Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário
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    Saúde e crise climática: a urgência de uma agenda integrada na COP 30

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    The 30th Conference of the Parties to the United Nations Framework Convention on Climate Change, in Belém do Pará, transcends the diplomatic and environmental sphere to take on urgent contours of global public health. The concept of One Health provides a robust theoretical and practical framework for understanding and addressing this crisis. The health dimension of the climate crisis requires that 30th Conference of the Parties debates go beyond the traditional boundaries of environmental diplomacy. The emergence of an intersectoral approach is vital: climate policies must directly interact with health, food security, basic sanitation, and social justice policies. The future of global health will depend on the collective capacity to recognize that protecting the environment is, above all, protecting life. Discussing the climate crisis as a public health issue is not a rhetorical choice, but an ethical, scientific, legal, and political imperative. Submitted: 08/18/25| Approved: 08/18/25La 30ª Conferencia de las Partes de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático, en Belém do Pará, trasciende el ámbito diplomático y ambiental para asumir contornos urgentes de salud pública global. El concepto de One Health — Una Sola Salud — ofrece un marco teórico y práctico sólido para comprender y enfrentar esta crisis. La dimensión sanitaria de la crisis climática impone que los debates de la 30ª Conferencia de las Partes vayan más allá de las fronteras tradicionales de la diplomacia ambiental. La emergencia de un enfoque intersectorial es vital: las políticas climáticas deben dialogar directamente con las políticas de salud, seguridad alimentaria, saneamiento básico y justicia social. El futuro de la salud global dependerá de la capacidad colectiva de reconocer que la defensa del medio ambiente es, ante todo, la defensa de la vida. Discutir la crisis climática como un tema de salud pública no es una elección retórica, sino una exigencia ética, científica, jurídica y política. Envío: 18/08/25| Aprobación: 18/08/25A realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Belém do Pará, transcende o caráter diplomático e ambiental para assumir contornos urgentes de saúde pública global. O conceito de One Health — Saúde Única — fornece um arcabouço teórico e prático robusto para compreender e enfrentar essa crise. A dimensão sanitária da crise climática impõe que os debates da 30ª Conferência das Partes ultrapassem as fronteiras tradicionais da diplomacia ambiental. A emergência de uma abordagem intersetorial é vital: políticas climáticas devem dialogar diretamente com políticas de saúde, segurança alimentar, saneamento básico e justiça social. O futuro da saúde global dependerá da capacidade coletiva de reconhecer que a defesa do meio ambiente é, antes de tudo, defesa da vida. Discutir a crise climática como um tema de saúde pública não é uma escolha retórica, mas uma exigência ética, científica, jurídica e política. Submissão: 08/18/25| Aprovação: 08/18/2

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    Volume 14, number 1, jan./mar. 2025 ISSN 2358-1824 The Iberoamerican Journal of Health Law is a quarterly open access publication dedicated to the dissemination of scholarly research in health law in iberoamerican region. It has been published by the Program of Health Law/Oswaldo Cruz Foundation since 2012. It is intended for Law and Public Health professors, researchers, and students, as well as lawyers, health professionals, and managers of health systems and services.      Editor-in-chief Sandra Mara Campos Alves, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil https://orcid.org/0000-0001-6171-4558 Assistant Editor Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Office of the Public Defender, Brazil https://orcid.org/0000-0001-5332-2642 Associate Editors Marcelo Lamy, University of Santa Cecília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8519-2280 Edith Ramos, Federal University of Maranhão/CEUMA University, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6064-1879 Managing Editor Gabriel Teles Viana, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil https://orcid.org/0000-0001-9511-6548 Editorial Assistant Danilo Silva Santos Rocha, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil https://orcid.org/0000-0002-7487-2309 Text Review Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2852-1644 Translation  David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil Social Midia Layane dos Santos Silva, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil EDITORIAL BOARD André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda https://orcid.org/0000-0002-0938-6603 André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal https://orcid.org/0000-0003-4793-3855 Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha https://orcid.org/0000-0002-6254-9651 Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba https://orcid.org/0000-0001-7725-4242 Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil https://orcid.org/0000-0002-0206-2462 Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália https://orcid.org/0000-0003-3259-5734 Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha https://orcid.org/0000-0002-1027-9717 Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8974-2283 Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9436-0987 Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5351-3534 Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8520-8844 Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal https://orcid.org/0000-0002-3290-4480 Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal https://orcid.org/0000-0001-7895-2181Volumen 14, número 1, jan./mar. 2025 ISSN 2358-1824 Cuadernos Iberoamericanos de Derecho Sanitario (CIADS) es una publicación trimestral, de acceso abierto, destinada a difundir la producción académica en el campo del Derecho Sanitario en la región iberoamericana. CIADS es publicado por el Programa de Derecho Sanitario de la Fundación Oswaldo Cruz Brasilia desde 2012. Es una publicación dirigida a maestros, investigadores y estudiantes de Derecho, Ciencias de la Salud y Ciencias Sociales; operadores de derecho; profesionales de la salud y gestores de servicios y sistemas de salud.  EQUIPO EDITORIAL Editora-Jefe Sandra Mara Campos Alves, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6171-4558 Editor Asistente Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Núcleo de Saúde, Defensoria Pública da União, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5332-2642 Editores Asociados  Marcelo Lamy, Universidade Santa Cecília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8519-2280 Edith Ramos, Universidade Federal do Maranhão/Universidade CEUMA, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6064-1879 Editor-ejecutivo Gabriel Teles Viana, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9511-6548 Asistente Editorial Danilo Silva Santos Rocha, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0002-7487-2309 Revisora de Texto Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2852-1644 Traduccíon David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil Redes Sociales Layane dos Santos Silva, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil CONSEJO EDITORIAL CIENTIFICO André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda https://orcid.org/0000-0002-0938-6603 André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal https://orcid.org/0000-0003-4793-3855 Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha https://orcid.org/0000-0002-6254-9651 Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba https://orcid.org/0000-0001-7725-4242 Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil https://orcid.org/0000-0002-0206-2462 Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália https://orcid.org/0000-0003-3259-5734 Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha https://orcid.org/0000-0002-1027-9717 Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8974-2283 Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9436-0987 Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5351-3534 Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8520-8844 Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal https://orcid.org/0000-0002-3290-4480 Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal https://orcid.org/0000-0001-7895-2181Volume 14, número 1, jan./mar. 2025 ISSN 2358-1824 Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (CIADS) é um periódico trimestral, de acesso aberto, editado pelo Programa de Direito Sanitário da Fundação Oswaldo Cruz/Brasília desde 2012. É dirigido a professores, pesquisadores e estudantes de Direito, Ciências da Saúde e Ciências Sociais; operadores do Direito; profissionais de saúde e gestores de serviços e sistemas de saúde. Seu objetivo é difundir e estimular o desenvolvimento do Direito Sanitário na região ibero-americana, promovendo o debate dos grandes temas e  principais desafios do Direito Sanitário contemporâneo. EQUIPE EDITORIAL Editora-chefe Sandra Mara Campos Alves, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6171-4558 Editor Assistente Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Núcleo de Saúde, Defensoria Pública da União, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5332-2642 Editores Associados  Marcelo Lamy, Universidade Santa Cecília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8519-2280 Edith Ramos, Universidade Federal do Maranhão/Universidade CEUMA, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6064-1879 Editor-executivo Gabriel Teles Viana, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9511-6548 Assistente Editorial Danilo Silva Santos Rocha, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0002-7487-2309 Revisora de Texto Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2852-1644 Tradução  David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil Mídia Social Layane dos Santos Silva, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda https://orcid.org/0000-0002-0938-6603 André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal https://orcid.org/0000-0003-4793-3855 Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha https://orcid.org/0000-0002-6254-9651 Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba https://orcid.org/0000-0001-7725-4242 Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil https://orcid.org/0000-0002-0206-2462 Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália https://orcid.org/0000-0003-3259-5734 Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha https://orcid.org/0000-0002-1027-9717 Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8974-2283 Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9436-0987 Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5351-3534 Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8520-8844 Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal https://orcid.org/0000-0002-3290-4480 Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal https://orcid.org/0000-0001-7895-218

    Judicialização da saúde e objetivos de desenvolvimento sustentável: Agenda 2030 e atuação do Poder Judiciário brasileiro na efetivação do direito à saúde

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    Objective: This research analyzes the fundamentality of the right to health in the Brazilian Constitution of 1988 and the subsequent phenomenon of judicialization, covering the evolution of the concept of development and the Sustainable Development Goals (SDGs): the 2030 Agenda. The right to health is considered essential to guarantee dignity and quality of life for the population, so that the state\u27s failure to comply with these ends up giving rise to recourse to the judiciary. Methodology: As a research strategy, a documentary and bibliographic survey was used, collected through selected sources, with analysis of decisions of the higher courts. The research also used articles published in journals and online publications, accessible free of charge and in Portuguese with high stratification, capable of studying the theme of the judicialization of health and development. Results: the incompleteness of the 2030 Agenda, legislative omission and difficulty in managing health on the part of the executive branch have led to an exponential growth in legal demands in health, and have begun to demand quick and efficient responses from the institutions of the justice system due to the very nature of judicialized law. Conclusion: It can be inferred that positive and/or negative provisions of the state\u27s duty regarding the implementation of health, including compliance with international agreements such as the 2030 Agenda, are essential and the ineffectiveness of government action resulting from possible failures justifies access to the judiciary in order to ensure this fundamental right, providing the phenomenon of judicialization. Submission: 10/01/24| Review: 10/09/24| Approval: 10/09/24Objetivo: esta investigación analiza la fundamentalidad del derecho a la salud en la Constitución brasileña de 1988 y el posterior fenómeno de judicialización, pasando por la evolución del concepto de desarrollo y de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): la Agenda 2030. se considera fundamental para garantizar la dignidad y calidad de vida de la población, por lo que el incumplimiento por parte del Estado termina dando lugar al recurso al poder judicial. Metodología: Como estrategia de investigación se utilizó la investigación documental y bibliográfica, recopilada a través de fuentes seleccionadas, con análisis de decisiones de tribunales superiores. La investigación también utilizó artículos publicados en revistas y publicaciones en línea, accesibles gratuitamente y en portugués con alta estratificación, capaces de estudiar el tema de la judicialización de la salud y el desarrollo.. Resultados: lo incompleto de la Agenda 2030, la omisión legislativa y la dificultad en la gestión de la salud por parte del ejecutivo terminan generando un crecimiento exponencial de las demandas judiciales en salud, y comenzaron a exigir respuestas rápidas y eficientes de las instituciones del sistema de justicia debido a la naturaleza misma del derecho judicializado. Conclusión: Se infiere que los beneficios positivos y/o negativos del deber del Estado en materia de implementación de la salud, incluido el cumplimiento de acuerdos internacionales como la Agenda 2030, son esenciales y la ineficacia de la acción gubernamental derivada de posibles fallas, justifica el acceso al poder judicial. para garantizar este derecho fundamental, previendo el fenómeno de la judicialización. Envío: 01/10/24| Revisión: 09/10/24| Aprobación: 09/10/24Objetivo: a presente pesquisa analisa a fundamentalidade do direito à saúde na Constituição Brasileira de 1988 e o posterior fenômeno da judicialização, perpassando pela evolução do conceito de desenvolvimento e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: a Agenda 2030.  O direito à saúde é considerado essencial para garantir dignidade e qualidade de vida da população, de modo que a omissão do Estado no cumprimento dessas acaba por ensejar recurso ao Poder Judiciário. Metodologia: Como estratégia de pesquisa, utilizou-se o levantamento documental e bibliográfico, colhido por meio de fontes selecionadas, com análise de decisões dos tribunais superiores. A pesquisa utilizou, ainda, artigos publicados em periódicos e publicações on-line, acessíveis gratuitamente e em língua portuguesa, com estratificação elevada, capazes de embasar o estudo do tema da judicialização da saúde e do desenvolvimento. Resultados: a inconclusão da Agenda 2030, a omissão legislativa e dificuldade de gestão da saúde por parte do Executivo acabam por gerar um crescimento exponencial das demandas judiciais em saúde, e passam a exigir das instituições do sistema de justiça respostas rápidas e eficientes em razão da própria natureza do direito judicializado. Conclusão: infere-se que prestações positivas e/ou negativas do dever estatal quanto à efetivação da saúde, inclusive para o cumprimento de acordos internacionais, como é o caso da Agenda 2030, são essenciais e a ineficácia da atuação governamental, decorrente de eventuais falhas, justifica o acesso ao Poder Judiciário a fim de assegurar esse direito fundamental, proporcionando o fenômeno da judicialização. Submissão: 01/10/24| Revisão: 09/10/24| Aprovação: 09/10/2

    A formação em Direito Sanitário: experiências acadêmicas no Brasil e Espanha

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    Objective: To understand the training experiences in Health Law adopted in Brazil and Spain and reflect on their challenges, successes, and/or limitations, especially because it is a topic that has been little explored in academic-scientific literature. Methodology: The experience report method was adopted, using the storytelling technique, which allowed for the narrative of the course experiences in Brazil and Spain from the perspective and experience of their respective coordinators, without the inclusion of students or faculty in the narratives. Results: The study presented reports of experiences of a lato sensu course already consolidated in Brazil in the face-to-face modality and, to fill the educational gaps in the field of Health Law, it is also offered in the distance learning modality. The Spanish experiences, on the other hand, presented a traditional model of a stricto sensu course, with an academic and professional focus, offered to professionals in Law and Health, along with a modular distance learning option that allowed the acquisition of corresponding titles based on obtained credits. Conclusion: The consolidation of health as a right must assume a commitment to expanding the capacity of professionals in Law and Health to defend health interests. There is no doubt that training in Health Law is imperative for any professional working, directly or indirectly, with health-related issues. Submission: 10/23/24 | Approval: 10/23/24Objetivo: conocer las experiencias de formación en Derecho Sanitario adoptadas en Brasil y en España y reflexionar sobre sus desafíos, éxitos y/o limitaciones; un tema poco explorado en la literatura académico-científica. Metodología: se adoptó el relato de experiencia, con el empleo de la técnica del storytelling, que permitió la crónica de las vivencias ligadas a los cursos en Derecho Sanitario en Brasil y España a partir de la visión y el bagaje de sus respectivos coordinadores, sin la inclusión del cuerpo estudiantil o docente en las narrativas. Resultados: el estudio da cuenta de un curso lato sensu ya consolidado en Brasil en la modalidad presencial y que, para suplir los vacíos formativos en el campo del Derecho Sanitario, también se ofrece en la modalidad de enseñanza a distancia; que se confronta con el acervo español, donde convive, por una parte, un modelo tradicional de curso stricto sensu, de carácter académico y profesional, ofertado para profesionales del Derecho y de la Salud, junto a una oferta en perspectiva modular, de enseñanza a distancia, que permite obtener los títulos correspondientes a los créditos curriculares superados. Conclusión: la consolidación de la salud como un derecho debe suponer el compromiso de ampliar la capacidad de los profesionales del Derecho y de la Salud para actuar en la defensa de los intereses sanitarios. No cabe duda de que la formación en Derecho Sanitario es imperativa para todo profesional que trabaja, directa o indirectamente, con los temas de salud. Envío: 23/10/24| Aprobación: 23/10/24Objetivo: conhecer as experiências de formação em Direito Sanitário adotadas no Brasil e na Espanha e refletir sobre seus desafios, sucessos e/ou limitações, especialmente porque é um tema pouco explorado na literatura acadêmico-científica. Metodologia: adotou-se o relato de experiência, com o emprego da técnica de storytelling, que permitiu relatar a experiência dos cursos no Brasil e na Espanha a partir da visão e experiência de seus respectivos coordenadores, sem a inclusão do corpo discente ou docente nas narrativas. Resultados: o estudo demonstrou relatos de experiências de um curso lato sensu já consolidado no Brasil na modalidade presencial e que, para suprir as lacunas formativas no campo do Direito Sanitário, também é ofertado na modalidade de ensino a distância. As experiências espanholas, por sua vez, apresentaram um modelo tradicional de curso stricto sensu, de caráter acadêmico e profissional, ofertado para profissionais do Direito e da Saúde, e uma oferta em perspectiva modular, de ensino a distância, que permitia obter os títulos correspondentes aos créditos curriculares obtidos. Conclusão: a consolidação da saúde como direito deve pressupor o compromisso de ampliar a capacidade dos profissionais do Direito e da Saúde para atuar na defesa dos interesses sanitários. Não há dúvida de que a formação em Direito Sanitário é imperativa para todo profissional que trabalha, direta ou indiretamente, com os temas de saúde. Submissão: 23/10/24 | Aprovação: 23/10/2

    Vulnerabilidade social no contexto da pandemia de COVID-19: uma discussão bioética

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    To analyze, from a bioethical perspective, social vulnerability in relation to health during the context of the COVID-19 pandemic.  Methods: The study included peer-reviewed publications from January 1st until December 31st 2020, identified in Pubmed, SciELO and LILACS data basis. Mesh terms were utilized for research in Pubmed as follows: “COVID-19” conjugated with the terms: “vulnerable population”, “population groups”, “social determinants of health”, “health equity”. Portuguese and Spanish equivalents DECS terms were used for searching in the other two databases. Results: a total of 132 articles were found. After applied inclusion and exclusion criteria, were 21 eligible articles. The most recurrent themes were: racial, ethnic and social-economics, gender, age, disability and chronic health conditions. Articles addressing more than one theme were observed, integrating different aspects of vulnerable populations. A bioethical discussion with focus in vulnerability based in the data retrieved took place and connections with discrimination and social determinants of health were made. Conclusion: Results point to the violation of rights explained in the Universal Declaration of Bioethics and Human Rights. By increasing the disparity in morbidity and mortality from COVID-19 of population groups already impacted by the social determination of health, there is a violation of the right to health, indicating that governments and societies fail to respect the vulnerability of social groups in the pandemic context. Submission: 08/01/23| Review: 09/15/23| Approval: 09/18/23Objetivo: analizar desde un punto de vista bioético, la vulnerabilidad social relacionada con la salud durante el contexto de la pandemia de la COVID-19. Metodología: se incluyeron publicaciones revisadas por pares del 1 de enero al 31 de diciembre de 2020, identificadas en las bases de datos Pubmed, SciELO y LILACS. Se utilizó el término MESH “COVID-19” para buscar en la base de datos Pubmed junto con los términos: “población vulnerable”, “grupos de población”, “determinantes sociales de la salud”, “equidad en salud”. Los descriptores DECS equivalentes en portugués y español de los términos MESH fueron utilizados en la búsqueda en las otras bases. Resultados: de un total de 132 artículos, tras aplicar los criterios de inclusión y exclusión, se identificaron 21 artículos. Los temas más discutidos fueron: vulnerabilidades relacionadas con los adultos mayores, raza (énfasis en personas negras), minorías étnicas, condiciones socioeconómicas precarias, género femenino, personas con discapacidad y condiciones crónicas de salud. Se observaron artículos que abordaban más de un tema, integrando diferentes aspectos de las poblaciones vulnerables. A partir de los datos encontrados, se realizó análisis y discusión con foco en la vulnerabilidad como concepto bioético, así como las conexiones con la discriminación y la determinación social de la salud. Conclusión: los resultados apuntan a la violación de los derechos explícitos en la Declaración Universal de Bioética y Derechos Humanos. Al aumentar la disparidad en la morbimortalidad por COVID-19 de grupos poblacionales ya impactados por la determinación social de la salud, se vulnera el derecho a la salud, indicando que los gobiernos y las sociedades no respetan la vulnerabilidad de los grupos sociales ante la pandemia. Envío: 01/08/23| Revisión: 15/09/23| Aprobación: 18/09/23Objetivo: analisar, sob um olhar bioético, a vulnerabilidade social referente à saúde durante o contexto da pandemia de COVID-19. Metodologia: foram incluídas publicações de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2020, revisadas por pares, identificadas nas bases de dados Pubmed, SciELO e LILACS. Foram utilizados para realizar a busca na base Pubmed o termo MESH “COVID-19” conjugado com os termos: “vulnerable population”, “population groups”, “social determinants of health”, “health equity”. Os descritores DECS equivalentes em português e em espanhol dos termos MESH foram utilizados na busca nas outras duas bases. Resultados: de um total de 132 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram identificados 21 artigos elegíveis. Os temas mais abordados na amostra foram: vulnerabilidades referentes a pessoas idosas, raça, minorias étnicas, condições socioeconômicas precárias, gênero feminino, pessoas com deficiência e condições crônicas de saúde. Observou-se artigos abordando mais de uma temática, integrando aspectos diversos de populações vulneráveis. Com base nos dados encontrados foram feitas análise e discussão com foco em vulnerabilidade como conceito bioético, além de conexões com discriminação e determinação social da saúde. Conclusão: os resultados apontam para a violação de direitos explicitados na Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos. Ao aumentar a disparidade da morbimortalidade por COVID-19 de grupos populacionais já impactados pela determinação social da saúde, constata-se uma violação do direito à saúde, indicando que governos e sociedades falham em respeitar a vulnerabilidade de grupos sociais no contexto pandêmico. Submissão: 01/08/23| Revisão: 15/09/23| Aprovação: 18/09/2

    Os reflexos da pandemia do novo coronavírus na judicialização do direito à saúde perante o Supremo Tribunal Federal

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    Objective: to identify whether the pandemic situation interfered with the extent and way in which issues relating to the right to health were assessed by the Federal Supreme Court. Methodology: documentary research was carried out, which, after consulting the Federal Supreme Court database, with the filter using the term “health”, returned a total of 1,178 rulings, 447 from the pre-pandemic period and 731 from the pandemic period, which were analyzed and classified according to thematic relevance. After the classification stage discards, 70 rulings were identified in the pre-pandemic period and 167 rulings in the pandemic that effectively deal with the right to health. Results: the pandemic imposed numerous challenges on the health system, so that the Judiciary was urged to speak out in the face of the now established controversies. In these manifestations, it was identified that there was an increase in demands for concentrated control and in the absolute quantity of decisions involving the right to health, as well as that qualitatively, in general, the previous decision-making pattern was maintained, although new themes have emerged. Conclusion: the study concluded that the Supreme Court\u27s tendency remains in favor of the recognition of health rights, using arguments such as the non-offense of the separation of powers and the impossibility of arguing on the possible reservation to prevent their granting. Submission: 01/29/23|Review: 10/24/23|Approval: 10/30/23Objetivo: identificar si la situación de pandemia interfirió en el alcance y la forma en que las cuestiones relativas al derecho a la salud fueron evaluadas por el Supremo Tribunal Federal. Metodología: se realizó una investigación documental que, consultada la base de datos del Supremo Tribunal Federal, con el filtro del término “salud”, arrojó un total de 1.178 sentencias, 447 del período prepandemia y 731 del período pandémico, que fueron analizados y clasificados según relevancia temática. Descartada la etapa de clasificación, se identificaron 70 sentencias en el período prepandemia y 167 sentencias en la pandemia que abordan efectivamente el derecho a la salud. Resultados: la pandemia impuso numerosos desafíos al sistema de salud, por lo que se instó al Poder Judicial a pronunciarse ante las controversias ahora establecidas. En estas manifestaciones se identificó que hubo un aumento en las demandas de control concentrado y en la cantidad absoluta de decisiones que abordan el derecho a la salud, así como que cualitativamente, en general, se mantuvo el patrón de toma de decisiones anterior, aunque han surgido nuevos temas. Conclusión: el estudio concluyó que se mantiene la tendencia de la Corte Suprema a favor del reconocimiento de los derechos a la salud, utilizando argumentos como la no infracción de la separación de poderes y la imposibilidad de argumentar la reserva de lo posible para impedir su otorgamiento. Envío: 29/01/23|Revisión: 24/10/23|Aprobación: 30/10/23Objetivo: identificar se a situação pandêmica interferiu na extensão e no modo como as questões referentes ao direito à saúde foram apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal. Metodologia: foi realizada pesquisa documental, que, após consulta na base de dados do Supremo Tribunal Federal, com o filtro pelo termo “saúde”, retornou um total de 1.178 acórdãos, sendo 447 do período pré-pandêmico e 731 do período pandêmico, os quais foram analisados e classificados conforme a pertinência temática. Após os descartes da etapa de classificação, identificaram-se 70 acórdãos no período pré-pandêmico e 167 acórdãos no pandêmico que versam efetivamente sobre o direito à saúde. Resultados: a pandemia impôs inúmeros desafios ao sistema de saúde, de modo que o Poder Judiciário foi instado a se manifestar ante às controvérsias ora instauradas. Nessas manifestações, identificou-se que houve aumento nas demandas de controle concentrado e no quantitativo absoluto de decisões envolvendo o direito à saúde, bem como que qualitativamente, em geral, o padrão decisório anterior foi mantido, embora novos temas tenham surgido. Conclusão: o estudo concluiu que a tendência da Suprema Corte permanece favorável ao reconhecimento de direitos sanitários, tendo, para tal, argumentos como a não ofensa à separação de poderes e a impossibilidade de arguir a reserva do possível para impedir sua concessão. Submissão: 29/01/23|Revisão: 24/10/23|Aprovação: 30/10/2

    Judicialização em saúde e atuação defensorial em caso de insumo não incorporado: a demanda de Canabidiol na Defensoria Pública Federal de Salvador/BA durante a última década

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    Objective: To evaluate the performance of the Federal Public Defender\u27s Office and the effectiveness of the juridification of health, as an instrument to guarantee access to the right, in the case of a non-standardized input (Cannabidiol), in the Salvador/Bahia unit. Methodology: a descriptive study with application of retrospective longitudinal method was carried out on the number of Cannabidiol claims that have reached the unit since the index case admitted in Brazil in 2014, its annual evolution and destination in the institution and in the court, until 2023. Results and discussion: there was a systematic growth in the number of cases, which doubled annually, especially from 2018 onwards, except in 2021. The percentage of judicialized lawsuits was about 59%, and, among those, more than half obtained a favorable decision in some instance, reaching 76% from the merit sentences. The time between the arrival of the applicant, the gathering of documents and the filing of the action was, on average, 2.4 months, and the average interval between the filing of the initial petition and the intimation of the anticipation decision, in the cases where it was granted, was 2 months. On the other hand, the interval between the intimation of the anticipatory decision and the effective compliance oscillated around 9.2 months, only being obtained through judicial blocking in almost 70% of the cases. Conclusion: it was found that the defense was swift, as soon as the necessary documents were gathered, as well as the injunctions granted. On the other hand, the time of compliance after the concession decision showed an alarmingly long interval, resulting in a new form of ineffectiveness of the social right to health, which the judicialization aimed precisely to combat. Submission: 11/30/23| Review: 01/29/24| Approval: 01/30/24Objetivo: Evaluar el desempeño de la Defensoría Pública Federal y la efectividad de la juridificación de la salud, como instrumento para garantizar el acceso al derecho, en caso de insumo no estandarizado (Cannabidiol), en la unidad de Salvador/Bahía. Metodología: se realizó un estudio descriptivo con aplicación del método longitudinal retrospectivo sobre los reclamos de Cannabidiol que han llegado a la unidad desde el caso índice admitido en el pays, en 2014, su evolución anual y destino, en la institución y en los tribunales, hasta 2023. Resultados y discusión: hubo un aumento sistemático en el número de solicitudes, que se duplicaron anualmente, especialmente a partir de 2018, a excepción de 2021. El porcentaje de demandas fue de alrededor del 59% y, entre los judicializados, más de la mitad obtuvo una decisión favorable en alguna instancia, llegando al 76% en las sentencias de mérito. El tiempo promedio entre la llegada del demandante, la recopilación de documentos y la presentación de la demanda fue de 2.4 meses, y el intervalo promedio entre la presentación de la petición inicial y la decisión de anticipación, en los casos en que fue concedida, fue de 2 meses. Por otro lado, el intervalo entre la intimación de la decisión anticipada y el cumplimiento efectivo osciló en torno a los 9,2 meses, obteniéndose únicamente a través del bloqueo judicial en casi 70% de los casos. Conclusión: se comprobó que la defensoría fue rápida, tan pronto como se reunieron los documentos necesarios, así como las medidas cautelares otorgadas, después de escuchado el órgano de soporte técnico. Por otro lado, el tiempo de cumplimiento posterior a la decisión de concesión mostró un intervalo alarmantemente largo, lo que resultó en una nueva forma de ineficacia del derecho social a la salud, que la judicialización pretendía precisamente combatir. Envío: 30/11/23| Revisión: 29/01/24| Aprobación: 30/01/24Objetivo: avaliar a atuação da Defensoria Pública Federal e a efetividade da juridificação da saúde, como instrumento para garantia de acesso ao direito, no caso de insumo não padronizado (Canabidiol), na unidade de Salvador/Bahia. Metodologia: estudo descritivo com aplicação de método longitudinal retrospectivo das demandas de Canabidiol que chegaram à unidade, desde o caso índice admitido no país em 2014, com evolução anual e destino, na instituição e na Justiça, até 2023. Resultados: houve crescimento sistemático dos pedidos, que dobraram anualmente, sobretudo a partir de 2018, exceto no ano de 2021, totalizando 88 casos. O percentual de pleitos judicializados foi de 59%, e, dentre eles, mais da metade obteve decisão liminar favorável em alguma instância, alcançando 76% nas sentenças de mérito. O tempo entre a chegada do requerente, reunião de documentos e propositura da ação foi, em média, de 2,4 meses, e o intervalo médio entre o protocolo da peça inicial e a intimação da antecipação de tutela, nos casos em que concedida, foi de 2 meses. O intervalo entre a intimação da decisão antecipatória e o efetivo cumprimento foi em torno de 9,2 meses, somente obtido mediante bloqueio judicial em quase 70% dos casos. Conclusão: a atuação defensorial se mostrou célere, tão logo reunidos os documentos necessários, bem como as liminares concedidas. O tempo de cumprimento após a decisão concessiva mostrou intervalo alargado, evidenciando uma nova forma de inefetividade do direito social à saúde, o que a judicialização visava exatamente a combater. Submissão: 30/11/23| Revisão: 29/01/24| Aprovação: 30/01/2

    A frágil garantia constitucional do direito à proteção da saúde na Espanha: uma proposta de reforma

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    Objective: To discuss the right to health protection in Spain and its non-inclusion in the category of fundamental rights. Methodology: Critical review of Spanish and international normative documents - Constitution, laws, and international treaties - from the perspective of analyzing health as a fundamental right. Results: The guarantee and effectiveness of the right to health in Spain are not satisfactory, as from the legislative and often administrative regulation of the topic, well-defined and enforceable legal claims arise before judicial bodies, as individual subjective rights. This allows the legislator to introduce significant setbacks in determining the scope of the right to health. Conclusion: A constitutional reform is necessary to reconfigure a right and include it in the list of those considered fundamental in Section 1 of Chapter II of Title I of the Constitution, in order to endow it with an essential content, binding for the legislator, and so that it itself benefits from direct and maximum jurisdictional guarantee, both ordinary and extraordinary, before the Constitutional Court. Submission: 12/15/23| Review: 02/08/24| Approval: 02/08/24Objetivo: Discutir el derecho a la protección de la salud en España y su no inclusión en la categoría de derecho fundamental. Metodología: Revisión crítica de documentos normativos españoles e internacionales - Constitución, leyes y tratados internacionales - desde la perspectiva del análisis de la salud como un derecho fundamental. Resultados: La garantía y efectividad del derecho a la salud en España no son satisfactorias, ya que a partir de la regulación legislativa y, a menudo, administrativa del tema, surgen reclamaciones jurídicas bien definidas y exigibles ante los órganos jurisdiccionales, como derechos subjetivos individuales. Esto faculta al legislador introducir retrocesos significativos en la determinación del alcance del derecho a la salud. Conclusión: Se impone una reforma constitucional que signifique la reconfiguración de un derecho y su inclusión en la lista de aquellos considerados fundamentales en la Sección 1ª del Capítulo II del Título I de la Constitución, a fin de dotarlo de un contenido esencial, vinculante para el legislador y para que él mismo sea beneficiario de una garantía jurisdiccional directa y máxima, tanto ordinaria como extraordinaria ante el Tribunal Constitucional. Envío: 15/12/23| Revisión: 08/02/24| Aprobación: 08/02/24Objetivo: discutir o direito à proteção da saúde na Espanha e o seu não enquadramento na categoria de direito fundamental. Metodologia: revisão crítica de documentos normativos espanhóis e internacionais – Constituição, Leis e tratados internacionais na perspectiva de análise da saúde como um direito fundamental. Resultados: a garantia e efetividade do direito à saúde na Espanha não são satisfatórios visto que a partir da regulamentação legislativa e, muitas vezes, administrativa do tema, surgem reivindicações jurídicas bem definidas e exigíveis perante os órgãos judiciais, como direitos subjetivos individuais. Isso permite ao legislador introduzir retrocessos significativos na determinação do alcance do direito à saúde. Conclusão: Impõe-se uma reforma constitucional que signifique a reconfiguração de um direito e sua inclusão na lista daqueles considerados fundamentais na Seção 1ª do Capítulo II do Título I da Constituição, a fim de dotá-lo de um conteúdo essencial, vinculativo para o legislador e para que ele mesmo seja beneficiário de uma garantia jurisdicional direta e máxima, tanto ordinária quanto extraordinária perante o Tribunal Constitucional. Submissão: 15/12/23| Revisão: 08/02/24| Aprovação: 08/02/2

    Whitehead, Tansley, Sen, Bobbio e a abordagem One Health

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    Objective: draw parameters to structure concepts of the One Health approach through the thoughts of Alfred North Whitehead, Arthur George Tansley, Amartya Sen, and Norberto Bobbio. Methodology: this was original research, with a deductive approach, hermeneutic bias based on the selected thoughts and the One Health. Results: One Health is structured on the holistic and integrated assertion that human, animal, and environmental health are interconnected. From Whitehead\u27s perspective, the One Health approach can be considered a dynamic and relational process, where humans, animals, and the environment constantly interact, interconnecting through relationships and processes, forming a whole. From Tansley\u27s perspective, the idea of One Health can align with the ecosystem concept, where health cannot be analyzed in isolation in individuals, but necessarily through the complex interactions between humans, animals, and the environment. From Sen\u27s development prism (rights and freedoms), the One Health approach can be seen to achieve it, through the interrelation of mechanisms, systems, and institutions focused on promoting health and well-being. In Bobbio\u27s view, fundamental rights, democracy, and peace are ethical and primary ways to ensure rights, especially a right of nature (humans, animals, and the environment) in the joint pursuit of guarantees for peaceful coexistence. Conclusion: the One Health approach is not just a practical strategy, but also a renewed vision of the old perception that recognized the interconnection of all forms of life. Submission: 10/01/24| Review: 02/02/24| Approval: 13/02/24Objetivo: establecer parámetros para estructurar conceptos del enfoque One Health a través de los pensamientos de Alfred North Whitehead, Arthur George Tansley, Amartya Sen y Norberto Bobbio. Metodología: se trató de una investigación original, con un enfoque deductivo, sesgo hermenéutico basado en los pensamientos seleccionados y el Salud Única. Resultados: One Health se estructura en la afirmación holística e integrada de que la salud humana, animal y ambiental están interconectadas. Desde la perspectiva de Whitehead, el enfoque One Health puede considerarse un proceso dinámico y relacional, donde humanos, animales y el medio ambiente interactúan constantemente, interconectándose a través de relaciones y procesos, formando un todo. Desde la perspectiva de Tansley, la idea de One Health puede alinearse con el concepto de ecosistema, donde la salud no puede analizarse aisladamente en individuos, sino necesariamente a través de interacciones complejas entre seres humanos, animales y el ambiente. Desde el prisma del desarrollo (derechos y libertades) propuesto por Sen, el enfoque One Health puede considerarse un medio para alcanzarlo, a través de la interrelación de mecanismos, sistemas e instituciones enfocados en la promoción de la salud y el bienestar. Desde la visión de Bobbio, los derechos fundamentales, la democracia y la paz son formas éticas y primordiales para asegurar derechos, especialmente un derecho de la naturaleza (humanos, animales y ambiente) en la búsqueda conjunta de garantías para la convivencia pacífica. Conclusión: el enfoque One Health no es solo una estrategia práctica, sino también una visión renovada de la antigua percepción que reconocía la interconexión de todas las formas de vida. Envío: 10/01/24| Revisión: 02/02/24| Aprobación: 13/02/24Objetivo: traçar parâmetros para estruturar conceitos da abordagem One Health através dos pensamentos de Alfred North Whitehead, Arthur George Tansley, Amartya Sen e Norberto Bobbio. Metodologia: tratou-se de pesquisa original, com abordagem dedutiva e viés hermenêutico, baseada nos pensamentos selecionados e na orientação de Saúde Única. Resultados: One Health estrutura-se na afirmativa holística e integrada que a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas. Sob a perspectiva de Whitehead, a abordagem One Health pode ser considerada um processo dinâmico e relacional, onde humanos, animais e meio ambiente interagem constantemente, interconectando-se por relações e processos, formando um todo. Pela perspectiva de Tansley, a ideia de One Health pode alinhar-se ao conceito de ecossistema, não podendo a saúde ser analisada isoladamente em indivíduos, mas, necessariamente, pelas interações complexas entre seres humanos, animais e o ambiente. Sob o prisma de desenvolvimento (direitos e liberdades), proposto por Sen, a abordagem One Health pode ser considerada um meio para alcançá-lo, através da interrelação de mecanismos, sistemas e instituições focados na promoção da saúde e do bem-estar. Na visão de Bobbio, direitos fundamentais, democracia e a paz, são formas éticas e primordiais para assegurar direitos, especialmente um novo direito da natureza (humanos, animal e ambiente) na busca conjunta de garantias para a convivência pacífica. Conclusão: a abordagem One Health não é apenas uma estratégia prática, mas também uma visão renovada da antiga percepção que reconhecia a interconexão de todas as formas de vida. Submissão: 10/01/24| Revisão: 02/02/24| Aprovação: 13/02/2

    Reflexões sobre o caráter ambivalente da judicialização na saúde: Desafio para garantia da integralidade e equidade no SUS

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    In Brazil, the right to health became universal and comprehensive, as per the constitutional provision. However, the judicial route began to be used to guarantee access to health treatments in response to the population\u27s needs, without the use of much technical rigor. Objective: to review the literature on the positive and negative points found in the Judicialization of health. Methodology: a survey was carried out in the Virtual Health Library Database, with studies between 2010 and 2021. 59 articles were found, applying the inclusion criteria for this study, we selected 39 for analysis. After in-depth reading of the articles, themes organized into the following categories were chosen: medicines and treatments standardized by the SUS; medicines and treatments not standardized by the SUS; and interference from pharmaceutical industries and interinstitutional dialogues. Results: Most articles identified positive and negative points of the Judicialization of health or mentioned the existence of the contradiction regarding this subject. The studies showed that part of the Judicialization results from failures in the management itself. Therefore, a conflict can be seen in the dichotomy between the right to health effectively guaranteed and the structure and capacity of the system to achieve it. Conclusion: The entities involved in the Judicialization of health must dialogue with each other, in order to understand the phenomenon and face the challenges. It is necessary to recognize legal demands as a provocative source for improving SUS management, always aiming to provide better service to users, thus promoting equity and efficiency in spending public money. Submission: 03/28/24| Review: 08/30/24| Approval: 08/30/24En Brasil, el derecho a la salud pasó a ser universal e integral, según disposición constitucional. Sin embargo, se empezó a utilizar la vía judicial para garantizar el acceso a tratamientos de salud que respondieran a las necesidades de la población, sin el uso de mucho rigor técnico. Objetivo: revisar la literatura sobre los puntos positivos y negativos encontrados en la Judicialización de la salud. Metodología: se realizó una encuesta en la Base de Datos de la Biblioteca Virtual en Salud, con estudios entre 2010 y 2021. Se encontraron 59 artículos, aplicando los criterios de inclusión de este estudio, se seleccionaron 39 para el análisis. Después de la lectura en profundidad de los artículos, se eligieron temas organizados en las siguientes categorías: medicamentos y tratamientos estandarizados por el SUS; medicamentos y tratamientos no estandarizados por el SUS; y la interferencia de las industrias farmacéuticas y los diálogos interinstitucionales. Resultados: La mayoría de los artículos identificaron puntos positivos y negativos de la Judicialización de la salud o mencionaron la existencia de la contradicción respecto a este tema. Los estudios demostraron que parte de la Judicialización resulta de fallas en la propia gestión. Por lo tanto, se puede ver un conflicto en la dicotomía entre el derecho a la salud efectivamente garantizado y la estructura y capacidad del sistema para lograrlo. Conclusión: Las entidades involucradas en la Judicialización de la salud deben dialogar entre sí, para comprender el fenómeno y afrontar los desafíos. Es necesario reconocer las demandas legales como una fuente de provocación para mejorar la gestión del SUS, siempre con el objetivo de brindar un mejor servicio a los usuarios, promoviendo así la equidad y la eficiencia en el gasto del dinero público. Envío: 28/03/24| Revisión: 30/08/24| Aprobación: 30/08/24No Brasil, o direito à saúde passou a ser universal e integral conforme previsão constitucional. No entanto, a via judicial passou a ser utilizada para garantia do acesso a tratamentos de saúde frente à necessidade da população, sem o emprego de muito rigor técnico. Objetivo: revisar a literatura sobre os pontos positivos e negativos encontrados na judicialização da saúde. Metodologia: realizou-se um levantamento na Base de Dados da Biblioteca Virtual em Saúde, com estudos entre 2010 e 2021. Foram encontrados 59 artigos, aplicando os critérios de inclusão para esse estudo, selecionamos 39 para análise. Após aprofundada leitura dos artigos, foram eleitos os temas organizados nas seguintes categorias: medicamentos e tratamentos padronizados pelo Sistema Único de Saúde; medicamentos e tratamentos não padronizados pelo Sistema Único de Saúde; e interferência das indústrias farmacêuticas e diálogos interinstitucionais. Resultados: A maioria dos artigos identificaram pontos positivos e negativos da judicialização da saúde ou mencionaram a existência da contradição que versa esse assunto. Os estudos apontaram que parte da judicialização decorre de falhas da própria gestão. Percebe-se, assim, um conflito presente na dicotomia entre o garantido e a estruturação e capacidade do sistema para a sua realização. Conclusão: Os entes envolvidos na judicialização da saúde devem dialogar entre si, no intuito de compreender o fenômeno e enfrentar os desafios. É necessário reconhecer as demandas judiciais como fonte provocadora para a melhoria da gestão do direito à saúde efetivamente Sistema Único de Saúde, visando sempre ao melhor atendimento aos usuários, promovendo assim a equidade com eficiência no gasto de dinheiro público. Submissão: 28/03/24| Revisão: 30/08/24| Aprovação: 30/08/2

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