Portal de Revistas da UNIFENAS (Univ. José do Rosário Vellano)
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    LESÕES EM ARTICULAÇÕES POR E-SPORTS : Uma revisão de literatura

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    Introdução: O avanço da tecnologia transformou as interações do ser humano com a natureza, o próximo e consigo mesmo. Com o surgimento dos eSports, ou Esportes Eletrônicos, definidos como competições online com premiações, essa forma de lazer cresceu exponencialmente e é reconhecida inclusive por universidades nos EUA, com audiências que já ultrapassam 320 milhões de pessoas. Entretanto, surgem desafios à saúde desses atletas, como fadiga ocular e dores nas mãos, costas e pescoço. Com poucos estudos disponíveis, ainda há pouco conhecimento sobre os impactos físicos do eSport, exigindo mais atenção profissional para entender essas demandas. Objetivo: Reunir por meio de uma revisão sistemática da literatura os conhecimentos acerca da saúde dos atletas de Esportes Eletrônicos e entender como o pouco conhecimento na área pode afetar os jogadores. Metodologia: Este estudo realiza uma revisão bibliográfica qualitativa na base PubMed, utilizando os termos “injuries”, “esport” e “e-sport”, no período de 2010 a 2022. Dos 47 artigos encontrados, após aplicados os critérios de inclusão e exclusão, restaram seis, incluindo referências adicionais. Critérios de exclusão incluíram estudos incompletos, livros e editoriais. Resultados: A popularidade do eSport trouxe grandes torneios e receitas, mas os atletas enfrentam riscos semelhantes aos de esportes tradicionais. Segundo especialistas, lesões nos pulsos, cotovelos, joelhos e pescoço são frequentes. Uma condição grave é o “polegar do jogador”, que bloqueia o movimento do dedo. A Síndrome do Túnel do Carpo é outra queixa comum, causada pelo uso repetitivo de mouses e controles, comprimindo o nervo mediano e gerando dor intensa. Muitos atletas ignoram sintomas, agravando as lesões. Um estudo com 65 jogadores dos EUA mostrou que a média diária de treino varia entre 5,5 e 10 horas, com 15% jogando mais de três horas seguidas sem pausa. Além disso, 40% relataram não praticar atividade física. A faixa etária predominante é de 18 a 25 anos, com queixas como dor nas costas, pescoço, mãos e fadiga ocular, mas apenas 2% buscaram ajuda médica. Considerações Finais: Conclui-se que o eSport demanda uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas e psicólogos, para mitigar danos à saúde dos jogadores. Este artigo destaca a necessidade de mais pesquisas na área, uma vez que poucos estudos abordam as implicações do eSport, o que limita o conhecimento sobre o impacto dessas práticas na saúde dos atletas. &nbsp

    GESTÃO DE CONFLITOS EM EQUIPES MULTICULTURAIS: ESTRATÉGIAS E DESAFIOS NA LIDERANÇA

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    Globalization has intensified the formation of multicultural teams within organizations, creating both challenges and opportunities for people management. This article aims to analyze the main conflicts in multicultural teams and the management techniques used to mitigate them. The methodology is based on semi-structured interviews with ten Brazilian managers leading multicultural teams, both in Brazil and abroad. The results indicate that effective communication, the promotion of interpersonal relationships, and an adaptive leadership style are the primary practices adopted to reduce conflicts and optimize organizational performance. Additionally, the research highlights that the impact of language barriers can be mitigated through the development of intercultural competencies and the implementation of specific training programs.A globalização intensificou a formação de equipes multiculturais nas organizações, gerando desafios e oportunidades para a gestão de pessoas. Este artigo tem como objetivo analisar os principais conflitos em equipes multiculturais e as técnicas de gestão utilizadas para mitigá-los. A metodologia baseia-se em entrevistas semiestruturadas com dez gestores brasileiros que lideram equipes multiculturais, tanto no Brasil quanto no exterior. Os resultados indicam que a comunicação eficaz, a promoção de relacionamentos interpessoais e um estilo de liderança adaptativo são as principais práticas adotadas para reduzir conflitos e otimizar a performance organizacional. Além disso, a pesquisa aponta que o impacto de barreiras linguísticas pode ser mitigado através do desenvolvimento de competências interculturais e da implementação de treinamentos específicos

    USO INDISCRIMINADO DE TARAPIA HORMONAL PARA PERFORMACE ESTÉTICA E ESPORTIVA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

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    Introduction: The pursuit of aesthetic beauty, combating aging, and enhancing physical performance has been sought after for centuries. Consequently, attempts have emerged to fulfill these desires. However, one of the fundamental principles of the medical profession is non-maleficence, which has been disregarded in the pursuit of these objectives, as seen in the case of androgenic anabolic steroids (AAS) and the "Beauty Chip," the popular name for subcutaneous hormonal implants. Objectives: To identify the effects of hormonal therapies and discuss the evidence regarding their use for aesthetics and athletic performance, aiming to understand their prohibition for such purposes and their actual indications. Methodology: A bibliographic search was conducted on the Scielo and PubMed platforms, including articles published from 2000 to 2024. Clinical studies and reviews evaluating the action of implants were included. The keywords "hormonal implants," "athletic performance," and "androgenic anabolic steroids" were used. Additionally, a search was performed in the resolutions of ANVISA (Brazilian Health Regulatory Agency), CFM (Federal Council of Medicine), and medical societies. Discussion: In 2023, the CFM issued a resolution banning hormonal therapies for aesthetic and athletic performance purposes; in 2024, ANVISA prohibited unapproved hormonal implants. Contrary to all resolutions, AAS and Beauty Chips have been used by individuals seeking to improve aesthetic and athletic performance. Originally, AAS are administered in the therapy of hypogonadism and conditions of protein metabolism deficiency. The side effects of AAS and implants include infertility; changes in lipid profiles, increased blood pressure, mood swings, and alterations in sexual characteristics. The lack of high-quality methodological clinical studies demonstrating the risks of androgenic hormonal therapy at supraphysiological levels hinders a long-term understanding of side effects. Regarding implants, they were initially indicated as contraceptive methods and began to be manipulated indiscriminately and without oversight of the doses and substances contained in the "Chip," with no pharmacokinetic or pharmacodynamic studies available. Conclusion: In light of the above, it is evident that hormonal therapies are being incorrectly and illegally indicated in the current scenario. Therefore, the urgency for robust surveillance and monitoring of steroids is clear, aiming for greater control of this harmful practice.Introdução: A busca pela beleza estética, combate ao envelhecimento e melhora na performance física é almejada há séculos. Surgiram, então, tentativas para atender esses desejos. Entretanto, um dos princípios básicos da profissão médica é a não maleficência, a qual vem sendo desrespeitada na busca desses objetivos, como é o caso dos esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) e do “Chip da beleza”, nome popular para os implantes hormonais subcutâneos. Objetivos: Identificar os efeitos das terapias hormonais e discutir as evidências a respeito do uso para estética e desempenho esportivo, buscando entender sua proibição para tais fins e suas reais indicações. Metodologia: Foi realizada pesquisas bibliográficas na plataforma Scielo e PubMed incluindo artigos publicados dos anos 2000 a 2024, sendo incluídos estudos clínicos e revisões, avaliando a ação dos implantes. As palavras-chaves “implantes hormonais”, “desempenho atlético” e “esteroides anabolizantes androgênicos" foram utilizadas. Além disso, foi feita uma busca nas resoluções da ANVISA, CFM e das sociedades médicas. Discussões: O CFM expediu em 2023 uma resolução que veta terapias hormonais para fins estéticos e de desempenho esportivo; já em 2024 a ANVISA proibiu implantes hormonais não aprovados. Contrariando todas as resoluções, os EAA e Chips vêm sendo utilizados por indivíduos que buscam melhorar a performance estética e esportiva. Originalmente, os EAA são administrados na terapia de hipogonadismo e quadros de deficiência do metabolismo protéico. Os efeitos colaterais dos EAA e dos implantes são: infertilidade; mudanças no perfil lipídico, aumento da pressão arterial, mudanças de humor e alterações de características sexuais. A inexistência de estudos clínicos de boa qualidade metodológica que demonstrem os riscos da terapia hormonal androgênica em níveis suprafisiológicos inviabiliza uma visão a longo prazo dos efeitos colaterais. Já em relação ao implantes, foram inicialmente indicados como métodos anticoncepcionais e começaram a ser manipulados de forma indiscriminada e sem fiscalização das doses e substâncias contidas no “Chip”, não existindo estudos de farmacocinética ou farmacodinâmica. Conclusão: Diante do exposto, é notório que existem terapias hormonais indicadas incorreta e ilegalmente no presente cenário. Sendo assim, fica evidente a urgência de vigilância e monitorização robustas dos esteróides, visando um maior controle dessa prática danosa

    O IMPACTO DA ATIVIDADE FÍSICA NO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: REVISÃO DE LITERATURA

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    Introdução: O Transtorno do espectro autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, com déficits em interação social, comunicação e comportamentos estereotipados. A incidência global está em constante aumento nas últimas cinco décadas. As dificuldades de socialização nas crianças com autismo, os tornam menos propensos a participarem de atividades esportivas, o que pode levar ao sedentarismo. Diversas técnicas são usadas para minimizar os sintomas, incluindo tratamentos comportamentais, psicofarmacológicos e exercícios. A intervenção por meio de exercícios é uma alternativa viável e direta, destacando-se entre outras estratégias de tratamento, pois são econômicas, fáceis de integrar na rotina e melhoram as interações sociais, reduzindo problemas comportamentais. Objetivo:Compreender o impacto da atividade física no desenvolvimento das crianças com TEA através de uma revisão de literatura. Metodologia: A revisão da literatura foi conduzida na base de dados PubMed, utilizando os termos de busca: “autism” e “physical activity”. Os critérios de inclusão foram publicações entre 2014 e 2024, abrangendo ensaios clínicos randomizados, ensaios clínicos e metanálises. Foram identificados 82 artigos e os mais relevantes foram selecionados para leitura e confecção deste resumo.Resultados: A atividade física tem um impacto positivo nas habilidades sociais e de comunicação, uma vez que reduziu o grau de autismo das crianças com autismo. A prática regular de atividade física aumenta a autodisciplina e o tempo de concentração na execução de tarefas, proporciona melhorias na função cognitiva, socioemocional, no comportamento com estereotipias e reduz comportamentos agressivos. O karatê, dentre as intervenções, se destacou, devido seu ambiente estruturado e disciplinado, ajudando as crianças a praticarem habilidades sociais em um contexto controlado. A importância do suporte dos pais e a necessidade de opções adaptativas em atividades físicas foram enfatizadas, já que a falta de recursos e formação adequada de professores pode limitar a participação dessas crianças.  Pesquisas indicam que déficits de funcionamento social em crianças com TEA podem estar relacionados à atividade física insuficiente. Conclusões: A atividade física proporciona melhorias na função cognitiva, comportamental e socioemocional. Entretanto, são necessárias pesquisas futuras para explorar ainda mais os efeitos específicos de diferentes programas de exercícios para crianças com TEA

    INIBIDORES DE MIOSINA E CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: UMA POSSÍVEL SOLUÇÃO PARA ATLETAS DE ALTO RENDIMENTO?

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    INTRODUÇÃO: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença cardíaca de origem genética caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda, podendo apresentar formas assintomáticas até insuficiência cardíaca refratária. Seu tratamento farmacológico atual é constituído principalmente pelo uso de betabloqueadores, que auxiliam no controle de sintomas, embora não alterem o curso natural da doença. Essa condição está associada à morte súbita em jovens, especialmente entre atletas de alto rendimento. Dessa forma, uma nova classe de fármacos, denominada inibidores de miosina cardíaca, parece inovar notratamento de CMH nesse grupo de pacientes. OBJETIVOS: Avaliar a eficácia do tratamento para miocardiopatia hipertrófica com o uso dos inibidores de miosina, sendo eles Aficamten e Mavacamten. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, na qual realizou-se a pesquisa dos seguintes termos: “Mavacamten” OR “Aficamten” AND “treatment” AND “hypertrophiccardiomyopathy”, inseridos na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), integrada pela base de dados MEDLINE. Foram selecionados 9 artigos dos últimos 5 anos, apenas em inglês, para compor o estudo. DISCUSSÃO: O surgimento de inibidores de miosina cardíaca, pode representar um avanço no tratamento farmacológico da cardiomiopatia hipertrófica, especialmente na redução da mortalidade em atletas de alto rendimento. O Mavacamten age reduzindo o número de pontes cruzadas de actina-miosina e demonstrou melhorias significativas na classificação New York Heart Association (NYHA), ao mesmo tempo que reduziu a incidência de supra de ST em pacientes com HCM. Por sua vez, o Aficamten atenua os gradientes de saída do ventrículo esquerdo ao modular a função do sarcômero cardíaco. Ambos os fármacos têm como efeito final a redução da hipercontratilidade miocárdica, fator responsável pela hipertrofia excessiva do músculo cardíaco e pelo surgimento das complicações. Além disso, parecem ser opções seguras e eficientes. CONCLUSÃO: Analisando as referências apresentadas, conclui-se que os inibidores de miosina mostram-se promissores como uma alternativa para o tratamento de CMH, pois têm potencial de impedir a progressão da condição cardíaca, sendo assim uma possível solução para o aumento de sobrevida em atletas de alto rendimento portadores da doença. Por fim, apesar do potencial desses fármacos, é necessária a realização de mais estudos a fim de fornecer conclusões definitivas sobre seu uso correto

    PRÁTICAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO EM UNIVERSIDADES DE PORTE PEQUENO:: DESAFIOS E PERPECTIVAS

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    This article discusses the challenges faced by small universities in implementing internationalization practices, based on an analysis of the experiences of the Federal University of Alfenas (UNIFAL-MG). Internationalization is recognized as an essential process for higher education, fostering academic cooperation, knowledge exchange, and innovation. However, small universities encounter significant barriers, including financial constraints, lack of infrastructure, low academic mobility, and challenges in formulating effective institutional policies. This article explores these difficulties, providing a critical perspective and suggesting viable strategies to mitigate the challenges faced by small institutions. Este artigo discute as dificuldades enfrentadas por universidades pequenas na implementação de práticas de internacionalização, com base na análise das experiências da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). A internacionalização é reconhecida como um processo essencial para a educação superior, promovendo cooperação acadêmica, intercâmbio de conhecimento e inovação. No entanto, universidades pequenas enfrentam barreiras significativas, incluindo limitações financeiras, pouca infraestrutura, baixa mobilidade acadêmica e desafios na formulação de políticas institucionais eficazes. Neste artigo, serão exploradas tais dificuldades, oferecendo uma visão crítica e sugerindo estratégias viáveis para mitigar os desafios enfrentados por instituições de pequeno porte

    DEFICIÊNCIA ENERGÉTICA RELATIVA NO ESPORTE (RED-S) E A TRÍADE DA MULHER ATLETA: IMPACTOS NA SAÚDE E A IMPORTÂNCIA DA TRIAGEM PRECOCE

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    Introdução: A deficiência energética relativa no esporte (RED-S), anteriormente denominada tríade da mulher atleta, se caracteriza por disfunções hormonais e fisiológicas que afetam a saúde e o desempenho de atletas femininas. Essa síndrome se manifesta, entre outros sinais, por disfunção menstrual, baixa densidade óssea e baixa disponibilidade energética (LEA). Desde 2014, o Comitê Olímpico Internacional propôs uma abordagem integral para esta síndrome com destaque em seu impacto nos sistemas reprodutivo, endócrino, ósseo e imunológico, exigindo atenção diagnóstica e intervenção precoce. Objetivos: Esta revisão tem como objetivo expor o problema acerca da deficiência relativa de energia no esporte e capacitar a sociedade médica na identificação precoce dessas mulheres, evitando consequências de curto e longo prazo. Metodologia: Realizou levantamento bibliográfico na plataforma PubMed com as palavras chaves do MeSH, associado aos filtros de data considerando os últimos 5 anos, selecionado os textos em português e inglês por meio da leitura dos resumos. Discussão: A RED-S impacta a saúde e o desempenho de atletas, especialmente mulheres, devido à sua relação com a Tríade da Mulher Atleta. A sua complexidade requer uma avaliação cuidadosa, pois não existe um teste diagnóstico único, pelas variações de apresentação. A ferramenta de Avaliação Clínica, atual, de RED-S (CAT) do Comitê Olímpico Internacional, aprimorada desde 2015, destaca mais de 30 indicadores de baixa disponibilidade de energia (LEA) e permite a classificação de risco dos atletas. Identificar esses sinais precocemente é crucial para prevenir danos à saúde e ao desempenho, enfatizando a necessidade de uma abordagem holística e personalizada. Considerações Finais: A Deficiência Energética Relativa no Esporte demanda uma atenção multidisciplinar, já que as disfunções hormonais e fisiológicas podem comprometer não somente o desempenho esportivo, mas também a saúde das atletas femininas de forma irreversível. A complexidade dessa síndrome exige que haja um diagnóstico e intervenção precoce, avaliando a LEA pelo CAT e assim desenvolver um acompanhamento integral e individualizado, com profissionais capacitados, focando na prevenção de lesões e preservação da saúde, além da manutenção da profissão do paciente. Nota-se, ainda, a necessidade de novos estudos para oficializar ferramentas de rastreamento e diagnóstico de maior especificidade, assim como aumentar a conscientização para os públicos-alvo

    FATORES DE RISCO PARA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EM ATLETAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

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    Introdução: A parada cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção súbita da atividade mecânica do coração e da respiração, ao compreender os fatores de risco para a PCR em atletas, é possível implementar medidas preventivas e protocolos de emergência adequados para garantir a segurança e o bem-estar dos participantes durante as práticas esportivas e, por conseguinte, prevenir eventos cardíacos fatais. Objetivo: Este estudo de revisão tem por objetivo expor os principais fatores de risco encontrados em casos de PCR em atletas e destacar a importância do exercício físico e da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). Metodologia: Para a escrita desta revisão sistemática da literatura, foram utilizados os descritores: (Cardiopulmonary Resuscitation) AND (Athletes) AND (Risk Factors) na plataforma Pubmed, tendo por resultado 27 artigos utilizando o filtro que seleciona estudos com até 10 anos de publicação. Entretanto, foram excluídas 22 pesquisas, sendo 5 selecionadas para a realização deste estudo. Tendo como critério de exclusão artigo privado, artigos que não se enquadram ao tema desta revisão, relato de caso e revisão de literatura. Discussão: Durante a análise dos estudos selecionados, destacou-se que, a atividade física, apesar de associada a um baixo risco de eventos cardíacos, existem fatores de risco que podem levar os atletas a terem esse desfecho clínico. Wisten et al. (2019) observou a redução de mortes por Morte Súbita Cardíaca após 2000, graças à melhoria na manobra de RCP. Torell et al. (2017) destacou que o hábito de realizar atividade física está ligada a uma maior taxa de sobrevida em PCR fora do hospital. E por fim, Søholm et al. (2014) e Hart et al. (2012) identificou sexo masculino, correr maratona completa, síndrome coronariana aguda, tabagismo, hipercolesterolemia, doença cardíaca isquêmica conhecida, doença cardíaca congestiva e hipertensão arterial como os principais fatores de risco para PCR em atletas. Conclusão: Após a análise dos estudos selecionados, foi possível concluir que sexo masculino, correr maratona completa, tabagismo, doenças cardíacas como cardiomiopatias, síndrome coronariana aguda e hipertensão arterial crônica, são considerados fatores de risco para o desenvolvimento da PCR em atletas. Por fim, ressalta-se a importância da prática de exercícios físicos para o aumento da taxa de sobrevida, e a importância da otimização do processo de RCP na redução das mortes por PCR

    CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA EM ATLETAS: UMA REVISÃO DA LITERATURA

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    Introduction: Hypertrophic cardiomyopathy (HCM) is a genetic cardiovascular disease and one of the leading causes of sudden cardiac death in athletes, raising significant concerns in sports medicine. Characterized by asymmetric left ventricular hypertrophy, HCM can lead to fatal arrhythmias, particularly during intense physical activity. Although the incidence is relatively low, distinguishing between physiological hypertrophy of an athlete's heart and the pathological hypertrophy of HCM presents a significant diagnostic challenge, with the potential for catastrophic outcomes if not correctly identified. Objective: To understand the implications of hypertrophic cardiomyopathy in athletes through a literature review. Methodology: The review was conducted using the PubMed database with the terms "Cardiomyopathy" and "Athletes," including articles from 2010 to 2024, with no restrictions on types. Of the 34 articles found, the most relevant were selected for this summary. Results: Historically, HCM has been the most common cause of sudden cardiac death in athletes under 35 years old and poses challenges in both diagnosis and prevention of fatal events. Studies suggest that distinguishing between physiological hypertrophy of an athlete's heart and pathological HCM is essential for the proper management of these individuals. The hypertrophy observed in athletes often occurs as an adaptive response to training, but the presence of HCM can predispose individuals to severe ventricular arrhythmias during exercise. Beyond the immediate risk, HCM profoundly impacts the athlete's life, often resulting in exclusion from high-intensity sports activities. Therefore, implementing cardiovascular screening programs for athletes is crucial for the early detection of cardiomyopathies and reducing associated risks. Conclusions: HCM reduces the functional capacity of affected individuals and increases the risk of fatal events. Nevertheless, in some cases, the diagnosis does not necessarily mean the athlete must abandon sports, provided regular monitoring is maintained. Thus, adopting screening, prevention, and follow-up strategies can have a profound impact on the identification and management of these pathologies.Introdução: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença cardiovascular de origem genética e uma das principais responsáveis por morte súbita em atletas, causando grande preocupação no campo da medicina esportiva. Caracterizada por uma hipertrofia assimétrica do ventrículo esquerdo, a CMH pode levar a arritmias fatais, especialmente em atividades físicas intensas. Embora a incidência seja relativamente baixa, a distinção entre a hipertrofia fisiológica do coração de atletas e a hipertrofia patológica da CMH é um desafio diagnóstico significativo, com potencial para desfechos catastróficos se não identificado corretamente. Objetivo: Compreender os desdobramentos da cardiomiopatia hipertrófica em atletas através de uma revisão de literatura. Metodologia: A revisão foi realizada na base PubMed com os termos “Cardiomyopathy” e “Athletes”, incluindo artigos entre 2010 e 2024, sem restrições de tipos. Dos 34 artigos encontrados, os mais relevantes foram selecionados para este resumo. Resultados: Historicamente, a CMH é a causa mais comum de morte súbita em atletas com menos de 35 anos de idade, e apresenta desafios tanto no diagnóstico quanto na prevenção de eventos fatais. Estudos sugerem que a distinção entre a hipertrofia fisiológica do coração de atletas e a CMH patológica é essencial para o manejo adequado desses indivíduos. A hipertrofia observada em atletas frequentemente ocorre como uma resposta adaptativa ao treinamento, mas a presença de CMH pode predispor a arritmias ventriculares graves durante o exercício. Além do risco imediato, a CMH tem um impacto profundo na vida do atleta, muitas vezes resultando na exclusão de atividades esportivas de alta intensidade. Dessa forma, a implementação de programas de avaliação cardiovascular em atletas é crucial para a detecção precoce de cardiomiopatias e para a redução dos riscos. Conclusões: A CMH reduz a capacidade funcional da pessoa afetada e aumenta o risco de um evento fatal. Apesar disso, em alguns casos, o diagnóstico não implica em abandono do esporte se mantido um monitoramento regular do atleta. Desse modo, a adoção de estratégias de rastreio, prevenção e acompanhamento podem ter um impacto profundo na identificação e gestão destas patologias

    MANEJO, PREVENÇÃO E MONITORAMENTO CARDIOVASCULAR EM ATLETAS COM “CORAÇÃO DE ATLETA”: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

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    Introdução: Com o aumento de adeptos ao esporte de alta intensidade, houve também um aumento na morte súbita em atletas de alta performance. ¹ O “coração de atleta”, condição rara, é um achado típico em alguns desportistas de competição, considerado fisiológico. ² Entretanto, esta condição pode ser confundida com outras doenças cardíacas. ³ Quando essas características não são identificadas, o risco de morte súbita aumenta. Contudo, o manejo destes pacientes, com monitoramento individualizado, é essencial para reduzir o risco de complicações fatais. Objetivos: Abordar o manejo e a prevenção dos pacientes atletas de alta performance com “coração de atleta”, relatar estratégias utilizadas para redução de complicações cardíacas. Metodologia: Foi realizada uma busca sistemática na base de dados PubMed, auxiliada pela plataforma Rayyan, com posterior busca manual em bases de dados como PubMed e periódicos específicos. Empregou-se filtros específicos para seleção de artigos, excluindo estudos não clínicos e não revisados por pares, bem como pesquisas não relacionadas ao manejo e prevenção do coração de atleta em atletas de alta performance. A pesquisa foi restrita a publicações em inglês entre 1999 e 2024, envolvendo exclusivamente atletas de alta performance. Discussão: Para evitar complicações cardiovasculares, atletas de alta performance precisam de monitoramento, embora haja incertezas no manejo desses pacientes. Dentre as recomendações questionadas estão o rastreio pré -participação e triagem de rotina. Essas práticas, embora utilizadas para verificar a aptidão para atividade física de nível avançado, tem eficácia limitada e risco de sobrecarga de testes. ⁴ Além disso, avaliar o diagnóstico diferencial ajuda a diferenciar alterações fisiológicas das patologias. ⁵ Caso o paciente esteja apto a ser um atleta de alto rendimento, é fundamental a personalização do treinamento, com enfoque na situação cardiovascular de cada esportista. É importante que haja acompanhamento médico, com gerenciamento de fatores de risco e educação sobre os sinais de alerta. ⁶ Considerações finais: é fundamental que sejam feitos mais estudos sobre a prevenção e manejo cardiovascular dos atletas de alto rendimento para criar evidências sólidas na propedêutica desses pacientes. Com isso, espera-se condutas assertivas para os esportistas e, consequentemente, menor risco de eventos cardiovasculares, principalmente a morte súbita

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