing an academic truth, its foreboding is tributary to the learning above-mentioned: Louise Rosenblatt, Alberto Manguel, Maria Gabriela Llansol, João Guimarães Rosa, Giorgio Agamben, Eduardo Viveiros de Castro etc