Afro-Ásia
Not a member yet
1020 research outputs found
Sort by
Feituras de proteção no Recôncavo setecentista
Os estudos das práticas mágicas e da religiosidade popular têm revelado importantes parcelas das vivências modernas. O objetivo deste artigo é analisar algumas facetas dessas práticas no Recôncavo baiano, durante o século XVIII, ao centrar o olhar na conexão de casos fontes, especialmente os que fazem referência à construção de amuletos de proteção corporal — com destaque para as bolsas de mandinga —, utilizando elementos cristãos furtados das igrejas. Trata das feituras de proteção, compreendendo o processo de entendimento e elaboração de complexos mágico-religiosos, tendo as vivências de seus feitores como balizas primordiais
A capoeira está nas escolas: o que ocurrículo de história tem a ver com isso?
Em face das demandas de diferença, formuladas pelo movimento negro, que interpelam as escolas em relação às reivindicações sobre a introdução do ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira e à crescente presença da capoeira nessas instituições, este artigo tem por objetivo analisar os efeitos nos processos de produção da narrativa histórica nacional no currículo da disciplina História provocados pela pressão dessas demandas e pela presença dessa manifestação cultural afro-brasileira. Em diálogo com autores dos Estudos Culturais e Pós-Coloniais, da Teoria Pós-Fundacional do Discurso e da Teoria da História, o texto busca explorar os deslocamentos das fronteiras definidoras de “conhecimento histórico escolar” validado e legitimado para ser ensinado nas escolas brasileiras.Palavras-chave:currículo - cultura afro-brasileira - capoeira - ensino de História
Os batuqueiros e as primeiras escolas de samba da Cidade do Salvador
O presente texto tem o objetivo de apresentar a origem de algumas das primeiras escolas de samba soteropolitanas do início de 1960, focando principalmente no contexto no qual elas nascem e em suas relações com outros grupos carnavalescos, como cordões, batucadas, blocos, que desfilavam no grande carnaval da cidade durante a segunda metade do século XX. As fontes utilizadas foram entrevistas realizadas com participantes, além de crônicas, notícias e artigos publicados em diferentes jornais da capital baiana durante a época dos festejos carnavalescos dos anos estudados
Desigualdade racial no Brasil e nos Estados Unidos, 1990-2010
oai:ojs.periodicos.ufba.br:article/17652Este ensaio compara indicadores estatísticos da desigualdade racial entre negros e brancos no Brasil e nos Estados Unidos entre 1990 e 2010. Esses indicadores incluem diferenças raciais de fertilidade, expectativa de vida, mortalidade infantil, distribuição regional, matrícula e desempenho educacional, distribuição da força de trabalho, renda e pobreza. De1994 a2010, os brasileiros elegeram governos comprometidos com a redução dos altos níveis de desigualdade regional e de classe. Os programas adotados por estes governos reduziram a pobreza e a desigualdade e permitiram a cerca de 30 milhões de brasileiros entrar na classe média. O artigo conclui que as políticas destinadas a combater a desigualdade de classe contribuíram também para reduzir a desigualdade racial. Na maioria dos indicadores, o Brasil fez mais progressos na redução das disparidades raciais, durante esses 20 anos, do que fez os Estados Unidos. Em 2010, os Estados Unidos ainda era o país mais igualitário racialmente, em termos estatísticos; mas as experiências do Brasil com a democracia social e as ações afirmativas baseadas em raça e classe social estão a produzir resultados que merecem uma atenção especial por parte dos cidadãos e legisladores interessados em reduzir as desigualdades de classe e raça nos Estados Unidos.