Portal de Periódicos UNINOVE (Univ. Nove de Julho)
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    8914 research outputs found

    As relações de poder, o discurso dialógico e o saber escutar no estágio curricular supervisionado

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    In this article, we aim to analyze a preservice teaching internship report to understand the disciplinary power present in the narrative, the extent of dialogism, and the importance of active listening in the supervised curricular internship. We draw upon the studies related to discourse analysis by Mikhail Bakhtin (2004; 2011) concerning the conception of dialogism, and Michel Foucault (1999a; 1999b), regarding institutional power relations. We observe that the report presents itself as a descriptive account of the experiences during the internship, with little reflection on the process and its significance in the formation of future teachers. The report appears more as a monological discourse, where a single voice encompasses all other voices. Nevertheless, there are some parts of the report where issues related to disciplinary power are present. Our analysis emphasizes the need to cultivate dialogic reporting by encouraging prospective teachers to develop a more reflective approach.Neste artigo, analisamos um relatório de estágio de uma estudante de licenciatura com o intuito de identificar o poder disciplinar, a dialogia e a importância de saber escutar no estágio curricular supervisionado. Utilizamos os estudos relacionados à análise de discurso de Mikhail Bakhtin (2004; 2011), relativo à concepção de dialogismo, e Michel Foucault (1999a; 1999b), no que diz respeito às relações institucionais de poder. Observamos que o relatório se apresenta como um relato descritivo dos momentos vivenciados no estágio e há pouca reflexão sobre o processo e sua importância na formação do futuro professor. O relatório se mostra mais como um discurso monológico, em que uma única voz engloba todas as outras vozes; há relatos em que as questões que envolvem o poder disciplinar se fazem presentes. Nossa análise enfatiza a necessidade de cultivar relatórios dialógicos, incentivando os futuros professores a desenvolver uma abordagem mais reflexiva

    O papel da família e das instituições no processo educativo de alunos com necessidades especiais

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    The special education theme is increasingly relevant, due to the challenges and dilemmas it poses, both in terms of public policies and in terms of everyday educational practices. Thus, the objective was to analyze the role of the family and of institutions, both inclusive and exclusive, in the educational process of students with special needs. A search was performed for original articles published between 2011 and 2021 in the Science Direct and Web of Sciense databases, with the descriptors “Education, Special AND Family”; “Education, Special AND Mainstreaming”. As a result of the 18 selected articles, it was found that educational institutions have the role of providing specialized/trained teachers, monitoring and evaluating students, pedagogical management of diversity, physical structure and equipment/technology; as well as support for the family so that they work together to provide full attention to the student. Families, on the other hand, need to accept the diagnosis, seek psychological, social and economic support from Organs competent bodies, in addition to helping with school activities. Despite the possibility of inclusive education, exclusive special education institutions will continue to be an important foundation for various types of specialties, especially in cases where students do not benefit, in their development, when included in regular inclusive schools and which demand by multiple and continuous supports. It is concluded that it is very important to strengthen social bonds, that is, mutual support between family and school, with public policies that provide subsidies to institutions and families, thus guaranteeing quality education for special students, whether in exclusive or inclusive education.A temática educação especial apresenta relevância crescente pelos desafios e dilemas que coloca em termos das práticas educativas cotidianas. Objetivou-se analisar o papel da família e das instituições no processo educativo especial. Foi feita revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA, buscando por artigos originais publicados entre 2011 e 2021 nas bases de dados Science Direct e Web of Sciense com os descritores “Education, Special AND Family”; “Education, Special AND Mainstreaming”. Nos 18 artigos selecionados verificou-se que as instituições de ensino têm o papel de disponibilizar professores especializados/capacitados, acompanhamento e avaliação dos alunos, manejo pedagógico da diversidade, estrutura física e equipamentos/tecnologia; além de amparo à família. Já as famílias necessitam aceitar o diagnóstico, buscar amparo psicológico, social e econômico dos órgãos competentes, além de auxiliar nas atividades da escola. Apesar de existir a possibilidade de educação inclusiva, as instituições exclusivas de educação especial continuarão sendo um importante alicerce aos educandos que demandam apoios múltiplos e contínuos. Conclui-se que é muito importante fortalecer os laços sociais, ou seja, construir um suporte mútuo entre família e escola, com políticas públicas que forneçam subsídio às instituições e às famílias, garantindo assim educação de qualidade ao aluno especial, seja no ensino exclusivo ou inclusivo

    Gestão de moradias universitárias públicas brasileiras e a promoção do bem-estar estudantil

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    University housing managers deal daily with physical and mental health demands from the residents. This research aimed to draw a national panorama about what managers think about their possibilities of action in promoting student well-being in university housing contexts. Twelve managers of public university housing in the five regions of Brazil participated in the study. The analysis of the interviews, through descending hierarchical classification, resulted in the following axes: "Favoring Life" and "Inclusion". The first axis, composed of the classes "Ambience" and "Access to Health", encompasses possibilities of action in forwarding health, culture, and leisure demands. The second axis, represented by "Integration" and "Decent Housing", brings together management initiatives to expand the participation of residents in the university and offer a safe and comfortable space for students. The management practices identified, if applied more widely, can consolidate housing as contexts that promote well-being and sources of support networks for resident students.Gestores de moradias universitárias lidam diariamente com demandas de saúde física e mental dos residentes. Esta pesquisa teve como objetivo traçar um panorama nacional sobre o que os gestores pensam a respeito de suas possibilidades de atuação na promoção do bem-estar dos estudantes em contextos de moradias universitárias. Doze gestores de moradias universitárias públicas das cinco regiões do Brasil participaram do estudo. A análise das entrevistas, por meio da classificação hierárquica descendente, resultou nos seguintes eixos: "Favorecendo a Vida" e "Inclusão". O primeiro eixo, composto pelas classes "Ambiência" e "Acesso à Saúde", abrange as possibilidades de atuação no encaminhamento de demandas de saúde, cultura e lazer. O segundo eixo, representado pelas classes "Integração" e "Moradia Digna", reúne iniciativas de gestão para ampliar a participação dos residentes na universidade e oferecer um espaço seguro e confortável aos estudantes. As práticas de gestão identificadas, se aplicadas de forma mais ampla, podem consolidar as moradias como contextos promotores de bem-estar e fontes de rede de apoio aos estudantes residentes

    Formação de Professores/as e Perceções sobre Género e Sexualidade no Contexto Escolar

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    The increasing complexity of contemporary issues stemming from societies poses challenges for schools, particularly in regard to sexual and gender diversity. In this context, this research contributed to an analysis of university students' perceptions in Education concerning gender and sexuality relations within the school environment. As an exploratory, qualitative, and descriptive study, the questionnaire entitled "Gender and Sexuality Relations in School: A Brief Inquiry" was administered. Comprising eight questions, it emphasized the theme through concepts and practical applications. Fifty-eight students from Biology and Geology (Undergraduate), Teaching of Biology and Geology (Master's), and Education (Doctorate) programs participated. The results indicate an awareness of the need for a more comprehensive approach to sexual and gender diversity, while also revealing challenges related to teacher training and stigmatizing practices. This underscores the urgency of implementing more inclusive strategies within the realm of gender and sexuality relations in schools.A crescente complexidade de questões contemporâneas advindas das sociedades desafia as escolas, especialmente no que respeita à diversidade sexual e de gênero. Neste âmbito, esta pesquisa contribuiu para uma análise das percepções de estudantes universitários em Educação sobre relações de gênero e sexualidade no contexto escolar. Sendo um estudo exploratório, qualitativo e descritivo, aplicou-se o questionário intitulado "Relações de gênero e sexualidade na escola: um breve inquérito", com oito questões que ressaltaram a temática através de conceitos e aplicações práticas, tendo a participação de 58 estudantes dos cursos de Biologia e Geologia (Licenciatura), Ensino de Biologia e Geologia (Mestrado) e Educação (Doutorado). Os resultados indicam uma consciência sobre a necessidade de uma abordagem mais abrangente da diversidade sexual e de gênero e revelam desafios relacionados à formação docente e a práticas estigmatizantes, destacando assim a urgência de estratégias mais inclusivas no campo das relações de gênero e sexualidade nas escolas.A crescente complexidade de questões contemporâneas, advindas das sociedades, desafia as escolas, especialmente no que respeita à diversidade sexual e de género. Neste âmbito, esta investigação contribuiu para uma análise das perceções de estudantes universitários em Educação sobre relações de género e sexualidade no contexto escolar. Sendo um estudo exploratório, qualitativo e descritivo, aplicou-se o questionário intitulado "Relações de género e sexualidade na escola: um breve inquérito", com oito questões que ressaltaram a temática através de conceitos e aplicações práticas, tendo a participação de 58 estudantes dos cursos de Biologia e Geologia (Licenciatura), Ensino de Biologia e Geologia (Mestrado) e Educação (Doutoramento). Os resultados indicam uma consciência sobre a necessidade de uma abordagem mais abrangente da diversidade sexual e de género e revelam desafios relacionados à formação docente e a práticas estigmatizantes, destacando assim a urgência de estratégias mais inclusivas no campo das relações de género e sexualidade nas escolas

    Resenha LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação em educação: questões epistemológicas e práticas. São Paulo: Cortez, 2018

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    Cipriano Luckesi é filósofo, professor aposentado, pesquisador e conferencista na área educacional. Com uma vasta experiência na docência e na pesquisa científica, o professor é conhecido como uma das maiores referências no campo da avaliação educacional no Brasil. Cipriano é autor de diversos livros, artigos e reportagens que abordam esta temática, que ele investiga sob variados focos, além de participar de múltiplos eventos pedagógicos sobre o tema, desde 1973. Obteve o título de Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1992, apresentando uma carreira conceituada, que tem proporcionado impactos significativos no contexto educacional, influenciando práticas e discussões sobre ensino e avaliação da aprendizagem. Foi no curso de filosofia, em 1968, que Cipriano Luckesi teve seu primeiro contato com a temática da avaliação, ao cursar a disciplina curricular “Complementos Pedagógicos”, ministrada pelo padre Godeardo Baquera, na faculdade Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo. O modo como o padre conduzia as aulas contagiava o interesse de todos os estudantes da turma, deixando uma marca profunda em Luckesi, que, no memorial dele, para a tese de doutorado, expressa profundo agradecimento pela rica imersão no tema em questão. Em 1972, ingressou no Instituto de Rádio Difusão Educativa da Bahia, desenvolvendo serviços técnicos especializados em avaliação, trabalhando diretamente com produção, quantificação e qualificação de testes, durante quatro anos. Devido às suas atribuições inerentes ao cargo, nesse período, começou a refletir, pesquisar e discutir sobre as questões filosóficas, políticas e sociológicas de avaliação. Somente em 1978, após 10 anos de muitos estudos e pesquisas sobre a temática, Luckesi publicou o seu primeiro artigo sobre avaliação, intitulado “Avaliação educacional: pressuposto conceituais”, na revista Tecnologia Educacional, que o tornou mais conhecido na área educacional e, mais especificamente, no campo de avaliação.  Em 1984, o autor organizou e reuniu escritos de sua autoria, editando um material mais denso sobre a temática da educação superior, no livro intitulado Fazer universidade: uma proposta metodológica, que foi publicado pela Editora Cortez. Esta obra, progressivamente, passou a ser uma das referências para os estudiosos de metodologia do trabalho científico no território nacional. Cabe enfatizar que a ligação de Luckesi com a referida Editora foi sendo firmada ao longo de vários anos, consolidando a divulgação de seu pensamento, em obras mais focalizadas na avaliação educacional.  Com mais de cento e quarenta trabalhos, o autor tem uma plataforma digital com conteúdo relacionado à avaliação educacional. O blog oferece, aos leitores, artigos e postagens em ordem cronológica, todas especificadas na aba direita da plataforma. Educadores ou interessados podem investigar sobre os temas preferidos do autor – Filosofia da Educação, Metodologia da pesquisa e Avaliação – mergulhando em títulos diversificados. Com mais de duzentas e noventa mil visualizações, o autor estabelece uma forte conexão com os leitores, criando uma comunidade em torno dos conteúdos compartilhados, tendo como premissas seus estudos e pesquisas sobre as temáticas mencionadas. O livro Avaliação em educação: questões epistemológicas e práticas (2018) busca auxiliar estudantes, professores e gestores a compreender o ato de avaliar, de modo a orientar as respectivas deliberações nos processos de tomada de decisão. Com uma linguagem acessível, o autor descreve avaliação, classificando concepções a respeito do tema, que visam corroborar a construção de uma prática avaliativa consciente, no âmbito educacional, de forma que ela seja identificada como aliada do professor no desenvolvimento dos processos de ensino de seus estudantes. Pode-se constatar, a cada página da obra, a preocupação, na escrita do autor, em definir, com exatidão, o ato de avaliar no campo da educação. É importante ressaltar que a obra é fruto da celebração dos cinquenta anos de dedicação de Luckesi aos estudos acadêmicos, prioritariamente, voltados para essa temática, buscando conciliar os dois caminhos que sempre trilhou no campo da Filosofia e no da avaliação. Consegue, nesta e em outras obras, fazer uma síntese fundante das considerações ontológico-epistemológicas sobre o ato de avaliar. A obra é composta por duzentos e vinte páginas e dividida em nove capítulos, envolvendo o leitor em uma reflexão epistemológica profunda sobre a natureza da avaliação educacional e, histórico-sociologicamente, sobre sua função transformadora no processo de aprendizagem. O capítulo inicial trata, do ato de avaliar como ação inerente ao ser humano. Ele se desdobra em quatro subtítulos que configuram, detalhadamente, a temática, a partir de uma abordagem ontológico-epistemológica. Ao longo do capítulo é notório o cuidado e a responsabilidade filosófica com a descrição e a análise do ato de avaliar, destacando-se seu caráter investigativo, de modo a revelar a natureza objetiva e a historicidade do fenômeno avaliado. O autor embasa sua teoria descrevendo, minuciosa e insistentemente, a prática de investigação avaliativa, destacando os passos sequenciais que subsidiam a definição de avaliação educacional, bem como os procedimentos metodológicos necessários para garantir evidências confiáveis, distanciando-se do senso comum. Ademais, ressalta que, epistemologicamente, o ato de avaliar se encerra no momento mesmo da avaliação, ou seja, o ato de avaliar simplesmente revela a objetividade da realidade investigada, podendo, ou não subsidiar o processo de tomada de decisões do educador, ou do gestor, na área de educação. Segundo Luckesi, a maneira como ambos aplicarão os resultados da investigação mencionada, que não faz mais parte da avaliação, mas, da gestão, é que define os tipos de concepções: Fato que conduz a estar epistemologicamente ciente de que o ato de avaliar, em si, como investigação da qualidade da realidade, se encerra com a “revelação de sua qualidade” ... o que implica que a “tomada de decisão” pertence ao âmbito da gestão da ação e não de sua avaliação (LUCKESI, 2018, p. 27). Concomitantemente, com explicação ontológico-epistemológica, Luckesi ressalta a importância e a responsabilidade do ato avaliativo; em suma, destaca as implicações éticas que, independentemente da modalidade de avaliação – institucional ou de aprendizagem individual –, é necessário que seja observada com cuidado rigoroso, a fim de não produzir conclusões errôneas e injustas, prejudicando todo o processo educacional. O autor identifica três abordagens que, segundo ele, vão além do ato de avaliar: a probatória, a diagnóstica, e a seletiva. Essas abordagens são, detalhadamente, expostas, uma a uma, permitindo maior compreensão por parte do leitor. Para Luckesi, as três, na verdade, são duas, porque a probatória pode se combinar, ora com a diagnóstica, ora com a seletiva. As duas resultantes são, de fato, as mais frequentes na educação brasileira. Ele explicita as diferenças entre elas, afirmando: Os usos conjugados dos resultados da investigação avaliativa – diagnóstico/probatório e probatório/seletivo –, de fato redundam em dois usos que podem simplesmente ser denominados de diagnóstico e seletivo. O uso diagnóstico subsidia chegar ao padrão de qualidade desejado e o uso seletivo, inclui os objetos, pessoas, experiências, projetos que atingiram a qualidade estabelecida como ponto de corte e exclui objetos, pessoas, experiências, projetos que não atingiram o referido padrão de qualidade estabelecido. (LUCKESI, 2018, p. 65). Na sequência, dedica o capítulo à reconstituição histórica dos processos da avaliação da aprendizagem no Brasil. Por ordem cronológica, o capítulo primeiro aponta as concepções de educação e seus respectivos modelos avaliativos.  Parte das propostas dos jesuítas e de Jan Comênio, com suas respectivas obras, a Ratio Studiorum e a Didática Magna, enfatizando as influências sobre o uso seletivo na avaliação da aprendizagem, enraizado, historicamente, nas escolas brasileiras, chegando aos dias de hoje. Apresenta os problemas de avaliação educacional de forma didática, por meio de exemplos, fazendo um paralelo entre os dois tipos de avaliação predominantes que ocorrem nos ambientes escolares, lamentando que, ainda hoje, as escolas brasileiras utilizam a seletiva: Dessa data para cá (1970), vimos assumindo a nova denominação para as duas possibilidades de uso dos resultados da avaliação da aprendizagem dos estudantes na escola, podendo significar, aqui e acolá, “uso diagnóstico”, mas, de modo predominante, significando “uso seletivo”, modalidade que vem ganhando corpo e atravessando épocas históricas, do século XVI para cá (id., ibid., p. 83-84). A fim de sustentar a afirmação, relata que, mesmo o professor que utiliza notas e pautas de observações para orientar a avaliação da aprendizagem ao longo do ano, isso não é levado em conta quando, no final dos ciclos, suas notas são atribuídas por meio de médias obtidas do somatório de todos os testes, provas ou tarefas, desconsiderando os conhecimentos anteriores ou posteriores aos instantes da avaliação formal: O uso seletivo dos resultados da avaliação exige que o estudante revele seu desempenho em sua aprendizagem de modo pontual, ou seja, só valem os conhecimentos e habilidades revelados de modo positivo, aqui e agora, no momento em que os testes e tarefas são realizados, não valem nem antes e nem depois desse momento (id., ibid., p. 84-85). Acreditando na contribuição da educação como um diferencial no combate à exclusão social, Cipriano aponta a necessidade de as práticas avaliativas serem de natureza diagnóstica, apenas para subsidiarem os docentes no replanejamento pedagógico, garantindo que todos os alunos possam aprender e se desenvolver. Com base nessa perspectiva, o livro vai discorrendo sobre a avaliação sob a ótica diagnóstica e inclusiva, a fim de contribuir para a democratização social. Um outro ponto do livro que merece destaque é o planejamento da avaliação, uma vez que, sendo um objeto de investigação científica, a avaliação deve ser prevista (planejada) em um projeto que tenha objeto claramente definido, procedimentos metodológicos e finalidade do uso dos resultados dessa investigação. Esses são os mecanismos que permitirão, ao educador, usufruir da avaliação como parceira no processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, no mencionado projeto, é necessário estabelecer, criteriosamente, além do objeto de investigação, os conteúdos e as variáveis, bem como a previsão da compatibilidade entre o ensinado e o aprendido, com precisão e sistematização, em uma linguagem compreensível. Tais características do planejamento da avaliação são fundamentais para que ela ocorra de forma objetiva, permitindo que o estudante entenda com segurança o que lhe está sendo indagado e garantindo conclusões fiéis que, realmente, relatam a realidade apresentada. Assim, Luckesi explica a relação da investigação e da gestão no processo avaliativo. Ou seja, mesmo ciente de que o ato de avaliar esteja relacionado, exclusivamente, ao processo de revelação da realidade do fenômeno ou desempenho avaliado, ele deve possibilitar, ao professor, compreender o conhecimento adquirido pelo estudante, seja em seus progressos, seja em suas lacunas e fragilidades, para que se possa rever e replanejar o processo de ensino-aprendizagem. Luckesi ainda argumenta sobre a importância de os professores considerarem as diferentes fases do desenvolvimento humano, ao planejarem suas abordagens de ensino e de avaliação, apoiando-se nas teorias de Jean Piaget e, evidentemente, no nível de escolaridade de cada contexto avaliativo específico, enfatizando o respeito pelo processo de desenvolvimento humano de cada avaliada/o. Sobretudo, destaca o autor, é fundamental que o educador fique atento aos equívocos corriqueiros que têm ocorrido nos sistemas educacionais brasileiros no ato de avaliar. Nesse sentido, ele aponta alguns equívocos que devem ser evitados na avaliação de aprendizagem, a fim de que os educadores possam colocar as avaliações a serviço da aprendizagem dos estudantes e, não, das conveniências e interesses extra-educacionais que, muitas vezes, os sistemas revelam. Dentre os equívocos, o autor destaca que o primeiro se relaciona às notas escolares, indagando sobre a necessidade de se compreender que “... uma coisa é o ato de avaliar, outra, o registro dos resultados obtidos” (LUCKESI, 2018, p. 163). Justifica que as notas simplesmente expressam, numericamente, o nível do seu aprendizado e que, ao final de ciclos avaliativos (bimestre, semestre et.), não se pode levar em conta as médias obtidas, dado que é impossível calcular média de conhecimento, sem falar que, se a avaliação for cumulativa, a última nota é a expressão do que o aluno sabe, sem se necessitar de se recorrer a resultados anteriores para se medir o que ele sabe. Enfatiza um segundo ponto, referente à terminologia,  “aprovar” ou “reprovar” – expressão de uma visão seletiva –, uma vez que a prática educacional deveria se preocupar apenas com o “ensinar” e o “aprender”. Neste sentido, Sérgio Costa Ribeiro, de saudosa memória, já falava, nos anos 90 do século passado, de uma espécie de “Pedagogia da Repetência” (1991) instalada nos sistemas de avaliação da aprendizagem brasileiros e que deve ser superada. Por último, Luckesi faz um paralelo entre as diferenças dos exames escolares e da avaliação de aprendizagem, desqualificando os primeiros. Esta diferenciação qualitativa dos tipos de avaliação (diagnóstica ou classificatória) já havia aparecido na primeira obra do autor sobre o tema, Avaliação da aprendizagem escolar (1995), quando ele ainda não separava, categoricamente, o ato de verificar a aprendizagem da reorientação dos processos de ensino-aprendizagem por meio dos resultados das avaliações. Contudo, já aí confundia, em defendendo a avaliação diagnóstica, a desqualificação dos exames. Ora, a palavra “exame” não é derivada da área da saúde e, aí, ela não se presta apenas como instrumento de diagnóstico, para orientar o tratamento? Parece que esta axiologia invertida era defendida por Luckesi, na medida em que as avaliações externas em larga escala e classificatórias passaram a ser chamadas de “exames nacionais” em quase todos os países onde elas se tornaram moda. Ainda segundo o autor, a tipificação da avaliação em modelos avaliativos, como, por exemplo, “avaliação emancipatória” (SAUL, 1991), “avaliação dialética” (VASCONCELOS, n/d), “avaliação dialógica” (ROMÃO, 1998) e “avaliação mediadora” (HOFFMANN, 1994) não estão relacionadas ao ato de avaliar em si, pois a avaliação revela apenas a qualidade da realidade investigada e se encerra em si mesma. Dessa forma, estes modelos estão mais ligados à gestão da ação e ao projeto pedagógico da unidade escolar, ou seja, suas especificidades decorrem da maneira como são aplicados os resultados da investigação avaliativa realizada. O autor explica que a dificuldade de compreender as diferenças entre o ato de avaliar e o de gerenciar seus resultados está relacionada ao fato de ser a mesma pessoa (professor) que realiza os dois atos. Ora, se o ato de avaliar está além da verificação do objeto avaliado, pois é propriamente, no “ato de avaliar”, que o professor consegue conhecer melhor seu aluno, observando-o além do mero aprendizado, não há como descolar a investigação da aplicação de seus resultados no replanejamento, até porque, os objetivos deste já estavam implícitos na formulação do projeto de investigação avaliativa. Se considera a avaliação como um ato investigativo, ontológica e epistemologicamente, isolado, “em si”, sem conexões profundas com a aplicação de seus resultados, que outras finalidades teria a avaliação educacional senão subsidiar a análise da realidade para construir diagnósticos norteadores do replanejamento visando a melhoria da aprendizagem? Em nenhum momento, o autor nega a imbricação necessária da investigação avaliativa com a subsequente utilização para atendimento às finalidades e objetivos para os quais foi formulada e realizada. Pelo contrário, ele reforça a necessidade imediata de a escola utilizar os resultados obtidos nas avaliações de aprendizagem de forma diagnóstica. E optando por esta finalidade, o autor acaba revelando, contraditoriamente, sua adesão a um modelo de avaliação, ou seja, àquele que não tem a finalidade probatória, nem seletiva, nem classificatória.  Caminhando para o fim do livro, o autor esclarece, historicamente, o processo de reconhecer que, além da aprendizagem do aluno, é necessário preocupar-se com a avaliação institucional, ou seja, garantir que todas as unidades escolares ofereçam uma educação de qualidade para todos, respeitando as singularidades e particularidades. Nessa perspectiva, diz textualmente: Então, timidamente, para além da avaliação da aprendizagem, modo próprio de acompanhamento individual de cada estudante, estamos iniciando a ensaiar, definir e assumir práticas avaliativas que atuem em âmbitos mais abrangentes que exclusivamente em torno do estudante individual. Âmbitos, nos quais, organizacionalmente, os estudantes e as salas de aula estão inseridos, seja nas instituições de ensino (escolas), seja no sistema de ensino como um todo. Então se desejamos uma educação escolar satisfatória para todos, para além da avaliação de larga escola e, evidentemente, servir-nos de seus resultados, também de forma institucional (LUCKESI, 2018, p. 192). Luckesi delineia a avaliação institucional e a avaliação de larga escala, que têm objetivos distintos da avaliação de aprendizagem. Esclarece que a avaliação institucional busca a efetivação da educação de qualidade para todos os estudantes da escola, uma vez que o principal objetivo é garantir que eles/elas adquiram o conhecimento previamente estabelecido no currículo educacional. Destaca que, seja a avaliação de aprendizagem, seja a institucional, ou ainda a de larga escala, todas têm o mesmo objetivo: investigar a qualidade da realidade para subsidiar a tomada de decisões, tanto no que diz ao currículo e aos alunos, quanto às instituições e/ou aos sistemas de ensino. Encerrando o livro, o autor destina o último capítulo à importância do professorado e suas ações docentes. Mostra, com muito carinho, que ensinar é, sobretudo, ter a convicção do potencial das/os educandas/os e que, diante das ações educacionais, distintas e recheadas de intencionalidade, todas/os estudantes têm o direito de aprender. Iniciando o capítulo, Cipriano ressalta que: O educador em sala de aula é a figura central no sistema de ensino, ainda que, numa escala descendente, ele seja o seu último componente; após ele somente o estudante, que representa o componente único do sistema aprendente. Ele tem papel central devido ao fato de que é ele quem realiza a mediação entre todos os componentes do sistema de ensino e o estudante. A aprendizagem e o desenvolvimento do estudante, resultados efetivos da educação formal, dependem de sua atuação profissional (LUCKESI, 2018, p. 206). Segundo ele, é crucial que o professor tenha a habilidade de acolher, nutrir, sustentar e confrontar, afetuosamente, todas as oportunidades de aprendizagem, para que cada estudante compreenda os componentes curriculares, garantindo-se uma aprendizagem significativa. É imprescindível que o educador se sirva de guias, que subsidiarão a atuação educacional e a aprendizagem das/os alunos, transformando informações em conhecimentos e habilidades. No mesmo capítulo, Luckesi se propõe a explicar, detalhadamente, sobre cada passo-guia que, segundo ele, são essenciais para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra. O livro traz inúmeras referências sobre avaliação, considerando, epistemologicamente, que o ato de avaliar se destina exclusivamente a analisar e investigar a qualidade da realidade de um determinado desempenho. Os resultados dessa investigação podem subsidiar o replanejamento dos procedimentos do professor, que busca garantir a aprendizagem significativa e satisfatória das/os estudantes. Neste sentido, ou seja, desse ponto de vista, pode-se estabelecer que o viés é diagnóstico. Na contramão dessa concepção, o autor faz referências às escolas brasileiras e à tomada de decisão sob o ato de avaliar que, muitas vezes, se dá pelo viés classificatório, apenas com o intuito de atribuir notas e menções, excluindo a maioria das/os estudantes. Ao contrário, posiciona-se que: A avaliação é a parceira do professor, revelando-lhe se o estudante, que se fora ensinado, aprendera, ou não, os conteúdos e habilidades trabalhados. A aprendizagem é o único resultado proposto e desejado decorrente da ação do educador em sala de aula, e a avaliação é o recurso que oferece notícias da qualidade da aprendizagem por parte do estudante, fator que lhe garante a possibilidade de tomada de decisões, seja para assumir como encerrada uma atividade de ensino, desde que já atingira sua meta, seja para decidir por novos investimentos, desde que o resultado desejado ainda não tenha sido atingido. (LUCKESI, 2018, p. 145). O professor Cipriano Luckesi é, sem dúvida nenhuma, uma das maiores referências sobre avaliação educacional no Brasil. Ele consegue explicar, didática e pacientemente, no livro objeto desta resenha, os fundamentos epistemológicos e práticas da avaliação em educação.  Em alguns momentos a obra “escorrega” para pretensões essencialistas, bem como faz menções pejorativas à Educação Infantil, talvez, devido a provável resíduo estrutural assistencialista, que caracterizou, por anos, esse nível de ensino. Todavia, essas observações não ofuscam a profundidade e a importância da obra. O texto oferece uma visão abrangente sobre a avaliação no contexto educacional e, em especial, sobre a avaliação da apren

    Lactato sanguíneo, percepção de esforço e desempenho de repetições em diferentes intervalos em sessões com 15-RM

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    Objective: The aim of the study was to analyze blood lactate, perceived exertion, and repetitions performance in resistance exercise for 15-RM performed at different rest lengths (1- vs. 3-minute). Methods: Fourteen trained men (25.14 ± 3.5 years; 85.83 ± 10.18 kg; 1.78 ± 0.06 m) completed five sets, with 15-RM load in two sessions involving upper body exercises, with 1- or 3-minute of rest between sets and exercises. Results: For the total number of repetitions completed in two conditions (p = 0.000; ESs = 4.95) and the total number of repetitions in all exercises independently verified (p < 0.0000; ESs = 2.08), significant differences were observed. For blood lactate levels, no significant difference was observed between conditions (p = 0.76). Both conditions showed a progressive increase in perceived exertion, regardless the different conditions (1- vs. 3-minute). Conclusion: The findings showed that longer rest length (such as 3-minute) is crucial for maintaining performance without differences in blood lactate levels and perceived exertion.Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar o lactato sanguíneo, a percepção de esforço e o desempenho das repetições em sessões de treinamento de força com 15-RM realizados em diferentes durações de intervalos. Métodos: Quatorze homens treinados (25,14 ± 3,51 anos; 85,83 ± 10,18 kg; 1,78 ± 0,06 m) completaram cinco séries, com 15-RM em sessões com 1 ou 3 minutos de intervalos entre séries e exercícios. Resultados: Para o número total de repetições completadas (p = 0,000; ESs = 4,95); assim como, no número total de repetições em todos os exercícios, verificados separadamente (p < 0,0000; ESs > 2,08), foram observadas diferenças significativas. Para os níveis de lactato sanguíneo não foram observadas diferença significativas entre as condições (p = 0,76). Ambas as condições apresentaram aumento progressivo da percepção de esforço, independentemente das diferentes condições. Conclusão: Os resultados mostraram que um descanso mais longo parece ser crucial para manter o desempenho sem diferenças nos níveis de lactato sanguíneo e na percepção de esforço

    Impactos do percurso formativo em mestrados profissionais em Educação no desenvolvimento profissional de suas autoras

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    This article analyzes the impacts that having completed a professional master's degree in education had on the professional development of teachers and managers. To this end, develop an argument that considers such master's degrees as a space for the training of teachers and school managers combined with the professional practices of those who attend the course, trying, in the end, to positively impact the professional development of their students. Consider, also, that this discussion also belongs to the field of evaluation of continuing education programs for teachers and managers. To this end, a bibliographical survey of the themes that make up the argument of the text on screen was carried out. As a result of the investigation, it can be stated that analyzing the impacts of the course in professional master's degrees in education through the voices of graduate masters allows us to identify the implementation of professional development, selected as a way of evaluating continuing education programs.Este artigo analisa os impactos que ter cursado um mestrado profissional em educação teve no desenvolvimento profissional de professoras e gestoras. Para tanta elabora uma argumentação que considera tais mestrados como espaço para a formação de professores e de gestores escolares aliada as práticas profissionais daqueles que frequentam o curso, intentando, ao fim e ao cabo, impactar positivamente o desenvolvimento profissional de seus alunos. Considera, ainda, que tal discussão pertence, também, ao campo da avaliação dos programas de formação continuada de professores e gestores. Para tanto, procedeu-se ao levantamento bibliográfico dos temas que compõem a argumentação do texto em tela. Como resultado da investigação pode-se afirmar que analisar os impactos do percurso em mestrados profissionais em educação pelas vozes das mestras egressas permite identificar a efetivação de um desenvolvimento profissional, servindo, inclusive, como um modo de avaliar programas de formação continuada

    Desenvolvimento profissional de professores e gestores: contribuições para o campo de pesquisa e para a prática

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    O Dossiê do número 48 da Revista Dialogia, trouxe como temática o “Desenvolvimento profissional de professores e gestores: contribuições para o campo de pesquisa e para a prática”. Acolheu estudos que apresentam resultados de pesquisas e experiências, o que proporcionará aos leitores reflexão acerca das possibilidades que estão sendo construídas nas investigações e no fazer cotidiano de professores, coordenadores pedagógicos, diretores e vice-diretores de escola e supervisores de ensino, em prol ao desenvolvimento profissional desses educadores. Esperamos com esse Dossiê, ampliar as oportunidades para que programas de pós-graduação, centros de pesquisa e instituições de ensino possam compartilhar conhecimentos que têm produzido sobre o campo de pesquisa em formação de professores e gestores. Acreditamos, que esse ainda é um campo em constituição e que refletir sobre a formação dos profissionais da educação faz mais sentido ao se pensar tais ações num projeto de desenvolvimento profissional, de modo a qualificar os saberes e fazeres dos educadores e, por sua vez, a aprendizagem dos alunos dos vários níveis de ensino que compõem a educação em nosso país. Na seção Dossiê, encontram-se artigos que trazem à tona especificidades do tema, tais como: experiência docente e a relação com o saber em aulas remotas; uso do Peer Instruction na Educação Básica; a supervisão pedagógica na formação de profissionais; percurso formativo em mestrados profissionais em Educação; a coordenação pedagógica e o desenvolvimento profissional de professores; a formação inicial de professores no Programa Residência Pedagógica; o drama como ferramenta metodológica para formação de futuros professores; formação continuada de docentes nos Institutos Federais; formação pedagógica do professor da educação profissional e tecnológica e repercussões na aprendizagem e desenvolvimento profissional de professores de Matemática. Na seção Artigos, encontram-se textos, os quais discorrem sobre temáticas diversificadas, dentre elas: gestão de moradias universitárias públicas brasileiras e a promoção do bem-estar estudantil; avaliação da aprendizagem das crianças em processo de alfabetização no ensino remoto emergencial; avaliação dialógica no ensino e na aprendizagem de Biologia na Educação de jovens e adultos; notas históricas sobre a trajetória educacional de Leolinda de Figueiredo Daltro; o ensino por investigação e os modelos didáticos na formação inicial de professores de Biologia; análise documental de um programa de extensão “Educa Pontal”; gestão e trabalho pedagógico durante a pandemia de Covid-19; experiências de escolas públicas do Distrito Federal; saberes e o trabalho docente; diferenças e diversidades na Educação Profissional e Tecnológica; cidade e Educação; as possibilidades para um projeto de Cidade Educadora; os discursos de ódio nas redes sociais digitais; sequência didática envolvendo recursos digitais em aulas de Matemática; as relações de poder, o discurso dialógico e o saber escutar no estágio curricular supervisionado e pedagogia psicodramática. A Entrevista foi concedida pela Professora Doutora Ana Paula Ferreira da Silva, atualmente vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação: História, Política, Sociedade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na linha de pesquisa “Instituição Escolar: Organização, Práticas Pedagógicas e Formação de Educadores”. Participa do Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq “Docência em suas múltiplas dimensões”. Tem experiência como docente na rede pública de educação municipal de São Paulo e como professora dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde coordenou a área de Pedagogia do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Finalizamos com a seção Resenha, apresentando a obra de LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação em educação: questões epistemológicas e práticas. São Paulo: Cortez, 2018, escrita por Fernanda Aparecida dos Santos Carregari e José Eustáquio Romão. Desejamos uma excelente leitura

    O radioamadorismo como ferramenta inovadora na Educação STEM: uma revisão bibliográfica

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    This article aims to explore the use of amateur radio as an innovative tool in STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics) education through a literature review. STEM education is crucial for preparing students for the challenges of the 21st century, fostering essential skills such as critical thinking, problem-solving, and collaboration. Amateur radio provides a practical and engaging platform for applying these concepts, promoting active and interdisciplinary learning. The review includes an analysis of academic studies, technical articles, and relevant regulations, highlighting the advantages and challenges of integrating amateur radio into the educational curriculum.Este artículo tiene como objetivo explorar el uso del radioaficionado como una herramienta innovadora en la educación STEM (Ciencia, Tecnología, Ingeniería y Matemáticas) a través de una revisión bibliográfica. La educación STEM es fundamental para preparar a los estudiantes para los desafíos del siglo XXI, desarrollando habilidades esenciales como el pensamiento crítico, la resolución de problemas y la colaboración. El radioaficionado, a su vez, ofrece una plataforma práctica y atractiva para la aplicación de estos conceptos, promoviendo el aprendizaje activo e interdisciplinario. La revisión incluye un análisis de estudios académicos, artículos técnicos y regulaciones relevantes, destacando las ventajas y desafíos de la integración del radioaficionado en el currículo educativo.Este artigo tem como objetivo explorar o uso do radioamadorismo como uma ferramenta inovadora na educação STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), através de uma revisão bibliográfica. A educação STEM é fundamental para preparar os alunos para os desafios do século XXI, desenvolvendo habilidades essenciais como pensamento crítico, resolução de problemas e colaboração. O radioamadorismo, por sua vez, oferece uma plataforma prática e envolvente para a aplicação desses conceitos, promovendo a aprendizagem ativa e interdisciplinar. A revisão inclui uma análise de estudos acadêmicos, artigos técnicos e regulamentações relevantes, destacando as vantagens e desafios da integração do radioamadorismo no currículo educacional

    Criatividade, inovação e empreendedorismo na formação acadêmica com aprendizagem baseada em projetos integrada ao STEAM

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    This article presents PBL (Project-Based Learning) integrated with STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts, Mathematics) and its contributions to academic training, identifying points of consonance regarding creative development, innovation and stimulation of entrepreneurial behavior in vocational technical education. The article will point out the technological trends for the beginning of the 21st century and their relationship with education, and how PBL with a STEAM approach integrates into this scenario, in order to stimulate creativity, innovation and the promotion of entrepreneurship in education. To this end, the research question is how to stimulate creativity, innovation and entrepreneurial behavior through the PBL method integrated with STEAM, in vocational technical education. The methodology adopted was based on the bibliographic review on the PBL method, STEAM and its relationship with technological trends, pedagogical practices in education and entrepreneurship.Este artigo apresenta a ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) com integração ao STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts, Mathematics) e suas contribuições para a formação acadêmica, identificando os pontos de consonância no que tange ao desenvolvimento criativo, à inovação e ao estímulo ao comportamento empreendedor no ensino técnico profissional. No artigo, serão apontadas as tendências tecnológicas para o início do século XXI e sua relação com a educação, bem como a forma como a ABP com abordagem STEAM se integra a esse cenário, a fim de estimular a criatividade, a inovação e o fomento ao empreendedorismo na educação. Para isso, gera-se a seguinte questão de investigação: como estimular a criatividade, a inovação e o comportamento empreendedor por meio do método ABP integrado ao STEAM na educação técnica profissional? A metodologia adotada baseou-se na revisão bibliográfica sobre o método ABP, o STEAM e sua relação com as tendências tecnológicas, as práticas pedagógicas na educação e o empreendedorismo

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