U.Porto - Revistas Cientificas
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    1008 research outputs found

    Relações de poder na gestão escolar: um estudo de caso num Agrupamento de Escolas

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    O presente artigo decorre de uma investigação em curso subordinada ao tema “A governação e gestão das escolas públicas: o(a) diretor(a) em ação”. Este estudo desenvolve-se em duas dimensões de investigação: uma, de natureza mais extensiva, concretizada através da aplicação de um inquérito por questionário ao universo dos diretores de escolas/agrupamento, outra, de natureza mais qualitativa, materializada na realização de quatro estudos de caso. Os dados aqui mobilizados foram recolhidos num desses estudos de caso e decorrem da aplicação de entrevistas a alguns atores educativos e da análise de conteúdo de alguns documentos estruturantes do agrupamento. A análise foca sobretudo as relações de poder e de autoridade no interior de um agrupamento a partir da análise das representações de diferentes elementos da comunidade educativa. Os dados denunciam a existência de uma subtil teia de relações e de jogos de poder mobilizados pelos diversos atores escolares

    Escola e comunidade: uma experiência criativa entre Arte, Cultura e Educação

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    O Projecto Escolas Criativas, realizado no âmbito do Programa DESCOLA iniciativa da CML e da EGEAC para promover o potencial educativo dos equipamentos municipais de Arte e Cultura da cidade de Lisboa, através da sua aproximação ao público escolar , contribui para reforçar a articulação entre as escolas e as comunidades. Com a finalidade de compreender os processos e as dinâmicas educativas desenvolvidas no âmbito destas inter-relações, realizou-se um estudo de caso centrado no projeto As , alicerçado em práticas criativas e colaborativas, foi desenvolvido entre o Colégio Nuno Álvares Pereira da Casa Pia de Lisboa e o Padrão dos Descobrimentos. O estudo decorreu durante o ano letivo de 2018/19, com uma turma de alunos do 8º ano, quatro professores de diferentes áreas disciplinares (Educação Visual, Físico-Química, História e Geografia), uma artista e uma mediadora cultural. A recolha de informação foi feita através de observação direta de sessões realizadas com alunos, professores, mediadora e artista; observação-participante em reuniões da equipa; acompanhamento de visitas ao monumento e apresentação pública à comunidade, bem como um inquérito por questionário aos professores. Recorreu-se à análise de conteúdo dos registos escritos resultantes das observações, vídeos, fotografias e diversos tipos de materiais e produtos realizados. O estudo permite desocultar as potencialidades formativas de um projeto inovador que, cruzando arte, cultura e educação, permite delinear outras possibilidades pedagógicas na escola, introduzindo elementos de rutura com a forma escolar, abrindo a escola à comunidade e reforçando a emergência do espaço público da educação

    A investigação em Portugal sobre a avaliação da aprendizagem dos alunos (1990-2005)

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    O presente artigo fornece uma revisão dos estudos de investigação portuguesa sobre a avaliação da aprendizagem dos alunos, realizados entre 1990 e 2005, nos vários níveis de ensino excluindo o ensino superior. Para este estudo foram selecionados 43 trabalhos. Estes permitem pôr em evidência as principais conclusões desta revisão

    Literacias e construção de conhecimentos académicos em educação formal de adultos

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    O desenvolvimento da literacia geral e de literacias específicas, como a ecoliteracia, relaciona-se com as habilitações académicas, bem como com os diversos cenários educativos e profissionais em que se participa.Apresentam-se os contributos de um currículo do 3º ciclo do ensino básico recorrente, em alternativa ao SEUC, para o desenvolvimento das literacias dos estudantes e outros participantes, das comunidades escolar e social.Realizámos um projecto de investigação-acção, seguido de quatro anos de follow up. Após a conclusão do projecto de investigação-acção, este constitui-se como um estudo de caso intrínseco. A investigação insere-se no paradigma sócio-crítico, sendo histórico-culturamente situada, de inspiração etnográfica. São participantes os estudantes e professores da turma e elementos das comunidades escolar e social. Os principais instrumentos de recolha de dados são a observação, entrevistas semi-estruturadas e tarefas de inspiração projectiva. O processo de (co)construção curricular, associado a práticas pedagógicas colaborativas, proporcionou o desenvolvimento da literacia dos participantes

    Notas para uma síntese de uma década de consolidação dos estudos curriculares

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    Neste artigo, temos como preocupação central o levantamento e análise de textos escritos, no período de 1990 a 2001, no âmbito dos Estudos Curriculares, tarefa que cumpriremos depois de falarmos da sua emergência e consolidação em Portugal e de procurarmos traçar os referentes da Teoria e Desenvolvimento Curricular. Sobre o que foi escrito acerca das questões curriculares lançaremos dois olhares: um geral, de natureza mais quantitativa; o outro, mais concreto, através duma análise pormenorizada dos livros, artigos, comunicações e teses (de mestrado e doutoramento).   &nbsp

    Editorial

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    Educação para a Democracia em Ambiente Virtual - Práticas de formação docente para a aprendizagem estética e corporizada em eLearning

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    Este artigo apresenta resultados de um curso de formação contínua online desenvolvido no âmbito do projeto europeu AECED (Aesthetic and Embodied Learning for Democracy-as-becoming), com educadores e professores da educação pré-escolar, básica e profissional em Portugal. Assente numa abordagem centrada na Aprendizagem Estética e Corporizada para a Democracia (AELD) e ancorada na metodologia Investigação-Ação Participativa (IAP), o curso fomentou espaços de co-investigação, reflexão crítica e inovação pedagógica. A análise de dados qualitativos — provenientes de fóruns, diários reflexivos, entrevistas e propostas pedagógicas — revelou transformações no desenvolvimento de práticas democráticas e na valorização do corpo e da sensorialidade como dimensões de conhecimento. Apesar dos desafios técnicos e institucionais do eLearning, o curso potenciou a construção de comunidades de aprendizagem democráticas e colaborativas. O artigo conclui com recomendações para reforçar a acessibilidade, a usabilidade e a profundidade democrática na formação docente online, contribuindo para a consolidação de práticas educativas mais críticas, sensíveis e inclusivas

    Educação, Liberdade e Comunidade: Práticas Educativas Transformadoras em Contextos de Habitação Social

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    Entre 2020 e 2025, trinta finalistas da Licenciatura em Ciências da Educação da Universidade da Madeira realizaram estágios de Intervenção Comunitária nos Polos de Investimentos Habitacionais da Madeira, situados em três bairros da cidade do Funchal. Ancorados na Investigação-Ação Participativa (Kemmis & McTaggart, 1988) e na pedagogia crítica de Freire (1970, 2009), os projetos responderam a prioridades definidas com os residentes: envelhecimento ativo, literacia funcional, inclusão social e valorização cultural. Este artigo analisa a experiência através da análise temática dos relatórios e portefólios reflexivos dos estudantes, assim como testemunhos dos participantes comunitários. Os resultados evidenciam ganhos formativos nos estudantes (diagnóstico participativo, ética relacional, trabalho interdisciplinar), micro transformações comunitárias (redes de vizinhança, autoeficácia, participação) e o papel decisivo da mediação técnica da IHM na continuidade das ações. Demonstra-se a importância de uma educação humanizadora ao promover a liberdade como prática emancipatória e ao valorizar os saberes locais e a participação ativa dos sujeitos

    Editorial

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    We wanted to conclude this 2025 issue by emphasizing a central aspect of the editorial line of the last five years, which concerns the contribution of emerging researchers, particularly doctoral students, in the scientific field of Educational Sciences/Education. Back in 2022, an issue on the theme of Democratic Participation, Emerging Policies and Practices in Education (Torres, Monteiro, Ferreira & Zimenkova, 2022) also resulted from a similar invitation. This time, and as mentioned in the call for papers, the “objective of this issue, at the national and international level, is to encourage and support processes of dissemination and scientific writing by young researchers”. The proposed thematic lines ranged from studies focusing on children and young people in diverse educational contexts, on networking in the promotion of quality education and well-being, on transformations in higher education, to studies discussing new places and new actors in education, and the place of educational research in academia and society. This volume brings together a collection of articles that seek to discuss, from a diversity of theoretical and methodological approaches, a set of challenges that educational research faces today.Quisemos terminar este número de 2025 dando ênfase a um aspeto central da linha editorial dos últimos cinco anos e que diz respeito ao contributo de investigadoras e investigadores emergentes, nomeadamente estudantes de doutoramento, no campo científico das Ciências da Educação/Educação. Já em 2022, um número subordinado ao tema Participação democrática, políticas e práticas emergentes em educação (Torres, Monteiro, Ferreira & Zimenkova, 2022) também resultou de um convite semelhante. Desta vez, e como referido na chamada para artigos, o “objetivo deste número, a nível nacional e internacional, é incentivar e apoiar processos de divulgação e de escrita científica de jovens investigadores/as”. As linhas temáticas que se propuseram iam desde estudos com foco em crianças e jovens em diversos contextos educativos, no trabalho em rede na promoção de uma educação de qualidade e para o bem-estar, nas transformações no ensino superior até estudos que discutissem novos lugares e novos atores em educação, até ao lugar da investigação em educação na academia e na sociedade. Este volume reúne um conjunto de artigos que procuraram discutir, a partir de uma diversidade de abordagens teórico-metodológicas, um conjunto de desafios que hoje se colocam à investigação em educação

    A Inteligência Artificial Generativa no Ensino Superior - Entre a Inovação Tecnológica e o Desafio Jurídico

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    “Poderão as máquinas pensar?” – Foi a questão colocada em 1950 por Alan Turing e que serviu de centelha para o desenvolvimento da inteligência artificial. Embora este termo tenha sido cunhado por John Maccarthy em 1956, numa conferência entre vários especialistas e pioneiros da área da computação, o seu conceito permanece sem reunir um consenso, sendo especialmente controversa a atribuição de uma caraterística exclusiva do ser humano - a capacidade de formular raciocínios lógicos - a uma máquina. Das várias propostas de definição de inteligência artificial existentes, opta-se por referir a definição dada pela Comissão Europeia, segundo a qual “O conceito de inteligência artificial aplica-se a sistemas que apresentam um comportamento inteligente, analisando o seu ambiente e tomando medidas — com um determinado nível de autonomia — para atingir objetivos específicos.” O acelerado desenvolvimento tecnológico, iniciado na década de 50 do séc. XX, encabeçado pela inovação disruptiva que foi a inteligência artificial, é considerado por alguns a 4.ª Revolução Industrial. Uma inovação que impactou o mundo em todos os sentidos, desde a saúde aos meios de transporte, passando pela economia, a ciência e a vida em sociedade. Contudo, se a inteligência artificial “tradicional” ou analítica já se entranhara silenciosamente nas infraestruturas críticas da sociedade, a emergência recente dos Large Language Models (LLMs) e da Inteligência Artificial Generativa (IAG) operou uma mudança de paradigma qualitativa e quantitativa. Atualmente, já não se está perante apenas sistemas que classificam dados ou otimizam rotas, mas também perante sistemas que criam, simulam e dialogam. No ecossistema do Ensino Superior, esta ubiquidade tecnológica não se traduziu numa mera atualização de ferramentas, mas sim num verdadeiro abalo sísmico nas fundações da pedagogia e da avaliação. A democratização do acesso a ferramentas capazes de gerar texto, código e argumentação jurídica com verosimilhança humana fez cair a comunidade académica no que os estudos recentes classificam como um estado de “educação em suspensão”: um hiato entre a adoção vertiginosa da tecnologia pelosdiscentes e o “silêncio normativo” das instituições, que tardam em regular o fenómeno para além da organização de eventos e debates éticos. O presente artigo parte da premissa de que o tempo da especulação puramente ética ou da autorregulação (a chamada Soft Law) deu lugar a uma nova era de conformidade jurídica (Hard Law). Com a aprovação do Regulamento (UE) 2024/1689do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de junho de 2024 (AI Act), a educação e a formação profissional foram tipificadas, no seu Anexo III, como domínios de “Alto Risco”. Isto transmuta a natureza do debate: as Instituições de Ensino Superior (IES)deixam de ser meros observadores ou utilizadores passivos para assumirem o estatuto jurídico de “responsáveis pela implantação”, sujeitos a deveres estritos de transparência, supervisão humana e gestão de qualidade de dados. Deste modo, sob o olhar de um jurista, este trabalho propõe-se a desconstruir a “caixa preta” técnica destes modelos — demonstrando a sua natureza estocástica e não determinística — para, sobre essa base factual, edificar uma análise dogmática. Do problema da autoria e originalidade à luz do Direito de Autor, passando pela responsabilidade civil por danos educacionais, até à governança de dados, impõe-se traçar a fronteira entre a IAG como instrumento de inovação pedagógica e o desafio jurídico que a sua opacidade encerra. Afinal, se a máquina pode agora “escrever”, cabe ao Direito assegurar que não se perde a capacidade humana de “pensar” e de se responsabilizar poresse pensamento

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