U.Porto - Revistas Cientificas
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    1008 research outputs found

    Mentality and Intergenerationality as Framework Conditions of ‘Lifelong Learning’. Conceptional consequences of a multi-generational study in East Germany

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    O contributo deste texto baseia-se num estudo qualitativo multigeracional e abrangente realizado na Alemanha de Leste. O texto tem como objetivo reconstruir a forma como são individualmente processadas as dramáticas transformações histórico-politicas na história alemã do século vinte e também identificar os diferentes padrões de tradição intrafamiliares. O resultado parece ser provocatório: nos diferentes ambientes sociais analisados, e na maior parte da amostra, as atitudes e orientações sociais permanecem praticamente inalteradas entre as gerações dos avós e dos netos. O autor fala de uma ‘resistência intergeracional à modernização’ que era característica da sociedade da Alemanha de Leste. Alheit baseia-se nestes resultados para proceder a um interessante aprofundamento do conceito teórico de aprendizagem ao longo da vida: parece que os processos educacionais ao longo da vida só podem ser adequadamente entendidos se se tiver em conta de forma sistemática as estruturas mentais e as práticas de tradição intergeracionais subjacentes

    Transforming teaching in a digital world: From determinism to democracy?

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    Nos últimos anos, temos testemunhado mudanças significativas no Ensino Superior (ES) com vista a transformar a educação através da tecnologia. A aprendizagem enriquecida com tecnologia tornou-se uma expectativa tido por garantida no ES, o que mascara problemas existentes e a diversidade de experiências de aprendizagem. Este artigo considera a educação no mundo digital e desafia alguns dos pressupostos educacionais dominantes para argumentar que é necessário adotar uma abordagem mais democrática para entender a relação entre tecnologia e ensino no ES. Como as ideologias educacionais mudaram de noções mais tradicionais baseadas na transferência hierárquica de conhecimento para abordagens mais democráticas, inclusivas e participativas, precisamos de desenvolver uma melhor compreensão das complexas inter-relações dentro das redes sociotécnicas. Baseando-se na teoria ator-rede, este artigo apela para um foco mais democrático com o qual seja possível visualizar a relação entre tecnologia e educação num mundo digital e propõe a adoção de uma abordagem mais ecológica

    Prática de ensino supervisionada: contributos da supervisão pedagógica para o desenvolvimento profissional dos professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico

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    Considerando que a Prática de Ensino Supervisionada (PES) é um elemento de formação profissional prática (practicum/praxis) em contexto real, em que esta operará como uma espécie de prisma rotativo que proporciona ao formando/futuro professor uma visão caleidoscópica do mundo do trabalho e dos seus problemas, a supervisão pedagógica a ela adstrita deve ser capaz de desenvolver no futuro professor alguma autonomia profissional, visando a emancipação profissional, dado que se não o fizer falha naquilo que é essencial. Nesse sentido, pretendemos averiguar as representações de responsáveis educativos pela formação inicial de professores e de especialistas nacionais de supervisão em relação aos contributos da supervisão pedagógica para o desenvolvimento profissional dos futuros profissionais em ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB). A investigação é sustentada por uma metodologia qualitativa, em que o inquérito por entrevista foi utilizado como instrumento de recolha de dados. As principais conclusões do estudo evidenciam que: i) supervisão pedagógica e desenvolvimento profissional são indissociáveis e é por aí que nos transformamos; ii) a supervisão pedagógica, através do seu potencial transformador, contribui para o desenvolvimento profissional dos futuros professores; iii) a supervisão pedagógica assume um papel fundamental na PES da formação inicial de professores, para uma formação integral dos futuros profissionais de educação, possibilitando-lhes um momento inicial de desenvolvimento profissional único, incontornável e capital; iv) a supervisão tem um papel central no desenvolvimento profissional de qualquer educador; v) não pode haver desenvolvimento profissional sem supervisão, dado que o conhecimento se faz na interação e o desenvolvimento também

    Transição para o ensino superior dos estudantes provenientes dos países africanos de língua oficial portuguesa: aprendizagens e desafios académicos

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    A transição para o Ensino Superior afigura-se uma das mais significativas mudanças na vida dos estudantes. É uma transição “desafiadora” (Almeida, Soares, & Ferreira, 1999), na medida em que, acarreta consequências positivas e negativas para osestudantes. Ora, esta questão assume uma relevância acrescida principalmente quando falamos de estudantes provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) no Ensino Superior em Portugal. Neste contexto, o principal objetivo consiste em identificar e analisar o processo de transição para o Ensino Superior em Portugal vivido pelos estudantes dos PALOP, especificamente as aprendizagens, os desafios académicos e as estratégias utilizadas para os superar. Para alcançar este objetivo, foram realizadas entrevistas de cariz biográfico a 22 estudantes dos PALOP da Universidade de Lisboa. Com efeito, os estudantes realçam a aquisição de responsabilidade, maturidade e autonomia face aos seus pais. Os principais resultados revelam que os estudantes apresentam alguns desafios académicos porque se deparam com um sistema de ensino diferente do dos seus países de origem com diferentes conteúdos programáticos; algumas dificuldades na língua portuguesa; a falta de orientação nos estudos; a dificuldade em adotarem um novo método de estudo; o desconhecimento da História de Portugal e do contexto português essenciais para a realização de algumas unidades curriculares. A transição para o Ensino Superior é um acontecimento biográfico que coloca aos jovens um vasto leque de desafios de natureza individual, educativa e social. Porém, para os estudantes dos PALOP, este acontecimento assume uma maior complexidade ao implicar o confronto com um conjunto diversificado de transições

    A emergência da cidadania no mar revoltoso do liberalismo

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    O Século das Luzes trouxe um novo imaginário social que pressupõe novos valores, como a crença no poder da razão e do saber, em oposição às categorias e ritos religiosos, que dominavam o homem antes do Iluminismo. Com a eclosão da Revolução Liberal, surge um novo regime político e, consequentemente, mudanças de valores e de modos de pensar e de agir, requisitos indispensáveis para a emergência da cidadania, passando o poder absoluto do rei para a nação. Nesta nova significação imaginária, a ideia de formar cidadãos, conscientes dos seus direitos e dos seus deveres cívicos, é sentida como uma necessidade educativa. Neste contexto, começa a defender-se que o propósito da existência da Humanidade é a vida em si mesma, em vez do serviço ao Rei ou a Deus. A participação, como construtora do bem-comum e da felicidade na aceção iluminista, tornaram-se nucleares. Assim, a questão norteadora deste trabalho é saber se, nas produções vintistas, a educação e a construção da cidadania já eram preocupação dos liberais. O objetivo deste artigo é compreender e analisar, na assunção de uma nova ordem liberal, a mensagem vintista sobre o papel da instrução e da cidadania para uma sociedade de bem-estar. O corpus documental foi o seguinte: Imprensa periódica e Catecismos Constitucionais. Na metodologia, fizemos uma análise documental e interpretativa das fontes utilizando os seguintes descritores: a conceção da educação e da cidadania e a participação dos cidadãos e o bem-estar. Concluímos que a ideia de Estado-Nação bem como a promulgação de uma Constituição foram nucleares para a construção da cidadania e para o bem-estar individual e coletivo

    Autoavaliação das escolas públicas e das escolas particulares e cooperativas de ensino artístico: perspetiva dos professores

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    O presente estudo tem como objetivo conhecer as atitudes e perceções dos professores em relação aos processos de autoavaliação nas escolas de Ensino Artístico, que decorrem da legislação em vigor que aponta para a sua obrigatoriedade. Sendo estas escolas normalmente de caráter privado, não têm sido contempladas pela Avaliação Externa de Escolas (AEE), embora comecem a sê-lo no 3.º ciclo de AEE iniciado no ano letivo 2018/2019.Com vista a alcançar o objetivo, recorreu-se à metodologia de inquérito por questionário, em versão online, dirigido aos professores das escolas de Ensino Artístico públicas e particulares e cooperativas, que incluiu: a caraterização socioprofissional dos professores; a existência ou não de uma equipa e de um processo organizado de autoavaliação, bem como a perceção dos professores e a caraterização das suas atitudes face à autoavaliação.A maioria dos inquiridos refere que a sua escola tem um processo de autoavaliação implementado, concordando com o facto de este proporcionar um conhecimento alargado sobre a escola e contribuir para a equidade e justiça escolar, bem como para otimizar gestão de recursos humanos e materiais e o trabalho colaborativo entre os professores. Por outro lado, os professores consideram que o processo de autoavaliação promove estratégias de apoio à reflexão e tomada de consciência da escola que visam contribuir para uma visão atualizada e crítica sobre o seu funcionamento e desempenho com vista à melhoria das práticas educativas e dos resultados escolares. No entanto, cerca de metade dos professores entendem o processo de autoavaliação como imposto e burocrático, sentindo-se pouco envolvidos

    O estado da investigação portuguesa no domínio do desenvolvimento profissional e (re)construções identitárias dos professores: missão impossível

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    Estudo sobre a profissionalidade docente

    Investigações em Aulas de Ciências Físico-químicas: Mudanças nas Percepções de Alunos do 8º ano relativamente ao Ensino e à Avaliação

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    A sociedade tem sido confrontada com questões controversas de natureza científica e tecnológica. Cabe à escola habilitar os indivíduos para a sua sobrevivência na sociedade. Neste sentido, as Orientações Curriculares do Ensino Básico apontam para experiências de aprendizagem que envolvam os alunos em atividades de investigação, proporcionando-lhes o desenvolvimento de competências. Este estudo incide numa investigação qualitativa, que adopta uma orientação interpretativa, e tem como finalidade conhecer as mudanças que ocorrem nas percepções dos alunos quando são implementadas novas experiências construtiva da aprendizagem suporta este trabalho e considera que o conhecimento é construído pelos indivíduos com base nas interpretações das suas experiências e interações com os outros

    Mergulhando no arco-íris sócio-cultural: Contributo para o conhecimento dos trabalhos sobre educação e diversidade em Portugal

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    Neste trabalho procurou-se reunir dados que contribuam para o conhecimento do tipo de trabalhos que, nos últimos 15 anos, foram produzidos em Portugal sobre questões de diversidade e educação. Começa-se por se proceder a uma breve revisão de diferentes perspectivas de análise de situações de diversidade. Em seguida, e apesar do confronto com várias limitações que se foram sendo apontadas ao  texto, procurou-se identificar que publicações não periódicas, artigos e teses têm vindo a ser produzidas sobre esta temática, neste período de tempo. No final, procurou-se fazer uma breve síntese dos dados recolhidos e propõe-se, a título de exemplo, uma carta para análise de trabalhos que se possam realizar neste campo de pesquisa

    A relação escola-família: Analisando perspectivas... desenvolvendo parcerias...

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    Neste artigo apresenta-se uma síntese dos estudos realizados na área da Relação Escola-Família por investigadores portugueses nos últimos 17 anos. Para além da tentativa de clarificação dos conceitos e da análise da legislação fundamental para a implementação da colaboração, foram identificadas 3 correntes principais de investigação. Duas têm-se dedicado ao estudo de perspectivas dos intervenientes, sendo que numa delas se apoia quase exclusivamente na teoria de Bernstein. A terceira corrente tem procurado, através de  estudos experimentais e de investigação-acção, construir parcerias entre na escola, a família e a comunidade, avaliando os efeitos produzidos na aprendizagem dos alunos e nas atitudes das famílias e dos professores

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