U.Porto - Revistas Cientificas
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Formação contínua na área das TIC em Portugal. Quem são os Formadores e que perspetivas têm sobre a integração das tecnologias no currículo?
Este trabalho incide sobre a formação contínua de professores na área dasTecnologias de Informação e Comunicação desenvolvida no âmbito dos Centros deFormação de Associação de Escolas. Com base num trabalho exploratório e descritivorealizado através de questionário, procura-se contribuir para a reflexão sobre o papelespecífico que os formadores podem exercer no desafiante processo de utilizaçãopedagógica das tecnologias digitais hoje disponíveis.Não havendo estudos prévios sobre os formadores de professores nesta área emPortugal, procurámos saber quem é chamado a exercer essa função e quais as suasperspetivas sobre a integração das tecnologias no currículo, de modo a melhorcompreendermos o seu papel neste processo.Sumariamente, podemos concluir que os formadores têm as condições necessáriaspara contribuir para o desenvolvimento de competências técnicas dos professores nautilização das Tecnologias da Informação e Comunicação, embora não seja claro quecontribuam, de igual modo, ao nível da integração pedagógica propriamente ditadessas tecnologias no currículo
Crisis, educación y desigualdad: una cuestión de paradojas
Em situação de crise económica, ocorrem fortes reduções no orçamentopara a educação quando, paradoxalmente, o enfrentamento das condições da crisemais depende do reforço do investimento em educação, em inovação, em investigação.Isso tem fortes consequências na legitimidade da instituição escolar. Porém,com igual gravidade, os efeitos da crise incidem nas desigualdades educativas,nomeadamente no acesso à educação, nas condições de escolarização e nos resultadoseducativos. A partir da análise da realidade catalã, interrogam-se os caminhos nofuturo da sociedade e da educação em consequência da crise educacional e dos seusfatores
Regulação de políticas socioeducativas num Agrupamento de Escolas: a emergência de um Gabinete de Inclusão Cidadã em contexto de crise
Em cenário de crise económica e social que repercute em receitas de ajustesestruturais para a educação pública portuguesa, num Agrupamento Escolar (AE)emerge o Gabinete de Inclusão Cidadã (GIC) como uma “resposta” local às regulaçõesdo Ministério de Educação e Ciência e às demandas sociais insatisfeitas dos alunos. Oartigo visa analisar o GIC como uma nova estrutura de gestão intermédia criada,situacionalmente, para a gestão de múltiplas políticas educativas, mas também deum crescente número de políticas sociais, que agora devem ser administradas desdea Escola Sede do AE e para as doze escolas agrupadas. A regulação local de políticasde assistência social repercute para além da estrutura burocrático-administrativa doAE, na conformação dum perfil institucional como “AE inclusivo”, perfil que supõepara a diretora a intensificação e complexificação de um novo trabalho específico: agestão de relações de parceria. Neste contexto, discutimos as lógicas de ação e osefeitos que o Sistema de Ação Concreta contextualizado no GIC do ficticiamentedenominado AE Margem, promove nos seus atores escolares
Gamification e Game-Based Learning: Estratégias eficazes para promover a competitividade positiva nos processos de ensino e de aprendizagem
O artigo apresenta um estudo que procurou identificar as principais implicações do uso da gamification e o game-based learning como forma de promover a competitividade positiva em alunos de um curso profissional de Informática. Num cenário de jogo, foi desenhada uma narrativa composta por seis desafios diferentes (mas interligados), que pretenderam melhorar a experiencia de aprendizagem dos alunos, quer individualmente quer em grupo. Apoiados na observação direta e inquérito por entrevista do tipo focus group aos alunos, bem como dados automáticos por software logging à plataforma de partilha online, monitorizamos um grupo de 23 alunos durante o processo. Os dados obtidos permitem apontar para a validade pedagógica da integração do jogo e da gamification nos processos de ensino e aprendizagem. Os alunos jogaram, individualmente e em colaboração dentro dos grupos, até ao limite do tempo dos desafios, na busca da pontuação máxima, sem sinais aparentes de desinteresse
A formação ativa de professores – um projeto de investigação-for-mação com integração das tecnologias digitais
A presente investigação teve como propósito identificar as bases teóricas e práticas de um modelo de formação que permita uma inovação das metodologias de ensino-aprendizagem com integração pedagógica das tecnologias digitais e contribua para o desenvolvimento profissional docente.Este modelo de formação, fundamentado em correntes pedagógicas identificadas, caracteriza-se por uma gestão flexível do processo formativo com utilização de metodologias e estratégias ativas de aprendizagem que potenciem a construção de competências dos professores e, em simultâneo, através de um processo de isomorfismo, a transferência de competências para os seus alunos.Com base numa abordagem predominantemente qualitativa complementada com questionários, a componente empírica foi implementada através de um projeto de investigação-formação numa determinada comunidade educativa.Na linha de um contributo para o desenvolvimento de uma cultura digital na escola, procurou-se delinear um modelo específico de formação – a Formação Ativa – ajustado ao desenvolvimento profissional e humano no contexto da futura sociedade do conhecimento
A Educação num Mundo Digital: Desafios, Atores e Teorias
Vinte e cinco anos volvidos sobre a criação da Web, apercebemo-nos de que a natureza eminentemente social do mundo digital, entendida no seu carácter transformador e inovador, continua ausente das agendas de investigação das Ciências da Educação dos nossos dias. Este artigo procura contribuir para a superação dessa lacuna, exemplificando desafios que se colocam à renovação da educação num mundo digital, sugerindo soluções para esses desafios, discutindo os papéis renovados dos principais atores da educação e antecipando quadros teóricos que possam ser usados para o estudo desta realidade. Desejavelmente, estes contributos poderão inspirar os investigadores das Ciências da Educação que queiram projetar os seus horizontes para um mundo digital
Género e cidadania: configurações da intervenção socioeducativa das organizações da sociedade civil
As questões relacionadas com a configuração e o exercício da cidadania e da igualdade de género constituem missões formalmente reconhecidas e atribuídas à atuação da Escola portuguesa e são também objeto de preocupação, de lutas e de intervenção porparte da Sociedade Civil. A relação entre estes campos constitui a base a partir da qual se desenvolve o projeto de doutoramento que se apresenta nesta comunicação e que visa alargar o espectro compreensivo sobre as Organizações da Sociedade Civil (OSC)que desenvolvem intervenções de natureza socioeducativa sobre cidadania e género em contexto escolar. Pretende-se identificar o papel que as políticas públicas exercem na configuração dessa relação, caracterizar o universo conceptual e ideológico quesubjaz à atuação das diferentes OSC e discernir as componentes relacionais que configuram as dinâmicas estabelecidas com os diferentes contextos escolares. Este propósito será concretizado através do desenvolvimento de três estudos: 1) Políticas deCidadania e Igualdade de Género (CIG), centrado no levantamento e na análise documental dos instrumentos de orientação política centrais para as questões relacionadas com género e cidadania; 2) Discursos das OSC sobre IS-CIG (Intervenção Socioeducativa-CIG), orientado para a caraterização das OSC que desenvolvem intervenções de natureza socioeducativa nestes domínios temáticos e 3) Práticas de ISCIG, com o propósito de aceder ao domínio praxeológico da atuação das OSC
Online na vida, off-line na condução
No mundo digital que é hoje aquele que habitamos, a quantidade de informação disponível e todos os efeitos de desinformação provocados pelo modo de circulação das notícias, dominado pelo excesso, pela opinião e pela dominância do que nelas são os apelos emocionais e a espectacularidade, exigem dos cidadãos uma atitude de alerta e da Educação a orientação necessária para que se possa exercer a competência crítica, desde há mais de trinta anos, é advogada pela Educação para os Media, hoje chamada Literacia Mediática. Defenderemos que esta não deve centrar-se tanto no acesso quanto justamente no desenvolvimento dessa capacidade crítica, que permite escolher, escrutinar e desocultar os significados construídos pelos media. A Literacia Visual é uma das maisimportantes dimensões da Literacia Mediática, não só pelo peso que têm as imagens e as visualidades no habitat digital, mas igualmente porque permite desenvolver capacidades de análise, reflexão e produção, orientadas para a compreensão dos mecanismos através dos quais as imagens se produzem e reproduzem, modelando o mundo. Este processo de tomada de consciência exige, por sua vez, que se encontre um bom equilíbrio entre a navegação no sistema (mesmo a imersão) e o distanciamento. Para fazermos uma boa condução da nossa presença em rede (online), precisamos também de olhá-la de fora (colocando-nos off-line)
Do ensino colonial ao ensino para a libertação um olhar às ideologias educativas na Guiné(-Bissau)
A presente comunicação procura compreender o carácter ideológico da prática educativa do PAIGC para a libertação dos povos da Guiné e Cabo-Verde, em oposição ao sistema educativo praticado pelo regime colonial português na Província da Guiné, entre 1954, ano da publicação do Estatuto do Indigenato, e 1986, seis anos após o golpe de Estado que derrubou o primeiro governo da Guiné-Bissau. Com base numa metodologia essencialmente qualitativa, alicerçada na análise de alguns Decretos-leis coloniais relacionados à matéria educativa; de três manuais escolares usados em diferentes fases das duas práticas educativas a que se focam a nossa abordagem; e na consulta a alguns estudos sobre a matéria, procura-se responder à pergunta: o que distingue a ideologia educativa do PAIGC àquela praticada nas escolas coloniais da Guiné
Avaliação das instituições de Ensino Superior angolanas testemunho de oito docentes e gestores
A avaliação do Ensino Superior (ES) foi recentemente consignada na Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino (Lei nº 17/2016 de 7 de outubro), como uma política imprescindível à promoção da qualidade deste nível de ensino. Neste artigo apresenta-se parte de um estudo de caso de caráter fenomenológico-interpretativo, realizado numa instituição de ensino superior (IES) angolana. Damos conta dos resultados da análise de entrevistas semi-diretivas com oito professores, sendo 4 membros da direção e 4 professores da instituição. Estes resultados levam-nos a inferir que a perceção dos professores acerca do processo de avaliação do ES está marcada pela identificação de problemas de comunicação, feedback e circulação da informação, a nível macro e mesossistémico, bem como pela falta de clareza dos critérios de avaliação e de ligação entre a legislação e os contextos institucionais e societais. Estas lacunas projetam-se numa atitude dominada pela preocupação, ceticismo e, ainda assim, alguma expectativa e esperança. Parece existir uma atitude mais positiva da parte dos membros dos órgãos de gestão, refletida num maior comprometimento com a avaliação que estará associado a uma melhor informação acerca das políticas públicas que regulamentam a avaliação no Ensino Superior, o que reforça a importância, a necessidade e a urgência da efetiva circulação da informação em todos os níveis do subsistema do Ensino Superior