Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
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Sobre "cooperação"
The term “cooperation” is widely used in social and political and biological and economic theory. Perhaps for this reason, the term takes on a variety of meanings and it is not always clear in many settings what aspect of an interaction is being described. This paper has the modest aim of sorting through some of this variety of meanings; and exploring, against that background, when and why cooperation (in which sense) might be of value, or be required, or constitute a virtue.O termo “cooperação” é amplamente usado em teorias sociais, políticas, biológicas e econômicas. Talvez por essa razão o termo assuma uma variedade de significados, e em muitos casos não é sempre claro em que aspecto de uma interação está sendo descrito. Este artigo tem o modesto objetivo de classificar algumas destas variedades de significados; e explorar, diante deste pano-de-fundo, quando e porque cooperação (neste sentido) pode ter valor, ser uma exigência ou ainda uma virtude
EXPLORANDO OS DESAFIOS E HORIZONTES DA SOCIOLOGIA NOS PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA (PALOPs)
O presente trabalho aponta para alguns dos desafios enfrentados pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPS) na consolidação da Sociologia como área do conhecimento relevante, seja no âmbito universitário ou escolar. Para isso utilizaremos de algumas das poucas bibliografias sobre a temática, como também entrevistas com docentes e estudantes africanos. O pensamento decolonial inspira a produção do artigo, pois critica a perspectiva da modernidade do conhecimento atrelada unicamente ao pensamento eurocêntrico. A falta de investimento por parte do Estado, a precária estrutura, a dificuldade de cooperação acadêmica, a persistência de uma forte colonialidade na produção do conhecimento e entraves linguísticos dificultam ainda mais o processo. É importante buscar sinergia entre os países, a ética ubuntu, com trocas de experiência e cooperação internacional na luta pela disciplina
A razão punitiva: criminologia gerencialista e militarização do controle social
Discutimos neste artigo a chamada criminologia gerencial. Formulada por economistas e cientistas políticos vinculadas à Teoria da Escolha Racional, e traduzida em termos práticos como política criminal dissuasiva por especialistas militares, a criminologia gerencial advoga o uso de modelos de gestão de riscos criminais para a segurança pública e o controle punitivo dos conflitos e desvios sociais, sem preocupação com as suas causas estruturais, dentro de uma perspectiva utilitarista. Para os países da periferia do mundo capitalista, a criminologia gerencial se traduziu em uma defesa da militarização da segurança pública, levando à identificação de parte da sua população, quando associada a um conjunto heterogêneo de ameaças à ordem estabelecida, como possíveis inimigos internos do Estado, legitimando estratégias de controle criminal e político baseados na dissuasão policial, militar e penal
Interseccionalidade ou consubstancialidade: faz diferença para pensar a diferença?
O artigo propõe um estudo teórico-exploratório de duas perspectivas analíticas diferentes para a compreensão de gênero, raça e classe, além de outros marcadores sociais, como idade, sexualidade, nacionalidade, etnia, religião e deficiência: a interseccionalidade e a consubstancialidade. Busca-se desenvolver um exercício reflexivo sobre elas, apresentando seus fundamentos teóricos, assim como articulando possíveis pontos de encontro e divergência. Para tanto, parte-se da interseccionalidade, a perspectiva mais popularizada nos estudos sobre gênero atualmente, cuja origem remonta ao feminismo negro estadunidense, para seguir para a apresentação daquela menos destacada no debate, a consubstancialidade, ligada sobretudo ao feminismo materialista francês. A análise das divergências entre as duas perspectivas é organizada em quatro itens: primeiro, o uso de categorias descritivas de identidade ou relações sociais; segundo, a mobilização de metáforas de entrecruzamento de eixos ou de espiral; terceiro, as diferentes concepções acerca da relacionalidade; quarto, o favorecimento de determinadas dimensões de gênero, raça e classe. Sem argumentar pela primazia de uma perspectiva sobre a outra, objetiva-se contribuir para complexificar o debate sobre os marcadores sociais da diferença, acrescentando pluralidade às discussões teórico-analíticas.
Hospital sustentable para enfermería: análisis de concepto
Objetivo: desarrollar un análisis conceptual sobre hospital sustentable para enfermería y brindar una definición que permita su comprensión y práctica. Método: se trata de un análisis de concepto basado en la metodología de Walker y Avant que consta de ocho pasos. Resultados: la evidencia científica nos mostró siete perspectivas de hospital sustentable. También se encontró prácticas ambientales con participación de enfermería, destacándose avances en temas de compromisos organizacionales, gestión ambiental hospitalaria y liderazgo. Consideraciones finales: el nuevo concepto orienta una visión estratégica y operativa desde enfermería para el cumplimiento de los compromisos ambientales a través del liderazgo, el trabajo transdisciplinario y el fortalecimiento de las competencias del capital humano de enfermería. Este concepto puede usarse en otros estudios que discutan el desarrollo sostenible y la enfermería, además de aplicar los atributos mencionados en acciones de la práctica clínica, educativa, administrativa e investigativa de enfermería en los diversos servicios de atención.Objetivo: desenvolver uma análise conceitual do hospital sustentável para a enfermagem e fornecer uma definição que permita sua compreensão e prática. Método: esta é uma análise conceitual baseada na metodologia de oito etapas de Walker e Avant. Resultados: as evidências científicas mostraram sete perspectivas de hospital sustentável. Encontramos também práticas ambientais com a participação da enfermagem, destacando avanços no comprometimento organizacional, na gestão ambiental hospitalar e na liderança. Considerações finais: este novo conceito orienta uma visão estratégica e operacional da enfermagem para o cumprimento dos compromissos ambientais por meio da liderança, do trabalho transdisciplinar e do fortalecimento das competências do capital humano da enfermagem. O conceito pode ser utilizado em outros estudos que discutam o desenvolvimento sustentável e a enfermagem, além de aplicar os atributos mencionados na prática clínica, educacional, administrativa e investigativa da enfermagem nos diversos serviços assistenciais.Objective: develop a conceptual analysis of sustainable hospital for nursing and provide a definition that allows its understanding and practice. Method: it is a concept analysis based on Walker and Avant's eight-step methodology. Results: scientific evidence showed seven perspectives of sustainable hospital. We also found environmental practices with nursing participation, highlighting advances in organizational commitments, hospital environmental management and leadership. Final considerations: the new concept orients a strategic and operative vision from nursing for the fulfillment of environmental commitments through leadership, transdisciplinary work and the strengthening of nursing human capital competencies. This concept can be used in other studies that discuss sustainable development and nursing, in addition to applying the attributes in clinical, educational, administrative and investigative nursing practice actions in the various care services
A ORFANDADE DA ESCRITA: UM ESBOÇO DE DESTERRITORIALIZAÇÃO DO LETRAMENTO NA ESCOLA RURAL ANGOLANA
The practice of literacy and teaching in rural Angolan schools is circumscribed to the homogenization of educational policies in favor of monolingualism in a multilingual context, which leads to the urbanization of schools, deterritorializing students with their languages, cultures, ideologies imbued in a worldview that the politics of literacy disregards. The operating modes of the nationalization of education, of which literacy is part, are based on monolingualism, monoculturalism and monoideology, promoting tensions and challenges that have led us to reflect on the implications of urbanization and the linguistic and literacy ideology that permeates rural schools in Angola in order to enable the reterritorialization of this environment. The article is based on bibliographic and qualitative research. Therefore, the scarcity of policies that legitimize the linguistic-cultural reality of the student who is from the rural area leads the teacher to delegitimize the place of speech, the linguistic structure, the practice and the knowledge that he or she has, hindering the democratization of education for an equitable society.A prática de letramento e o ensino na escola rural angolana circunscreve-se na homogeneização das políticas educativas em prol do monolinguismo num contexto multilingue o que descambam na urbanização da escola, desterritorializando alunos com suas línguas, culturas, ideologias imbuídas numa cosmovisão que a política do letramento desacautela. O modus operandi da nacionalização do ensino de que o letramento é parte está assente no monolinguismo, monoculturalismo e monoideologia promovendo tensões e desafios. Desse modo, o artigo visa reflectir sobre as implicações da urbanização e a ideologia linguística e do letramento que permeia a escola rural em Angola. Embasado em pesquisa bibliográfica e qualitativa. Portanto, a escassez de políticas que legitimam a realidade linguístico-cultural do aluno leva o professor a deslegitimar o lugar de fala, a estrutura linguística, a prática e o conhecimento que este dispõe, interferindo a democratização do ensino para uma sociedade equitativa
MUJERES, FAMILIAS Y LENGUAS: TRANSMISIÓN INTERGENERACIONAL DE LENGUAS INDÍGENAS EN LA COMUNIDAD DE TOREWA (BOLIVIA)
This article investigates the intergenerational transmission of indigenous languages in the Torewa community, Bolivia, highlighting the role of women. An ethnographic approach is used, combining participant observation and semi-structured interviews with community members, to analyze linguistic preservation practices and cultural resistance in the face of pressure to use Spanish. The results show that, despite external influences, some families maintain the indigenous language as a central element of their identity. The research concludes that state intervention often perpetuates the colonization process, weakening the autonomy of indigenous communities. The importance of strengthening families' autonomous efforts in linguistic preservation is reaffirmed, rejecting state policies that do not respect the self-determination of indigenous peoples.Este artigo investiga a transmissão intergeracional de línguas indígenas na comunidade de Torewa, Bolívia, destacando o papel das mulheres. Utiliza-se uma abordagem etnográfica, combinando observação participante e entrevistas semiestruturadas com membros da comunidade, para analisar as práticas de preservação linguística e resistência cultural diante da pressão pelo uso do espanhol. Os resultados mostram que, apesar das influências externas, algumas famílias mantêm a língua indígena como elemento central da sua identidade. A pesquisa conclui que a intervenção estatal, em muitos casos, perpetua o processo colonizador, enfraquecendo a autonomia das comunidades indígenas. Reafirma-se a importância de fortalecer os esforços autônomos das famílias na preservação linguística, rejeitando políticas estatais que não respeitam a autodeterminação dos povos indígenas.
Este artigo investiga a transmissão intergeracional de línguas indígenas na comunidade de Torewa, Bolívia, destacando o papel das mulheres. Utiliza-se uma abordagem etnográfica, combinando observação participante e entrevistas semiestruturadas com membros da comunidade, para analisar as práticas de preservação linguística e resistência cultural diante da pressão pelo uso do espanhol. Os resultados mostram que, apesar das influências externas, algumas famílias mantêm a língua indígena como elemento central da sua identidade. A pesquisa conclui que a intervenção estatal, em muitos casos, perpetua o processo colonizador, enfraquecendo a autonomia das comunidades indígenas. Reafirma-se a importância de fortalecer os esforços autônomos das famílias na preservação linguística, rejeitando políticas estatais que não respeitam a autodeterminação dos povos indígenas.Este artículo investiga la transmisión intergeneracional de lenguas indígenas en la comunidad de Torewa, Bolivia, destacando el papel de las mujeres. Se utiliza un enfoque etnográfico, combinando observación participante y entrevistas semiestructuradas con miembros de la comunidad, para analizar las prácticas de preservación lingüística y resistencia cultural ante la presión por el uso del español. Los resultados muestran que, a pesar de las influencias externas, algunas familias mantienen la lengua indígena como un elemento central de su identidad. La investigación concluye que la intervención estatal, en muchos casos, perpetúa el proceso colonizador, debilitando la autonomía de las comunidades indígenas. Se reafirma la importancia de fortalecer los esfuerzos autónomos de las familias en la preservación lingüística, rechazando políticas estatales que no respetan la autodeterminación de los pueblos indígenas
AFFIRMATIVE ACTIONS AND LANGUAGE POLICIES FOR INDIGENOUS PEOPLE IN BRAZILIAN UNIVERSITIES: STEPS AND MISMATCHES
Studies on language policies for indigenous people in higher education are still limited to a very small number, but there is a growing interest in linguistics in investigating the problems related to this scenario. The aim of this article is to provide a historical and evolutionary overview of affirmative action and language policies for indigenous people in Brazilian universities, implemented since the enactment of the Quotas Law and the 1988 Federal Constitution. In order to do this, through a bibliographical survey and documentary research, we first presented the foundations of the relationship between Linguistic Rights and Linguistic Policies, concepts widely discussed by Haugen (1972) Calvet (2002), Spolsky (2004), as a way of better situating the legal and political context. Secondly, we outline the evolution of policies for indigenous people in higher education in Brazil and, finally, we present a brief survey of language policies adopted in Brazilian universities that include indigenous communities. Based on the data found in the literature, it can be seen that, in general, affirmative policies in higher education are rarely accompanied by policies for the use of languages in teaching situations and for linguistic accommodation in academic spaces.Os estudos sobre políticas linguísticas para indígenas no ensino superior ainda se limitam a um número bastante restrito, contudo constata-se um interesse crescente na Linguística em investigar as problemáticas relacionadas a esse cenário. Assim, o objetivo deste artigo é elaborar um panorama histórico-evolutivo das ações afirmativas e das políticas linguísticas para indígenas nas Universidades brasileiras implementadas desde a promulgação da Lei de Cotas e da Constituição Federal de 1988. Para tanto, buscamos, através de levantamento bibliográfico e de pesquisa documental, primeiramente apresentar fundamentos da relação entre Direitos linguísticos e Políticas linguísticas, conceitos amplamente discutidos por Haugen (1972), Calvet (2002), Spolsky (2004), como forma de melhor situar o contexto legal e político. Em um segundo momento, traçamos um panorama evolutivo das políticas para indígenas no Ensino Superior no Brasil e, por fim, apresentamos um breve levantamento de políticas linguísticas adotadas em universidades brasileiras que contemplam as comunidades indígenas. Com base nos dados encontrados na literatura, observa-se que, de modo geral, as políticas afirmativas no ensino superior raramente vêm acompanhadas de políticas de uso das línguas em situações de ensino e de acolhimento linguístico nos espaços acadêmicos
Cartografias de re-existência: Produção de materiais didáticos em perspectiva decolonial
Este trabalho, filiado à área de Linguística Aplicada Crítica e aos Estudos Decoloniais, problematiza a produção de materiais didáticos para o ensino de espanhol que promovam o letramento intercultural (DOMINGO, 2011; 2015). Defendemos que os materiais didáticos para o ensino de espanhol em zonas fronteiriças, bem como em regiões onde há contato linguístico e cultural, devem ser suleados (Campos, s/d), decoloniais (WALSH, 2017) e capazes de incluir narrativas críticas e insurgentes. Na primeira parte do artigo, refletimos sobre a experiência de produzir materiais culturalmente sensíveis aos sujeitos e aptos a promover o letramento intercultural. Posteriormente, analisamos uma unidade didática afro referenciada elaborada no âmbito do Projeto de Pesquisa Elaboração de material didático para o ensino de espanhol em regiões fronteiriças. O estudo finaliza sugerindo pautas para o desenvolvimento de materiais didáticos em perspectiva decolonial
Integrating inferentialism and representationalism: Kant’s synthesis thesis, normative ceilings, and phenomenological data
During Kant’s time, the fusion of mathematics and empirical research – pioneered by figures like Newton – was reshaping how conclusions about nature were drawn. Kant had to grapple with the question of how such validation depends on the logical frameworks and rationality standards used to structure scientific demonstrations. With the fading reliance on metaphysical principles to establish such standards, this article positions Kant’s theory of synthesis as a pivotal response to these philosophical challenges, foreshadowing theses on how representational systems model and structure phenomena. A substantial part of Kant’s strategy involved reconciling the inferential and representational dimensions of knowledge. The article will show how Kant’s transcendental logic, Fodor’s Language of Thought, and Husserl’s formal ontologies collectively address the specification of non-extensional content by bridging conceptual mediators, representational structures, and grounded genus-species relationships. We then argue that without linking the formal specification of intensional cognitive processes to a normative theory of higher-order contents, and a theory of science and epistemology, the program remains incomplete. In chapter three, we delve into the debate with naturalist reductions of intentionality (Dennett) and with phenomenological and Hegelian perspectives, emphasizing normative, reflective, and intersubjective frameworks that shape cognition and its alignment with scientific paradigms and cultural norms. We conclude that Kant’s thesis of a priori syntheses anchors problematic representations within possible experience, offering a dynamic framework for scientific self-consciousness and judgment certainty, bringing forth phenomenological data conditioned by a normative ceiling