Revista Linguagem em Foco
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    METÁFORA, REPRESENTAÇÃO E TEXTUALIDADE NAS FORMAS DA LÍNGUA NACIONAL

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    Este trabalho visa por um lado, contribuir para a História das Idéias Lingüísticas, da qual fazem parte, em diferentes momentos e abordagens, conceitos de metáfora e textualidade. Pretende ainda, contribuir para a reflexão sobre os conceitos operados pela Semântica do Acontecimento. Em particular, interessa-nos refletir sobre o que seja "língua" em uma semântica histórica da enunciação. Mostraremos, assim, enunciados em que a metáfora aparece enquanto suporte material dos processos discursivos que constituem o conceito de língua, em artigos publicados no jornal O Estado de São Paulo, no Brasil, durante 1907. A condensação semântica da expressão metafórica permite que se revelem efeitos de sentido não negligenciáveis que trabalham a organização da memória e a representação de um imaginário sobre a língua

    Editorial

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    DICIONÁRIOS ESCOLARES: UMA ANÁLISE VISUAL

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    Analisamos os dicionários escolares:Aurelinho (2008), Aurélio Ilustrado (2008),Aurélio Júnior (2011) e Miniaurélio (2010) na perspectiva da multimodalidade, buscando compreender como os recursos visuais são usados nas capas e nas páginas para compor sentidos. Apoiamo-nos no conceito de informatividade visual de Bernnhart (2004,) nos da Gramática do Design Visual de Kress& van Leeuwen (1996, 2006) sobre a leitura de imagens e nos estudos lexicográficos de Pontes (2009, 2010, 2011). Os resultados indicam que os dicionários escolares podem ser colocados em um contínuo de informatividade visual. Sendo que nos dicionários infantis e ilustrados, as imagens não são meros elementos de decoração, elas instanciam significados representacionais, interativos e composicionais, construindo valores de verdade, intimidade, igualdade e realidade

    AS PROPOSTAS DE PRODUÇÕES ORAIS DE GÊNEROS ARGUMENTATIVOS NO LIVRO “VONTADE DE SABER PORTUGUÊS” DO 8º ANO

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    Este trabalho é recorte de uma pesquisa maior e o objetivo é analisar o livro didático “Vontade de Saber Português”, de Rosimeire Alves; Tatiane Brugnerotto. A análise verificou as propostas de produções textuais dos gêneros orais da esfera do argumentar presentes no livro didático, bem como comparou com o que propõe os PCN sobre as propostas textuais dos gêneros argumentativos da oralidade. Como suporte teórico nos baseamos, principalmente, em Schneuwly; Dolz (2004;1999), Gonçalves (2009), Ribeiro (2009), Bakhtin (1997), Barbisan (2007), Perelman; Obrechts-Tyteca (2005). Verificamos que o LD apresenta dezessete propostas de produções, em que doze estão voltadas para a produção escrita e cinco para a produção oral. Constatamos que das cinco produções orais somente uma é argumentativa, dessa forma o livro didático trabalha minimamente a modalidade oral. Concluímos não haver uma adequada imersão de gêneros orais da esfera do argumentar presentes nas propostas de produções textuais do LD analisado

    SOBRE A PROBLEMÁTICA DOS GÊNEROS POR UMA ÓTICA SEMIOLINGUÍSTICA

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    Este artigo aborda a problemática dos gêneros a partir de uma visão discursiva. Tem por objetivo apresentar uma discussão teórica sobre a análise de gêneros com base nas contribuições da Teoria Semiolinguística do Discurso, desenvolvida por Patrick Charaudeau. Trata-se de uma problemática complexa, que envolve a relação entre o espaço social – o espaço de restrições determinadas por um contrato comunicativo – e o espaço linguageiro – o espaço de escolhas dos sujeitos para usar certas estratégias discursivas. Por essa ótica, a análise de um gênero discursivo perpassa três níveis: o nível situacional, o nível das restrições discursivas e o nível da configuração textual, todos eles interligados

    AS MANIFESTAÇÕES DAS IDENTIDADES EM UMA PARCERIA TELETANDEM (PORTUGUÊS/ ESPANHOL)

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    Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs), indivíduos dispostos a aprenderem uma língua estrangeira passam a ter oportunidades de estabelecer contato linguístico-cultural com todo o mundo. Por meio de projetos telecolaborativos como o Teletandem Brasil: línguas estrangeiras para todos 10 são formadas parcerias entre aprendizes dispostos a aprenderem uma língua em contexto telecolaborativo. Este estudo verificou as manifestações de identidades nas interações por Teletandem, entre uma argentina e sua parceira brasileira. O ambiente telecolaborativo Teletandem se mostrou profícuo ao proporcionar a aproximação entre pessoas, culturas e línguas distintas, favorecendo a emergência de novas identidades construídas no contato interativo entre as parceiras. A construção de identidades se constituiu pelo contato social das práticas discursivas das participantes, inseridas em um processo de aprendizagem telecolaborativo, a fim de aprenderem uma língua estrangeira. As identidades, considerando a ideia de identidade múltipla, puderam ser criadas e/ou recriadas nos momentos de contato interativo por Teletandem e, por isso, podemos dizer que tal aproximação foi instrumento mediador dos processos de identificação dos sujeitos sociais (uma parceria português/ espanhol) envolvidos na prática social (KLEIMAN, 1998) de aprendizagem de línguas

    O FAZER PESQUISA EM LINGUÍSTICA APLICADA: CONSIDERAÇÕES ACERCA DA LINGUAGEM, DO DISCURSO E DA PERFORMANCE NO CONTEXTO DE ENSINAGEM MÓVEL

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    Este artigo visa discutir sobre o fazer pesquisa em Linguística Aplicada, tida como uma área que atravessa fronteiras disciplinares na contemporaneidade (SIGNORINI, 1998/2004; PENNYCOOK, 2006) e que considera os sujeitos como seres heterogêneos, fragmentados e fluidos (MOITA LOPES, 2006). Devido ao uso de tecnologias móveis no processo de ensinagem, que se considere os impactos da linguagem – não tida como essencialista e cristalizada – e cultura (KRAMSCH, 2014)na constituição dos sujeitos, assim como os contextos micro e macro (BLOMMAERT, 2005) nas performances discursivas dos aprendizes, enquanto eles co-constroem o conhecimento com o uso de diferentes recursos multissemióticos (ROJO, 2013) nas relações dialógicas (FARACO, 2009)

    MATERIAIS DIDÁTICOS PARA OS NOVOS E MULTILETRAMENTOS: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE GAMIFICADA

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    Este artigo tem como objetivo expor um panorama de materiais didáticos para o uso de novas tecnologias na escola, comparando-os com outros modelos que seriam mais coerentes com as práticas de novos e multiletramentos, da Web 2.0. Assim, apresentamos o tipo de material mais comum atualmente para essafinalidade – os Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAs) e Objetos Educacionais Digitais (OEDs) – para, em seguida, trazer à discussão outros tipos de materiais mais favoráveis a aprendizagens relativas aos multiletramentos e flexíveis como os protótipos de ensino e as atividades gamificadas. Acerca destas últimas, descrevemos um exemplo de atividade gamificada, ainda em construção, que será pilotada no âmbito de uma pesquisa-ação de doutorado, desenvolvida e orientada pelas respectivas autoras deste artigo. A atividade é destinada ao ensino de Língua Portuguesa e busca promover o trabalho colaborativo, a agência, habilidades de autoria multimidiática e exploração do ciberespaço

    IDENTIDADES (DES)COLONIAIS NAS PRÁTICAS DE LETRAMENTOS DA POPULAÇÃO CAMPONESA

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    Este trabalho apresenta uma análise dos processos de construção de identidades dos moradores do campo a partir das práticas linguísticas educacionais, considerando os letramentos como uma interface entre linguagem e (des)colonialidade. Delimitamos para análise um corpus constituído por um trecho do Projeto Base do Projovem e um estudo etnográfico. Desenvolvemos uma pesquisa conduzida pelo programa de estudos linguísticos críticos de Fairclough (2001, 2003). Consideramos a atuação dialética dos três tipos de significados -acional, representacional e identificacional - os quais estão relacionados às dimensões constituintes do discurso - texto, prática social e prática discursiva (FAIRCLOUGH 2001,2003). Os dados indicam que os sentidos construídos para os sujeitos do campo fazem com que a identidade do camponês seja múltipla. Identificamos tanto a presença de identidades legitimadoras, através das práticas alienadoras, quanto as identidades de resistência, criadas pelos camponeses diante das contradições. Os processos de letramentos vivenciados nas práticas educacionais desenvolvidas no Projovem se materializaram tanto como representativas do modelo ideológico quanto do modelo autônomo. Assim, os letramentos têm contribuído com os processos de opressão e libertação, colonialidade e descolonialidade. Portanto, o Projovem não chega a construir um processo libertador semelhante ao que Freire(1981) postula, mas oferece as condições necessárias para que os sujeitos comecem a refletir sobre a realidade opressora em que estão inseridos

    A PERPETUAÇÃO DO BINARISMO ENTRE OS CHAMADOS “PROFESSORES FALANTES NATIVOS” E “PROFESSORES FALANTES NÃO NATIVOS” VIA O SISTEMA DE AVALIAÇÃO

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    O presente trabalho representa um recorte de um estudo mais amplo1, visando entender os significados criados por dois professores, dois coordenadores e dois alunos no que tange à reprodução e/ou ao questionamento do mito do professor falante nativo (doravante PFN), bem como a forma que tais significados dialogam com o discurso hegemônico que circula no nível macrossocial e privilegia o PFN (PENNYCOOK, 1998; PHILLIPSON, 1992). A partir da visão socioconstrucionista de linguagem (BUCHOLTZ; HALL, 2005; MOITA LOPES, 2001), entende-se a prática discursiva como um lócus para a revalidação ou a desconstrução do mito do PFN e a microanálise baseia-se na identificação de marcas avaliativas, enfocadas sob a perspectiva teórica do Sistema de Avaliatividade (MARTIN; WHITE, 2005; VIAN JR., 2009, 2011). É uma pesquisa qualitativa interpretativa e as entrevistas semiestruturadas foram norteadas pela ótica de Mishler (1986), levando em consideração a natureza situada e dialógica do discurso gerado. Durante as interações analisadas, identifica-se julgamentos positivos de capacidade e normalidade recorrentementepermeiam supervalorizações do PFN, retratando o PFN como o padrão prestigiado, e o professor falante não nativo, como um desvio do modelo nativo dominante (NAYAR, 2002), embora, por vezes, abra-se espaço para que tais manifestações possam ser refutadas. Os resultados sugerem que os participantes se alinhem com a manutenção do status quo convencional problematizado pelos estudiosos da linguística aplicada (CANAGARAJAH, 2007; RAJAGOPALAN, 2006), indicando a importância de uma participação mais ativa por parte dos pesquisadores, a fim de que a entrevista possa gerar reflexões aprofundadas e possíveis transformações

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